Momentos-chave
- Zelensky antecipa grande acordo com os EUA para compra de armas americanas e exportação de drones
- Zaporíjia volta a estar sob ataque russo e há relatos de uma explosão na região
- "Europa deve parar de importar petróleo e gás russos", exige Zelensky
- Zelensky diz que intrusão de drones russos em países europeus visa enfraquecer suporte à Ucrânia
- Lavrov avisa países europeus: "Qualquer agressão terá uma resposta decisiva"
- Alemanha autoriza abate de drones que entrem no seu espaço aéreo
- Kiev acusa Moscovo de cortar eletricidade da central nuclear de Zaporijia
- Israel enviou para a Ucrânia sistema de defesa aéreo Patriot
- Kiev quer começar a exportar armas de fabrico nacionais
- Atividade de drones obrigou a encerrar temporariamente o aeroporto de Vilnius
- Finlândia também detetou sobrevoo de drones em central hidroelétrica
- Dinamarca deteta novos sobrevoos de drones a base militar. Tráfego aéreo foi interrompido
- Intrusões russas são comparáveis às com violações soviéticas de 1939, diz responsável militar da NATO
- Rússia contrata jovens para desestabilizar Moldova, diz Presidente
- Drones avistados junto a base militar na Suécia
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora:
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, avisou que qualquer agressão dos países europeus será respondida de forma decisiva, referindo-se à crescente tensão com a alegada intrusão de drones russos no espaço aéreo de nações como a Polónia, Alemanha e Dinamarca. Este alerta foi dado no contexto da Assembleia-Geral da ONU, onde Lavrov negou quaisquer intenções da Rússia de atacar países da NATO e da União Europeia.
- A Alemanha anunciou que permitirá às suas Forças Armadas abater drones em caso de intrusão no seu espaço aéreo, devido a recentes avistamentos de drones sobre o país. Em particular, um “enxame” de drones foi avistado sobre o estado de Schleswig-Holstein, o que levou o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, a argumentar que o país enfrenta uma “ameaça híbrida constante”.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou aos países europeus para cessarem as importações de petróleo e gás russos, acompanhando um apelo semelhante do presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Zelensky, o financiamento da Rússia através dos lucros da venda de energia serve para a continuação da sua campanha militar, e uma interrupção desse fluxo financeiro poderá desestabilizar a elite russa.
- A Ucrânia denunciou que a Rússia cortou a ligação da central nuclear de Zaporijia à rede elétrica ucraniana, supostamente para ligá-la à rede controlada pela Rússia, levantando preocupações sobre a segurança nuclear. Situada no sul da Ucrânia e sob controlo russo desde março de 2022, a central depende de energia externa para manter o arrefecimento dos seus seis reatores atualmente desligados.
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Encerramos aqui este liveblog dedicado ao acompanhamento da guerra na Ucrânia e das tensões diplomáticas em torno da Rússia. Siga as últimas atualizações sobre o tema ao longo deste domingo nesta nova ligação.
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Zelensky antecipa grande acordo com os EUA para compra de armas americanas e exportação de drones
O Presidente da Ucrânia antecipou este sábado, numa conferência de imprensa realizada em Kiev, um grande acordo com os EUA para a compra de armas americanas e para a exportação de drones produzidos em solo ucraniano.
“Discutimos os pontos principais, chegámos a acordo com o presidente (dos EUA) e agora estamos a avançar para a implementação prática”, disse Volodymyr Zelensky, citado pelo jornal Kyiv Independent.
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Zaporíjia volta a estar sob ataque russo e há relatos de uma explosão na região
A região de Zaporíjia está a ser esta noite alvo de novos ataques russos, adiantou a agência Ukrinform, que dá ainda conta da declaração de alerta de ataque aéreo e de uma explosão.
O governador do oblast de Zaporíjia, Ivan Fedorov, publicou no Telegram uma mensagem a indicar que “Zaporíjia está novamente sob ataque inimigo” e alertou para mísseis de alta velocidade sobre a região. Face ao risco atual, a administração daquele oblast pediu aos residentes para permanecerem em abrigos até ao fim da vigência do alarme.
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Suspeitas da presença de um drone levou aeroporto de Schiphol a fechar uma pista por 45 minutos
O aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, fechou este sábado uma das suas pistas durante cerca de 45 minutos, na sequência de relatos de avistamento de um drone naquela área, avançou o jornal Kyiv Independent. A situação ocorre numa semana em que se multiplicaram alegações da presença de drones supostamente russos no espaço aéreo de vários países europeus, como Dinamarca, Polónia ou Alemanha.
O controlo de tráfego aéreo recebeu várias denúncias por volta das 12h10, hora local, de um drone a voar a cerca de 150 metros. Um helicóptero da polícia juntou-se à busca, mas nada foi encontrado e as autoridades justificaram o encerramento temporário da pista como uma medida de precaução.
A Royal Netherlands Marechaussee, uma força policial militar, foi mobilizada para monitorizar a situação, mas a investigação efetuada não detetou a existência de qualquer drone nos radares, considerando que o objeto apontado seria, possivelmente, um balão. De acordo com esta força, as pessoas estão agora “extremamente vigilantes” e que isso pode dar azo a eventuais falsos alarmes.
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ONU deve representar "o mundo atual", defende ministro alemão dos Negócios Estrangeiros
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros abordou a invasão russa da Ucrânia no seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, declarando que esta agressão demonstra o desprezo de Moscovo pela mais fundamental das regras da carta da ONU — a obrigação de renunciar ao uso da força.
Johann Wadephul pronunciou-se ainda sobre a necessidade de uma reforma das instituições da ONU após 80 anos, porque “devem representar o mundo atual”.
O Conselho de Segurança deveria contar com mais membros permanentes e não permanentes, defendeu, e os lugares permanentes deveriam ser atribuídos a regiões sub-representadas, como África, Ásia e América Latina.
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"Europa deve parar de importar petróleo e gás russos", exige Zelensky
Volodymyr Zelensky apelou este sábado aos parceiros europeus para cessarem as compras de petróleo e gás provenientes da Rússia, subscrevendo a mensagem partilhada publicamente esta semana por Donald Trump, por ocasião da assembleia-geral das Nações Unidas.
“A Europa deve parar de importar petróleo e gás russos. Todo esse dinheiro é gasto pela Rússia diretamente na guerra. Não vemos nenhum aumento no apoio social dentro da Rússia, o que significa que todos esses fundos estão indo para a guerra. Se houver escassez de dinheiro para a guerra, o apoio social ao povo russo diminuirá. Se o apoio social diminuir, as pessoas ficarão insatisfeitas. E a liderança russa também ficará insatisfeita. A história mostra que a Rússia sempre mudou após motins causados pela fome”, disse o Presidente da Ucrânia numa publicação no X.
Europe must stop importing any Russian oil and gas. All this money is spent by Russia directly on the war. We see no increase in social support inside Russia, which means all of these funds are going to the war. If there is a shortage of money for the war, social support for…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 27, 2025
O líder ucraniano reconhece “riscos” na procura de outras soluções, mas defendeu que “é preciso encontrar uma maneira de parar de comprar energia russa”.
“Nesse aspeto, apoio totalmente os EUA, e a Ucrânia está pronta para ajudar a Europa. Isto deve fazer parte de uma solução abrangente: não só a energia, mas também a frota paralela e, em princípio, impedir a capacidade da Rússia de comercializar e exportar mercadorias por mar”, complementou.
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Zelensky diz que intrusão de drones russos em países europeus visa enfraquecer suporte à Ucrânia
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu este sábado que as intrusões de drones russos no espaço aéreo de diversos países europeus visa testar a capacidade de defesa dessas nações e enfraquecer o suporte popular ao apoio militar à Ucrânia na guerra com a Rússia.
“A Rússia está a testar a capacidade destes de se defenderem e a tentar influenciar as sociedades para que as pessoas comecem a perguntar: ‘Se não conseguimos proteger-nos, por que devemos continuar a apoiar a Ucrânia?’ O objetivo é reduzir a ajuda à Ucrânia, especialmente antes do inverno”, declarou, numa de várias mensagens partilhada na rede social X.
Regarding Russia’s attacks against European countries: Russia is testing their ability to defend themselves and trying to influence societies so people begin to ask: “If we can’t protect ourselves, why should we keep supporting Ukraine?” This is intended to reduce assistance to…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 27, 2025
Segundo o líder ucraniano, houve “92 drones [que] se dirigiam para a Polónia”, mas as defesas ucranianas travaram a maioria: “Intercetámo-los sobre o território ucraniano, 19 chegaram ao seu espaço aéreo. Ainda assim, vemos a direção, por assim dizer, a coreografia desse voo. A Itália pode ser a próxima. Você vê a Noruega, a Dinamarca. Há sinais da Suécia. Há romenos, polacos, os países bálticos. Putin está testando o que os europeus têm”.
Para o Presidente ucraniano, esta situação poderá levar “alguns países” a preocuparem-se com as consequências da “transferência de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia e decidir mantê-los em casa”.
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Lavrov avisa países europeus: "Qualquer agressão terá uma resposta decisiva"
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, deixou hoje um aviso aos países europeus face à crescente tensão provocada pela intrusão de drones alegadamente provenientes da Rússia no espaço aéreo de Polónia, Alemanha ou Dinamarca, entre outras nações.
“A Rússia está a ser acusada de estar quase a planear atacar os países da NATO e da União Europeia. O Presidente Putin tem desmentido repetidamente estas provocações”, referiu o governante russo no discurso proferido na Assembleia-Geral da ONU, sublinhando: “A Rússia nunca teve nem tem essas intenções, mas qualquer agressão terá uma resposta decisiva. Não deve haver dúvidas sobre isto entre os países da NATO e da UE”.
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Alemanha autoriza abate de drones que entrem no seu espaço aéreo
A Alemanha vai autorizar as Forças Armadas a abater drones em caso de intrusão no seu território, anunciou este sábado o ministro do Interior, depois de aparelhos de origem desconhecida terem sido avistados na sexta-feira no norte do país.
“Estamos a assistir a uma ameaça híbrida constante”, disse Dobrindt, acrescentando: “O que estamos a assistir é a uma corrida ao armamento entre a ameaça representada pelos drones e a defesa contra eles. Devemos preparar-nos para isso.
Foi avistado na sexta-feira um “enxame” de drones sobre o estado de Schleswig-Holstein, que faz fronteira com a Dinamarca, adiantou o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, em conferência de imprensa.
O governante salientou que, embora as intrusões de drones já tivessem sido detetadas anteriormente na Alemanha, esta foi a primeira vez que se tratou de um “enxame” desses aparelhos não tripulados. Alexander Dobrindt não adiantou detalhes sobre os locais sobrevoados pelos drones ou a sua alegada origem, mas a Alemanha tem acusado repetidamente a Rússia de conduzir missões de espionagem, sabotagem e vigilância no seu território.
O jornal alemão Bild avançou hoje, citando uma fonte oficial, que a autorização para abater drones só seria dada às Forças Armadas se estes representassem um perigo para pessoas ou infraestruturas críticas.
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Kiev acusa Moscovo de cortar eletricidade da central nuclear de Zaporijia
A Ucrânia acusou hoje a Rússia de cortar a central nuclear de Zaporijia da rede elétrica ucraniana há quatro dias e, assim, tentar “roubá-la” ligando-a à rede controlada pela Rússia, alertando para ameaças à segurança.
“Pedimos a todas as nações preocupadas com a segurança nuclear que deixem claro a Moscovo que a sua jogada nuclear deve parar”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiga, numa mensagem na rede X.
Conquistada pelas tropas russas em março de 2022, no início da invasão em grande escala da Ucrânia, a central, localizada em Enerhodar, na região de Zaporijia (sul), é a maior da Europa.
Os seis reatores da central nuclear estão desligados, mas é necessária uma fonte de alimentação externa para continuar a arrefecê-los.
O operador da central, controlada pelo grupo russo Rosatom, confirmou hoje que a instalação está sem fornecimento de energia externa desde terça-feira e que os geradores de emergência estavam atualmente a suprir as suas necessidades.
“Desde 23 de setembro de 2025, o fornecimento de energia para as necessidades da central nuclear de Zaporijia tem sido fornecido por geradores a diesel de emergência”, disse o operador na plataforma Telegram.
Segundo esta fonte, existem reservas de combustível suficientes para um “funcionamento prolongado” em autonomia e o arrefecimento dos motores é realizado “na totalidade”.
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Israel enviou para a Ucrânia sistema de defesa aéreo Patriot
Israel enviou, em agosto, um sistema de defesa aéreo norte-americano Patriot à Ucrânia, anunciou o presidente da Ucrânia Voldymyr Zelensky.
“O sistema [Patriot] está a operar na Ucrânia. Tem estado a operar no último mês. Vamos receber outros dois sistemas no outono”, disse Zelensky aos jornalistas, este sábado.
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Kiev quer começar a exportar armas de fabrico nacionais
Governo ucraniano está a trabalhar para expandir a produção de defesa e começar a exportar armas de fabrico nacional, anunciou hoje o Presidente Volodymyr Zelensky.
“Estamos a trabalhar para expandir a nossa produção de defesa e iniciar exportações controladas de armas ucranianas, um outro acordo foi alcançado sobre isso e já estamos a trabalhar com quatro países para abrir plataformas de exportação”, escreveu o líder ucraniano nas redes sociais, numa mensagem de balanço da participação na 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Em declarações à imprensa citadas pela agência noticiosa Ukrinform, o Presidente ucraniano explicou que apenas as armas que não estejam em falta serão exportadas para parceiros — na Europa e no Médio Oriente, bem como países de África e Estados Unidos —, uma vez que a prioridade são as Forças Armadas Ucranianas.
“E nas áreas onde produzimos mais, podemos exportar o restante e ganhar dinheiro dessa forma, para que possamos investir em bens que estão em falta — drones, intercetores, drones de longo alcance — coisas para as quais não há dinheiro suficiente”, declarou.
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Atividade de drones obrigou a encerrar temporariamente o aeroporto de Vilnius
O aeroporto de Vilnius, na Lituânia, esteve encerrado em dois períodos distintos esta sexta-feira devido ao avistamento de drones nas proximidades, escreve a emissora pública lituana LRT.
“Drones podem ter sido detetados, e é por isso que o espaço aéreo foi temporariamente fechado e um avião atrasou”, disse uma representante dos aeroportos da Lituânia.
O aeroporto encerrou por volta do meio-dia e novamente ao final da tarde desta sexta-feira, durante cerca de 20 minutos.
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Rússia anuncia conquista de três localidades no leste ucraniano
A Rússia anunciou hoje ter conquistado três localidades do leste da Ucrânia, numa região onde as forças de Moscovo estão a promover combates ferozes e a ganhar terreno.
O exército russo avançou em comunicado que as localidades de Derylove e Maiske, na região de Donetsk, e de Stepove, na região de Dnipropetrovsk foram conquistadas e estão agora nas mãos dos militares russos.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter tomado cerca de 0,8% da área total da Ucrânia desde o início do ano.
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Finlândia também detetou sobrevoo de drones em central hidroelétrica
Um drone foi avistado a sobrevooar a central hidroelétrica de Valajaskoski, em Rovaniemi, na região da Lapónia, no norte da Finlândia, escreve a emissora estatal YLE.
O incidente, já confirmado pelas autoridades, ocorreu no último fim de semana mas só foi divulgado este sábado. A polícia local está a investigar o caso.
Desde agosto, as centrais de produção elétrica tornaram-se zonas de exclusão aérea, onde o uso de drones é proibido.
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Dinamarca deteta novos sobrevoos de drones a base militar. Tráfego aéreo foi interrompido
Drones não identificados foram observados sobre a maior base militar da Dinamarca na noite de sexta-feira, depois de várias violações do espaço aéreo daquele país da NATO nos últimos dias, anunciou hoje a polícia local.
“Posso confirmar que tivemos um incidente por volta das 20:15 [19:15 em Lisboa] que durou várias horas. Um ou dois drones foram observados no exterior e acima da base aérea” de Karup, disse um porta-voz da polícia.
“Não os abatemos”, acrescentou.
O incidente junta-se aos que têm vindo a decorrer desde segunda-feira numa campanha que o Governo dinamarquês descreveu como atos de “guerra híbrida”.
A intrusão levou ao encerramento temporário do espaço aéreo ao tráfego civil durante algum tempo.
Voos de drones já tinham sido observados na quarta-feira à noite sobre a Base Aérea de Skrydstrup e sobre o Aeroporto de Aalborg, a quarta maior cidade do país, que também tem uma componente militar, obrigando o aeroporto a suspender os voos durante uma hora.
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Intrusões russas são comparáveis às com violações soviéticas de 1939, diz responsável militar da NATO
O principal responsável militar da NATO comparou hoje as violações soviéticas do espaço aéreo do Báltico de há 86 anos com as intrusões de drones russos dos últimos dias, considerando que os incidentes são mais do que provocações.
“A 25 de setembro de 1939, os bombardeiros e aviões de reconhecimento soviéticos violaram o espaço aéreo dos três Estados bálticos: Letónia, Lituânia e Estónia. Estas incursões foram mais do que uma mera provocação. Foram o sinal inicial da determinação de Moscovo em impor a sua vontade”, afirmou o almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone na abertura de uma reunião do Comité Militar da Aliança Atlântica, que decorre em Riga.
“Esse momento deve ressoar profundamente em nós hoje”, defendeu, perante os principais comandantes militares dos 32 países da NATO (Organização do Tratado do Atlântico do Norte).
As principais violações soviéticas de 1939 incluíram a invasão da Polónia após a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop, que dividia o país em esferas de influência com a Alemanha nazi.
“Por duas vezes, no espaço de duas semanas, o Conselho do Atlântico Norte reuniu-se ao abrigo do Artigo .4º [consultas mútuas quando os Estados-membros da NATO considerem estar ameaçada a integridade territorial, a independência política ou a segurança de uma das Partes]”, lembrou o presidente do Comité Militar da Aliança.
“Vários aliados, incluindo a Estónia, a Finlândia, a Letónia, a Lituânia, a Noruega, a Polónia e a Roménia, sofreram violações do espaço aéreo russo”, acrescentou.
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Rússia contrata jovens para desestabilizar Moldova, diz Presidente
A Presidente da Moldova denunciou que há “jovens contratados pela Rússia” para criar ações de desestabilização e que Moscovo está a “gastar centenas de milhões de euros” em campanhas de desinformação para “tentar controlar” o país.
“A polícia está a trabalhar arduamente para identificar os jovens contratados pela Rússia e instruídos fora da Moldova para se envolverem em atividades de desestabilização”, disse Maia Sandu, em entrevista à Lusa por videoconferência, a partir de Chisinau, a propósito das eleições parlamentares de domingo.
Maia Sandu acrescentou que, além das autoridades, “a sociedade civil e os órgãos de comunicação social independentes estão a trabalhar com o Governo para tentar colocar a descoberto estas tentativas de contratar pessoas para produzir desinformação e espalhá-la”.
Sobre a desinformação, “é diferente”, porque “há uma linha muito fina entre liberdade de expressão e manipulação”.
“Ainda estamos a tentar aprender o que é que é democrático e, em simultâneo, tentar lidar com a manipulação”, considerou.
A chefe de Estado acusou o Kremlin de “estar a investir, centenas de milhõ
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Drones avistados junto a base militar na Suécia
Depois de vários incidentes com drones na Alemanha, Dinamarca ou Noruega, é agora a vez da Suécia. Vários drones foram avistados junto a uma base naval da Marinha sueca no arquipélago de Karlskrona, escreve o Ukrainska Pravda, citando a emissora sueca SVT.
Pelo menos dois drones foram avistados na noite de quinta-feira por habitantes locais. A polícia foi chamada ao local e descreveu o drone como sendo de um “tipo maior, semelhante ao que sobrevoou a Dinamarca e Skåne [no sul da Suécia]”.
Várias testemunhas viram dois drones com luzes vermelhas e verdes. Nenhum dos objetos foi recuperado e não há suspeitos identificados até ao momento.
A zona onde os drones foram avistados fica a poucos quilómetros da base naval de Karlskrona, situada no sul do país e cerca de 200 quilómetros a leste de Malmo.