Momentos-chave
- EUA prontos para "seguir em frente" se não for possível chegar a acordo de paz
- O que se passou até agora
- Ucrânia e EUA assinaram memorando de entendimento para um acordo de minerais, anuncia ministra da Economia de Kiev
- Trump diz que acordo dos minerais vai ser assinado na próxima quinta-feira
- Quatro mortos em bombardeamentos aéreos na região de Kherson
- Trump espera ouvir resposta russa sobre a Ucrânia "esta semana"
- Trump "não o responsabiliza" pela guerra mas não é "grande fã" de Zelensky
- Macron defende “importante oportunidade de convergência” com EUA
- Presidente ucraniano volta a dizer que Witkoff "propaga narrativas russas"
- Memorando de entendimento sobre acordo de minerais EUA-Ucrânia pode ser assinado hoje
- Ucrânia tem provas de fornecimento de artilharia da China à Rússia, diz Zelensky
- França e aliados da NATO devem assumir "responsabilidade primária" de defesa da Europa, diz Hegseth
- Encontro Ucrânia-EUA-Europa em Paris já começou
- Zelensky antecipa possíveis ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia perto da Páscoa
- República Checa deixa, pela primeira vez, de depender de petróleo russo
- Ex-vice-chefe do Estado Maior russo condenado a sete anos de prisão por corrupção
- Ucrânia debateu caminho para "paz justa e duradoura" em Paris
- Kremlin acusa europeus de quererem prolongar a guerra na Ucrânia
- Zelensky reage a ataques russos e deixa apelo aos aliados: "Temos de exercer pressão sobre os assassinos"
- Presidente sérvio vai participar no desfile do Dia da Vitória em Moscovo, apesar de pressão da UE
- Putin elogia Musk e compara o multimilionário a Sergei Korolev, pai do programa espacial soviético
- Secretário de Estado dos EUA em Paris para encontro com Macron
- Ataque russo com drones faz três mortos, incluindo uma criança, em Dnipro
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Ucrânia e os Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para um acordo sobre minerais, um passo que a ministra da Economia ucraniana, Yulia Svyrydenko, acredita que conduzirá a um Acordo de Parceria Económica e à criação de um Fundo de Investimento para a Reconstrução da Ucrânia. Este compromisso demonstra o desejo dos EUA de investir na Ucrânia e promete ser um instrumento eficaz para atrair investimentos para a modernização do país.
- O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que, apesar de não responsabilizar Volodymyr Zelensky pela guerra com a Rússia, não é um grande admirador do Presidente ucraniano. Trump acentuou a necessidade de terminar a guerra e espera que haja uma resposta da Rússia sobre a situação esta semana, sendo que deseja que se ponha fim à violência em curso.
- Em Paris, representantes diplomáticos dos EUA, Reino Unido, Alemanha e Ucrânia reuniram-se para discutir o conflito na Ucrânia. O Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou esta reunião como uma “importante oportunidade de convergência”, visando uma paz robusta e duradoura. Entretanto, o ministro dos negócios estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, indicou que as discussões se centraram numa paz justa e duradoura, incluindo um cessar-fogo total.
- O prefeito de Kherson relatou um bombardeamento que resultou na morte de quatro civis e deixou pelo menos 17 feridos na região. Este ataque em Kherson é mais um entre vários incidentes agressivos que têm vindo a ocorrer em diferentes regiões da Ucrânia, ilustrando a contínua tensão e violência decorrentes do conflito com a Rússia.
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Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.
EUA prontos para “seguir em frente” se não for possível chegar a acordo de paz
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EUA prontos para "seguir em frente" se não for possível chegar a acordo de paz
“Se não for possível acabar com a guerra na Ucrânia, precisamos de seguir em frente”, defendeu o secretário de Estado norte-americano Marc Rubio. Dirigindo-se aos repórteres, antes de partir de Paris, e depois de esta quinta-feira se ter reunido com as autoridades europeias e ucranianas, Rubio elaborou um pouco mais sobre os esforços de Washington para tentar mediar o fim da guerra da Rússia na Ucrânia. “Não é a nossa guerra. Nós não começámos. Os Estados Unidos têm ajudado a Ucrânia nos últimos três anos e queremos que isso acabe, mas não é nossa guerra”, continuou o responsável, lembrando ainda como o Presidente Trump passou 87 dias “ao mais alto nível” empenhado em pôr fim ao conflito, sem sucesso. “Estamos agora a chegar a um ponto em que precisamos de decidir e determinar se isso é possível ou não. É por isso que estamos a envolver os dois lados.”
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Ucrânia e EUA assinaram memorando de entendimento para um acordo de minerais, anuncia ministra da Economia de Kiev
A Ucrânia e os Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para um acordo de minerais, anunciou a ministra da Economia Yulia Svyrydenko na rede social X.
A ministra afirma que este compromisso “abre o caminho para um Acordo de Parceria Económica e à criação do Fundo de Investimento para a Reconstrução da Ucrânia”.
We are happy to announce the signing, with our American partners, of a Memorandum of Intent, which paves the way for an Economic Partnership Agreement and the establishment of the Investment Fund for the Reconstruction of Ukraine. pic.twitter.com/AQsHPkWh5X
— Yulia Svyrydenko (@Svyrydenko_Y) April 17, 2025
Este memorando, para a ministra ucraniana, regista ainda “o desejo do povo americano de investir, juntamente com o povo ucraniano, numa Ucrânia livre, soberana e segura”.
Sobre o Fundo de Investimento, Svyrydenko disse que espera que seja “um instrumento eficaz para atrair investimentos para a reconstrução do nosso país, a modernização das infraestruturas, o apoio às empresas e a criação de novas oportunidades económicas”
A ministra afirma ainda que este é um primeiro passo para chegar ao acordo final sobre minerais, no qual as equipas ainda estão a trabalhar.
“Há muito a fazer, mas o ritmo atual e os progressos significativos permitem esperar que o documento seja muito benéfico para ambos os países”, acrescentou.
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Trump diz que acordo dos minerais vai ser assinado na próxima quinta-feira
Na Casa Branca, Donald Trump confirmou que iria haver um acordo sobre minerais, mas que só será assinado na próxima quinta-feira.
“Presumo que vão cumprir o acordo, por isso veremos. Mas temos um acordo sobre isso”, disse ainda, citado pelo site The Hill.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que o acordo seria assinado “na próxima semana”.
“É substancialmente o que acordámos anteriormente com o Presidente”, contou, revelando que o documento tem cerca de 80 páginas.
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Quatro mortos em bombardeamentos aéreos na região de Kherson
Quatro pessoas morreram num ataque à região ucraniana de Kherson, informou a procuradoria regional num post do Telegram.
Registaram-se também 17 feridos segundo a procuradoria. As vítimas mortais foram civis, lê-se ainda.
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Trump espera ouvir resposta russa sobre a Ucrânia "esta semana"
Questionado sobre quando é que a Rússia tinha de dar resposta sobre um cessar-fogo na Ucrânia para evitar sanções, Donald Trump revelou que estavam à espera de uma resposta russa “esta semana”mas não especificou se seria sobre um cessar-fogo.
“Mas queremos que isto acabe. Queremos que a morte e a matança parem”, acrescentou, citado pela Sky News.
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Trump "não o responsabiliza" pela guerra mas não é "grande fã" de Zelensky
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não era “grande fã” do homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky, apesar de reconhecer que a responsabilidade pela guerra com a Rússia não vem do líder.
“Mas não estou propriamente entusiasmado com o facto de a guerra ter começado”, disse o Presidente dos EUA, em declarações captadas pela Sky News enquanto está reunido na Casa Branca com a primeira-ministra italiana, Georgia Meloni.
“Não o estou a culpar, mas o que estou a dizer é que não diria que ele fez o melhor trabalho. Ok? Não sou grande fã dele”, acrescentou, sublinhando que “não estava feliz” com Zelensky nem com “ninguém envolvido”.
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Macron defende “importante oportunidade de convergência” com EUA
O Presidente francês afirmou esta quinta-feira que o encontro entre diplomatas norte-americanos e enviados britânicos, alemães e ucranianos é uma “importante oportunidade de convergência” sobre a Ucrânia, numa altura de tensões entre Washington e europeus.
“Penso que todos querem a paz, certamente, e uma paz robusta e duradoura”, disse Emmanuel Macron, no início do encontro em Paris, num dia marcado por conversações sobre o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, na presença do chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e de Steve Witkoff, enviado especial do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Macron falou, por telefone, com o homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky, antes de “almoço de trabalho” que durou toda a tarde com os diplomatas norte-americanos, no qual marcou também presença o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, indicou o Palácio do Eliseu.
O conselheiro diplomático do Eliseu, Emmanuel Bonne, disse que esta é “uma oportunidade para definir em conjunto quais serão os próximos passos e as medidas” que europeus e os Estados Unidos vão tomar em conjunto.
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Presidente ucraniano volta a dizer que Witkoff "propaga narrativas russas"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a considerar que o enviado norte-americano Steve Witkoff “propaga narrativas russas” sobre a guerra na Ucrânia, sem saber se ele o faz de forma “consciente ou inconsciente”.
“Penso que o sr. Witkoff adotou a estratégia da parte russa”, acrescentou Zelensky numa conferência de imprensa em Kiev citada pela Sky News, realçando que achava que era algo “muito perigoso”.
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Memorando de entendimento sobre acordo de minerais EUA-Ucrânia pode ser assinado hoje
Numa conferência de imprensa em Kiev, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as partes estão próximas de um memorando de entendimento sobre minerais raros e que este pode ser assinado já esta quinta-feira.
Segundo o Presidente, citado pela Sky News, o memorando seria assinado numa reunião online com os EUA.
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Ucrânia tem provas de fornecimento de artilharia da China à Rússia, diz Zelensky
A China está a fornecer armamento de artilharia à Rússia, disse Volodymyr Zelensky citado pela Sky News numa conferência de imprensa em Kiev.
“Acreditamos que há representantes chineses envolvidos na produção de algum armamento dentro do território da Rússia”, acrescentou ainda o Presidente ucraniano na conferência, citado pela Reuters.
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França e aliados da NATO devem assumir "responsabilidade primária" de defesa da Europa, diz Hegseth
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu ao homólogo francês, Sebastien Lecornu para que a França e os outros aliados da NATO assumam a “responsabilidade primária” de defesa da Europa.
Os dois representantes estiveram reunidos esta tarde no Pentágono, em Washington D.C., e, segundo um comunicado sobre a reunião publicado no site do departamento, Hegseth terá pedido para que os aliados aumentem os gastos na defesa para garantirem a “defesa convencional” do continente.
Os “esforços para uma paz duradoura na Ucrânia” também fora outra das prioridades discutidas na reunião, lê-se.
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"Potências europeias parecem disponíveis para substituir EUA"
Madalena Meyer Resende fala numa “viragem clara” da posição alemã quanto ao conflito na Ucrânia. Sobre acordo nuclear do Irão, diz ser pouco claro se administração Trump está preparada para negociar.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.
“Potências europeias parecem disponíveis para substituir EUA”
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Encontro Ucrânia-EUA-Europa em Paris já começou
O encontro entre os EUA, a Ucrânia e os aliados europeus da “coligação das vontades” já começou no Palácio do Eliseu.
Segundo o The Guardian, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado Steve Witkoff representam os EUA no encontro que se realiza ao nível maioritariamente diplomático, com vários países a fazerem-se representar por conselheiros.
Já a Ucrânia fez-se representar pelo chefe de gabinete do Presidente Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak.
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Zelensky antecipa possíveis ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia perto da Páscoa
O Presidente da Ucrânia disse que a Rússia pode estar a preparar novos ataques às infraestruturas energéticas do país antes e depois da Páscoa Ortodoxa, que se comemora este domingo (dia 20 de abril). As declarações de Zelensky, que são divulgadas pelo Kyiv Independent, foram feitas com base em informações dos serviços de informação ucranianos.
“Sabemos o que a Rússia está a preparar. Agora, antes da Páscoa, e depois, são possíveis novos ataques russos”, alertou. “Continuaremos a defender o nosso país e o nosso setor energético”, acrescentou o líder ucraniano.
O Kyiv Independente escreve ainda que Zelensky afirmou que, apesar dos receios e dos constantes ataques russos, a Ucrânia conseguiu preservar o seu sistema elétrico e passar o inverno sem apagões.
⚡️Russia may attack Ukraine's energy grid ahead of Easter, Zelensky says.https://t.co/XsxdS6aYyO
— The Kyiv Independent (@KyivIndependent) April 17, 2025
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República Checa deixa, pela primeira vez, de depender de petróleo russo
A República Checa deixou, pela primeira vez, de depender de petróleo russo. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Petr Fiala: “Pela primeira vez na história, a República Checa é totalmente abastecida por petróleo não russo e totalmente abastecida por rotas ocidentais”, revelou.
Segundo a Sky News, isto é possível porque Praga passou a receber fornecimentos alternativos de combustível graças à expansão do Transalpine Pipeline, um gasoduto que atravessa três países europeus (Itália, Áustria e Alemanha).
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Enviado dos EUA transmitiu mensagem de Putin a Trump antes de reuniões sobre Ucrânia em Paris
Steve Witkoff, enviado dos Estados Unidos, transmitiu uma mensagem do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao líder norte-americano, Donald Trump, antes das reuniões que hoje decorrem em Paris sobre a Ucrânia.
“O nosso Presidente teve recentemente uma conversa muito longa com [Steve] Witkoff. Sabemos que o conteúdo dessa conversa foi comunicado a Trump”, adiantou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, que é citado pela CNN.
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Bombardeamento russo em Nikopol faz dois mortos
Um bombardeamento russo em Nikopol fez dois mortos, um homem de 56 anos e outro de 61, e pelo menos cinco feridos, a maioria em estado grave. A informação foi avançada pelo governador da região, Serhii Lysak, de acordo com a Sky News.
Quatro dos cinco feridos foram hospitalizados e encontram-se em estado grave.
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Moscovo diz que utilização de mísseis Taurus para atingir alvos russos tornaria Alemanha um participante direto na guerra
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse que a Alemanha se tornaria um participante direto da guerra se a Ucrânia utilizasse mísseis Taurus para atingir infraestruturas críticas russas, segundo a Sky News.
O aviso chega depois de o novo chanceler alemão, Friedrich Merz, ter admitido a possibilidade do fornecimento de mísseis Taurus à Ucrânia, alvo que o antecessor, Olaf Scholz, se recusou a fazer (precisamente por temer que a Alemanha pudesse ser arrastada para o conflito).