Momentos-chave
- Zelensky diz que os EUA estão a ouvir a posição ucraniana
- Rubio sugere que prazo pode ser prolongado para lá de quinta-feira após "progressos tremendos" deste domingo que deixaram Trump "contente"
- Senador norte-americano considera que acordo de paz dos EUA seria pior que o que Chamberlain fez com Hitler antes da II Guerra Mundial
- Depois das queixas de Trump, Zelensky deixa agradecimentos "a todos os americanos e, pessoalmente, ao presidente", mas pede "paz digna"
- Líder da delegação ucraniana confirma ter havido "reais progressos" nas negociações com os EUA, descritos como "grandes amigos"
- Marco Rubio revela que os EUA vão "fazer algumas alterações" ao plano de paz após encontro com ucranianos
- Presidente turco anuncia conversa com Putin para “abrir caminho para a paz"
- Europa já tem contraproposta para plano de paz. Mais militares na Ucrânia, entrada na NATO condicionada e compensação financeira prevista
- Marques Mendes diz que plano dos EUA para Ucrânia é um "prémio para o agressor"
- Responsável ucraniano diz que país "valoriza" EUA e que plano "inclui muitas prioridades ucranianas"
- Trump acusa Zelensky de mostrar "zero gratidão" aos EUA
- Zelensky: plano norte-americano "pode incluir elementos importantes para interesse nacional ucraniano"
- Merz "cético" sobre acordo até quinta-feira: "Ainda estamos muito longe disso"
- Comissão Europeia defende plano de paz sem fronteiras alteradas "à força" ou tecto para exército ucraniano
- Von der Leyen: libertação de crianças ucranianas presas na Rússia deve ser prioridade nas negociações
- Zelensky elogia "ativação da diplomacia" e tem esperança nas negociações de Genebra. "Espero que todos sejam construtivos"
- Ucranianos já se reuniram com europeus em Genebra e vão falar a seguir com EUA. "Vamos trabalhar para paz justa e sustentável"
- Donald Tusk: "Seria bom saber de certeza quem é autor do plano de paz e onde é que este foi criado"
- Ucrânia atinge central de energia em Moscovo e provoca grande incêndio. Milhares ficam sem aquecimento
- Delegação norte-americana já aterrou em Genebra
- Zelensky quer "acelerar implementação de acordos" com parceiros sobre sistemas de defesa aérea e mísseis contra "ataques russos maléficos"
- Líderes europeus já têm contraproposta para plano de paz. Vai ser apresentada hoje aos EUA e Ucrânia
- Senadores dizem que plano de paz não é dos EUA, Marco Rubio desmente
Histórico de atualizações
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Trump ameaçou, mas encontro na Suíça foi amigável. O papel da Europa ainda é uma incógnita
Ucranianos e americanos ultrapassaram as polémicas e dizem ter atingido um “progresso enorme” nas negociações de paz em Genebra. À margem, líderes europeus deram sinal de vida com uma contraproposta.
Trump ameaçou, mas encontro na Suíça foi amigável. O papel da Europa ainda é uma incógnita
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Zelensky diz que os EUA estão a ouvir a posição ucraniana
O Presidente da Ucrânia disse hoje que há sinais de que a delegação norte-americana “está a ouvir” a posição ucraniana, com o secretário de Estado dos EUA a dizer que não há questões inultrapassáveis.
“É importante que haja diálogo com os representantes norte-americanos e há sinais de que a equipa do Presidente (Donald) Trump nos ouve”, afirmou o chefe de Estado no seu tradicional discurso à nação.
Depois de ser informado pela sua delegação sobre o andamento das reuniões, Volodymyr Zelensky afirmou que houve “conversas substanciais” ao longo do dia com a parte norte-americana e os parceiros europeus, representados em Genebra por responsáveis da Alemanha, França e Reino Unido.
Depois de o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umérov, ter afirmado no Telegram que a versão atual do documento em negociação “já reflete a maioria das principais prioridades ucranianas”, Zelensky mostrou-se mais cauteloso, mas sugeriu que foram introduzidas alterações.
“Muitas coisas estão a mudar: estamos a trabalhar com muita atenção nas medidas necessárias para pôr fim à guerra”, afirmou, acrescentando que as negociações na cidade suíça “continuarão hoje, praticamente até à noite”.
Paralelamente às negociações em Genebra, Zelensky manteve conversas telefónicas com o Presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e com os primeiros-ministros do Canadá, Croácia e Luxemburgo, que “apoiam, dão conselhos e fornecem informações”.
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Rubio sugere que prazo pode ser prolongado para lá de quinta-feira após "progressos tremendos" deste domingo que deixaram Trump "contente"
Ao final deste primeiro dia de negociações com a delegação ucraniana, Marco Rubio voltou a falar aos jornalistas após as declarações otimistas feitas numa pausa dos trabalhos durante a tarde.
O Secretário de Estado dos EUA não se afastou dessa bitola, voltando a reforçar que este foi “o dia mais produtivo em todos os nossos esforços” desde o início das negociações de paz para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
“Estou muito otimista de que podemos conseguir algo aqui, porque fizemos um progresso enorme”, afirmou, dizendo que o “grande objetivo” passa agora por “limitar” a discórdia quanto a alguns pontos-chave, sendo que para isso será necessário “mais tempo do que aquele que tivemos hoje”.
Uma vez mais, Rubio voltou a não referir-se a nenhum aspeto em específico — quer aqueles onde possam ter surgido discordâncias por parte da Ucrânia, quer aqueles que os EUA estão dispostos a mudar.
Uma das maiores novidades que saiu desta conferência de imprensa, todavia, foi quanto ao prazo estabelecido por Donald Trump para a Ucrânia aceitar este plano de paz — 27 de novembro, quinta-feira.
Questionado se essa meta era exequível, Rubio afirmou que apenas que quer “resolver isto o mais rápido possível”. “Obviamente adoraríamos que fosse na quinta-feira. Nós realmente avançámos, estou muito otimista de que vamos chegar lá num prazo muito razoável, muito em breve”, afirmou, antes de acrescentar “seja na quinta-feira, seja na sexta-feira, seja na quarta-feira, seja na segunda-feira da semana seguinte, queremos que seja em breve, porque pessoas vão continuar a morrer”.
A este respeito — e face às queixas que Donald Trump tinha feito de que Kiev estava a demonstrar “zero gratidão” face aos esforços norte-americanos —, Rubio adiantou também que o presidente dos EUA demonstrou-se “bastante satisfeito” quanto aos relatórios que lhe foram apresentados “sobre o progresso alcançado” este domingo.
O Secretário de Estado dos EUA fez ainda questão de referir que não teve a oportunidade de avaliar ainda a contraproposta apresentada pelos líderes europeus.
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Senador norte-americano considera que acordo de paz dos EUA seria pior que o que Chamberlain fez com Hitler antes da II Guerra Mundial
Mark Warner, senador democrata do estado da Virgínia, insurgiu-se este domingo com duras palavras contra o plano de paz para a Ucrânia apresentado pela administração de Donald Trump.
Em declarações ao programa Fox News Sunday, Warner afirmou esta manhã que o tipo de concessões impostas à Ucrânia para atingir a paz representaria “uma capitulação total” de Kiev e que duvida que Zelensky fosse “capaz de sobreviver dentro do seu próprio governo”.
Watch: @MarkWarner says this initial plan would be a "historically bad" deal, "rivaling Neville Chamberlain giving into Hitler." pic.twitter.com/6tjCEnxWMc
— Fox News Sunday (@FoxNewsSunday) November 23, 2025
“É evidente que este plano foi, pelo menos inicialmente, apresentado como uma simples contribuição russa, sem qualquer contribuição ucraniana. Agora dizem que houve uma contribuição ucraniana e o presidente está novamente a mudar de opinião sobre se esta é ou não uma oferta final. No final das contas, todos queremos ver a paz, mas não queremos ver uma paz que recompense Vladimir Putin”, alertou.
“Sinceramente, acho que seria considerado um acordo historicamente meu, comparável à rendição de Neville Chamberlain a Hitler antes da Segunda Guerra Mundial”, atirou.
Q: What is your reaction to the 28-point peace plan being forced onto Ukraine?
Sen. Mark Warner: "It's awful. It would make Neville Chamberlain giving in to Hitler look strong in comparison. This was almost a series of Russian talking points." pic.twitter.com/wp0yjS2JD2
— The Bulwark (@BulwarkOnline) November 23, 2025
Warner recuperaria esta comparação noutro programa, This Week, do canal ABC, onde foi mais longe e afirmou que este plano “faria com que a rendição de Neville Chamberlain a Hitler antes da Segunda Guerra Mundial parecesse forte por comparação.
Warner fez assim referência ao acordo de Munique de 1938 firmado entre a França e o Reino Unido e a Alemanha, que permitiu aos nazis anexar partes da Checoslováquia.
À época, o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain regressou a Londres afirmando que tinha sido conseguida “paz para o nosso tempo”, mas tal acordo é hoje tido como parte da política de apaziguamento que fortaleceu as pretensões de Adolf Hitler, que ordenou a invasão da Polónia no ano seguinte.
Por essa razão, Warner considera que tal postura poderia, inclusive, ter consequências diplomáticas que se estendem a outros conflitos, como arriscando que poderia encorajar a China a invadir Taiwan.
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Presidente da República diz que Europa tem de ser “diplomática e dura”
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que em “momentos cruciais” a Europa tem de ser “diplomática e dura”, a propósito das conversações sobre o plano dos EUA para por fim à guerra na Ucrânia.
A Europa “tem que ser mais unida. Tem de ser muito determinada, tem de ser rápida, tem de antecipar os acontecimentos e quando chega a momentos cruciais, pode ser diplomática, mas tem de ser ao mesmo tempo diplomática e dura”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto.
“As outras potências têm de perceber que têm ali na frente uma verdadeira potência. Porque se não perceberem, deixam de tratar [a Europa] como potência”, defendeu o chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à margem da entrega dos Prémios Manuel António da Mota, onde anunciou que irá condecorar por mérito social, a título póstumo, o empresário.
Hoje estão a decorrer em Genebra discussões entre representantes dos Estados Unidos com responsáveis ucranianos e europeus, sobre o plano americano de 28 pontos apresentados pelo presidente norte-americano, que visa pôr fim a quase quatro anos de conflito provocado pela invasão russa.
“Para o mundo não ficar um G3 ou G dois e meio – EUA, China e Federação Russa, que gostaria de ser a terceira potência, mas ainda não é – a Europa, que é poderosíssima em termos económicos, tem de ser poderosíssima em termos políticos internacionais. Tem de ser uma potência política internacional. Eu diria que às vezes tem-se a sensação de que as outras potências não veem a Europa assim, nem a tratam assim”, disse.
Em seu entender, a Europa tem de se impor, porque “quem quer ter poder e quem quer ser respeitado, tem de criar condições para isso”.
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Depois das queixas de Trump, Zelensky deixa agradecimentos "a todos os americanos e, pessoalmente, ao presidente", mas pede "paz digna"
O Presidente da Ucrânia recorreu à rede social X para fazer uma extensa publicação pontuada com agradecimentos ao papel dos EUA para pôr fim à guerra com a Rússia.
Tal publicação surgiu horas depois de Donald Trump recorrer à sua Truth Social para acusar Kiev de “zero gratidão” pelos esforços dos EUA nas negociações para a paz e minutos depois das delegações norte-americana e ucraniana que estiveram reunidas em Genebra afirmarem que este fora um encontro muito produtivo.
The crux of the entire diplomatic situation is that it was Russia, and only Russia, that started this war, and it is Russia, and only Russia, that has been refusing to end it throughout the full-scale invasion. From the very first minutes of February 24, Putin has been waging…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 23, 2025
“A Ucrânia está grata aos Estados Unidos, a todos os americanos e, pessoalmente, ao presidente Trump pela ajuda que, começando com os Javelins, tem salvado vidas ucranianas”, escreveu Zelensky. “Agradecemos a todos na Europa, no G7 e no G20 que estão a ajudar-nos a defender a vida. É importante preservar esse apoio”, adiantou”.
Depois de vários parágrafos a ressalvar a violência da atuação russa e que não só “foi a Rússia, e apenas a Rússia, que iniciou esta guerra” como tem sido “a Rússia, e apenas a Rússia, que se tem recusado a pôr-lhe fim”, o líder ucraniano diz ser “importante não esquecer o objetivo principal: parar a guerra da Rússia e impedir que ela volte a eclodir”.
“E, para isso, a paz deve ser digna”, ressalva, parecendo sugerir que as soluções até agora apresentadas não têm contribuído para a dignidade dessa paz. “É por isso que trabalhamos com tanto cuidado em cada ponto, em cada passo, rumo à paz. Tudo deve funcionar da maneira certa – para que esta guerra realmente termine e não se repita”, alertou.
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Líder da delegação ucraniana confirma ter havido "reais progressos" nas negociações com os EUA, descritos como "grandes amigos"
Após as palavras de Rubio, o líder da delegação ucraniana, Andrii Yermak, secundou a ideia de que a reunião de hoje foi “muito produtiva e deixou uma nota de agradecimento aos EUA e a Donald Trump.
“Posso confirmar que fizemos progressos reais e que estamos a avançar em direção à paz justa e duradoura que o povo ucraniano merece e deseja profundamente. Ninguém neste planeta deseja a paz mais do que os ucranianos”, garantiu.
⚡️‼️BREAKING: Andrii Yermak, Head of the Ukrainian Delegation to Geneva:
“We have just completed a very productive first session with our distinguished American colleagues. I can confirm that we have made real progress, and we are moving forward toward the just and lasting peace… pic.twitter.com/vvdlbVqPgY
— Kateryna Lisunova (@KaterynaLis) November 23, 2025
Yermak fez então questão de agradecer aos EUA pelo “seu compromisso em ajudar a alcançar essa paz”, considerando-os “grandes amigos”. O delegado, contudo, foi mais longe ao deixar um agradecimento especial ao “presidente Trump e à sua equipa” — algo significativo depois do líder norte-americano ter acusado a liderança de Kiev de falta de gratidão.
Tal como Rubio, Yermak disse que as negociações vão continuar “a trabalhar hoje e nos próximos dias para refinar e alinhar as nossas propostas”. No entanto, ao contrário da parte norte-americana, o ucraniano frisou a vontade de manter um trabalho “em estreita colaboração” com os “parceiros europeus”.
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Marco Rubio revela que os EUA vão "fazer algumas alterações" ao plano de paz após encontro com ucranianos
Terminou um dos encontros entre as delegações ucraniana e norte-americana a decorrer este domingo em Genebra, com as respetivas partes a fazer uma declaração sem direito a perguntas dos jornalistas.
O primeiro a falar foi o Secretário de Estado dos EUA, que revelou estar a ser avaliada a possibilidade de fazer alterações ao plano de paz de 28 pontos apresentado para pôr fim ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia — não adiantando, contudo, que tipo de alterações seriam.
⚡️‼️BREAKING: Secretary @SecRubio just now:
“It isn’t just my personal view — this has probably been the most productive and meaningful meeting we’ve had so far in this entire process since we became involved. From the start, we had a solid work product built on input from all… pic.twitter.com/b6Y0HzLePU— Kateryna Lisunova (@KaterynaLis) November 23, 2025
Considerando que os encontros de hoje foram “os mais produtivos e significativos até agora em todo este processo”, Marco Rubio considera sair de Genebra com “um produto de trabalho muito bom, que já foi construído com base nas contribuições de todas as partes envolvidas, e conseguimos analisar alguns desses itens agora, ponto por ponto”.
Adiantando ainda que outra reunião mais técnica está ainda a decorrer, Rubio afirma — citado pela SkyNews — que ambas as equipas estão a “trabalhar em algumas das sugestões” apresentadas aos EUA, admitindo estar a “fazer algumas alterações na esperança de reduzir ainda mais as diferenças e chegar mais perto de algo com que tanto a Ucrânia como, obviamente, os Estados Unidos se sintam muito confortáveis”.
No decurso destas negociações, Rubio disse esperar “voltar mais tarde esta noite com mais atualizações”.
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Presidente turco anuncia conversa com Putin para “abrir caminho para a paz"
À margem da cimeira do G20, Recep Tayyip Erdogan disse hoje que vai conversar na segunda-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin.
“Amanhã [segunda-feira], conversarei por telefone com o senhor Putin. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para abrir caminho para a paz”, afirmou o líder turco.
Erdogan assegurou também que a Turquia não poupará esforços para tentar negociar o fim do conflito. “Tantas pessoas morreram. Vou discutir com Putin as medidas que podemos tomar para impedir essas mortes. Após essas discussões, acredito que terei a oportunidade de discutir os resultados com os nossos parceiros europeus, Trump e outros amigos”, acrescentou.
Em 19 de novembro, Erdogan recebeu em Ancara o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discussões durante as quais exortou ambas as partes [Ucrânia e Rússia] a regressarem à mesa das negociações em Istambul, onde tinham realizado três rondas de negociações no início deste ano.
Zelensky declarou que se deslocaria a Ancara para tentar reativar o envolvimento dos Estados Unidos nos esforços diplomáticos destinados a pôr fim à invasão russa, afirmando que desejava reativar as negociações de paz.
No entanto, o enviado do presidente Trump, Steve Witkoff, não participou nas discussões na Turquia e Zelensky saiu da reunião com poucos resultados.
As negociações anteriores em Istambul, entre maio e julho, resultaram apenas em trocas de prisioneiros em grande escala.
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Luís Montenegro diz que plano de paz “não preenche requisitos mínimos”
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou hoje que o plano norte-americano para a paz na Ucrânia “não preenche requisitos mínimos” e defendeu que a articulação com a União Europeia “é obrigatória” neste processo negocial.
Falando aos jornalistas em Luanda, após visitar uma obra e a propósito da reunião dos líderes europeus convocada por António Costa à margem da cimeira UA-UE, Montenegro destacou a necessidade de “uma reflexão rápida” da Europa sobre o plano em discussão.
“A meu ver, não preenche aqueles que são os requisitos mínimos que salvaguardam uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, afirmou, acrescentando que o documento constitui “uma base”, mas “muito insuficiente para aquilo que são os objetivos europeus”.
O primeiro-ministro sublinhou que todos os esforços de mediação são positivos. “A mediação dos Estados Unidos, a participação dos Estados Unidos num processo de paz é bem-vinda”, disse, frisando porém que “a interação com a Europa é obrigatória”.
“A Europa tem todo o interesse em poder ser uma parte ativa deste processo e é isso que nós amanhã tentaremos fazer na reunião que foi convocada para esse efeito”, afirmou.
O objetivo, continuou, é “fazer evoluir estas bases de acordo, de maneira a salvaguardar o interesse da Europa e também o interesse da Ucrânia, que não está, na minha opinião, devidamente salvaguardado”.
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Europa já tem contraproposta para plano de paz. Mais militares na Ucrânia, entrada na NATO condicionada e compensação financeira prevista
A Reuters já veio revelar alguns dos detalhes da contraproposta europeia para o plano de paz na Ucrânia apresentado pelos EUA.
Segundo a agência, o plano europeu inclui um limite para a dimensão do exército ucraniano de 800 mil soldados em “tempo de paz”, sendo que os EUA propunham 600 mil. O plano estabelece também que a entrada da Ucrânia na NATO depende de se chegar a consenso no bloco de países, que não existe neste momento.
Dentro desta contraproposta prevê-se que a NATO concorde em não colocar tropas na Ucrânia de forma permanente em tempos de paz.
Quanto à Ucrânia, seria “compensada financeiramente”, incluindo com bens russos que estão congelados, até que Moscovo pague pelos danos causados no país.
A Ucrânia teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares, fazer eleições assim que possível depois da assinatura de um acordo de paz, e receberia garantias de proteção dos EUA.
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Marques Mendes diz que plano dos EUA para Ucrânia é um "prémio para o agressor"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu este domingo, em Pombal, que o plano de paz dos Estados Unidos para a guerra da Ucrânia é um prémio para o agressor e uma injustiça para os ucranianos.
Durante um almoço com cerca de 500 apoiantes, em Pombal, no distrito de Leiria, Luís Marques Mendes sublinhou que “se a Ucrânia perder esta guerra, é a Europa que perde (…) é a segurança da Europa que pode estar em causa”.
“Este plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, parece um plano de paz escrito em Moscovo. (…) é um prémio para quem foi o agressor e o invasor da Ucrânia”, reforçou o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP.
Considerando o plano uma “injustiça” para os ucranianos, Marques Mendes afirmou que é também uma “discriminação para a Europa, para a União Europeia e para o Reino Unido” e criticou o facto de a Europa não ter sido “ouvida nem achada na elaboração deste plano de paz”.
“Isto não é possível, não é saudável, não é desejável. Os ucranianos são pessoas de antes quebrar do que torcer. Os europeus são pessoas de valores e acredito, por isso mesmo, que nos próximos dias, nas várias reuniões que já estão a existir e nas negociações que vão ser feitas, a verdade e a razão hão de vir ao de cima”, observou.
O candidato presidencial sublinhou a importância da segurança, cuja sua inexistência coloca em causa a liberdade, a democracia e o bem-estar.
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Responsável ucraniano diz que país "valoriza" EUA e que plano "inclui muitas prioridades ucranianas"
Pouco depois de Trump ter acusado a liderança ucraniana de mostrar “zero gratidão” pelos esforços dos EUA nas negociações para a paz, o secretário do Conselho Nacional para a Defesa e Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov, veio tentar acalmar os ânimos e garantir que a Ucrânia “valoriza os seus parceiros norte-americanos”.
A partir de Genebra, o responsável ucraniano escreveu que a proposta atual, “embora não esteja terminada”, “inclui muitas prioridades ucranianas”. “Valorizamos que os nossos parceiros norte-americanos estejam a trabalhar em proximidade connosco para perceberem as nossas preocupações”, disse, esperando “fazer mais progressos hoje”.
Our current proposals while still not finalized include many Ukrainian priorities.
We appreciate our American partners working closely with us to understand our concerns to reach this critical point and we expect to make more progress today
— Rustem Umerov (@rustem_umerov) November 23, 2025
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Trump acusa Zelensky de mostrar "zero gratidão" aos EUA
Donald Trump escreveu esta tarde uma publicação na Truth Social em que fala da “guerra terrível e violenta” na Ucrânia para defender que se na altura “houvesse uma liderança forte nos Estados Unidos e na Ucrânia” nunca teria acontecido, voltando a insistir na ideia, da qual não tem provas, de que a eleição de 2020 foi “um roubo” e que se tivesse sido eleito então “não existiria guerra” e Putin “não teria atacado”.
“Herdei uma guerra que nunca devia ter acontecido (…) A “liderança” ucraniana tem mostrado zero gratidão pelos nossos esforços e a Europa continua a comprar petróleo à Rússia. OS EUA continuam a vender enormes quantidades de armas à NATO, para distribuir à Ucrânia”.
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Zelensky: plano norte-americano "pode incluir elementos importantes para interesse nacional ucraniano"
A delegação ucraniana está a trabalhar em Genebra “focada em encontrar soluções praticáveis para acabar a guerra, restaurar a paz e garantir segurança que dure”, escreve Zelensky nas redes sociais.
O Presidente ucraniano diz que já ouviu algum feedback da delegação sobre as primeiras reuniões em Genebra e adianta: “Neste momento, existe o entendimento de que as propostas americanas podem incluir um número de elementos com baseados na perspetiva ucraniana e críticos para os interesses nacionais ucranianos”.
O Presidente do país acrescenta ainda que está a ser feito “mais trabalho” para “tornar todos os elementos verdadeiramente eficazes” para se chegar ao fim da guerra.
The Ukrainian delegation is working in Geneva today, focused on finding doable solutions to end the war, restore peace, and guarantee lasting security. There have already been brief reports from our delegation members about the outcomes of their first meetings and talks.…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 23, 2025
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Merz "cético" sobre acordo até quinta-feira: "Ainda estamos muito longe disso"
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse este domingo, à margem da reunião G20, que está “cético” em relação às hipóteses reais de se alcançar um acordo para a paz na Ucrânia até ao prazo limite dado por Donald Trump (quinta-feira).
Segundo o The Guardian, Merz reagiu assim: “Hoje é domingo. O plano do Presidente Trump é chegar a acordo na quinta-feira. Ainda estamos muito longe disso. Não significa que seja totalmente impossível chegar lá…Mas estou cético quanto a esse resultado, dadas as diferenças atuais”.
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Comissão Europeia defende plano de paz sem fronteiras alteradas "à força" ou tecto para exército ucraniano
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defende que as fronteiras da Ucrânia não podem ser alteradas pela força, nem deve haver um limite máximo para a dimensão das forças armadas ucranianas, porque ficaria “vulnerável a um ataque futuro”.
Von der Leyen critica assim pontos do plano de Trump, argumentando, num comunicado citado pelo The Guardian, que “qualquer plano de paz credível e sustentável tem primeiro de acabar com as mortes e com a guerra, sem plantar as sementes para um conflito futuro”.
Para a responsável europeia, a Ucrânia “deve ter a liberdade e a soberania para escolher o seu destino. E escolheu um destino europeu”.
Além disso, o plano deve prever a reconstrução do país, a integração no mercado europeu e depois na UE. Von der Leyen defendeu também que a “centralidade” do papel da UE deve fazer parte de qualquer plano.
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Von der Leyen: libertação de crianças ucranianas presas na Rússia deve ser prioridade nas negociações
Ursula Von der Leyen faz, à margem do encontro do G20 na África do sul, uma declaração em que argumenta que o regresso dos “milhares de crianças presas na Rússia” deve ser uma prioridade a discutir, nomeadamente nas negociações em Genebra.
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Zelensky elogia "ativação da diplomacia" e tem esperança nas negociações de Genebra. "Espero que todos sejam construtivos"
Numa publicação no Telegram, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, congratulou-se por “a diplomacia ter sido ativada” e por haver condições para um diálogo “construtivo” em Genebra.
“As equipas ucranianas e americanas, e também as dos parceiros europeus, estão em contacto próximo, e espero mesmo que cheguemos a um resultado. Temos de travar o derramamento de sangue e assegurar que a guerra não recomeça”.
“Estou ansioso pelos resultados das conversas de hoje e espero que todos os participantes sejam construtivos”.
Currently, the teams that will be working on the steps to end the war are meeting in Switzerland. It is good that diplomacy has been reinvigorated and that the conversation can be constructive. The Ukrainian and American teams, as well as the teams of our European partners, are…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 23, 2025
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Ucranianos já se reuniram com europeus em Genebra e vão falar a seguir com EUA. "Vamos trabalhar para paz justa e sustentável"
A delegação ucraniana que está em Genebra já esteve a falar com responsáveis europeus de segurança e falará a seguir com a delegação norte-americana, disse o chefe de gabinete de Zelensky e também do grupo ucraniano, Andriy Yermak.
Na rede social X, Yermak explicou que estão previstas para hoje “uma série de reuniões em vários formatos”. “Vamos continuar a trabalhar juntos para chegar a uma paz justa e sustentável na Ucrânia. O próximo encontro vai ser com a delegação dos EUA”.
The Ukrainian delegation, appointed by President @ZelenskyyUa, has begun its work in Geneva.
Held the first meeting with the national security advisors of the leaders of the United Kingdom, France, and Germany: Jonathan Powell, Emmanuel Bonne, and Günther Sauter.
The next meeting…— Andriy Yermak (@AndriyYermak) November 23, 2025