Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Presidente da Polónia falou com Trump sobre "violação repetida do espaço aéreo polaco por drones russos"
- Zelensky pede "resposta adequada" a drones russos que invadiram a Polónia
- Ministro polaco: Drones russos "não se desviaram da rota", queriam invadir Polónia
- "O que se passa para a Rússia violar o espaço aéreo polaco?", questiona Trump, que atira: "Aqui vamos nós!"
- Rangel: Comportamento provocatório da Rússia merece "resposta muito dura"
- Chefe da diplomacia europeia diz que ataque à Polónia tem de motivar uma "resposta muito forte" da UE
- Estados Unidos: "Vamos defender cada centímetro do território da NATO"
- "Não havia planos para atingir quaisquer alvos no território da Polónia", diz Moscovo na primeira reação ao incidente
- Ministro da Defesa alemão diz que drones que chegaram à Polónia foram "claramente programados para esta rota"
- Presidente finlandês: "Em vez de paz, a Rússia procura a escalada"
- Orbán: "Violação da integridade territorial da Polónia é inaceitável"
- Macron promete "solidariedade" ao povo polaco através da NATO. "Não faremos cedências no que toca à segurança dos aliados"
- António Costa diz que "paz e segurança na Europa não podem ser vistas como dado adquirido"
- Sete drones e os restos de um objeto não identificado foram encontrados em vários locais na Polónia
- Secretário-geral da NATO confirma que eram russos os drones que violaram espaço aéreo da Polónia
- Kremlin recusa fazer comentários sobre incidente na Polónia
- Polónia não estava tão perto de um conflito aberto desde a Segunda Grande Guerra, diz Donald Tusk
- Diplomata russo garante que drones abatidos na Polónia vinham da Ucrânia
- Pelo menos 24 drones russos entraram na Polónia, diz Zelensky
- Britânico Keir Starmer condena "ataque irresponsável com drones russos"
- Telhado de casa na Polónia terá sido destruído por destroços de um drone
- Polónia chama diplomata russo, que rejeita responsabilidades de Moscovo
- Polónia vai ativar artigo 4º da NATO, que prevê a consulta entre países que se sentem ameaçados
- Houve 19 drones a violar espaço aéreo polaco – alguns vindos da Bielorrússia
- Alguns dos drones seriam bielorrussos e "perderam-se no seu caminho", entrando na Polónia
- Von der Leyen anuncia "aliança de drones com a Ucrânia" no valor de seis mil milhões de dólares
- Incidente foi "provocação russa de larga escala", diz primeiro-ministro polaco
- Cidadãos polacos recebem SMS para não tocarem em drones abatidos
- Von der Leyen anuncia que vai organizar cimeira de coligação para que crianças "raptadas" pela Rússia regressem a casa
- Von der Leyen declara que Europa "demonstra total solidariedade com a Polónia" após ataque com dez drones russos
- Von der Leyen atira a Trump: "As imagens do Alasca não foram fáceis de digerir"
- NATO confirma ter participado na operação mas diz não ver "ataque" russo
- "Não se enganem: Polónia tem todo o direito a defender-se", afirma presidente do Parlamento Europeu
- Zelensky diz que oito drones russos invadiram espaço aéreo polaco
- Polónia abate drones que violaram o espaço aéreo durante ataque russo à Ucrânia
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Polónia abateu vários drones que violaram o seu espaço aéreo durante um ataque russo à Ucrânia, num evento classificado como uma “violação sem precedentes” do espaço aéreo do país por drones. Em resposta a estas incursões, as forças polacas e aliadas lançaram uma operação para identificar e neutralizar os objetos ameaçadores, o que levou à ativação do “artigo 4.º da NATO”, que prevê a consulta entre países-membros quando um ou mais se sentem ameaçados.
- Líderes internacionais expressaram solidariedade com a Polónia e condenaram as ações da Rússia. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou que pelo menos 24 drones russos entraram na Polónia, destacando que alguns utilizaram o espaço aéreo bielorrusso. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também condenaram veementemente as ações russas.
- A União Europeia está a preparar uma resposta firme à escalada do conflito, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a anunciar a preparação do 19.º pacote de sanções contra a Rússia. Este pacote focar-se-á nos combustíveis fósseis, frota fantasma e países terceiros, reforçando a pressão diplomática e económica sobre a Rússia.
- Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, defendeu que a Polónia tem todo o direito de se defender contra os ataques, sublinhando que a União Europeia está unida. A NATO e os seus aliados reiteraram o compromisso de defesa de “cada centímetro” do território dos seus estados-membros nesta crise crescente.
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Este liveblog fica por aqui.
Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.
Até já.
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Presidente da Polónia falou com Trump sobre "violação repetida do espaço aéreo polaco por drones russos"
O Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, falou ao telefone com o homólogo norte-americano, Donald Trump, esta quarta-feira, anunciou na rede social X.
Ambos os líderes, disse, discutiram “a violação repetida do espaço aéreo polaco por drones russos, que ocorreu esta noite”.
“A conversa faz parte de uma série de consultas que tenho mantido com os nossos aliados”, acrescentou, sublinhando que “confirmaram a unidade da aliança”.
Przed chwilą rozmawiałem telefonicznie z Prezydentem USA Donaldem Trumpem na temat wielokrotnego naruszenia polskiej przestrzeni powietrznej przez rosyjskie drony, do którego doszło dziś w nocy.
Rozmowa wpisuje się w szereg konsultacji prowadzonych przeze mnie z naszymi… pic.twitter.com/BuqwXuiWL0— Karol Nawrocki (@NawrockiKn) September 10, 2025
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Autoridades polacas encontraram destroços de 16 drones russos
As autoridades polacas encontraram destroços de 16 drones russos que entraram na Polónia, informou o ministério da Administração Interna na sua última atualização partilhada no site.
Os destroços estão espalhados por várias localidades polacas, afirmam.
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“Estamos solidários, mas não estamos belicistas”, diz Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que os membros da União Europeia e da NATO estão solidários, mas não belicistas, a propósito da incursão de drones denunciada pela Polónia.
“Estamos solidários, mas não estamos belicistas”, afirmou o chefe de Estado, em resposta aos jornalistas, à saída da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
Interrogado se teme um escalar da violência, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que espera que não e defendeu que nesta altura o comportamento correto é “unidade europeia, unidade na NATO e uma solidariedade permanente de todos os membros com todos os membros”.
“Mais do que isso, naturalmente, não se pode fazer, porque depende muito daquilo que houver da parte de outros. Não há nenhuma iniciativa ofensiva da parte nem da NATO nem de membros da NATO nem da União Europeia. E, portanto, estamos solidários, mas não estamos belicistas”, acrescentou.
Segundo o Presidente da República, “é preciso que as opiniões públicas tenham a noção exata de que este momento é um momento decisivo”.
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Zelensky pede "resposta adequada" a drones russos que invadiram a Polónia
O Presidente ucraniano esteve reunido com vários líderes europeus, com os quais discutiu uma escalada no conflito “completamente diferente” por parte da Rússia, motivo pelo qual também pede “uma resposta adequada”.
“Falei com o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte”.
I spoke with Prime Minister of Poland @donaldtusk, Prime Minister of the UK @Keir_Starmer, President of the Council of Ministers of Italy @GiorgiaMeloni, and @SecGenNATO Mark Rutte.
Of course, first and foremost, we discussed the Russian drones launched against Ukraine last… pic.twitter.com/EQbyCagxgX
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 10, 2025
Na reunião, foram discutidos os “drones russos lançados contra a Ucrânia ontem à noite, que também entraram no espaço aéreo polaco. Incidentes com um ou dois drones já tinham acontecido em países do flanco leste da NATO. Mas desta vez o número de drones foi muito maior, a audácia muito maior. Todos nós entendemos que este é um nível de escalada completamente diferente por parte da Rússia”.
Zelensky, através de uma publicação no X, disse que “há várias razões para esse comportamento descarado da Rússia, e elas são absolutamente óbvias para todos”. “Precisamos de trabalhar num sistema conjunto de defesa aérea e criar um escudo aéreo eficaz” e de aumentar “significativamente” o investimento para a produção de drones de defesa que, acrescenta, “já provaram a sua eficácia”.
“Destroços de drones russos, incluindo ‘shaheds’ iranianos, foram encontrados em muitas cidades e vilas. (…) Ofereci à Polónia a nossa assistência, treino e experiência no abate de drones russos, sobretudo os ‘shaheds’. Donald [Tusk] e eu concordamos na necessidade de cooperar adequadamente a nível militar”, também articulada com os membros da NATO.
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Ministro polaco: Drones russos "não se desviaram da rota", queriam invadir Polónia
As autoridades polacas entendem que os drones russos que entraram em território polaco foram programados para tal, contrariando a tese de que se poderiam ter desviado de outro alvo.
“A análise das forças aéreas Polónia e da NATO é que [os drones] não se desviaram da rota, mas [os alvos] foram deliberadamente sinalizados”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Radoslaw Sikorski admite que houve “infraestruturas danificadas, mas felizmente ninguém ficou ferido”. “Mesmo que a NATO não esteja em guerra, a agressão ultrapassa a Ucrânia”, pelo que o ministro exige uma reação imediata e revela que já conversou com Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, e Elina Valtonen, ministra dos Negócios Estrangeiros da Finlândia.
Como resposta ao ataque, a Polónia tomou várias medidas elencadas por Sikorski no vídeo divulgado nas redes sociais. Além de ter ativado o Artigo 4 da NATO — que estabelece que os membros da aliança devem proceder a consultas conjuntas quando, na opinião de um deles, estiver ameaçada a integridade territorial, a independência política e/ou a segurança. “Acreditamos que as provocações da Rússia exigem um fortalecimento do flanco leste da NATO”.
Além disso, confirmou que foi convocado um representante da Embaixada da Federação Russa a quem foi apresentada uma nota de protesto da Polónia. “Estou ciente que a Rússia alega que não há provas de que tenha sido um drone russo, sugerindo uma provocação ucraniana — isto já era antecipado, mentiras e negações são respostas predefinidas dos russos.”
“Peço a todos que confiem na informação do Governo e em informação ditada por meios de informação de confiança. Quem disser que isto é uma provocação ucraniana está a difundir propaganda russa”, acrescenta.
Last night, Poland’s airspace was breached 19 times by drones manufactured in Russia. Our assessment is that they did not veer off course but were deliberately targeted.
Poland, EU and NATO will not be intimidated and we will continue to stand by the brave people of Ukraine.… pic.twitter.com/prAEqrIUKX
— Radosław Sikorski ???????????????? (@sikorskiradek) September 10, 2025
Depois de agradecer aos aliados — nomeadamente a Alemanha, a Itália e os Países Baixos —, Sikorski remata: “O Kremlin está a gozar com os esforços de paz do presidente Trump. (…) Está na altura da liderança russa perceber que a tentativa de reconstruir o último império europeu está condenada ao falhanço”.
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Merz condena Rússia por colocar em risco vidas humanas num Estado da NATO
O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou hoje a Rússia de colocar em perigo vidas humanas na Polónia, um Estado membro da NATO e da União Europeia (UE), após drones russos terem violado o espaço aéreo polaco.
“A Rússia pôs em perigo vidas humanas num Estado que pertence à NATO e à UE. Este comportamento imprudente vem juntar-se a uma longa cadeia de provocações na região do Báltico e no flanco oriental da NATO”, afirmou numa breve declaração.
O chanceler sublinhou que o seu Governo “condena veementemente as ações agressivas da Rússia, acrescentando, no entanto, que considera positivo que a Polónia, juntamente com outros membros da aliança atlântica, tenha sido capaz de detetar e neutralizar as ameaças a tempo.
Merz afirmou que, após a reunião do Conselho do Atlântico Norte da NATO, o principal órgão de decisão política da Aliança composto por todos os Estados membros que foi hoje convocada pela Polónia, que a organização “está e continuará a estar preparada para a defesa” dos seus aliados.
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PE altera agenda e discute invasão do espaço aéreo polaco pela Rússia na 5.ª feira
O Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária em Estrasburgo, França, alterou a sua ordem de trabalhos para quinta-feira e vai realizar um debate sobre a invasão do espaço aéreo polaco pela Rússia devido à passagem de projéteis russos.
Fontes comunitárias indicaram à agência Lusa que a presidente da assembleia europeia, Roberta Metsola, decidiu alterar a ordem de trabalhos após consenso alcançado entre as bancadas políticas para “manifestar solidariedade com a Polónia na sequência da violação deliberada do espaço aéreo polaco por drones [veículos não tripulados] russos”.
Está também previsto que, neste último dia da sessão plenária de setembro, os trabalhos arranquem mais cedo do que costume, pelas 08:30 (hora local, menos uma hora em Lisboa).
O debate sobre a Polónia não tem hora marcada, mas será o quarto ponto na agenda.
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"O que se passa para a Rússia violar o espaço aéreo polaco?", questiona Trump, que atira: "Aqui vamos nós!"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu ao ataque de drones em território polaco Polónia esta quarta-feira na Truth Social.
“O que se passa para a Rússia estar a violar o espaço aéreo polaco com drones?”, questionou Donald Trump.
“Aqui vamos nós”, escreveu ainda, sem concretizar o que queria dizer.
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Gouveia e Melo vê entrada de drones na Polónia como uma provocação russa
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo classificou hoje a entrada de drones russos no espaço aéreo polaco como uma provocação da Rússia e um teste à Polónia e à NATO.
“Nós estamos numa escalada que, se não for parada e se não houver bom senso, é má para a Europa, é má para o mundo, mas eu estou em crer que foi uma provocação ou um teste e que não haverá escalada a partir daqui”, afirmou Gouveia e Melo à margem das “Conversas com o Presidente”, um ciclo de conversas com candidatos à Presidência da República promovido pela Fundação AEP, no Porto.
Questionado sobre se foi um teste à Polónia ou à NATO, Gouveia e Melo respondeu que foi aos dois.
Dizendo que aquela incursão de drones sobre a Polónia não é uma situação normal, tratando-se de uma violação do direito internacional, o candidato presidencial referiu que se a Rússia achar que haverá uma falta de vontade da Europa em utilizar os recursos que tem para se defender, poderá enganar-se redondamente.
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Rangel: Comportamento provocatório da Rússia merece "resposta muito dura"
Na comitiva portuguesa que está em Tóquio, Japão, o ministro dos Negócios Estrangeiros reagiu à entrada de drones russos no espaço aéreo da Polónia. Paulo Rangel classificou a postura da Rússia como uma provocação por, em contraciclo com o avanço pretendido pela Europa nas negociações de paz, ter intensificado os ataques nos últimos tempos — por isso, defende uma resposta à altura.
“A Rússia parece ter um comportamento provocatório que obviamente tem que merecer uma resposta muito dura por parte daqueles que são visados”. O ministro diz que União Europeia e NATO — com destaque para a posição do Embaixador dos EUA na aliança e até da Hungria, “que tem tido posições menos ortodoxas no quadro da UE” — concordam que a “violação da integridade territorial da Polónia é inaceitável” e merece resposta.
Essa resposta à Rússia, explica, pode ser traduzida num “apelo dos estados-membros para se avançar muito rapidamente com o 19.º pacote de sanções”.
Rangel lembra que a Presidente da Comissão Europeia já tinha alertado para a necessidade de atuar face aos ataques mais violentos da Rússia. “Tem havido uma postura muito agressiva, com esta subida de nível — ou porque se pretende fazer diretamente uma provocação diretamente ou porque não se atua com autocontenção”.
Questionado sobre se a Rússia tem vindo a testar a Europa, o ministro responde que Putin, frisando uma distinção entre o povo russo e o Kremlin, “tem vindo a testar” todo o mundo, pelo que é possível concluir que não estão interessados “em paz nenhuma”.
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Chefe da diplomacia europeia diz que ataque à Polónia tem de motivar uma "resposta muito forte" da UE
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, defendeu hoje que, com o queda de drones da Polónia, a União Europeia (UE) tem de motivar uma “resposta muito forte” por parte do bloco comunitário.
“A Rússia está a escalar deliberadamente. Temos de ser muito firmes”, apelou Kaja Kallas, em Estrasburgo após o discurso e debate no Parlamento Europeu.
A líder da diplomacia frisou que os drones que sobrevoaram o espaço aéreo polaco foram “abatidos”, mas a União Europeia “tem de fazer mais”.
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Estados Unidos: "Vamos defender cada centímetro do território da NATO"
O embaixador dos Estados Unidos junto da NATO, Matthew Whitaker, prometeu esta quarta-feira que os EUA estão comprometidos com a defesa do território da NATO, após a entrada de drones russos no espaço aéreo polaco.
Numa reação nas redes sociais, Whitaker garantiu: “Estamos ao lado dos nossos aliados da NATO perante estas violações do espaço aéreo e vamos defender cada centímetro do território da NATO.”
We stand by our @NATO Allies in the face of these airspace violations and will defend every inch of NATO territory. https://t.co/3g3JVKJKSG
— U.S. Ambassador to NATO (@USAmbNATO) September 10, 2025
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"Não havia planos para atingir quaisquer alvos no território da Polónia", diz Moscovo na primeira reação ao incidente
O Ministério da Defesa russo nega ter planeado atingir qualquer alvo na Polónia.
Numa primeira reação após a incursão de drones russos no território polaco, Moscovo garante que “os objetivos do ataque foram cumpridos” e “todos os alvos designados foram atingidos”.
“Não havia planos para atingir quaisquer alvos no território da Polónia”, diz ainda a declaração, citada pela Sky News.
Moscovo diz ainda que “a distância máxima de voo dos drones russos usados no ataque, que alegadamente cruzaram a fronteira com a Polónia, não excede os 700 quilómetros”.
Não há, ainda assim, uma recusa definitiva de que tenha havido drones a entrar em território polaco.
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Ministro da Defesa alemão diz que drones que chegaram à Polónia foram "claramente programados para esta rota"
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, acusa a Rússia de ter atacado deliberadamente o território polaco, dizendo que os drones que atingiram a Polónia foram “claramente programados para esta rota”.
Os drones, disse Pistorius citado pela AFP, “não tinham de voar por esta rota para chegar à Ucrânia”.
“Não há absolutamente qualquer razão para acreditar que isto foi um erro de correção de rota ou algo do género”, afirmou ainda o ministro, perante o parlamento alemão.
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Presidente finlandês: "Em vez de paz, a Rússia procura a escalada"
O Presidente finlandês, Alexander Stubb, acusa Moscovo de querer deliberadamente escalar o conflito.
“A incursão de drones russos no espaço aéreo polaco evidencia a gravidade da situação de segurança e é inaceitável”, escreveu Stubb nas redes sociais.
“É uma consequência direta da guerra de agressão ilegal da Rússia contra a Ucrânia e dos seus cada vez mais ataques com sistemas não tripulados nos últimos meses”, acrescentou o líder finlandês.
Para Stubb, “a Rússia tem responsabilidade por isto”.
“Vamos discutir a situação com os nossos amigos polacos e com todos os adiados e parceiros. A Polónia tem o nosso apoio. Em vez de paz, a Rússia procura a escalada. Temos de continuar a apoiar a Ucrânia e a aumentar a pressão na Rússia e na sua economia de guerra”, destacou.
The incursion of Russian drones in Polish airspace underlines the gravity of the security situation and it is unacceptable. It is a direct consequence of Russia’s illegal war of aggression in Ukraine and its increased strikes by unmanned systems in the last months. Russia carries…
— Alexander Stubb (@alexstubb) September 10, 2025
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Orbán: "Violação da integridade territorial da Polónia é inaceitável"
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, diz que “a violação da integridade territorial da Polónia é inaceitável”.
Dizendo-se em “total solidariedade com a Polónia depois do recente incidente com drones”, o único líder europeu a manter relações próximas com a Rússia desde o início da guerra com a Ucrânia reiterou apelos à paz no conflito.
“O incidente prova que a nossa política de apelar à paz na guerra Rússia-Ucrânia é razoável e racional”, escreveu Orbán.
“Viver na sombra de uma guerra significa estar repleto de riscos e perigos. É tempo de parar com isso. Para esse fim, apoiamos os esforços do Presidente [dos EUA] Donald Trump orientados para alcançar a paz”, afirmou ainda.
Hungary stands in full solidarity with Poland following the recent drone incident. The violation of Poland’s territorial integrity is unacceptable.
The incident proves that our policy of calling for peace in the Russia-Ukraine war is reasonable and rational. Living in the shadow…
— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) September 10, 2025
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Macron promete "solidariedade" ao povo polaco através da NATO. "Não faremos cedências no que toca à segurança dos aliados"
O Presidente francês, Emmanuel Macron, já veio também condenar “a incursão de drones russos no espaço aéreo polaco durante um ataque levado a cabo pela Rússia contra a Ucrânia”, classificando-a como “simplesmente inaceitável”.
“Condeno-a nos termos mais fortes”, afirmou. “Apelo à Rússia que coloque fim a esta escalada imprudente. Reitero ao povo polaco e ao seu governo a nossa total solidariedade. Vou falar em breve com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Não faremos cedências no que toca à segurança dos aliados.”
The incursion of Russian drones into Polish airspace during an attack carried out by Russia against Ukraine is simply unacceptable. I condemn it in the strongest terms. I call on Russia to put an end to this reckless escalation. I reiterate to the Polish people and their…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) September 10, 2025
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António Costa diz que "paz e segurança na Europa não podem ser vistas como dado adquirido"
António Costa, ex-primeiro-ministro português e atual presidente do Conselho Europeu, também considera que o incidente na Polónia foi responsabilidade da Rússia – sendo que o Kremlin já veio recusar qualquer comentário.
“Manifestámos total solidariedade para com a Polónia após a inaceitável violação do seu espaço aéreo por parte da Rússia”, escreveu António Costa na rede social X.
A contínua agressão da Rússia contra a Ucrânia e as incursões irresponsáveis no espaço aéreo dos estados-membros da UE representam uma ameaça direta à segurança de todos os europeus e às infraestruturas críticas em todo o nosso continente”, afirma António Costa.
“A Polónia tem razão em tomar as medidas necessárias para defender a sua soberania”, afirmou António Costa, acrescentando que “a Europa está a aumentar o investimento na sua defesa, porque a paz e a segurança na Europa não podem ser consideradas dados adquiridos“.
Last night’s events are a stark reminder that the security of one is the security of all.
We stand in full solidarity with Poland following Russia’s unacceptable violation of its airspace. Russia’s continued aggression against Ukraine and reckless airspace incursions into EU…
— António Costa (@eucopresident) September 10, 2025
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