Histórico de atualizações
  • O que dizem as provas recolhidas sobre as causas do acidente

    Gabinete de investigação e prevenção de acidentes concluiu que planos de manutenção e a fiscalização foram cumpridos. Sistema de redundância, tal como estava desenhado, era incapaz de travar acidente.

    O que dizem as provas recolhidas sobre as causas do acidente

    Este artigo ao minuto fica por aqui. Vamos continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos quanto ao acidente do Elevador da Graça na nossa cobertura noticiosa regular. Obrigado por acompanhar-nos.

  • Empresa responsável pela manutenção do elevador quebra o silêncio

    A empresa responsável pela manutenção do elevador da Glória garante estar a colaborar com as autoridades para o apuramento rápido das causas do acidente que vitimou pelo menos 16 pessoas.

    Em comunicado, citado pela SIC Notícias, a MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, que quebra hoje pela primeira vez o silêncio, promete total empenho para “resposta às famílias das vítimas” neste momento de “grande dor e consternação”.

    Na mesma nota, a empresa reitera que o elevador da Glória foi alvo de inspeção da manhã do acidente e que foi considerado que havia “condições adequadas de funcionamento” do ascensor. Ainda assim, diz que qualquer conclusão nesta fase “seria prematura”.

  • Carris batiza elétrico com nome de guarda-freio André Marques

    A Carris vai batizar um elétrico articulado com o nome de André Marques, o guarda-freio que morreu na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, adiantou hoje a empresa de transportes.

    Numa curta nota, a empresa explica que o elétrico faz parte da nova frota e que o propósito da iniciativa é “honrar o André, em reconhecimento do seu profissionalismo e dedicação ao serviço da empresa e da cidade”.

    “A sua lealdade, amabilidade e simpatia perante o próximo foram sempre inexcedíveis”, acrescenta.

  • Gouveia e Melo recusa “caça às bruxas” no acidente com elevador da Glória

    O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo defendeu hoje “uma responsabilização” na sequência do acidente mortal com o elevador da Glória, mas recusou uma “caça às bruxas”.

    “Eu acho que devemos assumir as responsabilidades no final do inquérito, mas o inquérito não se pode prolongar eternamente e nós não nos podemos esquecer depois de assumir essas responsabilidades, sejam elas quais forem. Até pode haver responsabilidades criminais, responsabilidades que tenham a ver com negligência, responsabilidades eventualmente políticas, em termos da gestão política, do que eram as prioridades dentro do que era a Carris”, afirmou.

    O candidato às eleições presidenciais do início do próximo ano considerou que não se pode “fazer já uma caça às bruxas”.

    “Isso é perigoso, principalmente num momento político em que vão haver eleições a curto prazo, não devemos usar isso para fazer a caça às bruxas”, sustentou.

  • Mariana Vieira da Silva alinhada com Leitão (e em dessintonia com Pedro Nuno)

    Mariana Vieira da Silva considera que é ainda prematuro exigir a demissão Carlos Moedas.

    “Não me parece que, com o que sabemos hoje, haja ainda lugar a pedido de consequências políticas diretas a Carlos Moedas”, afirmou a antiga ministra socialista, em declarações à SIC.

    “Mas há uma voz que ecoa permanente e que eu não acredito que não persiga o própria”, salvaguardou Mariana Vieira da Silva, antes de acrescentar: “É de esperar que em política todos saibam comportar-se de acordo com as palavras que disseram”.

    “Não defendo a demissão de Carlos Moedas porque não sou Carlos Moedas”, atirou a antiga ministra.

    Mariana Vieira da Silva foi confrontada com o facto de Pedro Nuno Santos ter pressionado o PS (por duas vezes) a exigir a cabeça de Carlos Moedas. A socialista cortou de imediato. “Importa pouco essa procura de diferenças de opiniões.”

  • Cotrim de Figueiredo defende afastamento de vereador se acidente estiver ligado a opções políticas

    O candidato presidencial liberal João Cotrim de Figueiredo considerou este sábado que o vereador com o pelouro da Carris deve ser afastado caso se conclua que o acidente com o elevador da Glória resultou das opções políticas da Câmara de Lisboa.

    Recorde-se que, ao contrário do que aconteceu há quatro anos, a Iniciativa Liberal integra a coligação de Carlos Moedas. Filipe Anacoreta Correia, atual vice-presidente da autarquia, não vai fazer parte da lista de candidatos a vereadores, pelo que está de saída da Câmara de Lisboa.

    É para ele que aponta agora Cotrim Figueiredo. O eurodeputado e antigo líder da IL defendeu que, antes de assacar responsabilidades políticas, é necessário perceber o que se passou a nível técnico e o que provocou este descarrilamento que provocou 16 mortos e 23 feridos.

    “Se se vier a apurar que as responsabilidades técnicas tiveram a ver com a forma como os políticos da autarquia organizaram esses serviços, acho que o responsável por essa decisão tem que ser responsabilizado. E, neste caso, dada a dimensão da tragédia, tem obviamente que ser afastado”, defendeu.

    O candidato considerou que neste caso, “o vereador com a pasta seria o primeiro responsável”, nomeadamente o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que tem o pelouro da mobilidade e das empresas municipais, incluindo a Carris.

    *Com Miguel Pinheiro Correia

  • Pedro Nuno volta a criticar Moedas e deixa um aviso ao PS: "Há, infelizmente, quem se tenha viciado nos elogios da direita"

    Pedro Nuno Santos voltou a falar sobre Carlos Moedas e o acidente do elevador da Glória, em Lisboa. Desta vez, no entanto, o antigo secretário-geral do PS parece deixar um recado para dentro de portas.

    “A direita, nos partidos e na comunicação social, elogia-nos quando somos ‘sóbrios’ e ‘moderados’ nas críticas. Noutras palavras, quando somos ‘bem comportados’ com eles. Há, infelizmente, quem na esquerda se tenha viciado tanto nos elogios da direita que já não conseguem viver sem eles.”

    “⁠Carlos Moedas podia, em 2021, perante um ‘erro técnico’ dos serviços da CML, pedir a demissão de Fernando Medina, sem que ninguém à direita se tivesse insurgido contra tal ‘aproveitamento’. Mas nós, já não podemos exigir, em 2025, que Carlos Moedas seja coerente com o que defendeu em relação ao seu antecessor. Haja paciência”, escreve o socialista.

  • Presidente da Carris pediu a demissão na noite do acidente. Carlos Moedas não aceitou

    Pedro Bogas pôs o lugar à disposição na quarta-feira, pouco depois do acidente do Elevador da Glória, mas o presidente da Câmara de Lisboa não aceitou o pedido de demissão e pediu a abertura de um inquérito. A notícia foi avançada pela CNN Portugal.

    Um dia depois, na quinta-feira, o presidente da Carris prestou esclarecimentos públicos. Assumiu como prioridade afastar dúvidas sobre potenciais falhas na empresa de manutenção, apresentando provas de que a MNTC nunca deixou de estar sob contrato e que as inspeções diárias ao ascensor foram todas realizadas.

  • Governo descarta inspeção de quatro ascensores de Lisboa pelo IMT

    Em resposta às revelações feitas este sábado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Secretaria de Estado da Mobilidade considera não haver na lei portuguesa razão para que este órgão fiscalize os quatro ascensores de Lisboa, embora supervisione os de Santa Justa e da Bica.

    Segundo uma nota da Secretaria de Estado da Mobilidade enviada à Lusa, até julho de 2020, a legislação nacional do transporte por cabo “excluía do seu âmbito de aplicação os carros elétricos movidos por cabo, dos quais são exemplos, em Lisboa, os elevadores da Glória e do Lavra”.

    Essa legislação incluía, no entanto, os elevadores de Santa Justa e da Bica, “que não são carros elétricos”, precisa a mesma nota.

    A partir de julho de 2020, quando entrou em vigor novo decreto, que veio assegurar a execução de um Regulamento Europeu relativo às instalações por cabo, “passaram a estar excluídas as instalações classificadas como de interesse histórico, cultural ou patrimonial e que tenham entrado em serviço antes de 1 de janeiro de 1986 e sem terem sofrido alterações de conceção ou de construção significativas”.

    “São disso exemplo, em Lisboa, os elevadores de Santa Justa, da Bica, do Lavra e da Glória, assim classificados pelo Decreto 5/2022, de 19 de fevereiro”, explica o documento.

    Desta forma, de acordo com o Governo, o princípio definido pela legislação é o de que “cabe às entidades que exploram as instalações por cabo para o transporte de pessoas (autoridades de transportes ou outras) garantir a segurança das instalações e dos passageiros”.

    “Contudo, no caso específico dos elevadores de Santa Justa e da Bica, que já eram supervisionados pelo IMT, antes da alteração à Lei, este manteve a continuidade do acompanhamento”, conclui.

    A responsabilidade pela segurança dos ascensores pertence à Carris e, de acordo com uma diretiva da União Europeia, compete apenas à ANSF garantiu que as regras são cumpridas.

  • Casal britânico de férias entre as vítimas do acidente

    A imprensa do Reino Unido revelou o nome de duas das três vítimas britânicas do acidente com o Elevador da Glória. Kayleigh Smith, de 36 anos, e William Nelson, de 44, estavam de férias em Lisboa quando morreram no ascensor.

    Kayleigh era diretora de um teatro em Macclesfield, no centro de Inglaterra, e William era professor de teatro. O teatro MADS, publicou uma nota de pesar nas redes sociais: “Kayleigh era um membro valioso da nossa sociedade e fez contribuições consideráveis tanto para o MADS como para o teatro. É uma perda verdadeiramente triste para nós todos no teatro”.

    A polícia de Cheshire, num comunicado citado pelo Independent, confirma que está a apoiar a família das vítimas. Além do casal, há também um britânico entre as 16 vítimas mortais do acidente, mas ainda não foi identificado.

  • Edifício em que embateu elétrico encontra-se em “totais condições de segurança”

    O edifício em que embateu um dos elétricos do Elevador da Glória, em Lisboa, possui “totais condições de segurança”, revelou a Proteção Civil Municipal, antecipando que no domingo seja possível abrir uma via pedonal e acesso ao comércio.

    “Após a verificação e inspeção pelos serviços da CML [Câmara Municipal de Lisboa] e da Proteção Civil Municipal, foi também possível aferir as totais condições de segurança do edificado atingido pelo acidente”, pode ler-se numa nota do organismo enviada à Lusa.

    Segundo a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins, antes da total abertura da via “será ainda necessário aguardar pela secagem do pavimento para se poder iniciar a recalcetagem dos passeios, o que se espera terminar domingo ao início da tarde”.

    “Será ainda necessário uma posterior intervenção no sistema de drenagem pluvial que só se poderá realizar previsivelmente na segunda-feira durante a manhã após consolidação da via”, precisou ainda.

    De acordo com a responsável “é expectável que já no domingo à tarde seja possível abrir uma via pedonal e acesso ao comércio”, e que entre segunda e terça-feira, consoante o decorrer dos trabalhos, “se possa efetivar a total abertura de toda a zona afetada e a normalização de toda a zona”.

  • Associação de bombeiros pede vistorias regulares a elevadores e “rotina de simulacro”

    O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) lamentou hoje que Portugal não tenha uma “cultura de simulacro” para avaliar os riscos dos equipamentos públicos e defendeu mais vistorias regulares da proteção civil.

    Comentando o descarrilamento, na quarta-feira, do Elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortos e 23 feridos, Fernando Curto elogiou a decisão da Câmara de suspender os outros equipamentos do género para vistorias, mas lamentou que só depois de um acidente se pense na fiscalização.

    O presidente da ANBP defendeu “um calendário cíclico e normal” para que os bombeiros e outras entidades “possam fazer, de quando em vez, as vistorias e o acompanhamento a estes locais”.

    “Se isso acontecer, a probabilidade do risco é muito menor”, explicou, considerando que o país não promove também simulacros de modo regular.

    “No âmbito das nossas atividades, eu tenho dito às entidades públicas” que são necessários simulacros para testar a resposta a situações de crise, recordou Fernando Curto.

    Mas “as respostas que temos é que, durante o período do simulacro, [as instituições] vão perder dinheiro, seja num museu ou noutro lado, e isto é anedótico, triste e lamentável porque deveriam ser eles os próprios dinamizadores” dessas ações, precisou.

    “Todos os organismos públicos e privados deveriam ir junto dos bombeiros, ter uma estrutura” que permitisse uma “rotina de simulacros” para avaliar os riscos, acrescentou.

    Isso “iria, de certeza absoluta, diminuir o risco, diminuir mortes e diminuir prejuízos”, salientou ainda.

  • GPIAAF deverá divulgar hoje nota sobre descarrilamento

    O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) era para ter revelado a nota informativa sobre as constatações iniciais ao acidente com o elevador da Glória esta sexta-feira, mas essa divulgação foi adiada para hoje.

    “Atendendo a que, como é do conhecimento público, a remoção dos veículos e destroços envolvidos no acidente se prolongou por toda a noite e madrugada e que o GPIAAF teve também a necessidade de acompanhar, esta tarde, diligências adicionais promovidas pelo Ministério Público, que terminaram há pouco, não é possível proceder hoje à publicação da Nota Informativa. A sua publicação será feita durante a tarde de amanhã, sábado”, adiantou esta sexta-feira à agência Lusa.

  • Elevador da Glória sem fiscalização da autoridade de segurança ferroviária

    Os elevadores históricos da Glória e do Lavra nunca foram fiscalizados pela Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária (ANSF), ao contrário dos ascensores da Bica e de Santa Justa, avança o Público na edição de hoje.

    O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que tem a tutela da ANSF, disse ao jornal que, de acordo com legislação aprovada em 2020, deixou de ter competências de supervisão de “sistemas de transporte por cabo” construídos antes de 1986 e classificados como património. O elevador da Glória foi declarado monumento nacional em 2002.

    Segundo as explicações providenciadas ao diário, até 2020, o IMT, por lei, tinha de supervisionar sistemas de transporte por cabo em ascensores que não tivessem tração própria, o que acontece com os ascensores de Santa Justa e da Bica, pois o seu movimento necessita apenas do cabo que os faz subir e descer.

    Todavia, os da Glória e do Lavra “têm motores incorporados (tracção própria), embora dependam também do cabo que os mantém ligados, mas apenas para efeitos de contrapeso”.

    O IMT continuou a fiscalizar os ascensores da Bica e de Santa Justa, mas apenas como “um gesto de boa vontade e boa cooperação” com a Carris, que opera os quatros elevadores históricos de Lisboa. Os outros dois ficaram então à responsabilidade exclusiva da empresa de transportes.

    A responsabilidade pela segurança dos ascensores pertence à Carris e, de acordo com uma diretiva da União Europeia, compete apenas à ANSF garantiu que as regras são cumpridas.

    “Uma tarefa essencialmente burocrática que passa pela análise de certificados de segurança e a validação de sistemas de gestão de segurança”, escreveu o Público.

  • Bom dia. Neste liveblog vamos continuar a acompanhar todos desenvolvimentos do descarrilamento do Elevador da Glória. Pode recordar os acontecimentos de sexta-feira neste outro artigo, agora encerrado. Obrigado.

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