Momentos-chave
- Kuwait anuncia que defesa aérea intercetou ataques de drone iranianos
- Seis navios desviados e um desativado pelos EUA nos Estreito de Ormuz
- 17 militares americanos mortos desde o início do conflito no Médio Oriente
- Israel pondera participar na campanha militar americana contra o Irão
- Israel violou o cessar-fogo em Gaza 3.795 vezes, afirma dirigente palestiniano
- CENTCOM avança morte de militar e americano ferido na sequência de detonação controlada
- Exportações de petróleo no Golfo caem após atingirem níveis máximos desde o início da guerra
- Cuba fica hoje novamente sem eletricidade em 64% da ilha durante a tarde e noite
- Mais de 4.300 mortos nos ataques israelitas no Líbano desde março
- Marco Rubio discute implementação de acordo de paz com o Presidente libanês
- Zelensky pede ajuda aos parceiros ocidentais. Ucrânia precisa de mísseis de defesa aérea "literalmente todos os dias"
- Trump apela aos Republicanos para adicionarem o Irão às sanções impostas à Rússia
- Autoridades iranianas denunciam mais de 50 mortos em ataques dos EUA desde o acordo
- Agência Internacional de Energia Atómica analisa ataque relatado a central nuclear de Darkhovin
- Kuwait acusa Irão de voltar a atacar central elétrica e dessalinizadora
- Guarda Revolucionária interceta navios que tentavam atravessar estreito de Ormuz “sem autorização”
- Jordânia nega ordem de evacuação do aeroporto e do porto marítimo de Aqaba
- Agência nuclear iraniana revela que EUA atacaram central de Darkhovin
- "Não me podia importar menos", diz Trump sobre anúncio do Irão de que não vai cumprir acordo
- Embaixada dos EUA na Jordânia avisa para "ameaça credível" e pede aos cidadãos para não irem para o aeroporto
- Zelensky denuncia um dos maiores ataques com mísseis balísticos contra Kiev e refere que intercetores são "prioridade máxima"
- Ataques de drones ucranianos contra centros logísticos fez oito mortos na Rússia
- Rússia reivindica avanços no Leste, com a tomada de Krasny Liman, Piskunovka e Myrne
- Sobe para 11 o número de mortos em Gaza após ataques israelitas no sábado
- EUA voltam a bombardear Irão após a morte de dois militares norte-americanos na Jordânia
Histórico de atualizações
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Fica por aqui a cobertura dos principais conflitos mundiais durante este domingo, com foco no conflito no Médio Oriente e da Guerra na Ucrânia. Vamos continuar a acompanhar todas as atualizações, durante esta segunda-feira, neste novo liveblog.
EUA voltam a atacar Irão e as suas “capacidades militares” no Estreito de Ormuz
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Kuwait anuncia que defesa aérea intercetou ataques de drone iranianos
O Estado-Maior das Forças Armadas do Kuwait avançou que a defesa aérea do país está a responder a ataques de drones iranianos.
Numa publicação na rede social X, o exército do Kuwait adiantou que as explosões que se ouvem no território resultam da interceção das ofensivas aéreas e apelou à população para seguir as instruções de segurança emitidas pelas autoridades.
تتصدى حالياً الدفاعات الجوية الكويتية لهجمات طائرات مسيّرة معادية، إثر العدوان الإيراني الاثم.
تنوه رئاسة الأركان العامة للجيش بأن أصوات الانفجارات، إن سُمعت، فهي نتيجة اعتراض منظومات الدفاع الجوي للهجمات المعادية.
ويرجى من الجميع التقيد بتعليمات الأمن والسلامة الصادرة عن… pic.twitter.com/ZlPcNIezhJ
— KUWAIT ARMY – الجيش الكويتي (@KuwaitArmyGHQ) July 19, 2026
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Seis navios desviados e um desativado pelos EUA nos Estreito de Ormuz
A marinha norte-americana desviou seis navios comerciais que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, desde que o bloqueio naval contra o Irão foi retomado, dia 14 de julho.
Numa publicação na rede social X, o Comando Central americano avançou ainda que uma embarcação foi desativada, a fim de garantir o cumprimento do bloqueio.
U.S. Navy Sailors remain focused and vigilant aboard guided-missile destroyer USS John Finn (DDG 113), as American forces continue implementing the naval blockade against Iran. As of July 19, CENTCOM has redirected 6 commercial vessels and disabled 1 to ensure full compliance. pic.twitter.com/SyutavMv6s
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 19, 2026
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17 militares americanos mortos desde o início do conflito no Médio Oriente
O número de vítimas mortais americanas desde o início do conflito no Médio Oriente já totaliza os 17, considerando os dois militares que morreram na Jordânia sexta-feira — avança a Al Jazzera. Donald Trump ainda não comentou esta informação em público.
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Israel pondera participar na campanha militar americana contra o Irão
Teerão equaciona a possibilidade de participar numa campanha militar alargada dos EUA contra o Irão, de acordo com um militar israelita de alta patente contactado pelo Channel 12.
“Estamos num diálogo contínuo com os americanos, mas uma coisa é facto: [Donald] Trump é imprevisível. Neste momento, parece que os EUA procuram elevar a intensidade dos ataques no Irão”, disse a fonte ao canal noticioso hebraico.
Israel “está a preparar-se para qualquer possibilidade e a construir opções operacionais imediatas e estratégicas”, continuou. “Se os americanos decidirem escalar ou envolver Israel ou se os iranianos adotarem alguma atitude inesperada e imprudente contra nós, estaremos prontos.”
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Israel violou o cessar-fogo em Gaza 3.795 vezes, afirma dirigente palestiniano
O diretor geral do Gabinete de Comunicação Social do Governo palestiniano, Ismail al-Thawabta, afirmou que Israel cometeu 3.295 violações do acordo de cessar-fogo, desde que foi decretado, em outubro.
Durante o mesmo período, 1.168 palestinianos foram mortos e 3.734 ficaram feridos na consequência das ofensivas israelitas no território ocupado, que o dirigente apelidou de “violações e abusos contínuos”.
O palestiniano destacou ainda as restrições à entrada de ajuda humanitária, com apenas 59.613 dos 168.000 camiões com bens destinados à população de Gaza a penetrarem na região — 35% do total.
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CENTCOM avança morte de militar e americano ferido na sequência de detonação controlada
O Comando Central dos EUA declarou o óbito de um militar americano no norte do Iraque, na sequência de uma detonação controlada de munição proveniente de um drone iraniano.
CENTCOM Update on Recently Fallen U.S. Service Members
TAMPA, Fla. — Yesterday, U.S. Central Command (CENTCOM) announced the passing of two U.S. service members and the missing status of one in Jordan following an Iranian attack on July 17. After a thorough search, U.S.…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 19, 2026
“Um segundo militar foi ferido e está a receber tratamento médico para um ferimento ligeiro”, afirmou a CENTCOM numa publicação na rede social X.
O órgão oficial avançou também a descoberta de restos mortais que podem ser de um soldado dos EUA desaparecido na Jordânia desde sexta-feira.
“Após uma busca exaustiva, as forças militares dos EUA encontraram restos mortais não identificados”, lê-se no texto, os quais estão a ser submetidos a exames de verificação.
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Exportações de petróleo no Golfo caem após atingirem níveis máximos desde o início da guerra
Após um aumento das exportações de petróleo crude, que atingiram um pico desde o início do conflito no Médio Oriente, os países do Golfo Pérsico diminuiram as vendas deste recurso para o estrangeiro — após a nova escalada de tensões na região e o fim do cessar-fogo.
As exportações da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irão aumentaram 16% em relação a junho, mês que registou uma média de 12 milhões de barris por dia, na primeira metade de julho, segundo a empresa de análise de dados Kpler.
O aumento da oferta de barris disponíveis no mercado fez cair os preços do petróleo, o que se verificou após o acordo firmado a 17 de junho entre os EUA e o Irão.
Com o fim do cessar-fogo, no passado 10 de julho, o trânsito de navios pelo Estreito de Hormuz foi, de novo, interrompido, com apenas três navios-tanque a atravessarem o canal na quinta-feira.
O analista da Kpler, Johannes Rauball, citado pela Sky News, afirmou que “estamos a ver uma desaceleração da atividade, o que significa que os países terão de reduzir a produção e, assim, a quantidade de crude exportado”.
A quantidade de petróleo bruto vendido para o estrangeiro na região reduziu um terço face aos valores registados antes do início do conflito entre o Irão, EUA e Israel — quando atravessavam o Estreito um média de 17,6 milhões de barris por dia.
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Cuba fica hoje novamente sem eletricidade em 64% da ilha durante a tarde e noite
Cuba volta a ficar parcialmente sem energia hoje, com o maior corte elétrico a atingir 64% da ilha durante a tarde e a noite, o horário de maior procura, segundo dados da empresa estatal União Elétrica (UNE).
Hoje, oito das 16 unidades de geração termoelétrica do país não estão operacionais devido a avarias ou trabalhos de manutenção. Esta fonte, responsável por 40% da energia, é alimentada por petróleo bruto nacional e não é afetada pelo bloqueio petrolífero.
Outros 40% estavam a cargo dos motores de geração, mas esta fonte de energia necessita de gasóleo e fuelóleo importados. Os restantes 20% provêm do gás e de fontes renováveis, especialmente com o recente impulso à energia solar com apoio chinês.
O Governo cubano reconhece que a situação do SEN da ilha é “grave, crítica e extremamente tensa”, marcada tanto pelo bloqueio petrolífero norte-americano como por um sistema energético profundamente obsoleto.
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Mais de 4.300 mortos nos ataques israelitas no Líbano desde março
Pelo menos 4.328 pessoas morreram e mais de 12.200 ficaram feridas nos ataques israelitas contra o Líbano desde 2 de março, número que continua a aumentar devido às mortes nos hospitais e à recuperação de corpos debaixo dos escombros.
O Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública do Líbano informou hoje, num comunicado divulgado pela Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa, que “o balanço total acumulado da agressão até 19 de julho é de 4.328 mortos e 12.229 feridos”.
Não foi especificado quando foram recuperados os últimos corpos, nem o número de mortos nos hospitais após a onda de bombardeamentos israelitas iniciada a 2 de março, poucos dias depois do início da guerra contra o Irão, na qual o aliado libanês de Teerão, o grupo xiita Hezbollah, interveio com ataques contra o Estado de Israel.
A violência no Líbano diminuiu significativamente nas últimas semanas, com a trégua então anunciada entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão e na sequência das advertências de Washington a Israel sobre a continuação dos seus ataques, tanto aéreos como terrestres, contra o território libanês.
No entanto, o Exército israelita continua a bombardear esporadicamente alguns pontos do sul do Líbano e a realizar ataques de artilharia e explosões controladas em algumas zonas meridionais do país, segundo a ANN.
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Marco Rubio discute implementação de acordo de paz com o Presidente libanês
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reuniu-se hoje com o Presidente libanês, Joseph Aoun, para discutir a implementação do acordo trilateral firmado com Israel e o Líbano no passado dia 26 de junho.
“O secretário elogiou a coragem do Governo libanês, sob a liderança do Presidente Aoun, pelo seu esforço determinado a fim de reclamar a soberania libanesa, desarmar o Hezbollah e desmantelar a sua infraestrutura terrorista, num caminho em direção à paz”, lê-se na declaração emitida pelo órgão oficial.
“O secretário reafirmou o compromisso dos Estados Unidos em relação à implementação bem-sucedida do acordo trilateral e ao apoio do Governo libanês nos esforços de estabelecimento da paz, recuperação económica e de um melhor futuro para o povo libanês”, concluiu o comunicado.
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Zelensky pede ajuda aos parceiros ocidentais. Ucrânia precisa de mísseis de defesa aérea "literalmente todos os dias"
Volodymyr Zelenskyy destacou a importância da ajuda europeia e americana no combate às investidas russas no seu território, após “um dos maiores ataques com mísseis balísticos” que se verificou desde o início da guerra.
Last night’s attack was one of the largest Russian ballistic missile attacks to date. Kyiv and the Kyiv region were the Russians’ primary target. They had been preparing this attack for several days, stockpiling missiles. The threat, of course, remains even now, and this must be… pic.twitter.com/zHuhwnMhs6
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 19, 2026
“Kiev e a região de Kiev foram os alvos principais dos russos”, afirmou o chefe de Estado ucraniano na rede social X. “Preparavam o ataque há vários dias, acumulando mísseis [balísticos]. É por causa deles que Putin ainda acredita na sua guerra.”
“É muito importante que os nossos aliados compreendam o que se passa e que temos necessidade de mísseis de defesa aérea para proteger vidas literalmente todos os dias”, concluiu Zelenskyy, enfatizando a importância dos apoios americanos e europeus.
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Trump apela aos Republicanos para adicionarem o Irão às sanções impostas à Rússia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou hoje numa curta publicação na sua rede Truth Social para que os republicanos juntem o Irão ao diploma de sanções impostas à Rússia, evocando o senador Lindsey Graham, que morreu esta semana.
“Os republicanos deviam incluir o Irão no projeto de lei sobre as sanções à Rússia. Era isso que o Lindsey [Graham] queria fazer, e ia mesmo acontecer. Importante!”, escreveu Trump.
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Autoridades iranianas denunciam mais de 50 mortos em ataques dos EUA desde o acordo
O Ministério da Saúde do Irão reportou este domingo que mais de 50 pessoas já morreram na sequência de ataques norte-americanos desde o final de junho, quando foi alcançado o memorando de entendimento com os Estados Unidos.
De acordo com os dados divulgados pela agência de notícias Fars, citados pelo jornal israelita Haaretz, os ataques aéreos realizados entre 27 de junho e 19 de julho feriram 517 pessoas e mataram mais de 50, incluindo cinco mulheres e dois menores.
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UE, Canadá, Reino Unido e outros países denunciam práticas de detenção ilegais em Israel
As missões diplomáticas da União Europeia e de vários países, em Israel, denunciaram a prática israelita da “detenção administrativa”, ao abrigo da qual milhares de palestinianos se encontram nas suas prisões sem acusação nem julgamento prévio.
No comunicado, publicado pelo Consulado britânico em Jerusalém em nome da UE, do Canadá, da Dinamarca, da Finlândia, da Irlanda, da Noruega, da Suécia e do Reino Unido, os signatários recordam que “as organizações de direitos humanos descrevem as condições de detenção dos palestinianos como graves e potencialmente mortais” devido à “alimentação inadequada, à recusa de cuidados médicos e aos abusos sistemáticos” cometidos pelos seus guardas prisionais.
Além disso, recordam que “os detidos têm o direito de ser informados sobre as acusações subjacentes a qualquer detenção, devem ter acesso a assistência jurídica e ser sujeitos a um julgamento justo”.
Assim, as missões diplomáticas instam Israel a cumprir as suas obrigações para com os detidos, nos termos do direito internacional, e recordam que o próprio Supremo Tribunal de Israel rejeitou por unanimidade uma política governamental que proibia os representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de visitar os detidos palestinianos.
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Agência Internacional de Energia Atómica analisa ataque relatado a central nuclear de Darkhovin
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou este domingo que está a investigar as alegações iranianas de um ataque lançado pelos EUA na última madrugada contra o local de construção de uma central nuclear em Darkhovin, na província de Khuzestan, no sudoeste do Irão.
The IAEA is looking into reports of an overnight attack on the construction site of a planned nuclear power plant in Darkhovin, Iran. The facility is in the very early stages of construction and contained no nuclear material when last visited by the IAEA.
While the reported… pic.twitter.com/Tdi5QxWcCE
— IAEA – International Atomic Energy Agency ⚛️ (@iaeaorg) July 19, 2026
“A instalação encontra-se numa fase muito inicial de construção e não continha qualquer material nuclear aquando da última visita da AIEA”, referiu a agência, numa publicação nas redes sociais, com o diretor-geral da instituição, Rafael Grossi, a apelar à “moderação militar nas proximidades de todas as instalações relacionadas com o setor nuclear”.
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Kuwait acusa Irão de voltar a atacar central elétrica e dessalinizadora
O Kuwait acusou este domingo o Irão de atacar pelo segundo dia seguido uma central de produção de eletricidade e dessalinização de água, tendo esse ataque provocado um incêndio.
Em comunicado citado pela Al Jazeera, o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis assegurou que as equipas estão a trabalhar para extinguir o incêndio e resultou em condicionamentos na atividade de várias unidades de produção de eletricidade.
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Guarda Revolucionária interceta navios que tentavam atravessar estreito de Ormuz “sem autorização”
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou este domingo ter intercetado vários navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz sem a sua autorização, num momento de escalada entre Teerão e Washington pelo controlo desta via marítima.
“Quatro navios, agindo de forma maliciosa e com o apoio de terroristas norte-americanos, tentaram atravessar o estreito de Ormuz (…) ignorando os avisos”, disse a Guarda Revolucionária em comunicado, acrescentando que “dois desses navios sofreram um acidente e ficaram imobilizados, enquanto os outros dois desistiram de prosseguir a sua rota”.
Segundo a Guarda Revolucionária iraniana (IRGC, na sigla em inglês), que não forneceu detalhes sobre o acidente sofrido pelas embarcações, os quatro navios tentavam sair do estreito por uma rota não autorizada por Teerão. Em comunicado, IRGC atribuiu a culpa pelo acidente às tripulações de ambos os cargueiros, por terem desligado os seus sistemas de navegação “em conivência com os terroristas dos Estados Unidos”.
“Nem uma única gota de petróleo, gás ou fertilizante químico atravessará o estreito de Ormuz sem coordenação e autorização”, assegurou, advertindo que os navios que seguirem as sugestões dos Estados Unidos e entrarem numa rota considerada insegura “sofrerão (…) incidentes”.
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Jordânia nega ordem de evacuação do aeroporto e do porto marítimo de Aqaba
Depois de a embaixada americana em Amã, na Jordânia, ter avisado para uma “ameaça credível”, o porta-voz do governo jordano, Mohammad Al-Momani, veio negar que tenham sido emitidas ordens de evacuação para o seu aeroporto internacional e porto marítimo na cidade de Aqaba.
“As autoridades competentes não emitiram quaisquer ordens de evacuação no aeroporto ou no porto marítimo de Aqaba”, lê-se na notícia avançada pela agência de notícias local Petra e citada pelo jornal Times of Israel.
Al-Momani afirmou ainda que as autoridades não registaram quaisquer ameaças a Aqaba nas últimas horas e que as infraestruturas continuam a funcionar normalmente.
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Agência nuclear iraniana revela que EUA atacaram central de Darkhovin
A Organização de Energia Atómica do Irão revelou este domingo que entre os ataques lançados pelos Estados Unidos na última madrugada houve projéteis a atingir a zona da central nuclear de Darkhovin, em construção na província de Khuzestan.
Segundo a imprensa local, citada pela Al Jazeera, o ataque terá ocorrido por volta das 3h39, hora local (aproximadamente 1h09 em Lisboa). A central nuclear iraniana de Darkhovin começou a ser construída em 2022.