Momentos-chave
- EUA estarão dispostos a reconhecer Crimeia como parte da Rússia, diz Bloomberg
- Rublo valoriza sem ligar a ameaça de Rubio
- Trump diz ver "entusiasmo" da Rússia e da Ucrânia para acabar guerra, mas avisa: se "dificultarem", segue em frente
- Rússia e Ucrânia vão fazer troca de quase 500 prisioneiros
- EUA, Ucrânia e Europa vão encontrar-se "muito em breve" para discutir acordo de cessar-fogo e cenários de paz
- Irão refere que posições com a Rússia “nunca foram tão próximas e sólidas”
- JD Vance "otimista" com fim da guerra entre Rússia e Ucrânia
- Kremlin: Rússia "à procura" de acordo com a Ucrânia, mas Europa "só quer militarização"
- EUA e Ucrânia assinam memorando sobre acesso a recursos naturais e minerais
- EUA prontos para "seguir em frente" se não for possível chegar a acordo de paz
Histórico de atualizações
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Terminamos aqui este liveblog. Continuaremos a seguir os acontecimentos relacionados com a Guerra na Ucrânia no novo liveblog.
Putin anuncia trégua durante a Páscoa. Zelensky acusa Putin de “brincar com vidas humanas”
Obrigada por ter estado connosco.
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EUA estarão dispostos a reconhecer Crimeia como parte da Rússia, diz Bloomberg
Os Estados Unidos estarão dispostos a reconhecer a região da Crimeia como parte da Rússia, no âmbito do plano de acordo de paz entre Moscovo e Kiev, avança a Bloomberg, citando fontes anónimas.
A concessão será um sinal do Presidente Trump para conseguir o acordo de cessar fogo que tanto pretende.
A Crimeia, parte da Ucrânia, foi tomada pela Rússia em 2014. Zelensky tem dito que ceder território estava fora das suas condições para o cessar fogo.
Não há, no entanto, uma decisão final tomada. E a Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentários da Bloomberg.
Os Estados Unidos apresentaram, em Paris, na quinta-feira, aos aliados um plano com propostas para tentar um acordo entre a Rússia e a Ucrânia.
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Rublo valoriza sem ligar a ameaça de Rubio
O rublo valorizou esta sexta-feira face ao dólar, para máximos desde junho de 2024.
Segundo a Reuters, cada dólar vale agora 81 rublos, uma valorização de 1,5%. O que demonstra que o câmbio não foi influenciado pelas declarações de Marco Rubio de que os Estados Unidos deixarão de tentar um acordo de paz se as partes não mostrarem sinais nos próximos dias de que estão também abertos a negociações para o fim da guerra.
O rublo já valorizou, desde o início deste ano, 40%.
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Irão refere que posições com a Rússia "nunca foram tão próximas e sólidas"
O chefe da diplomacia iraniana, que chegou à Rússia na quinta-feira, foi recebido pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a quem entregou uma carta do líder supremo do Irão, Ali Khamenei.
Irão refere que posições com a Rússia “nunca foram tão próximas e sólidas”
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Trump diz ver "entusiasmo" da Rússia e da Ucrânia para acabar guerra, mas avisa: se "dificultarem", segue em frente
Em conferência de imprensa na Casa Branca, Donald Trump corroborou as afirmações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dizendo que se “alguma das partes dificultar muito” um acordo na Ucrânia, os Estados Unidos vão “seguir em frente”.
Ainda assim, Trump acrescentou por várias vezes que está confiante num acordo: “Vamos travar isto, idealmente, agora”.
Falando numa guerra em que morrem “2500 jovens por semana”, Trump insistiu que os Estados Unidos “não vão aceitar” que as duas partes “andem a jogar jogos”: “Queremos ver isto acabar. Não vamos aceitar isso”.
Insistindo que se já fosse Presidente nem a guerra da Ucrânia nem o 7 de outubro, em Israel, teriam acontecido, Trump respondeu a uma pergunta sobre o que “precisa de ver” da parte da Rússia e da Ucrânia para acreditar num acordo: “Sei quando as pessoas estão a manipular-nos e preciso de ver entusiasmo e acho que vejo de ambos os lados. Mas vão saber isso rapidamente”.
“Ninguém está a manipular ninguém, acho que temos boas hipóteses de pôr um fim a isto”, disse aos jornalistas.
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Ucrânia confirma sanções a empresas chinesas que "produzem mísseis russos"
Volodymyr Zelensky acredita que Pequim está a alimentar a máquina de guerra russa através da produção de armamento, como os mísseis que foram utilizados esta manhã para atingir a cidade de Kharkiv.
A China nega qualquer envolvimento direto no conflito, mas o Presidente da Ucrânia confirmou esta tarde, na rede social X, a entrada de novas sanções contra empresas que, segundo Zelensky, são responsáveis pela produção de mísseis Iskanders — “muitas são russas, mas, infelizmente, algumas são da China”.
Emergency response operations are still underway in Kharkiv following the Russian missile strike. Preliminary reports indicate they were cruise missiles—Iskanders. One of the missiles detonated in mid-air over a residential neighborhood; another struck an industrial site near a… pic.twitter.com/lLNuk0PgNN
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 18, 2025
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Rússia e Ucrânia vão fazer troca de quase 500 prisioneiros
A Rússia e a Ucrânia, sob mediação dos Emirados Árabes Unidos, vão fazer uma troca de quase 500 prisioneiros de guerra este sábado, em conjunto com soldados feridos em combate, avança a Sky News.
De acordo com a mesma fonte, esta troca verá 246 soldados de cada lado a regressar ao seu país.
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EUA, Ucrânia e Europa vão encontrar-se "muito em breve" para discutir acordo de cessar-fogo e cenários de paz
Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Alemanha e a Ucrânia vão encontrar-se “muito em breve” para discutir um possível acordo de cessar-fogo e o caminho até uma “paz sustentável”.
A informação é avançada pela SkyNews, que cita uma fonte do governo britânico.
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Irão refere que posições com a Rússia “nunca foram tão próximas e sólidas”
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, referiu hoje, quando se encontrou com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, que as posições de Teerão e de Moscovo sobre os assuntos internacionais “nunca foram tão próximas e sólidas”.
O chefe da diplomacia iraniana, que chegou à Rússia na quinta-feira, foi recebido pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a quem entregou uma carta do líder supremo do Irão, Ali Khamenei.
“Esta mensagem foi dirigida não só a Putin, mas foi também um sinal para o mundo inteiro de que o Irão considera a Rússia o seu parceiro estratégico e vizinho importante”, disse Araqchi no início do encontro.
Na véspera da sua deslocação a Moscovo, o ministro iraniano revelou que iria discutir com responsáveis russos as conversações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos sobre o programa nuclear de Teerão, cuja primeira ronda se realizou na semana passada em Omã, onde prosseguirão no sábado.
Lavrov, por sua vez, sublinhou que o encontro de quinta-feira entre Putin e Araqchi constituía o “dinamismo sem precedentes” do diálogo político entre Moscovo e Teerão.
A Rússia, que aprovou há alguns dias o Acordo de Parceria Estratégica com Teerão, tem apoiado nas últimas semanas uma solução diplomática para as tensões entre o Irão e os EUA.
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JD Vance "otimista" com fim da guerra entre Rússia e Ucrânia
O vice-presidente dos Estados Unidos da América, JD Vance, revelou estar “otimista” com as perspetivas de resolução do conflito entre a Rússia e a Ucrânia num futuro próximo.
Em reunião com a primeira-ministra de Itália, Vance diz que um dos objetivos do encontro é “atualizar” Giorgia Meloni sobre os desenvolvimentos das negociações com Moscovo e Kiev, e que, “nas últimas 24h”, “acreditam ter coisas interessantes para relatar”.
“Uma vez que estão negociações em curso, não as vou julgar de forma precoce, mas sentimo-nos otimistas que poderemos acabar com esta guerra brutal”, afirmou o vice-presidente norte-americano, citado pela Reuters, reforçando a mensagem transmitida algumas horas antes pelo chefe da diplomacia dos EUA.
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Kremlin: Rússia "à procura" de acordo com a Ucrânia, mas Europa "só quer militarização"
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garante que a Rússia está “á procura” de um acordo com a Ucrânia, com a proteção dos seus interesses, mas que esta posição não é defendida pela Europa, que “só quer a militarização” de Kiev.
Em declarações à imprensa russa, Peskov diz que já estão em curso os primeiros passos para se chegar a um acordo de resolução do conflito com a Ucrânia, mas que ainda há muito a fazer. Para o porta-voz e para Moscovo, a posição de Bruxelas tem sido nociva para alcançar este objetivo.
Adicionalmente, Dmitry Peskov confirma que a interrupção de 30 dias dos ataques a infraestrutura energética ucraniana já chegou ao fim, mas que Vladimir Putin ainda não tinha avançado novas indicações às forças militares russas.
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Ataques russos causam dois mortos e dezenas de feridos em Kharkiv e Sumy na Ucrânia
Ataques russos causaram dois mortos e, pelo menos, 40 feridos na noite de quinta-feira em Kharkiv e Sumy, no nordeste da Ucrânia, anunciaram as autoridades ucranianas.
Em Kharkiv, uma pessoa morreu e cerca de quarenta ficaram feridas, de acordo com um balanço provisório, disse o presidente da câmara da cidade, Igor Terekhov, na rede social Telegram.
O autarca afirmou que o armamento utilizado foi “um míssil balístico com munições de fragmentação, o que explica que a área afetada seja muito grande”. Mais de 20 blocos de apartamentos foram atingidos, segundo a mesma fonte.
O governador local, Oleg Synegubov, sublinhou que o ataque tinha como alvo uma “zona densamente povoada de Kharkiv”.
Em Sumy, perto da fronteira russa, um ataque de drones Shahed, de fabrico iraniano, matou uma pessoa e feriu outra, informou a administração militar local, também através do Telegram.
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EUA e Ucrânia assinam memorando sobre acesso a recursos naturais e minerais
Washington e Kiev assinaram hoje um “memorando de intenções” com o objetivo de concluir um acordo complexo sobre o acesso aos recursos naturais e minerais da Ucrânia, anunciou a vice-primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.
“Temos o prazer de anunciar a assinatura, com os nossos parceiros americanos, de um memorando de intenções que abre caminho a um acordo de parceria económica e à criação do Fundo de Investimento para a Reconstrução da Ucrânia”, declarou na rede social X, Yulia Svyrydenko.
Svyrydenko não divulgou detalhes do memorando, mas disse que o trabalho estava a ser feito para chegar a um acordo final.
“Esperamos que o Fundo se torne um instrumento eficaz para atrair investimentos para a reconstrução do nosso país, modernizar as infraestruturas, apoiar as empresas e criar novas oportunidades económicas”, afirmou.
“Ainda há muito trabalho a fazer, mas o ritmo atual e os progressos significativos permitem esperar que o documento seja muito benéfico para ambos os países”, afirmou Svyrydenko.
We are happy to announce the signing, with our American partners, of a Memorandum of Intent, which paves the way for an Economic Partnership Agreement and the establishment of the Investment Fund for the Reconstruction of Ukraine. pic.twitter.com/AQsHPkWh5X
— Yulia Svyrydenko (@Svyrydenko_Y) April 17, 2025
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EUA prontos para "seguir em frente" se não for possível chegar a acordo de paz
“Se não for possível acabar com a guerra na Ucrânia, precisamos de seguir em frente”, defendeu o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio. Dirigindo-se aos repórteres, antes de partir de Paris, e depois de esta quinta-feira se ter reunido com as autoridades europeias e ucranianas, Rubio elaborou um pouco mais sobre os esforços de Washington para tentar mediar o fim da guerra da Rússia na Ucrânia.
“Não é a nossa guerra. Nós não começámos. Os Estados Unidos têm ajudado a Ucrânia nos últimos três anos e queremos que isso acabe, mas não é nossa guerra”, continuou o responsável, lembrando ainda como o Presidente Trump passou 87 dias “ao mais alto nível” empenhado em pôr fim ao conflito, sem sucesso. “Estamos agora a chegar a um ponto em que precisamos de decidir e determinar se isso é possível ou não. É por isso que estamos a envolver os dois lados.”
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Bem vindo ao liveblog do Observador sobre a guerra na Ucrânia, onde vamos continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos ao longo desta sexta-feira.
Pode conferir o que aconteceu ontem neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.
“Não é a nossa guerra”. EUA prontos para “seguir em frente” se não for possível pôr fim à guerra