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Em direto/ Diplomatas europeus atacados por colonos na Cisjordânia

Diplomatas da Bélgica, França e Polónia foram alvos de um ataque numa aldeia da Cisjordânia. IDF condenam colonos, mas Netanyahu fala em "campanha de difamação".

Atualizações em direto
  • Incêndio em terminal petrolífero de São Petersburgo após ataque de Kiev

    A investida com centenas de drones da Ucrânia durante a noite provocou um incêndio num terminal petrolífero em São Petersburgo e teve como alvo um centro de dados nos arredores da cidade, anunciaram hoje as autoridades locais e uma empresa envolvida.

    De todos os drones lançados por Kiev, pelo menos uma centena dirigiu-se à região de Leninegrado. Segundo o governador regional Alexandre Drozdenko, a defesa antiaérea russa abateu 126 engenhos nesta região que rodeia a cidade do noroeste.

    Na cidade, o ataque ucraniano provocou incêndios em “infraestruturas civis” de três bairros, bem como “no território do terminal petrolífero de São Petersburgo”, precisou o governador da cidade, Alexandre Beglov.

    “Por razões de segurança, a atividade do aeroporto de Pulkovo foi restringida”, acrescentou, garantindo que não se registaram vítimas.

    A rede social russa VK referiu, em comunicado, um ataque com drones a um centro de dados na região de Leninegrado, garantindo que os serviços que oferece continuavam a funcionar com normalidade.

    Nas margens do mar Báltico, São Petersburgo e a região albergam importantes infraestruturas petrolíferas essenciais para o comércio de hidrocarbonetos, um setor particularmente visado pela Ucrânia nos últimos meses, em retaliação aos bombardeamentos russos.

    Em junho, o terminal petrolífero de São Petersburgo já tinha sido atacado por drones ucranianos no dia da abertura de um fórum económico que reuniu numerosos responsáveis russos e estrangeiros.

    Além disso, desde o início de outubro que o exército de Kiev tem atacado vários centros de dados, pertencentes, em particular, à gigante tecnológica Yandex.

  • Opositor de Netanyahu classifica colonos como "terrorismo judaico"

    O principal opositor de Benjamin Netanyahu nas próximas eleições do dia 27, Gadi Eisenkot, pronunciou-se sobre o ataque a diplomatas europeus na Cisjordânia, classificando as ações dos colonos como “terrorismo judaico”.

    “Um punhado de criminosos está a queimar a pouca legitimidade que restava ao Estado de Israel, colocando em risco as forças de segurança e prejudicando o assentamento na Judeia e na Samaria e a segurança nacional”, escreveu Eisenkot.

  • Chefe da diplomacia dos EUA relativiza isenção de sanções contra Moscovo

    O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, relativizou a decisão de Donald Trump de isentar a Rússia de novas sanções, assegurando que se trata de uma pausa destinada “a analisar” as repercussões económicas destas medidas.

    A suspensão da aplicação das medidas previstas numa lei recentemente aprovada pelo Congresso, que visa especificamente o setor energético russo, foi condenada pela Ucrânia, agravando as tensões que se têm vindo a acumular entre Kiev e Washington desde a semana passada.

    “O Presidente pretende utilizar este período de 60 dias para analisar o efeito tanto das sanções como dos direitos aduaneiros na economia mundial e até mesmo na economia norte-americana”, declarou no sábado Rubio antes de partir para uma visita ao Uzbequistão e à Índia.

    O secretário de Estado norte-americano salientou o impacto dos recentes conflitos nos preços da energia, incluindo a guerra travada pelos Estados Unidos contra o Irão e os ataques dos rebeldes Huthis do Iémen, pró-Irão, contra a Arábia Saudita.

    “Estes conflitos em todo o mundo começam a sobrepor-se uns aos outros e têm repercussões não só nos preços internacionais do petróleo e do gasóleo”, mas também, de forma mais geral, na economia, afirmou Rubio.

  • Autoridades russas abateram mais de mil drones ucranianos

    As defesas antiaéreas russas abateram, durante a noite, um total de 1.015 drones ucranianos nos céus de 15 regiões da parte europeia do país, anunciou hoje Moscovo.

    O Ministério da Defesa russo especifica no seu comunicado matinal sobre a guerra que o principal alvo do ataque foi a capital e a segunda maior cidade do país, São Petersburgo, que sofreu alguns danos.

    Foram também atacadas, entre outras, as cidades fronteiriças de Belgorod, Kursk e Bryansk, bem como a cidade de Krasnodar, no sul, e a península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2022.

    O presidente da câmara de Moscovo, Serguéi Sobianin, afirmou que mais de meio milhar de drones foram abatidos quando se dirigiam para a capital do país, pelo que foi necessário encerrar novamente os aeroportos, onde já foram cancelados e atrasados centenas de voos nos últimos dias.

  • Diplomatas europeus atacados na Cisjordânia. Netanyahu desvaloriza e fala em possível "campanha de difamação"

    Um grupo de diplomatas europeus e outros dignitários (onde se incluíam um autarca francês e representantes da Igreja Católica) foi atacado na Cisjordânia por um grupo de colonos israelitas de cara tapada. Três pessoas ficaram feridas.

    O incidente aconteceu na aldeia cristã de Taybeh, perto de Ramallah. Vídeos e fotografias do momento mostram os atacantes a atirar pedras contra o carro e o autarca francês Bernard Baudoux, do Partido Comunista, no chão, com a faixa tricolor habitualmente usada pelos presidentes de câmara franceses.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prevot, confirmou o ataque e disse que as vítimas são o cônsul belga, diplomatas franceses e polacos, bem como Baudoux e um arcebispo francês.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF), responsáveis por garantir a segurança no local, condenaram o ataque, que classificaram como “um ato de violência severo”. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar, classificou os suspeitos como “desordeiros israelitas” e disse estar em contacto com as embaixadas dos respetivos países.

    O primeiro-ministro de Israel, contudo, adotou uma linha diferente. O gabinete de Benjamin Netanyahu comunicou que não há “provas fortes” relacionadas com o ataque. “Estas imagens sozinhas não estabelecem a sequência completa dos eventos, nem a responsabilidade individual”.

    O chefe de Governo, que enfrenta eleições legislativas no dia 27 deste mês, insinuou também que os eventos podem ser parte de “uma campanha coordenada para difamar Israel”.

    Este ataque surge depois de, na sexta-feira passada, colonos terem ferido gravemente a fotojornalista do Washington Post Heidi Levine. A jornalista foi operada e mantém-se numa condição “moderada”, de acordo com o hospital.

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, criticou os recentes ataques de colonos israelitas: “Estamos muito perturbados por estas imagens e pelo que estamos a ver”, disse. “Pedimos aos israelitas, e vamos continuar a pedir, para que reprimam este tipo de coisa.”

  • Bom dia.

    O Observador vai continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos relacionados com os principais conflitos mundiais, em particular a situação no Médio Oriente e a guerra na Ucrânia.

    Para recordar os acontecimentos da véspera, pode consultar o nosso liveblog.

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