Momentos-chave
- Starmer e Von Der Leyen falam ao telefone sobre acordo de paz na Ucrânia
- Zelensky confirma que existe uma "chance considerável" de um acordo de paz. E anuncia encontros com líderes dos EUA
- Ucrânia vai receber a quase totalidade dos 123 prisioneiros libertados por Minsk
- Merz compara invasão ucraniana à anexação dos Sudetas por Hitler e avisa: "Putin não vai parar na Ucrânia"
- Rússia volta a atacar barco turco no Mar Negro com onze passageiros, acusa Ucrânia
- Congelamento de ativos russos pela UE? Rússia diz que retaliação já começou
- Mais de um milhão de casas sem eletricidade na cidade de Odessa após ataque russo contra infraestrutura energética
- Rússia mobiliza mais tropas para a cidade decisiva de Pokrovsk
- "A paz não está longe", diz Erdogan após reunião com Putin no Turquemenistão
- Três mortos e 35 feridos em ataques russos a várias regiões da Ucrânia
- Enviado dos EUA reúne-se com Zelensky e líderes europeus este fim de semana em Berlim
Histórico de atualizações
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Starmer e Von Der Leyen falam ao telefone sobre acordo de paz na Ucrânia
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou hoje ao telefone com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir o acordo de paz norte-americano na Ucrânia.
Numa nota publicada por Downing Street, os dois líderes “concordaram que é um momento fundamental para o futuro da Ucrânia e que a Europa vai permanecer” com o país “o tempo que for necessário para alcançar uma paz justa e duradoura”.
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Zelensky confirma que existe uma "chance considerável" de um acordo de paz. E anuncia encontros com líderes dos EUA
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que vai ter vários encontros com líderes europeus e norte-americanos nos próximos dias em Berlim.
“Vou encontrar-me com enviados do presidente Trump e também haverá encontros com os nossos parceiros europeus, e muitos líderes, no que concerne à paz — em relação a um acordo político para acabar com a guerra”, explicou o Presidente ucraniano no discurso diário deste sábado.
Volodymyr Zelensky considera que existe uma “chance considerável” para alcançar um acordo de paz nos próximos tempos. “Estamos a trabalhar para garantir uma paz em que a Ucrânia é dignificada e para assegurar garantias de que não haverá uma terceira invasão.”
O Presidente ucraniano agradeceu também a todos os parceiros que estão a ajudar o país nas negociações. “Nesses dias, em Berlim, vamos trabalhar ativa e construtivamente com toda a gente que possa fazer um acordo.”
De acordo com Volodymyr Zelensky, a posição ucraniana nas negociações é “forte”, uma vez que tem mantido várias “posições na linha da frente”.
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Ucrânia vai receber a quase totalidade dos 123 prisioneiros libertados por Minsk
A Ucrânia confirmou este sábado que vai receber a quase totalidade dos 123 prisioneiros libertados pelo Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, incluindo os principais líderes da oposição, Maria Kolesnikova e Viktor Babariko.
“Hoje, em nome do Presidente da Ucrânia, foi realizada uma operação para o regresso de 114 civis que estavam detidos no território da República da Bielorrússia”, afirmou o Centro de Coordenação para Prisioneiros de Guerra da Ucrânia na sua conta do Telegram.
Entre os libertados estão cinco ucranianos que estiveram presos sob acusações de espionagem e figuras públicas e políticas bielorrussas como Kolesnikova, Babarika e a jornalista Marina Zolotova, entre outros.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou anteriormente que o chefe da Direção Principal de Inteligência (GUR), Kirilo Budanov, o tinha informado sobre os detalhes da operação especial para a libertação de civis na Bielorrússia.
“Graças ao papel ativo dos Estados Unidos e à cooperação entre os nossos serviços de inteligência, cerca de cem pessoas estão agora a recuperar a sua liberdade, incluindo cinco cidadãos ucranianos”, disse na sua conta do Telegram.
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Merz compara invasão ucraniana à anexação dos Sudetas por Hitler e avisa: "Putin não vai parar na Ucrânia"
O chanceler alemão, Friedrich Merz, deixou hoje um aviso: o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, não vai parar na Ucrânia, caso seja bem sucedido na invasão do país. O objetivo do chefe de Estado russo consiste na “mudança fundamental das fronteiras na Europa, a restauração das fronteiras da antigo da União Soviética”.
Num evento partidário do partido CSU em Munique, o chanceler alemão destacou que o Presidente russo está “fundamentalmente a mudar as fronteiras na Europa”. E comparou indiretamente Vladimir Putin ao líder nazi, Adolf Hitler. A Ucrânia não será suficiente, tal como os Sudetas “não foram suficientes em 1938”, numa alusão à anexação daquela região checa pela Alemanha nazi.
Wenn man heute nur ein Video guckt, dann sollten es diese knapp 5 Minuten Rede des Bundeskanzlers sein.
„Genauso wenig wie 1938 das Sudetenland nicht gereicht hat: Putin hört nicht auf.“ pic.twitter.com/dTDErrtHoH
— Daniel Eck ???????? (@eckilepsie) December 13, 2025
“Se a Ucrânia cair, Putin não vai parar”, reiterou o chanceler da Alemanha, acrescentando que isso é uma “ameaça enorme, incluindo uma ameaça militar, aos países que outrora pertenceram a esse império”, nomeadamente países como a Estónia, a Letónia ou a Lituânia.
Friedrich Merz avisou também que se “alguém acredita que ele ficará satisfeito” apenas com a Ucrânia “deve analisar as estratégias, papéis, discursos e aparições”.
Além disso, o líder da Alemanha alertou que “as décadas da Pax Americana” — em que os Estados Unidos garantiam a defesa da Europa — “chegaram ao fim”. Mesmo assim, Friedrich Merz pretende ver a continuidade da NATO “pelo maior tempo possível”.
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Rússia volta a atacar barco turco no Mar Negro com onze passageiros, acusa Ucrânia
A Marinha ucraniana denunciou que a Rússia levou a cabo dois ataques contra uma “embarcação civil” no Mar Negro. “A Rússia lançou um ataque de drones contra o navio turco VIVA em direção ao Egito com óleo de girassol a bordo”, informaram as autoridades de Kiev.
Numa nota do Facebook, a Ucrânia informou que há “onze cidadãos da República Turca” a bordo, mas ninguém ficou ferido.
“O ataque foi realizado em mar aberto na zona económica da Ucrânia”, informou a Marinha ucraniana, que acusa a Rússia de violar “grosseiramente e cinicamente as normas do Direito Marítimo Internacional”.
Apesar do ataque, a Marinha ucraniana referiu que o navio continua a caminho do Egito, o destino final. Ontem, a Rússia já tinha atacado um navio turco no Mar Negro.
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Congelamento de ativos russos pela UE? Rússia diz que retaliação já começou
O congelamento de ativos russos indefinidamente pela União Europeia aprovada ontem terá uma retaliação imediata, avisa a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.
“A nossa resposta será imediata. O Banco Nacional da Rússia já publicou uma declaração detalhada. Medidas concretas já estão a ser implementadas”, declarou, citada pela agência de notícias russa RIA, Maria Zakharova.
Para a porta-voz da diplomacia russa, a alienação de “ativos soberanos sem o consentimento da Federação Russa — seja por meio de bloqueio indefinido, confisco ou tentativa de apresentar o confisco como algum tipo de ’empréstimo da reparação’ — é um ato absolutamente ilegal que viola flagrantemente o Direito Internacional”, defendeu.
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Nobel da Paz 2022 entre 123 prisioneiros libertados na Bielorrússia
Ativistas bielorrussos Ales Bialiatski, Nobel da Paz 2022, e Maria Kolesnikova foram libertados da prisão. Foram libertados 123 prisioneiros, em troca do levantamento de sanções americanas.
Nobel da Paz 2022 entre 123 prisioneiros libertados na Bielorrússia
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Mais de um milhão de casas sem eletricidade na cidade de Odessa após ataque russo contra infraestrutura energética
A cidade costeira ucraniana de Odessa está este sábado a sofrer grandes cortes de energia depois de, na noite passada, a Rússia ter atacado as infraestruturas energéticas da cidade e deixando mais de um milhão de casas sem eletricidade.
Segundo a Reuters, Zelensky revelou que foram usados mais de 450 drones e 30 mísseis no ataque.
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Rússia mobiliza mais tropas para a cidade decisiva de Pokrovsk
O exército russo destacou mais reservistas para a linha da frente nas regiões de Pokrovsk e Myrnohrad, diz o Kyiv Independent, citando responsáveis das forças ucranianas.
Na região, que tem sido um dos principais alvos russos nos últimos tempos, as forças ucranianas enfrentam ainda uma situação desafiante, reconheceu o comandante das forças armadas ucranianas, Oleksandr Syrskyi, que visitou a linha da frente naquelas duas posições.
A cerca de 60 quilómetros da linha da frente, a cidade de Pokrovsk é um local estratégico para a Rússia e a Ucrânia. O seu controlo tem sido fortemente disputado na fase mais recente da guerra e o destino da cidade poderá ser decisivo para mudar o rumo do conflito.
No início deste mês, a Rússia reivindicou que já controla a cidade, nas imediações da qual continuam os confrontos intensos num dos pontos mais quentes da linha da frente.
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"A paz não está longe", diz Erdogan após reunião com Putin no Turquemenistão
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, diz que a paz entre a Rússia e a Ucrânia “não está longe”.
Erdogan reuniu-se na sexta-feira com Vladimir Putin no Turquemenistão, onde os dois líderes conversaram sobre os planos para um cessar-fogo e onde o líder turco propôs um cessar-fogo parcial relativo a instalações energéticas como forma de criar condições para as negociações de paz.
De regresso à Turquia após a reunião, Erdogan disse aos jornalistas ter esperança de poder discutir o plano de paz com Donald Trump.
“A paz não está longe, conseguimos vê-lo”, disse Erdogan, destacando que o Mar Negro deve ser prioritário na criação da paz.
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Três mortos e 35 feridos em ataques russos a várias regiões da Ucrânia
Pelo menos três pessoas morreram e 35 ficaram feridas na sequência de ataques russos contra o território ucraniano nas últimas horas, de acordo com dados das autoridades citadas pelo Kyiv Independent.
O jornal destaca que estes ataques ocorreram nas regiões de Donetsk (onde se registaram as três vítimas mortais), Kharkiv, Kherson, Mykolaiv, Odesa, Dnipropetrovsk e Sumy.
Várias das regiões estavam, na manhã deste sábado, com cortes de energia na sequência dos ataques.
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Enviado dos EUA reúne-se com Zelensky e líderes europeus este fim de semana em Berlim
O enviado dos EUA para a Rússia e Ucrânia, Steve Witkoff, vai reunir-se este fim de semana com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com outros líderes europeus na capital alemã, Berlim, numa altura em que o governo de Donald Trump continua a tentar que Kiev concorde com um plano de paz que seja capaz de colocar um ponto final na guerra antes do final do ano.
A notícia é avançada pelo Wall Street Journal, que cita fontes conhecedoras dos planos para esta reunião. No encontro estarão alguns dos principais líderes da Europa, incluindo o Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Em cima da mesa está a proposta de paz avançada pelo governo de Trump para colocar um fim à guerra entre Moscovo e Kiev. Inicialmente vista como favorável aos interesses russos (especialmente no que respeita às concessões territoriais que a Ucrânia teria de aceitar), esta proposta foi objeto de uma revisão por parte de Kiev, que enviou uma nova versão do plano para Washington na semana passada.
A questão do território continua, porém, a impedir o acordo: a Ucrânia rejeita liminarmente ceder território à Rússia, enquanto a proposta americana passa pela retirada das tropas ucranianas da região do Dombass (reconhecendo aquela zona como de facto russa).
Com esta proposta em cima da mesa, tem subido também a tensão entre Trump e os líderes europeus. Numa conversa telefónica na semana que passou, o Presidente norte-americano pressionou os líderes de Reino Unido, França e Alemanha a convencer Zelensky a aceitar o acordo, enquanto os europeus se têm mantido do lado de Kiev nas negociações.
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Bom dia.
Através deste liveblog, o Observador vai continuar este sábado a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e das negociações de paz.
O liveblog de sexta-feira fica arquivado aqui.
Conselho da UE aprova mecanismo legal que permite “congelamento permanente” do ativos russos