Momentos-chave
- André Ventura pede demissão da ministra da Administração Interna
- Covilhã lança alerta para confinamento para 10 freguesias
- Incêndio de Mirandela com três frentes ativas e chegou já a Vila Flor
- Frente na Pampilhosa da Serra tem vários quilómetros de extensão
- Autarca do Sabugal: "É humanamente impossível travar as chamas"
- Seis grandes fogos ativos às 23h00. O de Arganil é o mais preocupante e atinge concelhos vizinhos
- Complexo do fogo Sátão/Trancoso entra em resolução
- Liga dos Bombeiros esclarece que só morreu um bombeiro na Covilhã
- Montenegro lamenta morte de bombeiro da Covilhã
- Carneiro diz que é "evidente" que houve "falhas na prevenção e preparação". "Avançaremos na Assembleia com comissão técnica independente"
- "Primeiro-ministro não se pode eclipsar numa crise desta natureza", diz José Luís Carneiro
- Fogos já consumiram 172 mil hectares, mais do que toda a área ardida em 2024
- Um bombeiro morreu em despiste na Aldeia de São Francisco de Assis, na Covilhã
- "Não houve mais falhas na rede SIRESP, pelo menos até ao momento"
- Aviões Fire Boss deverão começar a operar na terça-feira
- Governo prolonga por mais 48 horas a situação de alerta, diz ministra da Administração Interna
- Seis dos 12 grandes fogos estão ativos há mais de dois dias. Três já duram há mais de 4 dias
- Frente de fogo em Seia vai na direção do concelho da Covilhã
- Frente de fogo "descontrolada" ameaça povoações na Pampilhosa da Serra
- Aviões Canadair estão a atuar no combate no Sabugal
- Ministra da Administração Interna faz declaração ao país. Incêndio no Sabugal agrava-se
- Autarca de Góis diz que fogo está praticamente controlado no concelho
- Proteção Civil reconhece "falhas pontuais" no SIRESP, mas diz que não há "reporte de anomalia" atualmente
- Marques Mendes diz que "não é ainda o tempo de fazer críticas" ao Governo
- Fogo vindo Piódão com uma frente ativa em Seia
- Frente ativa em Arganil ameaça outra vez a Pampilhosa da Serra
- Detido suspeito de incêndio florestal em Mêda em flagrante delito
- Incêndio na Lousã está em consolidação e sem frentes ativas
- Mais de 3.200 operacionais combatiam nove principais incêndios às 8h
- Dominado fogo que atingiu Mondim de Basto
Histórico de atualizações
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Encerramos aqui este artigo sobre o acompanhamento da situação dos incêndios em Portugal. Continue a seguir os últimos desenvolvimentos sobre o tema ao longo de segunda-feira neste novo artigo.
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André Ventura pede demissão da ministra da Administração Interna
O presidente do Chega, André Ventura, pediu no domingo a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e anunciou que vai chamar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, “com urgência à Assembleia da República”
“O Chega atingiu o seu limite e o Chega vai chamar à Assembleia da República de urgência e vai pedir ao primeiro–ministro que demita a ministra da Administração Interna”, disse o líder do Chega no domingo, em declarações à Sic Notícias.
André Ventura considerou que Luís Montenegro “não compreende que não pode ter uma ministra que ignora o que está a acontecer, deixa os autarcas sozinhos e que pode dizer ‘vamos embora’, marimbando-se para as questões que lhe estão a fazer sobre o sofrimento das pessoas”.
Fazendo referência às declarações no domingo da ministra da Administração Interna na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), André Ventura disse que o “país ficou estupefacto” pelo facto de Maria Lúcia Amaral entender que “não tem de dar esclarecimento nenhum”.
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Covilhã lança alerta para confinamento para 10 freguesias
A Câmara da Covilhã lançou no domingo à noite um alerta de confinamento para 10 freguesias, onde aconselha as populações a ficar em local seguro face à extensão e gravidade das frentes de fogo que lavram no concelho.
Numa nota, o município da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, solicita às populações que se “mantenham em confinamento nas suas freguesias” e escolham um “local seguro para permanecer”.
A autarquia pede ainda para que evitem circular nas estradas das freguesias de Aldeia de São João de Assis, São Jorge da Beira, Sobral de São Miguel, Unhais da Serra, Cortes do Meio, Ourondo, Erada, Paul, Dominguizo e Barco/Coutada.
No domingo à noite, o presidente da Câmara da Covilhã manifestou “profunda consternação e pesar” pela morte do bombeiro do concelho que se deslocava para a frente de fogo junto à Aldeia de São Francisco de Assis e decretou três dias de luto municipal, a partir de hoje.
“Foi com profunda consternação e pesar que a Câmara Municipal da Covilhã tomou conhecimento do falecimento de um bombeiro da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, vítima do despiste de um veículo de combate a incêndios, quando se deslocava para uma frente de fogo”, lia-se na nota.
Na sequência do acidente, ficaram também feridos quatro bombeiros, um dos quais com gravidade.
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Incêndio de Mirandela com três frentes ativas e chegou já a Vila Flor
Um incêndio que deflagrou na tarde de domingo em Mirandela, no distrito de Bragança, tem “três frentes ativas” e já chegou ao concelho de Vila Flor, aproximando-se de casas em Macedinho, segundo a Proteção Civil.
Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional de Trás-os-Montes da Proteção Civil, Noel Afonso, indicou que o fogo tem esta noite “três frentes ativas”, uma em Macedinho, concelho de Vila Flor, também no distrito de Bragança, onde já estão posicionados operacionais para fazer o combate às chamas, e outras duas em Freixeda e em Marmelos, já no concelho Mirandela.
Segundo o comandante, a situação mais preocupante é na aldeia de Macedinho, uma vez que há habitações que poderão estar em perigo.
O fogo deflagrou pelas 16:00 de domingo no município de Mirandela, atingindo mato junto às aldeias de Frechas, São Pedro de Vale do Conde e Valverde da Gestosa. Pelas 23:00, entrou no concelho vizinho, Vila Flor.
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Frente ativa de Arganil está controlada, mas fogo passou para concelhos vizinhos
O incêndio de Arganil mantinha, ao final da noite de hoje, uma frente ativa, mas “controlada”, naquele concelho do interior do distrito de Coimbra, embora o presidente da Câmara recuse fazer previsões sobre as próximas horas.
A frente em causa passou, durante a noite de sábado, da localidade de Porto Castanheiro para as encostas em redor das aldeias de Teixeira e Relvas, perto da fronteira com o município da Pampilhosa da Serra, onde se manteve controlada, face ao trabalho dos bombeiros, auxiliados por meios aéreos e máquinas de rasto.
“Está controlado, em princípio as coisas vão correr bem, se não se levantarem ventos assim muito esquisitos, mas esta é sempre uma conclusão muito precária. É sempre um ponto de interrogação e eu, cada vez, tenho mais dificuldade em antecipar o que quer que seja”, disse à agência Lusa Luís Paulo Costa.
O autarca lembrou que no sábado, pelas 15:00, “parecia que estava tudo resolvido” nas frentes de incêndio no seu concelho (e que se estendeu a Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Seia e Covilhã) “e, passadas duas horas, estava-se a ver as coisas descontroladas outra vez”.
“Portanto, prognósticos só quando isto estiver mesmo resolvido”, argumentou Luís Paulo Costa.
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Fogo no Douro Internacional começa a ceder aos meios de combate
O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Freixo de Espada a Cinta (Bragança) já começou a ceder, mas hoje à noite ainda havia preocupação com as localidades de Mós e Carviçais, em Torre de Moncorvo, segundo a Proteção Civil.
“Depois de uma tarde de luta intensa contra as chamas, o incêndio começou a ceder aos meios de combate, mas ainda há situações preocupantes, junto às localidades de Mós e Carviçais, no concelhio de Torre de Moncorvo”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso.
Nesta frente ativa de Mós/Carviçais, a Proteção Civil está a concentrar os meios de combate “para tentar dominar, em definitivo, as chamas que atingem estar duas localidades”, disse.
O fogo deflagrou ao início na tarde de sexta-feira, na localidades de Poiares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, em pleno Parque Natura do Douro Internacional, e depressa se alastrou aos concelho vizinhos de Mogadouro e Torre de Moncorvo, também no distrito de Bragança.
“A noite vai ser de rescaldo e vigilância. As primeiras horas da manhã de segunda-feira, serão dedicadas à monitorização de todo o perímetro deste incêndio”, indicou João Noel Afonso, adiantando que se perspetiva uma boa visibilidade, o que vai permitir a atuação de meios aéreos.
De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, o fogo já consumiu mais de 10 mil hectares de terreno.
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Frente na Pampilhosa da Serra tem vários quilómetros de extensão
A frente de fogo que ganhou força e dimensão, devido ao vento forte e a diversas projeções hoje à tarde, na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, tinha pelas 22:30 vários quilómetros de extensão, disse o presidente do município.
Depois das chamas que “queimaram tudo, só se salvaram as casas” na aldeia das Meãs, onde chegaram com “extrema violência” pelas 17:00, terem estado ativas ao longo de 48 horas nas encostas por cima da povoação, Jorge Custódio manifestou-se à agência Lusa desalentado e preocupado, deixando reparos ao comando operacional do incêndio.
“[O incêndio] tomou uma proporção tal que já tem uma frente de fogo com uns largos quilómetros. E o problema é este: se estivéssemos com esta linha de fogo, mas houvesse uma estratégia de ataque. Mas, neste momento, a única estratégia de ataque é defendermos as pessoas, mais nada”, lamentou.
Para além da aldeia de Meãs, e da vizinha Aradas, onde o fogo também chegou, Jorge Custódio notou que a Portela de Unhais e a sede de freguesia de Unhais-o-Velho “também já são uma preocupação”.
O presidente da Câmara frisou que os serviços municipais, juntas de freguesia, GNR “e mesmo alguns bombeiros” têm tentado, nos últimos dias, sensibilizar as populações para se retirarem das aldeias, voluntariamente e por precaução, “e são muito poucas as pessoas que aceitam sair”.
“Porque a maior parte prefere ficar e defender os seus bens e as suas coisas”, vincou, aludindo a quem defende os vizinhos ou mesmo veraneantes que combatem as chamas nas aldeias, solidários com os moradores.
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Autarca do Sabugal: "É humanamente impossível travar as chamas"
O fogo que lavra desde sexta-feira no Sabugal, no distrito da Guarda, “não está controlado, nem pouco mais ou menos” e continua a consumir mato e a ameaçar aldeias, disse à Lusa o presidente da Câmara, Vítor Proença.
“Já passou para Vale das Éguas, subiu para a Ruvina, Ruivós, Nave, Valongo do Côa, isto num incêndio. Na Bendada continua muito complicado, já estava em Águas Belas, O fogo não está controlado, nem pouco mais ou menos”, admitiu o autarca, em declarações à Lusa esta noite.
Segundo Vítor Proença, a situação agravou-se ao longo da tarde devido à força do vento.
“O vento complicou tudo, é o nosso pior inimigo. Com esta intensidade de vento não temos hipóteses, é uma coisa do outro mundo, abismal”, salientou, acrescentando que “o problema deste incêndio é que tem várias frentes e distantes, em pontos diferentes” do concelho.
Desta forma, acrescentou, “é humanamente impossível travar as chamas”.
Vítor Proença deixou ainda elogios ao trabalho dos populares nestes fogos, considerando que têm sido eles “a resolver as coisas”.
“São eles, sem dúvida, os heróis, porque têm tido um papel importantíssimo e fundamental no combate aos fogos no Sabugal. Se não fossem eles isto tinha sido uma tragédia, pois não há meios num país que está a arder”, realçou.
Admitindo não saber quantas frentes tem neste momento o fogo, o autarca escusou-se a fazer previsões. “Vamos ver se durante a noite as coisas se acalmam, isto já tem não sei quantas frentes, já é só proteger pessoas e bens, o resto é deixar arder”, assumiu Vítor Proença.
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Seis grandes fogos ativos às 23h00. O de Arganil é o mais preocupante e atinge concelhos vizinhos
Estão seis grandes fogos ativos às 23h00 deste domingo. Poiares em Freixo de Espada à Cinta, Arganil, Lousã, Mirandela, Sabugal e Tarouca são as seis ocorrência significativas assinaladas na página da Proteção Civil. Estavam em resolução, os grandes fogos de Trancoso/Sátão, de Pêra do Moço na Guarda, Celorico de Basto e Mondim de Bastos.
O fogo de Arganil já se espalhou a outros concelhos e estava muito ativo na Pampilhosa da Serra e na Covilhã. É o que mais meios mobiliza, com mais de 1.000 operacionais no terreno. Este mega-incêndio começou no Piodão na quarta-feira com uma trovoada seca.
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Complexo do fogo Sátão/Trancoso entra em resolução
O incêndio que teve início nos fogos de Sátão e Trancoso entrou hoje em resolução, pelas 22h00, mas 90% do dispositivo continuará no terreno, disse à Lusa o comandante Sub-regional do Médio Tejo, David Lobato.
“Neste momento, às 22h00, o complexo de incêndios de Sátão/Trancoso, que afeta um total de 11 municípios, foi dado em resolução”, referiu David Lobato.
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Liga dos Bombeiros esclarece que só morreu um bombeiro na Covilhã
O presidente da Liga dos Bombeiros esclarece que morreu apenas um bombeiro da Covilhã no despiste desta tarde. António Nunes, presidente da Liga, esclarece que um dos bombeiros está em estado crítico.
Desmente, assim, a informação que foi transmitida por fonte oficial à agência Lusa.
A viatura onde seguiam cinco operacionais despistou-se quando seguiam para responder a um incêndio no Fundão.
(Entrada corrigida após declarações do presidente da Liga dos Bombeiros)
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Montenegro lamenta morte de bombeiro da Covilhã
O primeiro-ministro lamenta a morte do bombeiro da Covilhã, que morreu esta tarde num despiste de um carro dos bombeiros.
“Recebi com profunda tristeza a notícia do trágico acidente que tirou a vida a um bombeiro. Deixo aos familiares as mais sinceras condolências e desejo uma rápida recuperação aos feridos”, escreve numa publicação no X.
“Portugal deve muito aos seus bombeiros, que não desistem e entregam todo o esforço e sofrimento para nos proteger e defender”, diz o primeiro-ministro.
Recebi com profunda tristeza a notícia do trágico acidente que tirou a vida a um bombeiro. Deixo aos familiares as mais sinceras condolências e desejo uma rápida recuperação aos feridos. Portugal deve muito aos seus bombeiros, que não desistem e entregam todo o esforço e…
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) August 17, 2025
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Fogo na Lousã sem frentes ativas e em operações de vigilância
O incêndio florestal que deflagrou quinta-feira na Lousã e se estendeu a Góis, concelhos do distrito de Coimbra, mantinha-se hoje ao início da noite sem frentes ativas, mas em operações de vigilância a reacendimentos, disse o presidente do município.
Ouvido pela Lusa, Luís Antunes enalteceu o trabalho feito pelos operacionais no terreno ao longo do dia de hoje, que permitiu dominar, também com recurso a meios aéreos, vários reacendimentos, um na zona de Serpins, outro na zona de Góis e outro ainda no alto da serra, junto ao Trevim.
Apesar de não ter frentes ativas, o incêndio mantinha-se “em curso” pelas 21:00, na página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estando no terreno 432 operacionais, apoiados por 139 viaturas.
“Tivemos muito trabalho, mas até ao momento foi tudo controlado. Há um ponto de consolidação que merece mais atenção, no cimo da serra, mas [o incêndio] está nessa fase de trabalhos”, afirmou o autarca.
Ainda segundo Luís Antunes, o incêndio mantém-se “em curso” pelo comando operacional, devido a umas reativações “mais intensas” do lado do município de Góis.
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Carneiro diz que é "evidente" que houve "falhas na prevenção e preparação". "Avançaremos na Assembleia com comissão técnica independente"
“Parece-nos ser evidente hoje que houve falhas na prevenção, falhas na preparação e também no combate”, continua José Luís Carneiro, em declarações na SIC Notícias.
“É por isso mesmo que avançaremos na Assembleia da República com uma comissão técnica independente para avaliar todas estas dimensões, que permitirão comparar com anos anteriores a prevenção, preparação e o combate.”
Questionado sobre que falhas aponta, nota “que esta não é a altura para falar neste domínio, mas tudo o que tenha a ver com limpezas preventivas e a redução do investimento nessa dimensão protetiva”.
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Incêndio em Tarouca a caminho da serra de Santa Helena
O incêndio que deflagrou na tarde de sábado em Tarouca está com três frentes ativas e a descer uma encosta na direção à serra de Santa Helena, disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros.
“Está a arder com bastante intensidade e com três frentes enormes, tenho pouquíssimos meios terrestres e a esta hora já nem meios aéreos”, disse à agência Lusa perto das 20:30 o comandante dos Bombeiros Voluntários de Tarouca, Humberto Sarmento.
Segundo o comandante, este incêndio surgiu na sequência de um outro, “que já está ultrapassado, mas chegou a uma outra encosta de acessos também muito difíceis, com quilómetros de frente, e está numa encosta, com a serra de Santa Helena à frente, na encosta da frente”.
“Não há localidades em perigo, mas o incêndio vai na linha das aldeias de Vilarinho, de Valverde e Mondim da Beira. É nesta zona que o incêndio está, sem ter saído do concelho”, afirmou.
O alerta para o incêndio de Vilarinho, na freguesia de São João de Tarouca, concelho de Tarouca, distrito de Viseu, aconteceu pelas 19:00 de sábado.
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"Primeiro-ministro não se pode eclipsar numa crise desta natureza", diz José Luís Carneiro
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS e ex-ministro da Administração Interna, insiste na ideia de que o primeiro-ministro “tem o dever de convocar o mais urgentemente possível a Comissão Nacional de Proteção Civil”. Agora, em declarações à SIC Notícias.
Nesta comissão, “o primeiro-ministro assume o comando político”, diz Carneiro, que frisa que o primeiro-ministro “não se pode eclipsar no meio de uma crise desta natureza”.
Nesta comissão, diz Carneiro, “deve ter junto a si a ministra da Administração Interna, o ministro da Defesa Nacional, da Economia, Agricultura, Coesão, para por um lado, dar mais eficácia ao combate aos incêndios”.
O secretário-geral do PS refere também que tem “reporte de várias falhas de coordenação e sobretudo de ausência de indicações políticas”.
José Luís Carneiro expressa ainda “as mais profundas condolências às vítimas mortais dos incêndios”.
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PS apela a Luís Montenegro que “convoque rapidamente” Comissão Nacional de Proteção Civil
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apelou hoje ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que “convoque rapidamente” a Comissão Nacional de Proteção Civil, para garantir “o comando político” do combate ao flagelo dos incêndios florestais.
“O meu apelo é um apelo com gravidade, para que o senhor primeiro-ministro convoque rapidamente a Comissão Nacional de Proteção Civil, tendo em vista garantir a coordenação política e a assunção política, o comando político, do combate a este flagelo que está a confrontar muitas das nossas comunidades locais”, disse José Luís Carneiro à agência Lusa, por telefone, a partir do município açoriano de Lajes do Pico, onde se encontra.
Segundo o secretário-geral do PS, nessa Comissão Nacional de Proteção Civil “devem estar todos quantos podem contribuir para retomar uma coordenação eficaz, mas, simultaneamente, para mobilizar os vários ministérios, para dar uma expectativa de segurança às populações, particularmente àquelas que ficaram sem condições de vida”.
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Fogos já consumiram 172 mil hectares, mais do que toda a área ardida em 2024
Os incêndios rurais consumiram este ano, até este domingo, mais de 172 mil hectares, 32 mil entre sábado e domingo, ultrapassando a área ardida de todo o ano de 2024, segundo dados provisórios do ICNF.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 01 de janeiro e 17 de agosto, arderam 172.054 hectares, valor que ultrapassa a área ardida em todo o ano de 2024, que foi de 136.424 hectares.
Entre sábado e domingo, foram consumidos 32.963 hectares.
A área ardida neste período é a segunda maior desde 2017, quando ocorreram os grandes incêndios de Pedrógão, que foi de 201.876 hectares até 15 de agosto.
O ICNF especifica que desde o início do ano, até hoje, deflagraram 6.378 incêndios, a grande maioria em povoamentos florestais (45%) e matos (42%), e a restante em terrenos agrícolas (13%).
Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração do estado de alerta, em vigor desde 02 de agosto.
Os fogos provocaram dois mortos e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.
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Um bombeiro morreu em despiste na Aldeia de São Francisco de Assis, na Covilhã
Morreu um bombeiro no despiste de um veículo hoje na Aldeia de São Francisco de Assis, na Covilhã. A informação foi confirmada através de uma nota da Proteção Civil.
Estes operacionais pertenciam ao Corpo de Bombeiros da Covilhã e estavam a deslocar-se para um incêndio em Quinta do Campo, no Fundão.
Há ainda quatro feridos, segundo a mesma nota, “que estão a ser resgatados/assistidos pelas equipas de emergência no local”.
“A Proteção Civil apresenta as mais sentidas condolências à família, amigos e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, expressando igualmente votos de rápida e plena recuperação aos bombeiros que ficaram feridos neste mesmo acidente”, é ainda possível ler.
Estão 26 operacionais, nove viaturas e um meio aéreo no local, um helicóptero do INEM. O alerta foi dado às 19h10.
(Entrada atualizada com mais informação)
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Moradores recusam sair de aldeia de Meãs (Pampilhosa da Serra)
A frente de fogo que chegou hoje com bastante violência à aldeia de Meãs, freguesia de Unhais-o-Velho, Pampilhosa da Serra, assustou os moradores, vários dos quais recusaram sair, para ajudarem os bombeiros a defender a povoação.
Ouvido pela agência Lusa pelas 18:30 de hoje, Hugo, natural de Meãs, contou que “o vento e a vegetação” à volta da aldeia potenciaram as chamas, que desceram uma encosta num ápice, depois de terem estado a lavrar nas imediações nas últimas 48 horas.
“O fogo chegou aqui com muita força. Temos muitos bombeiros e estamos a fazer o possível por ajudar [a combater as chamas]”, argumentou o popular.
Hugo contou ainda que nas Meãs estavam cerca de 300 pessoas, entre residentes habituais e outros que, morando fora, regressam no verão: “[A aldeia] já foi evacuada, quem quis sair saiu, quem quis ficar está cá. E vamos ajudar a defender as nossas coisas”, afirmou.
O fogo junto às Meãs descontrolou-se pelas 17:00 de hoje, avançou encosta abaixo, tendo sido travado por ação de bombeiros e populares na parte cimeira da aldeia, que impediram que chegasse às primeiras casas, constatou a reportagem da Lusa no local.