Momentos-chave
- PSP "dará todos os esclarecimentos" sobre auto de notícia da morte de Odair
- "Nunca tive indicação política para realizar operações"
- Diretor Nacional da PSP e o caso da morte de Odair Moniz: "Confiamos na justiça, tal como confiamos nos polícias"
- Bloco de Esquerda questiona Diretor Nacional da PSP sobre morte de Odair Moniz
- Deputados questionam PSP: "Operação foi essencial ou apenas mediática?"
- Criminalidade no Martim Moniz justifica operação da PSP
- "Polícias dão a vida ao serviço da nação"
- Partidos que pediram audição questionam Luís Carrilho
Histórico de atualizações
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Encerramos aqui este liveblog, onde estivemos a acompanhar a audição do Diretor Nacional da PSP na Assembleia da República.
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As "denúncias" sobre o Martim Moniz, a recusa de "instrumentalização" e o caso Odair. Diretor da PSP ouvido no Parlamento
Luís Carrilho foi chamado ao Parlamento, apresentou dados de criminalidade que justificaram a rusga no Martim Moniz e disse que a PSP “está blindada contra a partidarização”.
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PSP "dará todos os esclarecimentos" sobre auto de notícia da morte de Odair
Terminada a audição, Luís Carrilho, em resposta aos jornalistas, disse que a “PSP, por intermédio de quem fez o auto e esteve envolvido no processo dará todos os esclarecimentos” sobre o auto de notícia relativo à perseguição policial que culminou na morte de Odair Moniz.
O Diretor Nacional da PSP reforçou que o Sistema Estratégico de Informação (SEI) “regista tudo em termos informáticos” e que há também “o melhor relacionamento institucional” com outras autoridades. Tal como já tinha dito na audição, Luís Carrilho lembrou que o caso deve ser resolvido no tribunal.
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Terminou a audição do Diretor Nacional da PSP na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
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"Nunca tive indicação política para realizar operações"
Ainda sobre as críticas que falavam numa “interferência política”, Luís Carrilho assume que desde que é Diretor Nacional da PSP nunca recebeu indicações para realizar ações policiais.
“Nos oito meses que aqui estou nunca tive indicação política para realizar operações”, destaca.
Luís Carrilho volta a descrever as várias operações policias e enaltece que a polícia portuguesa “tem na sua matriz um serviço e uma missão sempre próxima do cidadão”.
Sobre a rusga no Martim Moniz, o diretor defende que “todas as pessoas que foram revistadas, foram devidamente identificadas”, respeitando os seus direitos.
Luís Carrilho termina a sua intervenção nesta audição a fazer um apelo: “A PSP está num processo em que precisa de aumentar o efetivo. Temos a decorrer o recrutamento, é importante todo o Portugal concorra. Independentemente da religião, grupo étnico, ou cor partidária. A PSP tem que ter representatividade para dar melhor serviço ao cidadão”.
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Diretor Nacional da PSP e o caso da morte de Odair Moniz: "Confiamos na justiça, tal como confiamos nos polícias"
Apesar de não o ter que fazer, Luís Carrilho fala sobre o caso da morte de Odair Moniz: “Todos são inocentes até sentença transitada em julgado. Os nossos polícias envolvidos têm direito a presunção de inocência. Judicialmente é relevante que o processo corra os seus trâmites. O julgamento faz-se no Tribunal. Confiamos na justiça. Tal como confiamos nos polícias”.
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PSP está "blindada" contra interferência de partidos
O Diretor Nacional da PSP desvaloriza as críticas de fracos resultados da operação no Martim Moniz, defendendo que “os resultados são sempre muito relevantes. Uma arma que esteja fora de circulação é menos um potencial de haver um crime”.
Luís Carrilho afastou as questões de instrumentalização política das autoridades: “A PSP está blindada contra qualquer ‘partidirização’ na sua ação. A nossa obediência é à constituição e à lei”.
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PSP fez 1413 operações de prevenção criminal desde 2012
Em reposta aos deputados, Luís Carrilho explica que a operação no Martim Moniz não é novidade: “de 2012 a 2024 a PSP realizou 1413 operações policias de prevenção criminal”.
Apenas em Lisboa, em 2024 foram 92 e 84 no ano anterior.
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Bloco de Esquerda questiona Diretor Nacional da PSP sobre morte de Odair Moniz
Apesar de este tema não estar nos pontos em discussão – a audição foca-se na operação no Martim Moniz -, o Bloco de Esquerda aproveita a “atualidade” para questionar o Diretor Nacional da PSP sobre as contradições da polícia no caso da morte de Odair Moniz.
“Sabemos que a morte de Odair Moniz não aconteceu em contexto de legítima defesa”, sugere Joana Mortágua: “Quer fazer algum comentário a estas notícias que saíram hoje?”
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Deputados questionam PSP: "Operação foi essencial ou apenas mediática?"
Numa nova ronda de perguntas, as dúvidas dos deputados dividem-se. Se o Chega não entende “a mediatização” do tema, o PS quer saber se “a PSP atua com base em sentimentos”.
Os socialistas trazem para o debate os números divulgados recentemente que apontam para uma diminuição da criminalidade em Lisboa. “Alguma vez se viu [operações como a do Martim Moniz em anos com dados mais baixos?”, questiona a deputada Isabel Moreira.
“Revista da PSP ou da GNR não ofende ninguém”, defende Cristina Rodrigues, do Chega, que compara as rusgas às Operações STOP: “pela mesma ideia não iríamos parar os condutores porque não fizeram nada”.
A deputada entende que “há zonas do nosso País onde já não existe segurança” e acusam os criminosos, em diferentes locais, de terem “sistemas de alarme para avisar quando vem a polícia”.
“Foi esta operação essencial ou apenas mediática”, pergunta a Iniciativa Liberal.
O BE diz que esta não é a primeira vez em que o Governo instrumentaliza as autoridades e destaca que o aparato da operação policial não condiz com os resultados.
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Criminalidade no Martim Moniz justifica operação da PSP
Sobre a operação no Martim Moniz, Luís Carrilho justifica-a com o combate a várias modalidades de crime: com armas de fogo, armas brancas e auxílio à imigração de crime.
O Diretor Nacional da PSP faz um enquadramento legal da operação e lembra denúncias de criminalidade violenta no Martim Moniz e na Rua do Benformoso para justificar esta rusga.
“Nos últimos dois anos [houve] 52 denúncias, com referências a armas proibidas. Estes crimes, maioritariamente graves, com crimes de ameaças à integridade física, motivaram a realização da operação criminal”, começou por dizer.
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"Polícias dão a vida ao serviço da nação"
Na primeira intervenção, em resposta aos partidos que pediram a audição, Luís Carrilho começa por agradecer ter sido convidado para esta audição, aproveitando para enaltecer todos os operacionais que contribuem para que Portugal seja “um dos mais países mais seguros do mundo”.
Luís Carrilho descreve as várias frentes em que a PSP atua para garantir a segurança em Portugal, desde a violência doméstica ao controlo dos aeroportos. O Diretor Nacional destaca o aumento da violência contra polícias nos últimos anos e a pressão a que os agentes estão sujeitos, o que leva, em alguns casos, ao suicídio.
“Entre 2001 e 2024, 84 suicídios de policias, um número avassalador e preocupante”, diz.
Luís Carrilho defende ainda os polícias “que dão a vida ao serviço da nação”, lembrando o caso de 10 agentes que morreram em serviço nos últimos anos.
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Partidos que pediram audição questionam Luís Carrilho
Antes da primeira intervenção de Luís Carrilho, os partidos que pediram a audição do Diretor Nacional da PSP justificam este requerimento.
Isabel Moreira, do PS, pede esclarecimentos sobre os meios utilizados bem como o objetivo desta operação. Em concordância, Joana Mortágua, do BE, exige também que seja detalhados os critérios que determinaram a operação e quem definiu a estratégia da rusga.
Paulo Muacho, do Livre, questiona “o que parece ser uma alteração da estratégia policial” quando comparada com a atuação em governos anteriores, pretendendo, também, saber qual o envolvimento do executivo de Luís Montenegro nestas decisões.
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Bom dia.
Abrimos este liveblog para acompanhar a audição do Diretor Nacional da PSP. Luís Carrilho é ouvido na Assembleia da República a pedido do Bloco de Esquerda, do PS e do Livre a propósito das ações de policiamento na zona do Martim Moniz, em Lisboa.
Em particular, os partidos querem ouvir o responsável máximo da PSP sobre a operação de 19 de dezembro, quando uma grande operação da polícia resultou na revista a dezenas de pessoas que se encontravam naquele local da cidade.
A “operação de prevenção criminal” da polícia resultou em dois detidos e na apreensão de um passaporte, fotos tipo passe e 3.870 euros em dinheiro vivo. Mas foi sobretudo alvo de críticas de alguns partidos por, alegadamente, visar membros da comunidade imigrante que vivem ou têm espaços comerciais naquela zona da cidade.
Luís Carrilho já falou sobre a operação para sublinhar que “a polícia respeita a constituição e a lei. E tudo faz para que as pessoas vivam em liberdade e em segurança”. O Diretor Nacional da PSP também defendeu que, “num Estado de direito democrático, ninguém está acima da lei” e que a PSP é “a instituição mais fiscalizada em Portugal, mas também a instituição que tem a responsabilidade da maioria da população”.
Diretor nacional da PSP defende atuação da polícia no Martim Moniz