Atualizações em direto
  • Desde o início da guerra com o Irão que já foram registados 135 incidentes marítimos e 76 vítimas

    Os números foram contabilizados pela organização britânica de segurança marítima UKMTO, que realça que, dos 135 incidentes marítimos registados no período, 114 resultaram em danos em embarcações.

    Na última semana, a UKMTO registou 12 ataques contra embarcações: 10 no Estreito de Ormuz, um no Golfo Pérsico e outro no Golfo de Omã.

    Os incidentes incluem o afundamento de um navio porta-contentores, atingido por um projétil no dia 13 de outubro, sem registo de feridos entre a tripulação.

    Um outro ataque, contra um navio-petroleiro no dia 11 de outubro, resultou no desaparecimento de dois tripulantes, segundo as autoridades indianas citadas no relatório.

    A UKMTO não detalha a divisão das 76 vítimas entre feridos e mortos, e alerta que o número real de ataques pode ser superior ao registado, uma vez que muitas embarcações afetadas não comunicam os incidentes.

    Por sua vez, a Organização Marítima Internacional (OMI), com sede em Londres, contabiliza — com base em dados de 9 de outubro — 24 marinheiros mortos. Este órgão regista ainda 113 incidentes confirmados no Estreito de Ormuz e no Médio Oriente, até 14 de outubro.

    Os números apresentados por ambos os organismos referem-se a registos distintos e não são diretamente comparáveis.

    Apesar de uma recuperação nas últimas semanas, o tráfego através do estreito de Ormuz continua cerca de 70% abaixo dos níveis anteriores ao conflito, segundo a UKMTO.

  • Rússia e Ucrânia intensificam ataques este sábado. Kiev regista pelo menos sete mortos

    O conflito entre a Rússia e a Ucrânia voltou a sofrer uma escalada este sábado, com uso de drones na Crimeia e em territórios russos e ucranianos.

    De acordo com as autoridades russas, as defesas antiaéreas abateram, durante a noite, 610 drones ucranianos sobre 15 regiões russas e a península ucraniana da Crimeia, que foi anexada.

    O Ministério da Defesa da Rússia referiu que os aparelhos não tripulados atacaram alvos na região de Moscovo, São Petersburgo, nas regiões fronteiriças de Kursk e Belgorod e no sul (Krasnodar e Rostov), entre outras, tendo sido ainda abatidos drones de asa fixa no leste dos Urais.

    Segundo a Reuters, este mesmo gabinete anunciou ter feito um ataque em larga escala contra infraestruturas ucranianas, incluindo a maior siderurgia do país, localizada na cidade de Kryvyi Rih e que teve de suspender operações em setembro, após uma série de ataques com mísseis balísticos russos.

    O ministério russo afirmou ainda que as forças russas também atingiram uma subestação elétrica na cidade de Zhytomyr, no noroeste do país, e outra siderurgia em Zaporizhzhia. O ataque em Zhytomyr fez com que centenas de milhares de pessoas da região acordassem este sábado sem eletricidade, adianta o Ukrainska Pravda.

    Do lado ucraniano, há pelo menos sete mortos e 90 feridos a registar nas últimas 24 horas, revela o Kyiv Independent. Segundo a força aérea da Ucrânia, foram abatidos 289 dos 332 drones lançados pela Rússia durante a noite, incluindo drones de ataque a jato. Moscovo usou também mísseis balísticos de modelo Iskander-M ou de modelo norte-coreano KN-23. Ao todo 22 locais diferentes foram atingidos, e os destroços caíram em três áreas.

    Há vítimas mortais a registar em Kharkiv, Nikopol, Dnipro, Kramatorsk, Kherson e Sloviansk. Esta última cidade foi palco de um ataque com bombas aéreas lançado pela Rússia contra uma zona residencial.

    Em Vinnitsa, no centro-oeste da Ucrânia, verificaram-se nas últimas horas um dos ataques mais intensos desde o início da guerra, referiu a responsável da Administração Militar Regional, Natalia Zabolotna, salientando que foram abatidos 24 drones inimigos e registados danos em infraestruturas civis e críticas, com pelo menos seis feridos.

    As instalações de infraestruturas críticas estão a funcionar com sistemas de energia de reserva, acrescentou a responsável, salientando que os trabalhadores do setor energético e dos serviços municipais estão a tentar restabelecer o fornecimento de eletricidade e água. No entanto, o Pravda adianta que também largas secções desta cidade estão sem acesso a energia.

    O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, referiu que foram abatidos 144 drones quando se dirigiam para a capital russa, o que obrigou a encerrar novamente os quatro principais aeroportos da cidade de 13 milhões de habitantes.

    O mesmo sucedeu noutros aeroportos das principais cidades russas, informou a agência federal de transporte aéreo, Rosaviatsia.

    *com Lusa

  • Rússia elogia decisão de Trump de suspender novo pacote de sanções

    O Kremlin saudou hoje a suspensão de um novo pacote de sanções dos EUA destinado à economia russa, decretada pelo Presidente Donald Trump contra a vontade do Congresso norte-americano.

    Para Kirill Dmitriev, conselheiro do Kremlin para a cooperação económica internacional, esta decisão do Presidente norte-americano constitui um “momento histórico” na relação entre os dois países.

    “A suspensão da lei Graham pela administração Trump é um momento importante e verdadeiramente histórico”, referiu, nas redes sociais, Kirill Dmitriev, algumas horas após a assinatura, por Trump, de um decreto que suspende as novas sanções contra Moscovo.

  • Rachid Benzine aponta “colapso do direito internacional” em Gaza

    O escritor franco-marroquino Rachid Benzine afirmou na sexta-feira, no Folio, que a atual situação de Gaza é o colapso do direito internacional.

    “A dada altura é preciso ser capaz de olhar para a situação em Gaza, de forma coletiva, admitir que na verdade, falhámos”, afirmou o autor de “O homem que lia livros”, obra em que escreve sobra a ocupação da Palestina.

    Orador numa mesa do Folio, o escritor aludiu à atual situação de Gaza como “o colapso do direito internacional”, questionando o que faz com que, no Ocidente ou em qualquer outro lugar “se aceite essa tolerância à violência contra os palestinianos” ou a “desumanização” desse povo.

    “O que está a acontecer em Gaza vai além da questão de Gaza, no que diz respeito às nossas responsabilidades coletivas”, afirmou, sustentando que coletivamente “vamos pagar o verdadeiro preço do que aconteceu” naquele país, por se tornar difícil “invocar a justiça quando deixam as pessoas morrerem lá e não intervieram”.

    “Quem se solidariza com a tragédia de Gaza tem toda a razão”, afirmou, na mesma mesa de autor o escritor argelino Kamel Daoud , acrescentando que “não se pode aceitar uma guerra, seja em Gaza ou noutro lugar qualquer” e lamentando que durante a guerra civil argelina, que causou a morte de 200 mil pessoas, ninguém se tenha mobilizado por este país.

    Para este escritor “não há diferenças nem hierarquias no sofrimento”, pelo que, aquilo que gostaria “é que cada um se empenhasse para que o mundo fosse melhor, de acordo com as suas convicções”.

  • Trump adia novamente sanções contra a Rússia

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou na sexta-feira um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando ao Congresso que a suspensão é do interesse nacional.

    A legislação, promulgada no mês passado e batizada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, visava restringir mais rapidamente o fluxo de recursos financeiros que alimentam a guerra contra a Ucrânia.

    A medida surge uma semana depois de Trump afirmar, de forma surpreendente, que os Estados Unidos concordaram em comprar gasóleo à Rússia para tentar baixar os preços globais da energia, apesar de isso poder prejudicar a Ucrânia na guerra com Moscovo.

    A Administração Trump tem-se mantido praticamente em silêncio desde a recente aprovação do projeto de lei por ampla maioria bipartidária na Câmara dos Representantes e no Senado, após a morte repentina do senador Lindsey Graham — com os legisladores a serem instados a agir pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

    A mais recente ação de Trump seguiu-se ao anúncio que fez nas redes sociais, na semana passada, de que chegou a um acordo com o Presidente russo, Vladimir Putin, numa chamada telefónica em que se esperava que discutisse um caso suspeito de peste na Rússia.

    Em vez disso, Trump anunciou que a Rússia vai fornecer imediatamente mais de 300 mil toneladas de gasóleo, seguidas de 500 mil toneladas adicionais em novembro e um milhão de toneladas “imediatamente a seguir”.

    A Rússia vai entregar mais três milhões de toneladas “num curto espaço de tempo” depois disso, escreveu Donald Trump.

  • Bom dia,

    Vamos continuar a acompanhar as tensões geopolíticas e dos conflitos mundiais, com destaque para o Médio Oriente e a guerra na Ucrânia.

    Pode consultar tudo o que se passou na véspera no liveblog que agora arquivamos.

1 de 1