Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia ao longo deste sábado. Pode segui-lo aqui.

    António Costa convoca reunião extraordinária do Conselho Europeu para discutir Gronelândia

  • O que aconteceu?

    • A situação na Gronelândia está a ganhar destaque internacional, com o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmando a importância estratégica do território para a segurança nacional dos EUA. Trump declarou que a NATO está em discussões com os EUA sobre a Gronelândia e ameaçou com tarifas os países que não apoiem o controlo americano sobre o território. O enviado especial dos EUA à Gronelândia planeia visitar o território em março.
    • O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua a escalar, com a Rússia a avançar na linha da frente na Ucrânia, especialmente na cidade de Huliaipole. Forças russas tomaram parte da cidade e tentam consolidar o controlo.
    • A Ucrânia enfrenta desafios consideráveis quanto à infraestrutura energética, conseguindo atualmente assegurar apenas dois terços do seu consumo de eletricidade devido aos ataques russos. O presidente Zelensky informou que, por vezes, sistemas de defesa aérea fornecidos por aliados ficam sem munições durante ataques russos.
    • O cenário político na Hungria mostra-se desfavorável à Ucrânia, com o primeiro-ministro Viktor Orbán a intensificar uma posição anti-Ucrânia, sugerindo a realização de uma “petição nacional” para rejeitar o apoio financeiro à Ucrânia pela União Europeia. Esta posição reflete o crescente ceticismo em relação à Ucrânia em algumas partes da Europa Central e Oriental.

  • Filho do líder da Chechénia em estado grave depois de acidente de carro

    Um dos filhos do líder da Chechénia, Ramzan Kadyrov, foi hospitalizado em estado grave depois de ter sofrido um acidente de carro. Adam Kadyrov, de 18 anos, estará inconsciente e numa unidade de cuidados intensivos, escreve o Ukrainska Pravda.

    O acidente ocorreu na cidade de Grozny, capital da república da Chechénia. Segundo testemunhas, o jovem circulava a alta velocidade, tendo provocado um acidente que envolveu vários carros.

    Kadyrov está gravemente doente? Ucrânia diz que sim. E a sucessão já estará a ser preparada na Chechénia

    Paralelamente, circulam rumores sobre o estado de saúde do líder checheno. Nos últimos dias, os serviços secretos ucranianos avançaram que Ramzan Kadyrov (aliado de Putin) desenvolveu um quadro de insuficiência renal grave e precisa de diálise para sobreviver.

  • Trump diz que "NATO tem vindo a tratar da Gronelândia com os EUA" e reafirma que Washington precisa do território

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta sexta-feira que a “NATO tem vindo a tratar da Gronelândia com os EUA” e reafirmou que Washington precisa do território para garantir a segurança nacional.

    “A NATO tem vindo a tratar da Gronelândia com os EUA. Precisamos muito da Gronelândia para a segurança nacional. Se não a tivermos, teremos um grande buraco na segurança nacional”, disse Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca, acrescentando que Washington precisa do território “especialmente devido à Cúpula Dourada [o projeto que visa proteger os EUA contra mísseis balísticos e hipersónicos] e todas as outras coisas”.

    “Estamos a falar com a NATO”, conclui Trump.

  • Rússia avança na cidade de Huliaipole. Forças ucranianas retiram-se

    A Rússia continua a avançar ao longo da linha da frente, na Ucrânia. Na região de Zaporíjia, as forças russas já tomaram parte da cidade de Huliaipole, e tentam agora controlar totalmente a zona urbana com recurso a grupos de infantaria, avança o Ukrainska Pravda, citando o grupo de monitorização da guerra DeepState.

    “O inimigo continua a tomar a cidade, enviando pequenos grupos de infantaria para ações de assalto”, diz o DeepState, numa publicação na rede social Telegram.

    Segundo este grupo, os avanços russos “forçaram os combatentes das Forças de Defesa [da Ucrânia] a abandonar as suas posições”.

    Com a parte leste da cidade já tomada pelas forças russas, os combates prosseguem na zona oeste.

    Huliaipole tinha cerca de 13 mil habitantes antes do início da guerra.

  • Ucrânia só consegue assegurar dois terços do consumo de eletricidade do país

    A Ucrânia só consegue assegurar dois terços do consumo de eletricidade do país, devido aos ataques que a Rússia tem levado a cabo contra a infraestrutura energética. Segundo o presidente da Ucrânia, a capacidade do sistema elétrico é de 11 gigawatts, enquanto o consumo da Ucrânia ronda os 18 gigawatts.

    “São realizados trabalhos de reparação após cada ataque. Temos um grande número de equipes a fazer reparação. Mas não podem fazer tudo sozinhas, este é um trabalho complexo”, disse Volodymyr Zelensky, citado pelo Ukrainska Pravda, acrescentando que mesmo a capacidade de importação de eletricidade foi afetada pelos ataques russos contra centrais elétricas da Ucrânia.

  • Delegação ucraniana viajará para os EUA para continuar negociações sobre garantias de segurança

    Uma delegação ucraniana vai viajar para os EUA nos próximos dias para dar continuidade às negociações com os responsáveis norte-americanos, escreve o Kyiv Independent, citando o presidente da Ucrânia.

    A delegação inclui Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional; Kyrylo Budanov, chefe do Gabinete de Zelensky; e David Arakhamia, líder parlamentar do partido Servo do Povo, de Zelensky.

    Nas negociações, a Ucrânia espera obter mais esclarecimentos sobre “documentos” que elaborou “em conjunto com os Estados Unidos e sobre a resposta da Rússia a todo esse trabalho diplomático”, disse o presidente da Ucrânia esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, ao lado do homólogo checo, Petr Pavel.

    Zelensky defendeu que é necessário finalizar os documentos sobre as garantias de segurança e a reconstrução da Ucrânia, acrescentando que, se houver consenso em torno dos mesmos, estes poderão ser assinados no Fórum Económico Mundial, que vai decorrer em Davos, na Suíça, na próxima semana.

  • Mais de metade dos ucranianos apoia referendo sobre acordo de paz com a Rússia

    Mais de metade dos ucranianos inquiridos num estudo de opinião defende a realização de um referendo sobre um potencial acordo de paz com a Rússia, de forma a colocar fim à guerra, escreve o Kyiv Independent.

    De acordo com o inquérito, levado a cabo pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, 55% dos ucranianos apoiam a ideia de realizar um referendo sobre o tema, 14% mostram-se indecisos e 32% rejeitam essa possibilidade.

    Em meados de dezembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que qualquer cedência de território teria de ser decidida pelo povo.

    No entanto, sob a lei marcial, que se mantém em vigor há quase quatro anos, não é possível a realização de eleições nem de referendos.

  • Nuno Melo escusa-se a falar sobre eventual envio de militares portugueses à Gronelândia

    O ministro da Defesa, Nuno Melo, escusou-se hoje a falar sobre um eventual envio de militares portugueses para a Gronelândia, alegando que não tem mandato para tal, e remeteu para o Conselho Superior de Defesa Nacional.

    “As missões em que as forças portuguesas intervenham são sempre discutidas em Conselho Superior de Defesa Nacional, que é convocado pelo Presidente da República, e, logo, a questão não se põe”, afirmou o governante.

    Questionado pelos jornalistas sobre o envio de tropas no âmbito da NATO, após uma cerimónia de juramento de bandeira realizada em Évora, Nuno Melo respondeu que, como ministro da Defesa, nem sequer tem mandato para se pronunciar sobre o tema.

  • Trump ameaça com tarifas os países que não apoiem o controlo da Gronelândia pelos EUA

    O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou com a imposição de tarifas aos países que não concordem com as pretensões da administração que lidera relativamente à Gronelândia.

    “Posso impor tarifas aos países que não concordarem com a Gronelândia, porque precisamos da Gronelândia para a segurança nacional”, disse Trump, citado pela AFP, numa mesa redonda, perante jornalistas, na Casa Branca.

    Recorde-se que a Gronelândia é parte do território da Dinamarca, país membro da NATO.

  • Zelensky admite falhas de munições em sistemas de defesa aérea

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que alguns dos sistemas de defesa aérea fornecidos pelos aliados ocidentais ficaram temporariamente sem munições durante os recentes ataques russos às infraestruturas energéticas do país.

    “Até esta manhã, tínhamos vários sistemas sem mísseis. Hoje posso dizê-lo abertamente, porque hoje recebi esses mísseis”, disse Zelensky numa conferência de imprensa, numa afirmação que pareceu apontar para atrasos no fornecimento por parte dos parceiros internacionais de Kiev.

    O chefe de Estado ucraniano sublinhou que a obtenção de novos carregamentos de mísseis para os sistemas de defesa aérea é um processo “difícil e exaustivo”, condicionado pelos baixos níveis de stock e pelas legislações nacionais dos países aliados.

  • Putin e Pezeshkian apelam ao fim da tensão no Irão

    Durante a chamada desta manhã, o Presidente russo e o homólogo iraniano apelaram a uma rápida desescalada das tensões no Irão e confirmaram o compromisso mútuo de continuar a fortalecer a parceria estratégica entre a Rússia e o Irão e implementar projetos económicos conjuntos em vários campos, avançou o Kremlin.

    “Foi observado que a Rússia e o Irão apoiam de forma unânime e consistente a redução das tensões — tanto em torno do Irão como na região como um todo — o mais rapidamente possível e a resolução de quaisquer questões emergentes exclusivamente por meios políticos e diplomáticos”, lê-se no comunicado.

  • Itália dá prioridade ao Ártico no contexto de NATO e UE

    Itália atualizou a política do país sobre o Ártico, manifestando vontade de contribuir para a defesa daquele território europeu, no contexto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e da União Europeia (UE).

    “A Itália está convencida de que o Ártico deve ser sempre uma prioridade para NATO e UE e que a Aliança Atlântica deve aproveitar a oportunidade para desenvolver uma presença coordenada naquela região, capaz de prevenir tensões e responder à interferência de outros atores”, lê-se no texto, assinado pela primeira-ministra, Giorgia Meloni.

    As autoridades italianas optaram por ficar de fora do envio de efetivo militar para a Gronelândia, face à pressão crescente dos Estados Unidos da América (EUA) sobre aquele arquipélago autónomo da Dinamarca, membro de NATO e UE.

    O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que “não se trata de uma competição para enviar soldados para todo o Mundo”, já que a abordagem de Itália “é racional”, defendendo que deve ser a NATO a coordenar esforços e “há necessidade de unir e não de dividir”.

    No documento lê-se que, “após a invasão russa da Ucrânia, a militarização daquela região, a cooperação mais estreita entre Federação Russa e República Popular da China, também no âmbito do Ártico, o fim da neutralidade da Suécia e da Finlândia – pós entrada para a NATO – e a posição dos EUA sobre a Gronelândia” há “fatores de mudança, que também exigem que Itália atente à dimensão da segurança no Ártico”.

  • Enviado dos EUA planeia visita à Gronelândia em março

    Jeff Landry, enviado especial dos EUA à Gronelândia, revelou à Fox News que planeia uma visita ao território em março.

    Também revelou que os planos de Donald Trump para a Gronelândia são “sérios”.

    “«Acho que ele deixou as coisas bem claras. Disse à Dinamarca o que quer e agora é uma questão de o secretário Rubio e o vice-presidente JD Vance chegarem a um acordo”, cita o Guardian.

  • Orbán intensifica posição anti-Ucrânia e sugere "petição nacional" para rejeitar apoio financeiro a Kiev

    O primeiro-ministro húngaro intensificou a posição anti-Ucrânia. Numa entrevista à rádio estatal, citada pela Reuters, Viktor Orbán sugeriu o lançamento de uma “petição nacional” para rejeitar o financiamento à Ucrânia através da União Europeia (UE)

    A Hungria faz parte da UE, mas Orbán é visto como um aliado de Moscovo.

    Com o país a preparar-se para eleições em abril, Orbán enquadrou a disputa eleitoral como uma campanha contra ou a favor da guerra. Segundo a Reuters, Orbán defende que o seu governo é “uma salvaguarda” contra o conflito e perda económica. Desde o ano passado, através de cartazes, a campanha de Orbán tenta fazer uma associação entre o rival Peter Magyar e o apoio a Bruxelas e a Ucrânia. Nesta narrativa, votar no partido de Magyar representaria o apoio à guerra e a tanques.

    Na entrevista, Orbán não detalhou mais sobre a petição. “Toda a gente vai ter a oportunidade de dizer ‘não’ e, em conjunto com o governo, dizer que não vão pagar”, referindo-se ao apoio financeiro à Ucrânia.

  • Zelensky recebe Presidente da República Checa em Kiev

    O Presidente da Ucrânia recebeu hoje em Kiev Petr Pavel, Presidente da República Checa. Os dois “homenageram a memória dos soldados que morreram na guerra”.

    “Seremos sempre gratos a cada um deles por tudo o que fizeram para preservar a Ucrânia, por defenderem o nosso Estado e por lutarem contra o inimigo”, escreve Zelensky numa mensagem na rede social X.

  • Peskov diz que são precisos "esforços conjuntos" para a paz na Ucrânia

    Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, diz que uma “paz duradoura” na Ucrânia requer “esforços de ambos os lados”.

    “A questão é, como disse o Presidente ontem, que a paz não acontecerá por si só”, refere, em declarações citadas pela agência russa TASS. “Para que a paz seja estabelecida, são necessários esforços conjuntos dos dois lados.”

  • Peskov esclarece posição de Moscovo sobre a Gronelândia. "Consideramos como um território da Dinamarca"

    Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, esclareceu em conferência de imprensa a posição da Rússia sobre a Gronelândia.

    “Consideramos a Gronelândia como um território da Dinamarca”, afirmou Peskov, citado pela TASS, acrescentando que “a situação em torno da ilha é extraordinária do ponto de vista do direito internacional”.

    “Ouvimos declarações tanto da Dinamarca quanto da própria Gronelândia de que a Gronelândia não será vendida a ninguém”, cita a agência russa.

    Moscovo afirmou ainda que era inaceitável que o Ocidente continuasse a afirmar que a Rússia e a China ameaçavam a Gronelândia.

  • Cortes de energia de emergência em Kiev. Há 127 edifícios na cidade sem aquecimento

    Estão a ser feitos cortes de energia de emergência na cidade de Kiev, escreve o Ukrinform.

    “Todos os edifícios estão em regime de encerramento de emergência. Esperamos que a situação seja resolvida num futuro próximo e que possamos voltar ao horário previsto, embora ainda não haja informações confirmadas por parte do prestador de serviços”, disse uma porta-voz da administração militar da cidade de Kiev num anúncio feito na televisão.

    Há 127 edifícios sem aquecimento na cidade. Nesta altura, estão -13 ºC em Kiev, mas a temperatura mínima prevista é de -17º C.

  • Delegação bipartidária dos EUA vai encontrar-se hoje com líderes da Dinamarca e Gronelândia

    Uma delegação bipartidária de legisladores norte-americanos vai encontrar-se hoje em Copenhaga com os líderes da Dinamarca e Gronelândia.

    Segundo a Reuters, o objetivo do encontro passa por garantir que têm o apoio do Congresso norte-americano, apesar das ameaças do Presidente Donald Trump à Gronelândia.

    A delegação é composta por 11 pessoas e liderada pelo senador democrata Chris Coons. Deverão encontrar-se com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o homólogo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen.

    “Numa altura de crescente instabilidade internacional, precisamos de nos aproximar dos aliados, não de os afastar”, disse Chris Coons, citado num comunicado divulgado esta semana.

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