Momentos-chave
- Empresa responsável pela manutenção do elevador quebra o silêncio
- Carris batiza elétrico com nome de guarda-freio André Marques
- Gouveia e Melo recusa “caça às bruxas” no acidente com elevador da Glória
- Mariana Vieira da Silva alinhada com Leitão (e em dessintonia com Pedro Nuno)
- Cotrim de Figueiredo defende afastamento de vereador se acidente estiver ligado a opções políticas
- Pedro Nuno volta a criticar Moedas e deixa um aviso ao PS: "Há, infelizmente, quem se tenha viciado nos elogios da direita"
- Presidente da Carris pediu a demissão na noite do acidente. Carlos Moedas não aceitou
- Governo descarta inspeção de quatro ascensores de Lisboa pelo IMT
- Casal britânico de férias entre as vítimas do acidente
- GPIAAF deverá divulgar hoje nota sobre descarrilamento
- Elevador da Glória sem fiscalização da autoridade de segurança ferroviária
Histórico de atualizações
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O que dizem as provas recolhidas sobre as causas do acidente
Gabinete de investigação e prevenção de acidentes concluiu que planos de manutenção e a fiscalização foram cumpridos. Sistema de redundância, tal como estava desenhado, era incapaz de travar acidente.
O que dizem as provas recolhidas sobre as causas do acidente
Este artigo ao minuto fica por aqui. Vamos continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos quanto ao acidente do Elevador da Graça na nossa cobertura noticiosa regular. Obrigado por acompanhar-nos.
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Empresa responsável pela manutenção do elevador quebra o silêncio
A empresa responsável pela manutenção do elevador da Glória garante estar a colaborar com as autoridades para o apuramento rápido das causas do acidente que vitimou pelo menos 16 pessoas.
Em comunicado, citado pela SIC Notícias, a MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, que quebra hoje pela primeira vez o silêncio, promete total empenho para “resposta às famílias das vítimas” neste momento de “grande dor e consternação”.
Na mesma nota, a empresa reitera que o elevador da Glória foi alvo de inspeção da manhã do acidente e que foi considerado que havia “condições adequadas de funcionamento” do ascensor. Ainda assim, diz que qualquer conclusão nesta fase “seria prematura”.
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Carris batiza elétrico com nome de guarda-freio André Marques
A Carris vai batizar um elétrico articulado com o nome de André Marques, o guarda-freio que morreu na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, adiantou hoje a empresa de transportes.
Numa curta nota, a empresa explica que o elétrico faz parte da nova frota e que o propósito da iniciativa é “honrar o André, em reconhecimento do seu profissionalismo e dedicação ao serviço da empresa e da cidade”.
“A sua lealdade, amabilidade e simpatia perante o próximo foram sempre inexcedíveis”, acrescenta.
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Gouveia e Melo recusa “caça às bruxas” no acidente com elevador da Glória
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo defendeu hoje “uma responsabilização” na sequência do acidente mortal com o elevador da Glória, mas recusou uma “caça às bruxas”.
“Eu acho que devemos assumir as responsabilidades no final do inquérito, mas o inquérito não se pode prolongar eternamente e nós não nos podemos esquecer depois de assumir essas responsabilidades, sejam elas quais forem. Até pode haver responsabilidades criminais, responsabilidades que tenham a ver com negligência, responsabilidades eventualmente políticas, em termos da gestão política, do que eram as prioridades dentro do que era a Carris”, afirmou.
O candidato às eleições presidenciais do início do próximo ano considerou que não se pode “fazer já uma caça às bruxas”.
“Isso é perigoso, principalmente num momento político em que vão haver eleições a curto prazo, não devemos usar isso para fazer a caça às bruxas”, sustentou.
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Mariana Vieira da Silva alinhada com Leitão (e em dessintonia com Pedro Nuno)
Mariana Vieira da Silva considera que é ainda prematuro exigir a demissão Carlos Moedas.
“Não me parece que, com o que sabemos hoje, haja ainda lugar a pedido de consequências políticas diretas a Carlos Moedas”, afirmou a antiga ministra socialista, em declarações à SIC.
“Mas há uma voz que ecoa permanente e que eu não acredito que não persiga o própria”, salvaguardou Mariana Vieira da Silva, antes de acrescentar: “É de esperar que em política todos saibam comportar-se de acordo com as palavras que disseram”.
“Não defendo a demissão de Carlos Moedas porque não sou Carlos Moedas”, atirou a antiga ministra.
Mariana Vieira da Silva foi confrontada com o facto de Pedro Nuno Santos ter pressionado o PS (por duas vezes) a exigir a cabeça de Carlos Moedas. A socialista cortou de imediato. “Importa pouco essa procura de diferenças de opiniões.”
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Cotrim de Figueiredo defende afastamento de vereador se acidente estiver ligado a opções políticas
O candidato presidencial liberal João Cotrim de Figueiredo considerou este sábado que o vereador com o pelouro da Carris deve ser afastado caso se conclua que o acidente com o elevador da Glória resultou das opções políticas da Câmara de Lisboa.
Recorde-se que, ao contrário do que aconteceu há quatro anos, a Iniciativa Liberal integra a coligação de Carlos Moedas. Filipe Anacoreta Correia, atual vice-presidente da autarquia, não vai fazer parte da lista de candidatos a vereadores, pelo que está de saída da Câmara de Lisboa.
É para ele que aponta agora Cotrim Figueiredo. O eurodeputado e antigo líder da IL defendeu que, antes de assacar responsabilidades políticas, é necessário perceber o que se passou a nível técnico e o que provocou este descarrilamento que provocou 16 mortos e 23 feridos.
“Se se vier a apurar que as responsabilidades técnicas tiveram a ver com a forma como os políticos da autarquia organizaram esses serviços, acho que o responsável por essa decisão tem que ser responsabilizado. E, neste caso, dada a dimensão da tragédia, tem obviamente que ser afastado”, defendeu.
O candidato considerou que neste caso, “o vereador com a pasta seria o primeiro responsável”, nomeadamente o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que tem o pelouro da mobilidade e das empresas municipais, incluindo a Carris.
*Com Miguel Pinheiro Correia
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Pedro Nuno volta a criticar Moedas e deixa um aviso ao PS: "Há, infelizmente, quem se tenha viciado nos elogios da direita"
Pedro Nuno Santos voltou a falar sobre Carlos Moedas e o acidente do elevador da Glória, em Lisboa. Desta vez, no entanto, o antigo secretário-geral do PS parece deixar um recado para dentro de portas.
“A direita, nos partidos e na comunicação social, elogia-nos quando somos ‘sóbrios’ e ‘moderados’ nas críticas. Noutras palavras, quando somos ‘bem comportados’ com eles. Há, infelizmente, quem na esquerda se tenha viciado tanto nos elogios da direita que já não conseguem viver sem eles.”
“Carlos Moedas podia, em 2021, perante um ‘erro técnico’ dos serviços da CML, pedir a demissão de Fernando Medina, sem que ninguém à direita se tivesse insurgido contra tal ‘aproveitamento’. Mas nós, já não podemos exigir, em 2025, que Carlos Moedas seja coerente com o que defendeu em relação ao seu antecessor. Haja paciência”, escreve o socialista.
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Presidente da Carris pediu a demissão na noite do acidente. Carlos Moedas não aceitou
Pedro Bogas pôs o lugar à disposição na quarta-feira, pouco depois do acidente do Elevador da Glória, mas o presidente da Câmara de Lisboa não aceitou o pedido de demissão e pediu a abertura de um inquérito. A notícia foi avançada pela CNN Portugal.
Um dia depois, na quinta-feira, o presidente da Carris prestou esclarecimentos públicos. Assumiu como prioridade afastar dúvidas sobre potenciais falhas na empresa de manutenção, apresentando provas de que a MNTC nunca deixou de estar sob contrato e que as inspeções diárias ao ascensor foram todas realizadas.
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Governo descarta inspeção de quatro ascensores de Lisboa pelo IMT
Em resposta às revelações feitas este sábado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Secretaria de Estado da Mobilidade considera não haver na lei portuguesa razão para que este órgão fiscalize os quatro ascensores de Lisboa, embora supervisione os de Santa Justa e da Bica.
Segundo uma nota da Secretaria de Estado da Mobilidade enviada à Lusa, até julho de 2020, a legislação nacional do transporte por cabo “excluía do seu âmbito de aplicação os carros elétricos movidos por cabo, dos quais são exemplos, em Lisboa, os elevadores da Glória e do Lavra”.
Essa legislação incluía, no entanto, os elevadores de Santa Justa e da Bica, “que não são carros elétricos”, precisa a mesma nota.
A partir de julho de 2020, quando entrou em vigor novo decreto, que veio assegurar a execução de um Regulamento Europeu relativo às instalações por cabo, “passaram a estar excluídas as instalações classificadas como de interesse histórico, cultural ou patrimonial e que tenham entrado em serviço antes de 1 de janeiro de 1986 e sem terem sofrido alterações de conceção ou de construção significativas”.
“São disso exemplo, em Lisboa, os elevadores de Santa Justa, da Bica, do Lavra e da Glória, assim classificados pelo Decreto 5/2022, de 19 de fevereiro”, explica o documento.
Desta forma, de acordo com o Governo, o princípio definido pela legislação é o de que “cabe às entidades que exploram as instalações por cabo para o transporte de pessoas (autoridades de transportes ou outras) garantir a segurança das instalações e dos passageiros”.
“Contudo, no caso específico dos elevadores de Santa Justa e da Bica, que já eram supervisionados pelo IMT, antes da alteração à Lei, este manteve a continuidade do acompanhamento”, conclui.
A responsabilidade pela segurança dos ascensores pertence à Carris e, de acordo com uma diretiva da União Europeia, compete apenas à ANSF garantiu que as regras são cumpridas.
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Casal britânico de férias entre as vítimas do acidente
A imprensa do Reino Unido revelou o nome de duas das três vítimas britânicas do acidente com o Elevador da Glória. Kayleigh Smith, de 36 anos, e William Nelson, de 44, estavam de férias em Lisboa quando morreram no ascensor.
Kayleigh era diretora de um teatro em Macclesfield, no centro de Inglaterra, e William era professor de teatro. O teatro MADS, publicou uma nota de pesar nas redes sociais: “Kayleigh era um membro valioso da nossa sociedade e fez contribuições consideráveis tanto para o MADS como para o teatro. É uma perda verdadeiramente triste para nós todos no teatro”.
A polícia de Cheshire, num comunicado citado pelo Independent, confirma que está a apoiar a família das vítimas. Além do casal, há também um britânico entre as 16 vítimas mortais do acidente, mas ainda não foi identificado.
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Edifício em que embateu elétrico encontra-se em “totais condições de segurança”
O edifício em que embateu um dos elétricos do Elevador da Glória, em Lisboa, possui “totais condições de segurança”, revelou a Proteção Civil Municipal, antecipando que no domingo seja possível abrir uma via pedonal e acesso ao comércio.
“Após a verificação e inspeção pelos serviços da CML [Câmara Municipal de Lisboa] e da Proteção Civil Municipal, foi também possível aferir as totais condições de segurança do edificado atingido pelo acidente”, pode ler-se numa nota do organismo enviada à Lusa.
Segundo a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins, antes da total abertura da via “será ainda necessário aguardar pela secagem do pavimento para se poder iniciar a recalcetagem dos passeios, o que se espera terminar domingo ao início da tarde”.
“Será ainda necessário uma posterior intervenção no sistema de drenagem pluvial que só se poderá realizar previsivelmente na segunda-feira durante a manhã após consolidação da via”, precisou ainda.
De acordo com a responsável “é expectável que já no domingo à tarde seja possível abrir uma via pedonal e acesso ao comércio”, e que entre segunda e terça-feira, consoante o decorrer dos trabalhos, “se possa efetivar a total abertura de toda a zona afetada e a normalização de toda a zona”.
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Associação de bombeiros pede vistorias regulares a elevadores e “rotina de simulacro”
O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) lamentou hoje que Portugal não tenha uma “cultura de simulacro” para avaliar os riscos dos equipamentos públicos e defendeu mais vistorias regulares da proteção civil.
Comentando o descarrilamento, na quarta-feira, do Elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortos e 23 feridos, Fernando Curto elogiou a decisão da Câmara de suspender os outros equipamentos do género para vistorias, mas lamentou que só depois de um acidente se pense na fiscalização.
O presidente da ANBP defendeu “um calendário cíclico e normal” para que os bombeiros e outras entidades “possam fazer, de quando em vez, as vistorias e o acompanhamento a estes locais”.
“Se isso acontecer, a probabilidade do risco é muito menor”, explicou, considerando que o país não promove também simulacros de modo regular.
“No âmbito das nossas atividades, eu tenho dito às entidades públicas” que são necessários simulacros para testar a resposta a situações de crise, recordou Fernando Curto.
Mas “as respostas que temos é que, durante o período do simulacro, [as instituições] vão perder dinheiro, seja num museu ou noutro lado, e isto é anedótico, triste e lamentável porque deveriam ser eles os próprios dinamizadores” dessas ações, precisou.
“Todos os organismos públicos e privados deveriam ir junto dos bombeiros, ter uma estrutura” que permitisse uma “rotina de simulacros” para avaliar os riscos, acrescentou.
Isso “iria, de certeza absoluta, diminuir o risco, diminuir mortes e diminuir prejuízos”, salientou ainda.
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GPIAAF deverá divulgar hoje nota sobre descarrilamento
O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) era para ter revelado a nota informativa sobre as constatações iniciais ao acidente com o elevador da Glória esta sexta-feira, mas essa divulgação foi adiada para hoje.
“Atendendo a que, como é do conhecimento público, a remoção dos veículos e destroços envolvidos no acidente se prolongou por toda a noite e madrugada e que o GPIAAF teve também a necessidade de acompanhar, esta tarde, diligências adicionais promovidas pelo Ministério Público, que terminaram há pouco, não é possível proceder hoje à publicação da Nota Informativa. A sua publicação será feita durante a tarde de amanhã, sábado”, adiantou esta sexta-feira à agência Lusa.
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Elevador da Glória sem fiscalização da autoridade de segurança ferroviária
Os elevadores históricos da Glória e do Lavra nunca foram fiscalizados pela Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária (ANSF), ao contrário dos ascensores da Bica e de Santa Justa, avança o Público na edição de hoje.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que tem a tutela da ANSF, disse ao jornal que, de acordo com legislação aprovada em 2020, deixou de ter competências de supervisão de “sistemas de transporte por cabo” construídos antes de 1986 e classificados como património. O elevador da Glória foi declarado monumento nacional em 2002.
Segundo as explicações providenciadas ao diário, até 2020, o IMT, por lei, tinha de supervisionar sistemas de transporte por cabo em ascensores que não tivessem tração própria, o que acontece com os ascensores de Santa Justa e da Bica, pois o seu movimento necessita apenas do cabo que os faz subir e descer.
Todavia, os da Glória e do Lavra “têm motores incorporados (tracção própria), embora dependam também do cabo que os mantém ligados, mas apenas para efeitos de contrapeso”.
O IMT continuou a fiscalizar os ascensores da Bica e de Santa Justa, mas apenas como “um gesto de boa vontade e boa cooperação” com a Carris, que opera os quatros elevadores históricos de Lisboa. Os outros dois ficaram então à responsabilidade exclusiva da empresa de transportes.
A responsabilidade pela segurança dos ascensores pertence à Carris e, de acordo com uma diretiva da União Europeia, compete apenas à ANSF garantiu que as regras são cumpridas.
“Uma tarefa essencialmente burocrática que passa pela análise de certificados de segurança e a validação de sistemas de gestão de segurança”, escreveu o Público.
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Bom dia. Neste liveblog vamos continuar a acompanhar todos desenvolvimentos do descarrilamento do Elevador da Glória. Pode recordar os acontecimentos de sexta-feira neste outro artigo, agora encerrado. Obrigado.