Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • Os Estados Unidos da América, liderados por Donald Trump, recusaram um cessar-fogo com o Irão. Trump afirmou que os Estados Unidos não querem um cessar-fogo numa altura em que estão a “obliterar o outro lado” e procuram alcançar uma vitória total na guerra.
    • A situação no Médio Oriente intensificou-se com ataques militares de Israel ao sul do Líbano e ofensivas aéreas dos EUA e Israel contra estruturas do regime iraniano em Teerão. Os ataques elevaram o número de mortos no Líbano para 1.021, enquanto Israel concentra as suas forças em ataques ao Irão com o objetivo de destruir a frota naval iraniana e eliminar as lideranças políticas e militares do país.
    • No contexto económico, o governo dos Estados Unidos levantou por um mês as sanções sobre o petróleo iraniano numa tentativa de controlar a subida dos preços do petróleo e evitar que a China monopolize os benefícios desta situação. Ao mesmo tempo, a temática energética é destaque na Europa e noutras partes do mundo com esforços de governos, como o de Espanha, para mitigar o impacto da crise energética através da redução de impostos e da implementação de medidas de apoio às populações e empresas.
    • A tensão no Médio Oriente está a impactar o fornecimento energético global, com a Agência Internacional de Energia a advertir sobre a maior ameaça energética da história devido à guerra no Irão. A agência destacou que o tempo necessário para restabelecer os fluxos de petróleo e gás no Golfo Pérsico pode prolongar-se por até seis meses, o que aumenta a pressão sobre o mercado global de energia, somando-se às preocupações com a escassez de petróleo e gás.

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica global ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Forças israelitas atacam alvos em Teerão e no sul de Beirute. Irão admite deixar passar navios japoneses no Estreito de Ormuz

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Estados Unidos levantam sanções sobre petróleo iraniano durante um mês

    O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou hoje que vai levantar as sanções sobre o petróleo iraniano que for carregado em navios entre esta sexta-feira e o dia 19 de abril, noticia a Associated Press.

    A medida tem como objetivo controlar a subida de preços do petróleo e impedir que a China seja a única potência a beneficiar do petróleo iraniano, seguindo uma proposta que o secretário Scott Bessent já tinha apresentado.

  • "Quem for teimoso ao ponto de fazer isto tem problemas". Os relatos dos marinheiros que tentaram passar o estreito de Ormuz

    Com o estreito debaixo de fogo iraniano, há empresas que arriscam passar para não perder dinheiro. A precisar de remuneração, muitos marinheiros arriscam a passagem mesmo com medo ou contrariados.

    “Quem for teimoso ao ponto de fazer isto tem problemas”. Os relatos dos marinheiros que tentaram passar o estreito de Ormuz

  • Forças Armadas israelitas emite ordens de evacuação para o sul de Beirute

    As Forças Armadas israelitas emitiram novas ordens de evacuação para os subúrbios do sul de Beirute. Os residentes de sete bairros dos subúrbios do sul da capital libanesa “devem retirar-se imediatamente”, lê-se numa publicação de um porta-voz israelita no X.

    As forças armadas continuam a “realizar operações e a atacar infraestruturas militares” do Hezbollah “em várias partes do subúrbio e com força crescente”, continua Avichay Adraee.

  • Teerão está a ser alvo de uma nova ronda de ataques. Defesas aéreas ativadas na capital do Irão

    Teerão está a ser alvo de uma nova ronda de ataques, avança a BBC. A imprensa iraniana está a noticiar que as defesas aéreas foram ativadas na capital do país. De acordo com a AlJazeera, foram ouvidas duas explosões em Teerão.

  • Países do Golfo relatam ser alvo de nova ronda de ataques do Irão

    Vários países na região do Golfo estão a reportar que estão novamente a ser alvo de ataques do Irão com drones e mísseis, de acordo com a BBC.

    O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou ter intercetado e destruído seis drones na região oriental do país. Da mesma forma, as autoridades do Dubai afirmam que “os sons ouvidos em várias partes da cidade foram o resultado de operações bem-sucedidas de interceção da defesa aérea”.

    Anteriormente, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos tinha afirmado estar “a enfrentar ataques com mísseis e drones provenientes do Irão”. Também Ministério da Defesa do Kuwait afirmou estar a “lidar com ataques hostis com mísseis e drones”.

  • Trump: Estreito de Ormuz "terá de ser vigiado pelas nações que o utilizam, os EUA não o fazem"

    Donald Trump disse que o Estreito de Ormuz “terá de ser vigiado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam”. Nesse cenário pós-guerra, o Presidente dos EUA retira-se da equação, lembrando que “os Estados Unidos não o fazem”.

    “Se nos for pedido, ajudaremos estes países nos seus esforços relativos a Ormuz, mas isso não deverá ser necessário assim que a ameaça do Irão for erradicada”, assumiu Trump na sua rede social.

    Depois, em aparente contradição com declarações prestadas há horas, admitiu o aproximar do fim do conflito. “Estamos muito perto de atingir os nossos objetivos, à medida que ponderamos encerrar os nossos grandes esforços militares no Médio Oriente no que diz respeito ao regime terrorista do Irão”, disse.

  • A guerra por dentro. Filho do Presidente do Irão escreve diário online e expõe bastidores do poder em Teerão

    Yousef Pezeshkian revelou numa rede social que “figuras políticas” iranianas “estão a entrar em pânico”. E que, caso o Irão não consiga parar assassinatos seletivos de Israel, “perderemos a guerra”.

    A guerra por dentro. Filho do Presidente do Irão escreve diário online e expõe bastidores do poder em Teerão

  • Trump aprova retirada de bases dos EUA em países aliados como Espanha que não cooperem no Estreito de Ormuz

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje concordar com legisladores republicanos que defendem que Washington deve desmantelar bases em Espanha e noutros países da NATO que consideram não cooperarem na segurança do Estreito de Ormuz.

    Questionado sobre os comentários do senador republicano Lindsey Graham de que Washington deveria considerar a retirada de bases militares em países incumpridores, Trump afirmou hoje que “é preciso admitir que eles (legisladores) têm razão” e que a NATO “perdeu muito prestígio porque deveria estar a cooperar na questão do Estreito” de Ormuz, de onde os aliados “obtêm grande parte da sua energia”.

    “Se Lindsey Graham disse isso… Não se esqueçam que, durante algum tempo, ele foi uma figura importante no que toca à NATO, embora já não o seja”, comentou Trump sobre o senador da Carolina do Sul, um antigo membro das Forças Armadas.

  • Mais de 200 soldados norte-americanos feridos na guerra, 10 em estado grave

    O Comando Central dos Estados Unidos relatou hoje, em declarações à CBS News, que 232 soldados norte-americanos já ficaram feridos em quase três semanas de guerra. Desse número, 207 já voltaram ao ativo, enquanto dez estão em estado crítico.

  • Irão: Starmer coloca vidas britânicas em perigo ao permitir EUA utilizar bases

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano advertiu hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de que está a colocar “vidas britânicas em perigo” ao permitir que os Estados Unidos utilizem as suas bases.

    “A maioria do povo britânico não quer participar na guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão. Ignorando o seu povo, Starmer está a colocar vidas britânicas em perigo ao permitir que as bases britânicas sejam utilizadas para a agressão contra o Irão”, afirmou Abbas Araghchi, numa mensagem na rede social X.

    “O Irão exercerá o seu direito à legítima defesa”, acrescentou.

  • “Trump dispara primeiro e só depois negoceia"

    Bernardo Valente sublinha que política externa de Donald Trump agrava a instabilidade global. Acrescenta que expõe divisões na NATO, num contexto em que Portugal ganha relevância estratégica na defesa. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Trump dispara primeiro e só depois negoceia”

  • Crise energética? Ministra esclarece que declaração depende da Europa e diz que situação no gás é mais grave que na eletricidade

    O Governo está a analisar medidas para mitigar a subida dos preços da energia, estando a chegar-se “perto dos critérios” no gás natural, mas não na eletricidade, diz ministra do Ambiente.

    Crise energética? Ministra esclarece que declaração depende da Europa e diz que situação no gás é mais grave que na eletricidade

  • "Foi uma resposta muito tardia". Trump critica demora na mudança de posição do Reino Unido

    Durante semanas, Trump criticou Londres por não permitir a utilização das suas bases militares na guerra. Hoje, o Executivo britânico reduziu as limitações impostas à utilização, mas as novas regras não foram suficientes para satisfazer o Presidente norte-americano.

    “Foi uma resposta muito tardia”, lamentou. “Fiquei um bocadinho surpreendido com o Reino Unido, para ser sincero. Eles deviam ter agido muito mais cedo”, acrescentou.

  • Trump volta a criticar falta de "coragem" dos aliados no estreito de Ormuz

    Ainda em declarações aos jornalistas, Donald Trump argumentou que os Estados Unidos não utilizam o estreito de Ormuz, mas que os outros países precisam de circular, pelo que é necessário repor o tráfego marítimo.

    “É uma manobra militar simples. Mas é precisa muita ajuda, uma vez que são precisos navios. E a NATO podia ajudar-nos, mas não tiveram coragem de o fazer”, criticou, atirando ainda na direção do Japão e da China. “Seria bom se esses países se envolvessem”, rematou.

  • "Eu não quero um cessar-fogo", afirma Trump

    O Presidente norte-americano recusou hoje assinar um cessar-fogo para pôr fim à guerra no Irão. “Eu não quero um cessar-fogo. Não se quer um cessar-fogo quando se está literalmente a obliterar o outro lado”, afirmou Donald Trump, em declarações aos jornalistas à porta da Casa Branca.

    Insistindo que os Estados Unidos estão a atingir o Irão “com muita força” — eu não sei se podemos atingir com mais força” — Trump insistiu que os EUA estão à procura de uma “vitória” na guerra. Questionado sobre se Israel estará disponível para terminar a guerra na mesma altura que os Estados Unidos, Trump respondeu afirmativamente, acrescentando que Washington e Telavive “querem mais ou menos coisas semelhantes”.

  • Trump: "Queremos falar, mas não temos ninguém com quem falar"

    O Presidente norte-americano repetiu esta tarde uma série de declarações que tem deixado ao longo dos últimos sobre os desenvolvimentos da guerra no Irão. Donald Trump exaltou o cumprimento dos objetivos de missão, a destruição da Marinha iraniana, que disse estar “toda no fundo do mar” e a morte das chefias políticas e militares do regime.

    “Agora já ninguém quer ser líder daquilo. Nós continuamos a querer falar com eles, mas não temos ninguém com quem falar. Gostamos disto assim”, declarou Trump, durante um evento na Casa Branca de comemoração das Forças Armadas, em que fez uma breve intervenção.

  • Casa Branca: "Os EUA podem tomar conta da ilha Kharg assim que o Presidente der a ordem"

    A Casa Branca reagiu hoje aos relatos na imprensa norte-americana de que a administração Trump estará a ponderar uma ação militar na ilha Kharg, ao largo do Irão, confirmado que Washington está preparado para essa possibilidade.

    “O Exército dos Estados Unidos pode tomar a ilha de Kharg assim que o Presidente der a ordem. Graças um processo de planeamento detalhado, a administração norte-americana está preparada para uma potencial ação do regime terrorista iraniano”, pode ler-se no comunicado da presidência, citado pela imprensa internacional.

  • Pentágono criou planos detalhados para colocar tropas no Irão

    Os comandantes militares norte-americanos traçaram uma série de planos detalhados com opções sobre como colocar tropas norte-americanas no terreno, no Irão, caso o Presidente Donald Trump decida tomar essa decisão. A informação é avançada pela CBS News, que cita fontes com conhecimento do planeamento militar dentro do Pentágono.

    Trump tem refletido sobre a possibilidade de colocar tropas no terreno, o que explica as preparações, mas as fontes citadas não avançaram que tipo de desenvolvimentos podem ser utilizados pelo Presidente para justificar este passo.

1 de 4