Momentos-chave
- "Imigrante pode ser uma vítima", defende Luís Neves
- "Estamos a pagar o desinvestimento de que foi alvo a PJ"
- "'Fake news' interessam aos profetas das desgraças"
- "Portugal comunica os dados seguindo critérios da Europol", defende Fabian Figueiredo
- Deputados querem saber como a PJ tem combatido o crime e qual a relação entre criminalidade e imigração
- Luís Neves: "PJ conhece a nacionalidade de todos os nossos detidos, mas não partilhamos porque não tem sido permitido"
- Luís Neves: "Perceções têm que ser respeitadas"
Histórico de atualizações
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Encerramos aqui este liveblog, onde estivemos a acompanhar a audição do Diretor Nacional da Polícia Judiciária sobre criminalidade em Portugal.
Obrigado por nos ter seguido.
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"Estrangeiros", "imigrantes" e as nacionalidades que a PJ conhece, mas não pode revelar: a audição do Diretor Nacional
Luís Neves, Diretor Nacional da PJ, apresentou dados na audição para combater a desinformação. Estrangeiros representam 27% do total de detidos em Portugal.
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"Imigrante pode ser uma vítima", defende Luís Neves
O Diretor Nacional da PJ remata a audição a defender o combate à desinformação, lembrando a preocupação das autoridades com todas as pessoas. “Imigrante pode ser uma vítima”, vinca.
Luís Neves mantém que Portugal é um país seguro e que vive, em parte, do turismo, o que aumenta a responsabilidade sobre a segurança nacional.
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Aumento da moldura penal não diminui crimes, diz Luís Neves: "Organizações criminosas só têm como objetivo o lucro"
Questionado pelo BE, Luís Neves defendeu peremptoriamente que não há uma relação entre o aumento da moldura penal a diminuição de crimes: “É evidente que não. As organizações criminosas só têm como objetivo o lucro”.
“Os crimes continuam em estados dos EUA com pena de morte”, acrescenta.
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"Estamos a pagar o desinvestimento de que foi alvo a PJ"
Focado no combate à corrupção, Luís Neves assume que a Polícia Judiciária está a pagar pelo desinvestimento de que foi alvo.
“Tudo na vida se paga com investimento, nós estamos a pagar [no combate à corrupção] o desinvestimento de que foi alvo a PJ”.
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"'Fake news' interessam aos profetas das desgraças"
Respondendo a várias perguntas dos deputados sobre a informação manipulada da criminalidade, Luís Neves esclareceu: “Fake News interessam aos profetas das desgraças. Há um incremento de mais de mil por cento de crimes de ódio”.
Segundo o diretor da PJ, um dos motivos que explica o aumento, nos dados disponibilizados, dos crimes de tráfico humano, é a concentração, neste órgão criminal, dos casos que outrora diziam respeito ao SEF, agora extinto.
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Luís Neves defende que não há estudos validados sobre perceções
“Não temos nenhum estudo científico validado sobre [perceções]”, começa por dizer Luís Neves, em resposta à primeira ronda de perguntas dos deputados.
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"Portugal comunica os dados seguindo critérios da Europol", defende Fabian Figueiredo
Fabian Figueiredo, do BE, defende e elogia as intervenções públicas de Luís Neves e acrescenta que “Portugal comunica os dados [no RASI] seguindo critérios da Europa”.
No final da intervenção, o deputado, que falava especificamente sobre o tráfico de droga, deixa uma questão: “Mexer no código penal ajuda de alguma forma a reprimir a criminalidade internacional?”
“A PJ tem falta de dados para fazer o seu trabalho?”, pergunta Paulo Muacho, do Livre.
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Deputados querem saber como a PJ tem combatido o crime e qual a relação entre criminalidade e imigração
Os deputados, novamente com a palavra, questionam Luís Neves sobre os dados já revelados. António Rodrigues, do PSD, lembrou a importância de debater a segurança com factos.
Da parte do PS, Isabel Moreira quer saber a quem interessa a manipulação de dados e a consequente associação de criminalidade à imigração.
Manuel Magno, do Chega, insiste: “Há ou não um aumento de criminalidade associado à imigração, como o tráfico de droga?”.
Em nova intervenção, Mariana Leitão explica que a proposta dos liberais surge como necessidade de trazer a discussão sobre a criminalidade para os “moderados”, afastando críticas de outros adversários políticos.
“O que é que a PJ está a fazer no âmbito da modernização tecnológica para o combate ao tráfico humano?”, questiona a deputada da IL.
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Luís Neves: "PJ conhece a nacionalidade de todos os nossos detidos, mas não partilhamos porque não tem sido permitido"
Sobre a revelação de dados de nacionalidade no RASI, Luís Neves descreve que a PJ está a par de tudo o que é feito, a esse respeito, por órgãos semelhantes na Europa. Acrescenta que “a PJ conhece a nacionalidade de todos os nossos detidos, mas não partilhamos porque não tem sido permitido partilhar”.
Ainda na primeira intervenção, o Diretor Nacional da PJ assumiu a probabilidade de o fentanil – “produzido na china por organizações mafiosas” – ser introduzido em Portugal, aumentando a preocupação das autoridades com o consumo de drogas.
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Luís Neves: "Perceções têm que ser respeitadas"
Na primeira intervenção na audição desta quarta-feira, Luís Neves promete esclarecer os dados que revelou a 17 de janeiro, e que motivaram críticas da IL. “Neste momento, fala-se de perceções, que têm de ser respeitadas porque é um sentimento da população”, diz o diretor da PJ.
“Continuamos com muitos crimes de homicídios, muitos crimes de violência doméstica, é uma vergonha para todos”, acrescenta.
Luís Neves faz ainda outro esclarecimento sobre os dados que associam criminalidade a imigrantes: “Um imigrante é estrangeiro, mas um estrangeiro não é necessariamente imigrante”. Revela também que muitos desses criminosos escolhem Portugal com o objetivo de cometer crimes, não sendo residentes em território nacional.
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Mariana Leitão pede esclarecimentos sobre criminalidade
A primeira intervenção na audição é de Mariana Leitão. A deputada da IL explica o que levou o partido a chamar Luís Neves ao Parlamento. A também candidata presencial quer saber o que contribuiu para o aumento da criminalidade geral, o aumento dos homicídios, da criminalidade jovem, da criminalidade grupal e do cibercrime.
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Bom dia,
Abrimos este liveblog para acompanhar a audição do Diretor Nacional da Polícia Judiciária na Comissão de Assuntos Constitucionais da Assembleia da República.
No pedido de audição, a Iniciativa Liberal recordou que, a 17 de janeiro, quando participava num evento público, Luís Neves “alertou para um momento histórico em que sobressaem perceções de insegurança, ameaças híbridas, desinformação e fake news”, contestando a ideia de que o país esteja “‘sem rei e sem roque’ no que à segurança e à criminalidade diz respeito”.