Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de atrasar um potencial acordo de paz. Segundo Trump, Vladimir Putin está disposto a negociar para terminar a invasão russa, mas a Ucrânia tem-se mostrado mais cautelosa em chegar a um entendimento.
    • Em resposta às acusações de Donald Trump, Zelensky garantiu que a Ucrânia nunca foi um obstáculo à paz e acusou a Rússia de ser a verdadeira responsável pelo conflito, dada a destruição causada pelos ataques russos. Acrescentou que os ataques russos, incluindo o uso de drones iranianos, são provas de que a Rússia não procura um acordo.
    • O Ministério da Defesa russo anunciou ter destruído drones ucranianos em várias regiões da Rússia, enquanto a Força Aérea ucraniana afirmou ter neutralizado a maioria dos drones russos que atacaram a Ucrânia. Estes conflitos resultaram em baixas civis na Ucrânia, incluindo um morto e seis feridos, após ataques na região de Zaporíjia.
    • A Rússia expulsou um diplomata britânico por alegações de espionagem, ao mesmo tempo que o Reino Unido classificou as acusações como maliciosas e infundadas. Ambas as nações estão a analisar opções de resposta, num contexto de tensões aumentadas devido à guerra na Ucrânia.

  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par da atualidade na guerra da Ucrânia neste novo liveblog.

    Polónia dá luz verde à transferência de nove caças de combate para a Ucrânia

  • Ataque russo destrói instalação de energia em Kharkiv

    As forças russas destruíram uma grande instalação de energia em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, informou o autarca Ihor Terekhov através do Telegram esta quinta-feira, citado pela Reuters.

    O autarca não especificou que tipo de instalação havia sido atingida, mas disse que as equipas de emergência estavam a trabalhar 24 horas por dia. Já o governador regional Oleh Syniehubov disse que as autoridades estavam a avaliar a extensão dos danos causados ​​pelo ataque.

    Os cortes de energia têm aumentado nas últimas semanas na Ucrânia devido a uma onda de frio que sobrecarregou o sistema energético já debilitado. O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse esta quinta-feira que cerca de 300 prédios permanecem sem aquecimento após um ataque a 9 de janeiro ter deixado metade dos arranha-céus da cidade sem energia.

  • Senador Lindsey Graham fala em "um acordo que impeça futuras invasões"

    Numa publicação no X, o senador republicano Lindsey Graham comentou as recentes declarações de Donald Trump sobre ser Zelensky a “bloquear a paz”, e disse que as negociações estão a considerar um acordo que impeça novas agressões.

    “Agradeço o árduo trabalho do Presidente Trump e da sua equipe em seus esforços para pôr fim a este banho de sangue na Ucrânia de forma honrosa e justa”, começou por escrever Graham.

    “Apenas para lembrar, qualquer acordo de segurança como parte do fim do banho de sangue na Ucrânia deve ser submetido ao Congresso”, destacou o senador republicano. “Tenho acompanhado os detalhes de perto. O objetivo é garantir que, desta vez, cheguemos a um acordo que impeça futuras invasões, algo que Obama e Biden não conseguiram fazer.”

    Graham então fala sobre um dos pontos chave das negociações. “Além disso, no que diz respeito à troca de territórios, sou realista e sei que nem todos os soldados russos serão expulsos da Ucrânia tão cedo. No entanto, não queremos encerrar este conflito de uma maneira que recompense a agressão. O mundo está a observar.”

  • Secretário-geral da NATO garante a Zelensky “apoio fundamental” após recentes ataques russos

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, transmitiu hoje ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, empenho em garantir que a Ucrânia receberá “apoio fundamental”, após os recentes ataques russos que levaram à declaração do estado de emergência energética no país.

    “Comprometemo-nos a garantir que a Ucrânia continuará a receber o apoio fundamental de que necessita para se defender hoje e, em última instância, assegurar uma paz duradoura”, afirmou o líder da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO, bloco de defesa ocidental), numa mensagem publicada nas redes sociais.

    Indicou ainda que, durante a conversa telefónica que manteve com Zelensky, abordaram “a situação energética na Ucrânia, o terrível sofrimento humano causado pelos ataques russos e os esforços em curso para pôr fim à guerra”.

  • Zelensky responde a Trump: "A Ucrânia nunca foi nem será um obstáculo à paz"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, respondeu hoje ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, após a acusação de que seria ele e a Ucrânia a impedirem um acordo de paz.

    “A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz. São os mísseis russos, os shaheds [drones iranianos] e as tentativas da Rússia de destruir a Ucrânia. São provas inequívocas de que a Rússia não procura um acordo”, argumentou.

    O Presidente da Ucrânia exemplificou também que “quando os ucranianos ficam sem eletricidade durante 20 a 30 horas é por causa da Rússia”.

    “É a Rússia que deve ser colocada sob pressão”, concluiu.

  • Países Baixos equacionam enviar tropas para “manter segurança no Ártico”

    As autoridades neerlandesas anunciaram hoje que estão a equacionar enviar tropas para a Gronelândia para “manter a segurança no Ártico” e participar em manobras militares ao lado da Dinamarca e outros aliados da NATO.

    A decisão foi divulgada num contexto de intensificação das ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de anexar a ilha, rica em petróleo e terras raras, “a bem ou a mal”.

    O ministro da Defesa neerlandês, Ruben Brekelmans, comentou assim a “missão conjunta de reconhecimento, que será liderada pela Dinamarca” e decorrerá entre hoje e sábado, antes de futuros exercícios militares no Ártico, indicando “os Países Baixos enviarão um oficial superior da Marinha Real Neerlandesa”.

  • Zelensky encontrou-se com Zaluzhny (possível rival numas futuras eleições)

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou-se esta tarde com o antigo comandante das Forças Armadas ucranianas e antigo embaixador no Reino Unido, Valery Zaluzhny.

    “Encontrei-me com Valery Zaluzhny. Agradeci-lhe pelo seu trabalho da equipa da Ucrânia e por ser importante que todos nós defendamos a independência da Ucrânia, os nossos interesses nacionais e o nosso povo”, afirmou Volodymyr Zelensky.

    No X, o líder ucraniano revelou que discutiu com Valery Zaluzhny — que tem sido apontado como um dos rivais de Volodymyr Zelensky numas futuras presidenciais — “tarefas diplomáticas que sejam relevantes e que possam fortalecer a Ucrânia e a resiliência” do país.

  • Putin pretende uma "resolução pacífica para o conflito na Ucrânia": "Quanto antes, melhor"

    “Quanto antes, melhor.” O Presidente da Rússia salientou hoje perante os embaixadores que a Rússia tem apresentado “repetidamente iniciativas para construir uma nova arquitetura confiável e equitativa para a segurança europeia e global”.

    “Acreditamos que valeria a pena retomar uma discussão substancial dessas iniciativas, a fim de consolidar as condições sob as quais uma resolução pacífica para o conflito na Ucrânia possa ser alcançada — e quanto antes, melhor”, vincou Vladimir Putin.

  • Putin: guerra na Ucrânia é "consequência" de "estratégia deliberada para criar ameaças à segurança" da Rússia

    O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a guerra na Ucrânia como uma “consequência direta de anos a ignorar os legítimos interesses da Rússia e de uma estratégia deliberada para criar uma ameaça à nossa segurança”.

    Num encontro com embaixadores, citado pela agência de notícias russa RIA, Vladimir Putin afirmou que a Rússia “procura uma paz duradoura e sustentável” para a “segurança de todos”.

    “A segurança deve ser verdadeiramente abrangente e, portanto, igualitária. E não pode ser garantida para alguns em detrimento de outros. Este princípio está consagrado em documentos jurídicos fundamentais. Desconsiderar este princípio básico e vital nunca levou a nada de bom, e nunca levará”, elaborou Vladimir Putin.

    Vladimir Putin reiterou que a Rússia “almeja uma paz duradoura e sustentável que garanta a segurança de todos de forma confiável”, mas lamentou que “nem todos — incluindo a Ucrânia e as capitais que a apoiam” — estejam “preparadas para isso”.

    “Esperamos que o reconhecimento dessa necessidade surja mais cedo ou mais tarde. Até lá, a Rússia continuará a avançar com os seus objetivos com firmeza”, destacou o Presidente russo.

  • Putin menciona Portugal e diz que relações da Rússia com países europeus "deixam muito a desejar"

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que as relações com os países europeus “deixam muito a desejar”. Num discurso com embaixadores, o líder russo mencionou países como “Eslovénia, França, Portugal, República Checa, Noruega, Suécia, Áustria, Suíça e Itália” para explicar que “há raízes históricas profundas” nas relações com Moscovo.

    Vladimir Putin, citado pela agência de notícias russa RIA, frisou que existiam vários exemplos de “parcerias mutuamente benéficas e cooperação cultural enriquecedora para ambos os lados”.

    “O estado atual das relações bilaterais entre esses países e a Rússia deixa muito a desejar”, disse Vladimir Putin.

  • Polónia acusa Rússia de ciberataque para provocar apagão no país

    O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, confirmou hoje que o país foi alvo de um ciberataque no final de 2025, planeado “durante semanas” pela Rússia e que visava provocar um apagão em todo o território polaco.

    Numa conferência de imprensa em Varsóvia, após uma reunião com as autoridades de segurança energética, Tusk revelou que o ataque provocou apagões em várias cidades polacas durante várias horas na véspera de Ano Novo e “deixou 500 mil pessoas sem aquecimento em pleno inverno”.

    O ataque, detetado em 31 de dezembro, “teve como alvo subestações, linhas de transmissão e operadores de energias renováveis, afetando parques eólicos e duas centrais de cogeração”, disse Tusk, acrescentando que, apesar de tudo, “o sistema crítico como um todo não esteve em risco”.

  • Presidente da Autoridade Palestiniana visita Moscovo na próxima semana

    O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, irá viajar para Moscovo para cumprir uma visita oficial de dois dias, entre 21 e 22 de janeiro, noticiou a agência estatal russa TASS.

    De acordo com a agência, Abbas espera encontrar-se com o Presidente russo, Vladimir Putin.

  • Para a Polónia, é Moscovo — e não Kiev — que dificulta possível acordo de paz para a Ucrânia

    O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, afirmou esta quinta-feira que “foi a Rússia que rejeita o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, não Zelensky”.

    “A única resposta russa foi intensificar os ataques com mísseis contra cidades ucranianas. É por isso que a única solução é aumentar a pressão sobre a Rússia”, escreveu Tusk na rede social X.

    Esta publicação é uma resposta às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que considerou que Zelensky não está pronto para chegar a um acordo de paz, estando a bloquear as negociações.

  • Primeira-ministra dinamarquesa admite “desacordo total” com Estados Unidos sobre Gronelândia

    A primeira-ministra da Gronelândia, Mette Frederiksen, admitiu esta quinta-feira “desacordo total” com os Estados Unidos sobre o território autónomo Gronelândia, depois da reunião da véspera entre representantes de ambas as partes, em Washington.

    Os Estados Unidos e a Dinamarca decidiram criar um grupo de trabalho, mas “isso não muda o facto de que existe um desacordo total, pois a ambição americana de controlar a Gronelândia continua intacta”, lê-se em comunicado da chefe daquele Governo norte-europeu.

  • Diplomata britânico. Londres denuncia acusações "maliciosas e infundadas" de Moscovo

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico reagiu, esta quinta-feira, à expulsão de um dos seus diplomatas pela Rússia, considerando as acusações de espionagem contra o político “maliciosas e infundadas”.

    “Não é a primeira vez que o Kremlin faz acusações maliciosas e infundadas contra o nosso pessoal”, afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado citado pela Sky News. “Estamos a analisar cuidadosamente as nossas opções de resposta”, acrescentou.

  • Kremlin concorda com Trump: "É realmente verdade" que Zelensky está a atrasar possível acordo de paz

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou esta quinta-feira que a Rússia concorda com a posição de Donald Trump de que é Zelensky quem está a atrasar um possível acordo de paz para a Ucrânia.

    “Podemos concordar com isso. É realmente verdade”, respondeu Peskov aos jornalistas quando questionado sobre o assunto, citado pela Ria Novosti.

    Peskov também afirmou que Moscovo receberá os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, assim que uma data para a visita for definida.

  • Rússia anuncia que diplomata britânico acusado de pertencer aos serviços secretos foi expulso do país

    A Rússia anunciou, esta quinta-feira, a expulsão de um diplomata britânico que alegadamente pertence aos serviços secretos do Reino Unido, noticia o Le Monde.

    A embaixadora britânica Danae Dholakia foi convocada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo para ser informada da “retirada da acreditação” deste diplomata devido a “informações recebidas sobre a sua pertença aos serviços secretos”, disse o ministério num comunicado no Telegram.

    O diplomata “deve deixar a Federação Russa no prazo de duas semanas”, anunciou, antes de acrescentar: “Moscovo não tolerará a atividade em território russo de agentes dos serviços secretos britânicos não declarados”.

  • Mais tropas da NATO na Gronelândia “nos próximos dias”, diz vice-primeiro-ministro do território

    A Gronelândia vai contar ter mais tropas da NATO presentes no território “nos próximos dias”, afirmou na quarta-feira o vice-primeiro-ministro daquela região autónoma da Dinamarca, após um encontro na Casa Branca entre líderes dinamarqueses, groenlandeses e americanos.

    “Os militares da NATO deverão estar mais presentes na Groenlândia a partir de hoje e nos próximos dias. Espera-se um aumento no número de voos e navios militares”, disse Mute Egede durante uma conferência de imprensa, referindo-se a “exercícios”.

    França, Alemanha, Noruega e Suécia também já anunciaram que militares seus também vão participar numa missão militar europeia na ilha, sob soberania dinamarquesa, cobiçada por Donald Trump, anunciaram também hoje os respetivos países.

  • Rússia lançou 82 drones contra a Ucrânia durante a madrugada. Há registo de um morto e seis feridos

    A Força Aérea ucraniana afirma ter sido alvo de 82 drones de ataque russos, dos quais cerca de 60 eram do tipo Shahed.

    Segundo a mensagem da Força Aérea no Telegram, 61 drones foram neutralizados pela Ucrânia. “21 drones de ataque foram destruídos em 13 locais e os destroços dos drones abatidos caíram em três locais”, acrescenta.

    Segundo Ivan Fedorov, governador da região de Zaporíjia, a Rússia realizou, nas últimas 24 horas, 876 ataques em 27 localidades da região. Uma pessoa foi morta e outras seis ficaram feridas.

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