Momentos-chave
- Vice-presidente da câmara de Lisboa diz que é ele, e não Moedas, quem tutela Carris. "Responsabilidades políticas devem ser apuradas em mim"
- CDS repudia tentativa de “aproveitamento eleitoral” e manifesta confiança em Moedas
- Oposição na Câmara de Lisboa não pede demissões enquanto se apuram responsabilidades
- GPIAAF adia para sábado divulgação de nota sobre descarrilamento
- Um dos feridos internados no São José foi transferido
- PS quer criar memorial das vítimas na Calçada da Glória e exige contratos à Carris
- "Muito emocionado". Marcelo não fala aos jornalistas à saída da missa na Igreja de São Roque
- Chega apresenta moção de censura ao executivo da Câmara de Lisboa
- André Ventura: "O que diria o Carlos Moedas de 2021 ao Carlos Moedas de 2025?"
- Sapadores acionados para limpar local
- Pedro Nuno Santos pede demissão de Carlos Moedas
- Identificadas as nacionalidades de todas as vítimas mortais
- Embaixada e PJ confirmam que cidadão alemão, pai de criança de três anos, está vivo
- Equipa da Carris está no local do acidente a tapar buracos
- Carruagem destruída foi transportada até ao Estabelecimento Prisional de Tires
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de França confirma morte de mulher francesa no acidente
- Coroas e ramos de flores, balões brancos e mensagens lembram vítimas na Calçada da Glória
- Cabo do Elevador da Glória pode não se ter rompido. Causa do acidente ainda por descobrir
- As imagens dos trabalhos de remoção das carruagens durante a madrugada
- Destroços do Elevador da Glória já foram removidos. Carruagens vão ser analisadas pela PJ
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos do acidente do Elevador da Glória neste outro artigo em direto. Obrigado.
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Vice-presidente da câmara de Lisboa diz que é ele, e não Moedas, quem tutela Carris. "Responsabilidades políticas devem ser apuradas em mim"
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, que tem os pelouros da mobilidade e das empresas municipais (como é o caso da Carris), afirmou esta sexta-feira que é sobre ele — e não sobre Carlos Moedas — que devem ser apuradas responsabilidades políticas sobre o acidente no Elevador da Glória.
“Se é para apurar responsabilidades políticas, elas devem ser apuradas em mim, de forma inequívoca”, afirmou Anacoreta Correia em entrevista à SIC Notícias. “Ninguém colocou a questão da pessoa que politicamente está envolvida com a Carris, que sou eu”, acrescentou, sublinhando que isso significa que “não se está a pedir responsabilidade política ao responsável”.
Pelo contrário, diz Anacoreta Correia, estão a ser feitas críticas a Moedas com “fins meramente eleitorais”, que demonstram um “oportunismo inaceitável” num momento em que “ainda corpos na morgue”. Anacoreta Correia, por seu turno, assinalou que não hesitaria em demitir-se se houvesse qualquer indicação de que houve falhas de índole política.
Por outro lado, Anacoreta Correia afirmou que ainda não há qualquer dado objetivo que permita imputar responsabilidades políticas a quem quer que seja. O vice-presidente da autarquia reiterou várias vezes na entrevista que é necessário esperar pelos resultados da investigação — e reforçou a autonomia operacional da Carris.
Anacoreta Correia foi ainda questionado sobre se tinha conhecimento das queixas dos sindicatos da Carris sobre falhas na manutenção — e garantiu que não. O vice-presidente da autarquia disse que teve este trimestre uma reunião com sindicalistas e que nenhum lhe comunicou essas queixas. No entanto, disse que esses registos, se existirem, devem ser tornados públicos.
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Brilhante Dias diz que Moedas sabe qual a "única decisão" a tomar para "manter coerência política"
O líder parlamentar socialista defendeu hoje que o presidente da Câmara de Lisboa “sabe qual é a única decisão” a tomar “para manter a coerência política” depois de, em 2021, ter exigido a Fernando Medina que se demitisse.
“O engenheiro Carlos Moedas sabe que, em consciência e em coerência, não tem muitas alternativas e por isso percebo o incómodo, o momento é de grande, grande tristeza, mas nós conhecemos bem aquilo que Carlos Moedas exigiu ao presidente da Câmara Fernando Medina, e por isso eu penso que a consciência dele lhe pede, em coerência com aquilo que disse, que tome uma decisão”, respondeu Eurico Brilhante Dias aos jornalistas no final de uma reunião com o Governo.
O líder parlamentar do PS foi questionado sobre a posição assumida hoje pelo ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, que defendeu que o presidente da Câmara de Lisboa devia assumir responsabilidades políticas na sequência do acidente do elevador da Glória.
“As decisões às vezes são difíceis, mas o engenheiro Carlos Moedas sabe qual é a única decisão que tem pela frente para manter a coerência política”, sustentou.
Eurico Brilhante Dias escusou-se a comentar a posição de Pedro Nuno Santos e assinalou que estava a falar em nome pessoal.
“Apenas direi que o engenheiro Carlos Moedas sabe que não devemos exigir aos outros aquilo que não estamos preparados para cumprir”, respondeu.
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Paulo Raimundo e o não cancelamento da Festa do Avante: "Não somos nem demagogos, nem hipócritas"
O secretário-geral do PCP perguntou hoje ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, se considera que tem condições para continuar no cargo, desafiando-o a ser coerente com declarações que fez no passado.
Em declarações no arranque da Festa do Avante, na Quinta da Atalaia, Seixal, Paulo Raimundo defendeu que é preciso que “rapidamente se esclareça” porquê e como é que aconteceu o descarrilamento do Elevador da Glória, na quarta-feira, para, depois, “se apurarem responsabilidades técnicas e políticas”.
Questionado se defende a demissão de Carlos Moedas, Paulo Raimundo respondeu que “pela boca morre o peixe”, aludindo a declarações do atual presidente da Câmara de Lisboa em 2021, após a polémica do chamado “Russiagate”, quando pediu a demissão do então autarca Fernando Medina, considerando que era necessário “um novo tipo de políticos, os que assumiam as suas responsabilidades, mesmo perante um erro técnico”.
Lamentando que a coerência não seja “propriamente, hoje, uma grande virtude de muita gente”, Paulo Raimundo defendeu, contudo, que “há que ser coerente”.
“E essa é uma pergunta [da demissa de Carlos Moedas] que me faz com toda a justiça e eu devolvo a Carlos Moedas, ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa: se ele acha mesmo que, face àquilo que afirmou em outros momentos, por um lado, e face às responsabilidades que tem, se ele acha que tem condições para continuar com as responsabilidades que tem?”, questionou.
O secretário-geral do PCP abordou ainda as autárquicas de 12 de outubro para salientar que, nessas eleições, os lisboetas terão a ocasião de “demonstrarem essa condenação de opções políticas que não são só das responsabilidades do PSD, mas também são PS”.
Interrogado se o PCP não teme repercussões nas autárquicas ao ter optado por não cancelar a Festa do Avante! devido ao descarrilamento do Elevador da Glória, Paulo Raimundo disse que o certame comunista vai discutir “muita coisa da vida das pessoas”, incluindo “a questão das infraestruturas e das respostas que o Estado devia dar e não dá”.
“Se nós quiséssemos ser demagogos, hipócritas, então se calhar teríamos tido a atitude que outros tiveram. Ora, nós não somos nem demagogos, nem hipócritas, a vida aqui está a correr para criar as condições também para que acidentes como aqueles que ocorreram na quarta-feira não voltem a acontecer”, disse.
Paulo Raimundo considerou ainda ser curioso que, a caminho da Quinta da Atalaia, tenha ouvido “vários dirigentes partidários” a falar na rádio.
“E eu pensei para mim: ‘então mas não iam suspender toda a atividade partidária?’. Pronto, fica a incógnita”, afirmou.
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CDS repudia tentativa de “aproveitamento eleitoral” e manifesta confiança em Moedas
O CDS-PP, que integra o executivo da Câmara Municipal de Lisboa, repudiou hoje tentativas de “aproveitamento eleitoral” do acidente mortal com o elevador da Glória e manifestou confiança no presidente do município, Carlos Moedas.
“O CDS repudia qualquer tentativa de aproveitamento eleitoral de um acidente trágico, com acusações que, nalguns casos, têm vindo a ser desmentidas, como o alegado desinvestimento na Carris”, refere o partido.
Em comunicado, o CDS-PP afirma que “não pactua com as tentativas de especulação e de aproveitamento político sem esse mesmo prévio apuramento de factos”.
“O CDS apoia todas as averiguações transparentes e exaustivas e expressa a sua confiança na Câmara Municipal de Lisboa e no seu presidente, Carlos Moedas, na gestão desta crise e como garante da transmissão fiel de toda a informação baseada em factos e não em demagogia ou falsidades, colaborando com todas as investigações para o apuramento dos factos”, acrescenta.
Os centristas referem também que estão “desde o primeiro minuto ao lado das vítimas e da cidade no luto pelo acidente, tendo cancelado todas as suas iniciativas políticas e partidárias” e que respeitam “o luto oficial e o direito das famílias ao respeito de todos”.
O partido liderado por Nuno Melo reitera o “profundo pesar pelo trágico acidente com o ascensor da Glória” e manifesta o seu apreço pelos “serviços envolvidos no socorro e na assistência às vítimas”.
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Oposição na Câmara de Lisboa não pede demissões enquanto se apuram responsabilidades
A oposição na Câmara de Lisboa recusou hoje avançar com pedidos de demissão na sequência do acidente com o elevador da Glória, mas ressalva que o presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD), “é o responsável político máximo” pela Carris.
A Câmara de Lisboa vai realizar na segunda-feira uma reunião extraordinária dedicada ao acidente, na qual deverão ser discutidas medidas de apoio às vítimas e familiares, assim como de apuramento das causas e responsabilidades.
Essa reunião está agendada para as 9h30 de segunda-feira, nos Paços do Concelho de Lisboa, e prevê-se que seja privada, com a presença de todo o executivo municipal, sob a presidência do social-democrata Carlos Moedas, que governa sem maioria absoluta.
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GPIAAF adia para sábado divulgação de nota sobre descarrilamento
O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) adiou de hoje para sábado a divulgação da nota informativa sobre as constatações iniciais ao acidente com o elevador da Glória, em Lisboa.
“Atendendo a que, como é do conhecimento público, a remoção dos veículos e destroços envolvidos no acidente se prolongou por toda a noite e madrugada e que o GPIAAF teve também a necessidade de acompanhar, esta tarde, diligências adicionais promovidas pelo Ministério Público, que terminaram há pouco, não é possível proceder hoje à publicação da Nota Informativa. A sua publicação será feita durante a tarde de amanhã, sábado”, explicou esta tarde à agência Lusa, fonte deste organismo público.
Na quinta-feira, o GPIAAF, em conjunto com outras entidades, concluiu as perícias no local do descarrilamento, tendo remetido informações para hoje sobre as constatações iniciais e a orientação que a investigação irá prosseguir.
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Conselho Metropolitano de Lisboa aprova voto de pesar pelo acidente do Elevador da Glória
O conselho da Área Metropolitana de Lisboa (AML) aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar a manifestar às famílias das vítimas do acidente com o Ascensor da Glória, em Lisboa, foi divulgado em comunicado. ´
O Conselho Metropolitano de Lisboa expressou também votos de “rápida recuperação aos feridos” e de “solidariedade à Câmara Municipal de Lisboa e ao seu presidente” e cumpriu um minuto de silêncio em memórias das vítimas do acidente.
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Um dos feridos internados no São José foi transferido
No Hospital de São José, encontram-se de momento três feridos do acidente no Elevador da Glória: dois em situação controlada e um em Cuidados Intensivos.
O ferido que ontem fazia parte da contabilização foi transferido para o Hospital Fernando Fonseca, para ficar mais perto da família. Encontra-se em situação estável.
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Presidente da República de Moçambique manifesta "profundo pesar" a Marcelo
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje “profundo pesar” por “perdas irreparáveis” no acidente com elevador da Glória ao homólogo Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que a dor de Portugal é também de Moçambique.
“A dor de Portugal é a dor de Moçambique. Os laços de profunda amizade e irmandade que nos unem fazem com que sintamos esta perda de forma tão intensa”, disse Daniel Chapo, num comunicado da Presidência moçambicana, em mensagem endereçada ao Presidente português.
“Neste momento de luto nacional, permita-me, em nome do povo e do Governo da República de Moçambique, bem como em meu próprio, expressar as nossas mais sinceras condolências”, concluiu Daniel Chapo.
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PS quer criar memorial das vítimas na Calçada da Glória e exige contratos à Carris
Os vereadores do Partido Socialista na Câmara de Lisboa vão propôr na próxima reunião do executivo municipal lisboeta (dia 8 de setembro) a criação de um “memorial na Calçada da Glória, em articulação com as famílias das vítimas, como sinal de respeito, luto e compromisso com a segurança coletiva”.
O PS propõe também criar, com caráter de urgência, um gabinete e um fundo municipal de apoio às vítimas do acidente para assegurar “apoio psicológico imediato e acompanhamento especializado”; assistência jurídica e administrativa gratuita; e apoio financeiro para “despesas imediatas”.
Propõem que a Carris seja obrigada a disponibilizar os dois mais recentes contratos celebrados com a empresa de manutenção dos ascensores e elevador de Lisboa, a MNTC — Serviços Técnico de Engenharia. Requerem ainda que estes contratos sejam acompanhados das ordens de trabalho da manutenção feita pela MNTC e das fiscalizações efetuadas pelos técnicos da CML a este serviço.
Além disso, os socialistas da CML querem que a Carris disponibilize todas as denúncias recebidas, nos últimos dois anos, relativas “à falta ou deficiente manutenção dos ascensores”. Os vereadores municipais querem que esta informação seja publicada no portal online do município.
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Líder de Macau solidário com vítimas de Lisboa
O líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, enviou hoje uma carta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a manifestar de pesar e solidariedade para com vitimas do acidente com o Elevador da Glória.
“Quero, (..), nesta hora, endereçar os mais profundos sentimentos às vítimas e às suas famílias e expressar a nossa solidariedade a todos os envolvidos nesta tragédia” ocorrida em Lisboa, escreveu o chefe do Executivo, referindo-se ao acidente em que correram 16 pessoas e 23 ficaram feridas.
Sam enviou também as “mais sentidas condolências a Portugal e à cidade de Lisboa pelo trágico acidente (…) que provocou a perda irreparável de vidas humanas”.
O dirigente falou de um “momento de dor, consternação e luto”, mas demonstrou confiança em como “o povo português conseguirá enfrentar este momento particularmente duro e ultrapassar esta situação dramática”.
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Vítima mortal ucraniana era refugiado de guerra
A vítima mortal ucraniana do acidente do ascensor da Glória vivia em Portugal ao abrigo do regime de proteção temporária da União Europeia para refugiados de guerra, avançou a SIC e confirmou a Embaixada ucraniana ao Observador.
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"Muito emocionado". Marcelo não fala aos jornalistas à saída da missa na Igreja de São Roque
À saída da Igreja de São Roque, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não queria falar aos jornalistas, mencionando apenas que estava “muito emocionado” depois da missa em homenagem às vítimas da Santa Casa na tragédia do Elevador da Glória, na quarta-feira.
“Não tenho nada a dizer. Vamos esperar o que é que surge de novo. Talvez mais logo, no velório do guarda-freio”, disse.
O velório realizar-se-á na Basílica da Estrela esta sexta-feira, entre as 16h00 e as 19h00.
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Um amigo “como já não há”, professor “paciente”, e “filho da terra”. Quem era André, o guarda-freios do Elevador da Glória
André, com 45 anos e há 15 na Carris, morreu a conduzir o Elevador da Glória. Ensinou vários guarda-freios e, na aldeia onde nasceu, atencioso com toda a gente. Funeral será no dia 6 de setembro.
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Chega apresenta moção de censura ao executivo da Câmara de Lisboa
O deputado municipal do Chega e candidato à Câmara de Lisboa Bruno Mascarenhas anunciou hoje a apresentação de uma moção de censura ao executivo da câmara de Lisboa, exigindo responsabilidades pelo acidente com o elevador da Glória.
“Fizemos um documento que é uma moção de censura a este executivo, para ser discutido precisamente na próxima terça-feira. O engenheiro Moedas, se assim o entender, se não faltar, estará em condições de debater connosco esta questão”, afirmou Bruno Mascarenhas, deputado municipal e candidato à Câmara de Lisboa pelo partido.
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o deputado municipal defendeu “o apuramento de responsabilidades por parte do executivo camarário”.
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Moçambique solidário com Lisboa e países com vítimas
“E nós aqui nos solidarizamos com a população portuguesa e não só, [com] todos os Estados que tiverem algum cidadão clarificado ou devidamente identificado no incidente ocorrido. Lamentamos bastante”, disse Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo moçambicano, durante uma conferência de imprensa, em Maputo.
O representante do Governo moçambicano lamentou por todos os danos causados pelo acidente, referindo esperar que as populações sejam “efetivamente apoiadas para a reposição da sua condição psicológica, física, entre outras”.
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Embaixada da Ucrânia confirma morte de cidadão ucraniano no acidente
A Embaixada da Ucrânia em Portugal lamenta a morte de um cidadão ucraniano no acidente no ascensor da Glória, em Lisboa. A Embaixada ainda não confirmou o nome da vítima mortal mas avança que nasceu em 1971.
“Os diplomatas ucranianos já informaram os familiares da vítima e apresentaram as suas condolências. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, incumbiu a missão diplomática de prestar todo o apoio consular necessário à família do falecido”, acrescentam em resposta ao Observador.
De acordo com a associação de ucranianos em Portugal, SPILKA, a vítima era natural da cidade de Ternopil e vivia em Portugal há vários anos, tendo-se estabelecido no País antes do início da guerra na Ucrânia.
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André Ventura: "O que diria o Carlos Moedas de 2021 ao Carlos Moedas de 2025?"
Enquanto apresentava a sua solidariedade para com as vítimas e os familiares daqueles que morreram ou ficaram feridos no descarrilamento do Elevador da Glória, em declarações à imprensa, André Ventura aproveitou a oportunidade para tecer fortes críticas ao autarca da capital, Carlos Moedas.
“O que diria o Carlos Moedas de 2021 ao Carlos Moedas de 2025?” questionou retoricamente o líder do Chega, remetendo para quando o social-democrata exigiu a demissão do seu antecessor, Fernando Medina, por partilhado informação confidencial com a Embaixada da Rússia.
Agora, André Ventura diz que o acidente desta quarta-feira teve “responsáveis por ação e por inação”, bem como de “natureza política, natureza técnica e natureza operacional”, apontando os dedos à autarquia e à manutenção do equipamento. “O acidente derivou de elementos que tinham sido inspecionados neste mesmo dia”, continua Ventura, mencionando um “desvio do investimento” que deveria ter sido alocado para a inspeção do ascensor, sublinhando que “decisões políticas que não devem ser ignoradas”.
O presidente do Chega diz que o foco deve ser “dar ao mundo a garantia de segurança de que o futuro não trará situações como esta”, de modo a não afetar a imagem do país. Agora, André Ventura exige a “rápida averiguação dos factos” e “consequências claras” para os responsáveis.
“Pedir responsabilidade não é aproveitamento político, é uma exigência para não nos tornarmos um país de terceiro mundo”, remata.
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Sapadores acionados para limpar local
Mais perto do local do acidente, em cima da curva onde o ascensor descarrilou, mas mais longe dos olhares curiosos que circulam na movimentada Praça dos Restauradores, chega ao local uma equipa dos Sapadores Bombeiros.
O camião que chegou em poucos minutos à Calçada da Glória no dia da tragédia, traz agora outra equipa e com uma missão diferente: os seis sapadores no local estão a limpar os vários vestígios de sangue das dezenas de vítimas — como é habitual em cenários de homicídio ou morte.
Enquanto isso, a equipa da Carris prossegue a missão de arranjar a calçada, com o objetivo imediato de voltar a tornar a rua transitável por pedestres: já estão a tirar a parte dos carris mais danificada, mas não há previsão para a substituição dos trilhos, que terá de ser posterior às devidas investigações instauradas.
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVADOR