Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui este artigo liveblog dedicado ao acompanhamento do conflito no Médio Oriente e as tensões geopolíticas associadas a esta situação. Pode continuar a seguir os últimos desenvolvimentos ao longo de domingo nesta nova ligação.

    Irão ameaça centrais de dessalinização da região se Trump atacar infraestruturas energéticas

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  • Trump deixa ultimato ao Irão: se não abrir o Estreito de Ormuz em 48 horas, EUA vão "obliterar centrais elétricas" iranianas

    O líder dos Estados Unidos da América, Donald Trump, deixou um ultimato esta noite ao Irão na rede social Truth Social.

    “Se o Irão não reabrir totalmente — e sem ameaças — o Estreito de Ormuz em 48 horas desde agora [a hora da publicação], os Estados Unidos vão atingir e obliterar as diferentes centrais elétricas, começando com a mior em primeiro lugar”, ameaçou.

  • Cuba sofre outro apagão total. 10 milhões de habitantes estão sem eletricidade

    Cuba está novamente sem eletricidade. No X, o Ministério de Energia e Minas cubano escreveu que se registou uma “desconexão total do serviço elétrico nacional”.

    “Já se começam a implementar-se os protocolos para o restabelecimento”, lê-se na publicação.

    Este é o segundo apagão nacional em menos de uma semana. Na segunda-feira, Cuba ficou sem eletricidade.

  • Israel anuncia retaliação contra "todas as frentes" do Irão

    O líder das Forças de Defesa de Israel Eyal Zamir prometeu que haverá uma retaliação israelita contra “todas as frentes” do Irão, segundo o Times of Israel.

  • "Estados Unidos varreram o Irão do mapa", declara Trump, que diz que iranianos "só querem fazer um acordo"

    “Os Estados Unidos varreram o Irão do mapa.” Foi assim que o Presidente norte-americano, Donald Trump, começou uma publicação na rede social Truth Social, em que critica a análise do jornalista de “quinta categoria” do New York Times, David Sanger.

    O líder dos Estados Unidos negou a ideia de que não “atingiu os seus objetivos” no Irão, como sugere David Sanger: “Atingi e semanas antes do planeado”.

    Como tal, Donald Trump referiu que a “liderança iraniana desapareceu, a marinha e a força aérea estão mortas, [o Irão] não tem absolutamente nenhuma defesa e querem fazer um acordo”.

    “Estamos semanas adiantados em relação ao calendário”, reiterou Donald Trump.

  • IDF vão investigar razões que causaram falhas na interceção de mísseis iranianos

    O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) Effie Defrin prometeu que será aberta uma investigação para apurar os motivos pelos quais os sistema de defesa aérea falharam em intercetar os mísseis iranianos que atingiram Dimona e Arad.

    “Os sistemas de defesa aéreos funcionaram mas não intercetaram o míssil. Vamos investigar o incidente e aprender com base nele. Não é um tipo especial de munições”, disse Effie Defrin.

  • Escolas em Israel voltam a ser à distância nos próximos dois dias

    Em virtude dos ataques iranianos desta noite, as escolas de Israel voltarão a ser à distância este domingo e segunda-feira.

    Segundo o Times of Israel, que cita o ministro israelita da Educação Yoav Kisch, os ataques em Dimona e Arad estiveram na origem desta decisão.

  • Netanyahu reconhece "noite difícil" após ataques iranianos, mas garante: "Vamos continuar a atacar os nossos inimigos"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recorreu às redes sociais para admitir que o país está viver uma “noite difícil” após ataques iranianos.

    Relatando que falou ao telefone com o autarca de Arad, Benjamin Netanyahu garantiu será providenciada “toda a assistência” aos feridos dos ataques em Arad e em Dimona.

    “Fortalecei as forças de emergência e de resgate no terreno”, destacou ainda.

    Benjamin Netanyahu prometeu que Israel continua “determinado a atacar todos os inimigos em todas as frentes”.

  • É já um dos maiores ataques do Irão a Israel. Aumenta para 64 o número de feridos a zona residencial em Arad

    A imprensa israelita dá conta de que o ataque a uma residencial de Arad foi um dos maiores ataques do Irão a Israel até ao momento.

    O número de feridos aumentou para 64 — e sete estão em estado grave.

  • Ucranianos reúnem-se com EUA para preparar negociações com a Rússia

    Uma delegação ucraniana reuniu-se hoje em Miami com enviados da Casa Branca para negociar documentos com vista ao fim da guerra e preparar uma nova reunião trilateral com a Rússia, adiada devido ao conflito no Irão.

    “A nossa equipa está atualmente nos Estados Unidos. Já teve lugar uma reunião”, afirmou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, referindo-se a contactos com o enviado especial Steve Witkoof e Jared Kushner, genro de Donald Trump.

    Volodymyr Zelensky adiantou que os responsáveis ucranianos vão continuar contactos com representantes norte-americanos no domingo, sublinhando que “é importante para todos no mundo que a diplomacia continue” para tentar pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.

    Segundo o chefe de Estado ucraniano, é importante perceber até que ponto a Rússia está disposta a avançar para um fim real do conflito, numa altura em que a atenção dos Estados Unidos está centrada no conflito com o Irão.

  • Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas após ataque iraniano em Arad

    Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque iraniano contra Arad, uma cidade no sul de Israel.

    Houve um rasto de destruição após o lançamento de míssil. Segundo a imprensa israelita, há pessoas nos escombros de edifícios.

  • Tensão aumenta entre Riade e Teerão. Arábia Saudita dá 24 horas para 5 diplomatas iranianos abandonarem o país

    A tensão aumenta entre a Arábia Saudita e o Irão. Num comunicado publicado no X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita deu 24 horas para cinco diplomatas iranianos abandonarem o país.

    “Foi notificado o adido militar da Embaixada da República Islâmica do Irão e o seu assistente, bem como três pessoas da equipa técnica da embaixada, para deixarem o Reino por serem considerados persona non grata, devendo sair do Reino no prazo de vinte e quatro horas”, declarou a diplomacia de Riade.

    “O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino da Arábia Saudita reitera a condenação dos ataques iranianos sem precedentes contra o Reino e contra países do Conselho de Cooperação do Golfo, bem como contra vários países árabes e islâmicos”, lê-se no comunicado.

    Uma vez que os ataques perduram no tempo, a Arábia Saudita denuncia a “violação clara de todas as convenções internacionais relevantes e do princípio de boa vizinhança, da Carta das Nações Unidas”.

    A Arábia Saudita assegura que “não hesitará em tomar as medidas necessárias para preservar a sua soberania, salvaguardar a sua segurança, proteger o seu território, o seu espaço aéreo, os seus cidadãos e os residentes no país, e os seus interesses, com base no artigo da Carta das Nações Unidas”.

  • G7 exige a Teerão “fim imediato e incondicional” de ataques “injustificáveis”

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 exigiram hoje ao Irão que “ponha fim imediata e incondicionalmente” aos seus ataques “injustificáveis” contra os países do Médio Oriente, segundo uma declaração conjunta.

    “Exigimos o fim imediato e incondicional de todos os ataques levados a cabo pelo regime iraniano”, pode ler-se numa declaração conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e o Alto Representante da UE), citada pela agência France-Presse (AFP).

    No texto o G7 manifesta o seu apoio aos “parceiros no Médio Oriente face aos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irão e dos seus aliados”.

    “Apoiamos o direito dos países injustificadamente atacados pelo Irão ou pelos seus aliados de defenderem o seu território e protegerem os seus cidadãos. Reafirmamos o nosso apoio inabalável à sua segurança, soberania e integridade territorial”, acrescentaram os ministros dos Negócios Estrangeiros da organização.

    Em relação à situação no estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o petróleo, onde a navegação está bloqueada, o G7 enfatizou “a importância de preservar as rotas marítimas e a segurança da navegação, particularmente no estreito de Ormuz e em todas as principais vias navegáveis associadas, bem como a segurança das cadeias de abastecimento e a estabilidade dos mercados de energia”.

  • Agência Internacional de Energia Atómica: não houve danos à instalação nuclear israelita atacada pelo Irão

    A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, sigla em inglês) disse estar a par do impacto dos mísseis iranianos na cidade de Dimona. A organização internacional assegura que não houve danos à instalação nuclear Negev.

    Ao mesmo tempo, a IAEA deu conta de que não foram detetados níveis anormais de radiação.

    O diretor-geral da IAEA, Rafael Grossi, enfatizou que a situação está a ser monitorizada e apela à “máxima restrição militar”

  • Irão lança ataque bases norte-americanas no Bahrein

    Mísseis iranianos atingiram bases norte-americano no Bahrein, avança a agência de notícias iraniana Tasnim.

  • Administração Trump começa a discutir possível acordo de paz com o Irão. E tem sete exigências

    A administração Trump está a iniciar discussões preliminares para entender como seria um acordo de paz com o Irão, no momento em que a guerra chega às três semanas, avança o jornal norte-americano Axios.

    De acordo com o Axios, Donald Trump instruiu os enviados especiais Jared Kushner e Steve Witkoff para prepararem a possibilidade de assinar um acordo de paz com o Irão.

    No entanto, para aceitar o fim das hostilidades, o Irão teria de cumprir algumas exigências, que são, segundo o Axios:

    1. Reabertura do Estreito de Ormuz
    2. Nenhum programas de desenvolvimento de mísseis por cinco anos.
    3. Fim do enriquecimento de urânio.
    4. Desativação dos reatores das instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow.
    5. Protocolos rigorosos de observação externa em torno do programa nuclear iraniano.
    6. Assinatura de tratados de controlo de armas com parceiros regionais.
    7. Fim do financiamento para o eixo de resistência de que fazem parte o Hezbollah, os Houthis e o Hamas.

    Porém, ainda não houve qualquer contacto direto entre os Estados Unidos e o Irão, mas têm sido trocadas mensagens entre o Egito, o Qatar e o Reino Unido. Os iranianos têm exigido um cessar-fogo e uma garantia de que não haverá guerra no futuro — assim como desejam obter compensações pelo conflito.

    Os Estados Unidos procuram ainda um mediador credível que seria o Qatar. No entanto, o emirado recusa ser o principal intermediário entre as duas partes.

  • Ouvem-se explosões em Bagdade

    A Al Jazeera está a relatar que se ouviram explosões em Bagdade, a capital do Iraque.

    A agência de notícias Tasmin dá conta de uma explosão numa base militar norte-americano no aeroporto de Bagdade. Terá sido um drone a causar o incidente.

  • Canal estatal israelita avança que Houthis podem juntar-se à ofensiva na próxima semana

    O canal estatal israelita Kan avançou hoje que o grupo Houthis do Iémen pode juntar-se à ofensiva já para a semana. De acordo com a estação televisiva, a pressão do Irão e do Hezbollah estão a aumentar para que os Houthis tomem uma posição no conflito.

    Até agora, o grupo do Iémen tem-se mantido neutral no conflito, não tendo ainda atacado Israel desde o dia 28 de fevereiro. Mas isso poderá mudar em breve, sendo que oficialmente os Houthis apoiam o Irão e que poderão juntar-se à ofensiva quando for necessário.

    Como prova disso, segundo a Kan, os Houthis reforçaram a presença militar na cidade portuária de al-Hodeidah — de onde poderão lançar ataques aéreos contra Israel.

  • Irão confirma ataque a Dimona

    O Irão confirma que atingiu a cidade de Dimona, onde Israel desenvolve o seu programa nuclear.

    Os iranianos referiram que era uma “resposta” a outro ataque à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, que Israel diz não ter nada a ver.

  • Israel confirma que míssil iraniano atingiu instalação nuclear do país em Dimona

    As Forças de Defesa de Israel confirmaram hoje à Agence France-Presse que um míssil iraniano atingiu “uma instalação dedicada à pesquisa nuclear” no sul de Israel, em Dimona.

    O número de feridos dos ataques a Dimona subiram para 47. Uma criança está em estado grave.

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