Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Central nuclear de Zaporíjia em perigo após russos desligarem-na da rede
- Guterres e Zelensky discutem esforços diplomáticos para resolver conflito
- República Checa proíbe entrada de diplomatas russos no país sem acreditação nacional
- Ucrânia retirou 57 pessoas da Faixa de Gaza "no meio de combates intensos". Nove são cidadãos palestinianos
- Um morto e 20 feridos num ataque em Dnipro
- Conselho Europeu discute em Copenhaga reforço do apoio à Ucrânia e arranque do "muro de drones"
- "Objeto semelhante a um drone" foi encontrado num campo de milho no leste da Polónia
- EUA vão enviar sistemas anti-drone para a Dinamarca para ajudar na cimeira da UE
- Trump diz que EUA foram "ameaçados pela Rússia", o que fez "enviar um submarino"
- Autoridades polacas detêm ucraniano suspeito de ter sabotado os gasodutos Nord Stream
- Reparação da Ucrânia. Von der Leyen propõe empréstimo financiado com ativos russos congelados
- Presidente da Comissão Europeia anuncia alocação de dois mil milhões de euros para a indústria de drones na Ucrânia
- Serviços secretos ucranianos matam um coronel e dois soldados russos no sul da Rússia
- Forças ucranianas abatem helicóptero russo em Donetsk com recurso a um drone
- Rússia prevê cortar gastos com Defesa em 2026 e aumentar despesa com propaganda
- Rússia soma avanços na região de Donetsk
- Família ucraniana de quatro pessoas morre em ataque em Sumy
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A situação na Ucrânia agrava-se com a ocupação russa, especialmente em torno da central nuclear de Zaporíjia, que permanece desligada da rede elétrica ucraniana devido aos ataques russos. Esta central agora funciona com geradores a diesel, o que gera preocupações significativas para a segurança da região. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou para o perigo iminente devido à impossibilidade de reestabelecer a energia, colocando riscos significativos para todos.
- Em resposta às ameaças russas de incursões aéreas com drones, a União Europeia e os Estados Unidos estão a reforçar as suas estratégias de defesa no leste da Europa. Esta resposta inclui o envio de sistemas de defesa anti-drone para a Dinamarca e discussões sobre um “muro de drones” para defender o espaço aéreo europeu. Estas medidas visam deter a Rússia e garantir a segurança durante eventos importantes, como a cimeira da União Europeia em Copenhaga.
- A situação política entre os EUA e a Rússia continua a ser tensa, com o Presidente Donald Trump a afirmar que os EUA foram ameaçados pela Rússia, levando ao envio de um submarino nuclear para as proximidades da costa russa. Esta ação foi justificada como uma demonstração da capacidade defensiva americana, reforçando a superioridade dos submarinos dos Estados Unidos em comparação com os da Rússia e China.
- Para apoiar a Ucrânia, a Comissão Europeia anunciou um financiamento significativo para o fortalecimento da indústria de drones do país e propôs a utilização de ativos russos congelados como base para um empréstimo destinado à reconstrução e reparação de danos causados pela guerra. Este esforço é parte de uma estratégia para fortalecer as capacidades de defesa da Ucrânia e apoiar a recuperação económica do país após o conflito.
[O que realmente se passou nas eleições presidenciais de 1986, as primeiras e únicas decididas a duas voltas? Uma história de truques sujos, acordos secretos, agressões e dúvida até ao fim. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
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Até já.
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Putin quer mostrar vulnerabilidade de países da UE com intrusões aéreas
O primeiro-ministro estónio, Kristen Michal, defendeu hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, pretende com as recentes incursões de aeronaves em países europeus mostrar a vulnerabilidade destes, para que desviem atenção e recursos do apoio a Kiev.
“Putin quer que falemos de nós próprios, não da Ucrânia, não de ajudar a Ucrânia, não de empurrar a Rússia para fora da Ucrânia. Isso é bastante claro”, disse Michal numa entrevista à AFP em Copenhaga, na véspera de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia.
A Rússia aumentou em setembro as suas incursões no espaço aéreo europeu e da NATO, primeiro na Polónia com cerca de 20 drones, depois na Roménia, e finalmente na Estónia, onde a 19 de setembro três caças russos voaram durante 12 minutos no espaço aéreo deste país.
A isto juntou-se nos últimos dias o sobrevoo de vários aeroportos e bases militares dinamarquesas por ‘drones’, por detrás do qual o governo de Copenhaga suspeita estar a Rússia.
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Central nuclear de Zaporíjia em perigo após russos desligarem-na da rede
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a central nuclear de Zaporíjia, ocupada pelas forças russas, está desligada da rede elétrica ucraniana há sete dias consecutivos, numa situação “crítica”.
“A situação é crítica. Devido aos ataques russos, a central foi cortada do fornecimento de energia e da rede elétrica. É alimentada por geradores a diesel”, disse Zelensky no seu discurso diário.
It is now the seventh day – something that has never happened before – of an emergency situation at the Zaporizhzhia Nuclear Power Plant. Because of Russian shelling, the plant has been cut off from power, disconnected from the electrical grid, and is being supplied with… pic.twitter.com/hUSusfgVjy
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 30, 2025
“São os russos que estão a impedir a reparação das linhas de energia que conduzem à central e o restabelecimento da segurança básica com os seus ataques. E isto representa absolutamente uma ameaça para todos”, acrescentou.
Conquistada pelas tropas russas em março de 2022, no início da invasão em grande escala da Ucrânia, a central, localizada em Enerhodar, na região de Zaporíjia (sul), é a maior da Europa.
Os seis reatores da central nuclear estão desligados, mas é necessária uma fonte de alimentação externa para continuar a arrefecê-los.
A Ucrânia acusou no sábado a Rússia de cortar a central nuclear de Zaporíjia da rede elétrica ucraniana e, assim, tentar “roubá-la” ligando-a à rede controlada pela Rússia.
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Guterres e Zelensky discutem esforços diplomáticos para resolver conflito
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manteve hoje uma conversa telefónica com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na qual discutiram os recentes esforços diplomáticos para acabar com o conflito na Ucrânia e o impacto da guerra nos civis.
A informação foi partilhada pelo gabinete de Guterres, que enfatizou a importância de se manter o ímpeto diplomático que se tem registado nos últimos meses e reafirmou o apoio da ONU a um cessar-fogo como primeiro passo para uma paz justa e sustentável, que defenda plenamente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia.
Na conversa, Guterres reafirmou o compromisso das Nações Unidas em continuar a satisfazer as necessidades humanitárias da Ucrânia no terreno e a apoiar os esforços de recuperação e reconstrução.
Na semana passada, António Guterres e Volodymyr Zelensky encontraram-se em Nova Iorque, durante a semana de alto nível da Assembleia-Geral da ONU, e discutiram a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022, e o impacto do conflito a nível global.
Moscovo e Kiev realizaram este ano três rondas de negociações diretas em Istambul, na Turquia, em maio, junho e julho, nas quais apenas concordaram com a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados.
Quanto ao resto, limitaram-se a apresentar as respetivas posições sobre qual devia ser a fórmula para resolver o conflito.
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República Checa proíbe entrada de diplomatas russos no país sem acreditação nacional
O governo da República Checa proibiu a entrada de diplomatas russos e de portadores de passaportes oficiais que não possuam acreditação nacional de Praga, anunciou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros checo, Jan Lipavsky.
A medida, que se aplica aos aeroportos internacionais, surge quando a Rússia e a aliada Bielorrússia intensificam os esforços de espionagem em toda a Europa, visando os parceiros da Ucrânia na UE e na NATO, ao mesmo tempo que intensificam as operações híbridas, como a invasão de espaços aéreos através de drones.
At my proposal today the government has banned entry into Czechia for Russian diplomats and holders of service passports who do not have national accreditation from Czechia. The measure applies at international airports. Sabotage operations are on the rise and we will not risk…
— Jan Lipavský (@JanLipavsky) September 30, 2025
“As operações de sabotagem estão a aumentar e não correremos o risco de agentes operarem sob cobertura diplomática”, escreveu Lipavsky no X. “Estamos a dar o exemplo a outros países e continuarei a lutar pelas medidas mais consistentes em todo o Espaço Schengen”, acrescentou.
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Ucrânia retirou 57 pessoas da Faixa de Gaza "no meio de combates intensos". Nove são cidadãos palestinianos
A Ucrânia retirou 57 pessoas da Faixa de Gaza, informou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, através do Telegram.
A evacuação de 48 cidadãos ucranianos (18 homens, 14 mulheres e 16 crianças) e nove cidadãos palestinianos (8 homens e uma mulher) da zona de guerra foi realizada em coordenação com os serviços de informação militar ucranianos nos últimos dois dias.
Uma imagem partilhada pelo ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano mostra as pessoas retiradas da Faixa de Gaza.
A operação decorreu “no meio de combates intensos”, o que “complicou significativamente o processo”, afirmou Sybiha. Entre as pessoas retiradas estavam dois feridos que receberam assistência médica enquanto saíam de Gaza.
“Neste momento, o avião de evacuação com cidadãos ucranianos e os seus familiares aterrou no aeroporto de Chisinau [Moldávia], de onde seguirão viagem para casa”, informou ainda o governante ucraniano.
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Um morto e 20 feridos num ataque em Dnipro
Uma pessoa foi morta num ataque russo à cidade de Dnipro, segundo o governador Serhii Lysak. Há ainda 20 feridos como resultado do ataque.
“Na cidade, o fogo atingiu um escritório e um carro. Um prédio de apartamentos, um dormitório e um estabelecimento cultural foram danificados”. Dois carros foram destruídos e outros 17 ficaram danificados, disse ainda no Telegram.
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Conselho Europeu discute em Copenhaga reforço do apoio à Ucrânia e arranque do "muro de drones"
O Conselho Europeu debate na quarta-feira, em Copenhaga, o reforço da arquitetura de segurança da União e o apoio à Ucrânia, quando começa a desenhar-se um “muro de drones” no flanco leste europeu para impedir incursões russas.
A reunião é informal, pelo que não são esperadas conclusões concretas desta discussão política, que terá início pelas 13h00 locais (12h00 em Lisboa). O primeiro-ministro, Luís Montenegro, participa na reunião.
A discussão vai estar centrada em duas questões: o reforço da arquitetura de segurança da União Europeia (UE), para se adaptar ao que o bloco político-económico europeu denominou de “ameaças híbridas”, e o apoio à Ucrânia, depois de se desvanecerem as esperanças de um cessar-fogo a curto prazo para o conflito causado pela invasão .
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"Objeto semelhante a um drone" foi encontrado num campo de milho no leste da Polónia
Um “objeto semelhante a um drone” foi encontrado num campo de milho na localidade de Płośnica, no leste da Polónia. Em comunicado, a polícia local esclareceu que o objeto foi encontrado caído por um “operador de uma ceifeira-debulhadora” esta terça-feira de tarde.
Segundo a televisão polaca RMF24, a aeronave será um dos que entraram no espaço aéreo polaco durante a noite de 9 para 10 de setembro.
“Os polícias notificados sobre o facto protegeram o objeto e o local onde foi encontrado. Outros serviços foram notificados, incluindo a Polícia Militar e o procurador do Departamento de Assuntos Militares da Procuradoria Distrital de Olsztyn. As medidas processuais adicionais no local do incidente serão realizadas sob a sua supervisão”, lê-se ainda no comunicado publicado no Facebook.
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EUA vão enviar sistemas anti-drone para a Dinamarca para ajudar na cimeira da UE
Os Estados Unidos vão enviar sistemas de defesa anti-drone para ajudar na segurança da cimeira da União Europeia, que se realizará em Copenhaga nesta quarta e quinta-feira.
A informação foi confirmada pelo Ministério da Defesa da Dinamarca na rede social X.
“Estamos satisfeitos e gratos pelo facto de os Estados Unidos também estarem a apoiar a Dinamarca com capacidades anti-drones em conexão à próxima cimeira”, lê-se na publicação, onde frisam que “o apoio americano é uma expressão da estreita cooperação transatlântica, que também é forte no combate a ataques híbridos”.
Vi er glade for og taknemmelige over, at USA også støtter Danmark med anti-drone kapabiliteter i forbindelse med det kommende topmøde. Den amerikanske støtte er et udtryk for det tætte transatlantiske samarbejde, som også står stærkt i håndteringen af hybride angreb.
— Forsvarsministeriet/Danish MoD (@Forsvarsmin) September 30, 2025
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Trump diz que EUA foram "ameaçados pela Rússia", o que fez "enviar um submarino"
O presidente dos EUA disse que o país foi ameaçado pela Rússia, o que levou a que tivesse decidir mobilizar um submarino com capacidade nuclear para perto da costa da Rússia.
“Fomos um pouco ameaçados pela Rússia recentemente, e eu enviei um submarino, um submarino nuclear, a arma mais letal já fabricada, é indetetável”, disse Trump, num discurso perante militares numa base da Marinha norte-americana em Quantico, no estado da Virgínia.
Trump sublinhou o poderio americano em termos de submarinos. “Estamos 25 anos à frente da Rússia e da China em submarinos. Mas a China está a recuperar, em cinco anos vão estar iguais em. Mas temos mais do que qualquer outro país”, garantiu Trump.
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Zelensky envia equipa militar à Dinamarca para treinar combate a drones russos
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje o envio de uma equipa militar à Dinamarca para participar em exercícios conjuntos de combate a drones russos, após um aumento de incidentes na Europa.
“As nossas tropas chegaram para participar em exercícios conjuntos com parceiros, que podem tornar-se a base para um novo sistema de combate a drones russos”, escreveu Zelensky nas redes sociais.
Our group of specialists has begun deploying a mission in Denmark to share Ukraine’s experience in countering drones. Our guys arrived to take part in the joint exercises with partners, which could become the foundation for a new system to counter Russian and any other drones.…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 30, 2025
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Kellogg diz que ameaça de drones russos é "séria" e admite que abatê-los pode ser resposta
O enviado dos Estados Unidos à Ucrânia, Keith Kellogg, considerou no fórum de segurança de Varsóvia que a ameaça apresentada pelos drones russos na Europa é “séria” e admite que abatê-los pode vir a ser resposta.
Lembrando a “experiência militar” do general, Kellogg afirmou que, para reagir a algo assim, se deve aumentar “o nível de risco”.
“Vou dar-lhe um bom exemplo. Há alguns anos, em 2015, os russos enviaram um caça para invadir o espaço aéreo turco. O que fizeram os turcos? Abateram-no. Ok, isso chama a atenção muito rapidamente, não é verdade?”, acrescentou, apontando que era sobre isso que estava a falar quando se referia ao aumento do “nível de risco”.
“Eu sei que é perigoso fazê-lo. Eu entendo isso. Mas, às vezes, temos de nos perguntar: para onde é que se vai?”, acrescentou, citado pelo The Guardian.
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Autoridades polacas detêm ucraniano suspeito de ter sabotado os gasodutos Nord Stream
As autoridades polacas detiveram um cidadão ucraniano suspeito de ter estado envolvido na sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2, em 2022, no mar Báltico, escreve o Ukrainska Pravda, citando a rádio polaca RMF.
O homem, identificado como Volodymyr Z, era procurado depois de um tribunal alemão ter emitido um mandato de detenção a nível europeu.
O cidadão ucraniano foi detido na cidade de Pruszków, nos arredores de Varsóvia, estando a aguardar extradição.
Esta detenção soma-se à de um outro cidadão ucraniano, detido em Itália no dia 20 de agosto, também por envolvimento na sabotagem dos gasodutos Nord Stream.
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Reparação da Ucrânia. Von der Leyen propõe empréstimo financiado com ativos russos congelados
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que propôs conceder à Ucrânia um empréstimo para reparação dos estragos provocados pela guerra, com base em ativos russos congelados pela União Europeia.
“Apresentei a ideia de um empréstimo de reparação baseado nos ativos russos congelados“, explicou a von der Leyen, citada pelo jornal Ukrainska Pravda, numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
A presidente da Comissão Europeia esclareceu que o empréstimo não será desembolsado num único pagamento, mas sim em parcelas e sob determinadas condições. Ursula von der Leyen garantiu que o empréstimo vai também fortalecer a indústria de defesa europeia, uma vez que a União Europeia vai garantir que “parte do empréstimo seja usada para aquisições na Europa e com a Europa“.
A presidente da Comissão Europeia sublinhou também que não haverá “apreensão dos bens”. “A Ucrânia tem que pagar o empréstimo, se a Rússia pagar as reparações. O autor do crime deve ser responsabilizado”, defendeu von der Leyen.
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Presidente da Comissão Europeia anuncia alocação de dois mil milhões de euros para a indústria de drones na Ucrânia
A presidente da Comissão Europeia anunciou a alocação de dois mil milhões de euros para a indústria de drones na Ucrânia.
Numa conferência de imprensa, ao lado do secretário-geral da NATO, Ursula Von Der Leyen sublinhou a necessidade de continuar a fortalecer o apoio militar à Ucrânia — “a primeira linha de defesa” da Europa.
“Portanto, concretamente, acordámos com a Ucrânia que um total de dois mil milhões serão gastos em drones agora. Isso permite que a Ucrânia expanda e use toda a sua capacidade”, disse a presidente da Comissão Europeia, citado pelo Ukrainska Pravda.
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Serviços secretos ucranianos matam um coronel e dois soldados russos no sul da Rússia
Os serviços secretos militares da Ucrânia, o GUR, mataram três militares russos em território russo, incluindo um tenente-coronel, revelou o GUR em comunicado.
A operação bem-sucedida ocorreu no dia 27 de setembro perto da cidade de Stavropol, no Cáucaso russo, e contou com o apoio do Movimento de Libertação do Cáucaso, um grupo separatista.
Um dos três militares mortos no ataque ucraniano era tenente-coronel da “Guarda Russa” e liderava um grupo da unidade de forças especiais “Avangard”.
O GUR partilhou um vídeo que mostra o momento do ataque, que parece ter sido realizado com um dispositivo explosivo acionado remotamente.
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Forças ucranianas abatem helicóptero russo em Donetsk com recurso a um drone
A Ucrânia abateu esta segunda-feira um helicóptero Mi-8 russo na região de Donetsk com recurso a um drone FPV, escreve o Kyiv Independent, citando o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert “Madyar” Brovdi.
Os ucranianos destruíram o helicóptero russo perto da aldeia de Kotliarivka, na zona oeste da região de Donetsk, numa zona ainda controlada por Kiev.
Numa publicação no Facebook, a 59ª Brigada das Forças de Sistemas Não Tripulados avisa a Rússia para as incursões aéreas naquela área. “Quem for até lá para ver, deve estar preparado […] Pode sair caro”.
O Mi-8 é um helicóptero bimotor da era soviética utilizado para transporte de carga e pessoal e apoio a missões de combate.
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Comissão Europeia pede ação da UE para “ponto de viragem” na Ucrânia
A presidente da Comissão Europeia apelou hoje a esforços da União Europeia para continuar a apoiar a Ucrânia, nomeadamente através do novo empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados, para um “ponto de viragem” na guerra.
“Acredito firmemente que estamos num momento em que uma ação decisiva da nossa parte pode levar a um ponto de viragem neste conflito”, disse Ursula von der Leyen numa declaração à imprensa, sem direito a perguntas, em Bruxelas.
“Acordámos com a Ucrânia que será gasto um total de dois mil milhões de euros em drones [aeronaves pilotadas remotamente], o que permitirá à Ucrânia aumentar a sua capacidade e utilizá-la ao máximo e, naturalmente, permitirá também à União Europeia beneficiar desta tecnologia”, explicou.
Ainda assim, de acordo com Ursula von der Leyen, é necessária “uma solução mais estrutural para o apoio militar”, razão pela qual o executivo comunitário propôs “um empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados”.