Momentos-chave
- EUA terão informado países no Médio Oriente que podem avançar com operação militar terrestre para controlar ilha iraniana de Kharg
- Fragmentos de mísseis iranianos causam destruição no centro de Israel
- Starmer e Trump falaram ao telefone sobre guerra no Irão
- Jogos de guerra. As "peças de teatro" militares que preveem conflitos como o do Irão
- Zelensky lamenta que EUA estejam concentrados no Irão
- Emirados Árabes Unidos consideram agora o Irão como a "principal ameaça" à segurança do Golfo Pérsico e vão "fortalecer parcerias" com EUA
- Chefe da diplomacia europeia fala com ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão
- Israel reitera que guerra ainda vai demorar "semanas"
- Trump: "Os países da NATO não estão a fazer nada. É uma grande vergonha"
- Trump pressiona Irão sobre ultimato e diz que levará à "destruição total" do país
- Irão: caos no Estreito de Ormuz é "responsabilidade" de Israel e dos Estados Unidos
- Raimundo quer redução de impostos no setor energético e critica Governo
- Chefe das IDF diz que campanha militar no Líbano será "longa": "A ofensiva contra o Hezbollah está apenas a começar"
- Irão lança "aviso final" e ameaça atacar "entidades financeiras" que investem nos EUA
- Rutte diz que NATO está a "avaliar" se o Irão tem capacidade para atacar a Europa e entende "frustração" de Trump
- Forças de Defesa de Israel dizem ter abatido "terrorista" em Gaza que "representava uma ameaça real para os cidadãos israelitas"
- Cuba admite que se está a preparar militarmente para a "possibilidade de uma agressão" dos EUA
- Príncipe herdeiro Reza Pahlavi pede a Trump e Netanyahu para não atacar "infraestrutura civil" no Irão
- Embaixador israelita nos EUA: "Vamos continuar esta ofensiva até colocar o regime [iraniano] de joelhos"
- Netanyahu apoia Orbán antes das eleições: "Obrigado por ser contra os fanáticos radicais muçulmanos"
- Israel volta atacar Gaza. Há pelo menos quatro mortos
- Forças israelitas atacam ponte de Qasmiyeh, no sul do Líbano
- Presidente libanês denuncia "violação flagrante da soberania" com ataques de Israel a pontes e edifícios
- Porta-voz das IDF sublinha que ataques a Dimona e Arad comprovam "ameaça iraniana"
- Ataques israelitas no Líbano fazem pelo menos 5 mortos e 46 feridos
- IDF anunciam destruição de instalações de produção de armamento na região de Teerão
- Guarda Revolucionária renova aviso em caso de ataque e ameaça fechar o Estreito de Ormuz indefinidamente
- Emirados Árabes Unidos intercetaram hoje quatro mísseis balísticos e 25 drones
- Trump declara "morte do Irão" e anuncia o Partido Democrata como o "maior inimigo" dos EUA
- Zelensky assume "mau pressentimento" para a Ucrânia com impacto da guerra no Irão
- Ministro israelita anuncia aumento da ofensiva no sul do Líbano com destruição de casas e pontes
- Netanyahu usa ataque iraniano a base militar no Oceano Índico para apelar à Europa para entrar na guerra
- Israel contabiliza lançamento de 400 mísseis iranianos desde o início da guerra contra o seu território
- Ataques iranianos a Dimona e Arad, em Israel, fizeram pelo menos 180 feridos
- Teerão reitera que Estreito de Ormuz está aberto à navegação internacional, com exceção de Israel e EUA
- Forças israelitas confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel
- Irão ameaça centrais de dessalinização e infraestruturas energéticas no Médio Oriente se Trump destruir centrais elétricas do país
Histórico de atualizações
-
Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos mundiais ao longo desta segunda-feira. Pode segui-lo aqui.
-
Colonos israelitas incendeiam casas e carros na Cisjordânia e ferem 13 palestinianos. UE pede medidas
Ataques nocturnos em várias aldeias da Cisjordânia ocupada. Mesquitas vandalizadas, veículos incendiados. As autoridades palestinianas apelam à UE por “medidas concretas”.
-
EUA terão informado países no Médio Oriente que podem avançar com operação militar terrestre para controlar ilha iraniana de Kharg
Os Estados Unidos da América (EUA) terão informado os aliados no Médio Oriente (incluindo Israel) que parece não haver outra alternativa que não desencadear uma operação terrestre militar para tomar a ilha iraniana de Kharg, avançam duas fontes familiarizadas com o assunto ao jornal israelita Jerusalem Post.
A ilha de Kharg é extremamente importante para o Irão, sendo o principal ponto através do qual Teerão exporta 90% do petróleo para a China.
Na administração Trump, está a ser discutida a hipótese de a tomada da ilha poder evitar que o Irão ataque embarcações que transitam no Estreito de Ormuz.
Um dirigente norte-americano confirmou ao Jerusalem Post que tem havido uma “intensificação” da presença militar dos Estados Unidos no Médio Oriente — e que isso pode ser um sinal de que uma operação terrestre está para breve.
-
Fragmentos de mísseis iranianos causam destruição no centro de Israel
Fragmentos de mísseis iranianos e munições clusters atingiram território israelita, confirmam os serviços de emergência de Israel, de acordo com o Times of Israel.
Damage was caused at several locations in central Israel by cluster munitions or other falling fragments following Iran's latest ballistic missile attack, rescue services say.
There are no reports of injuries. pic.twitter.com/Zsmp8yBDs2
— Emanuel (Mannie) Fabian (@manniefabian) March 22, 2026
Não houve registo de feridos.
-
Starmer e Trump falaram ao telefone sobre guerra no Irão
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou ao telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, avançou fonte de Downing Street à BBC.
Os dois discutiram a “situação atual no Médio Oriente, em particular a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz”.
Os dois líderes concordaram que a reabertura do Estreito de Ormuz “é essencial para garantir a estabilidade no mercado energético global” e concordaram falaram em “breve”.
-
Jogos de guerra. As "peças de teatro" militares que preveem conflitos como o do Irão
Com um tabuleiro e simulações de computador, os analistas militares conseguem antecipar um conflito. Os jogos de guerra previram o caos no Estreito de Ormuz — mas nem sempre os políticos querem saber.
Jogos de guerra. As “peças de teatro” militares que preveem conflitos como o do Irão
-
Zelensky lamenta que EUA estejam concentrados no Irão
Enviados de Kiev e Washington reuniram-se dois dias em Miami. Witkoff falou em conversações “construtivas”, mas Zelensky lamenta que o Irão domine a agenda norte-americana.
-
Emirados Árabes Unidos consideram agora o Irão como a "principal ameaça" à segurança do Golfo Pérsico e vão "fortalecer parcerias" com EUA
Anwar Gargash, conselheiro da presidência de política externa dos Emirados Árabes Unidos, fez um balanço da “agressão brutal iraniana”.
No X, Anwar Gargash disse que os ataques iranianos aos países do Golfo vão resultar em “repercussões geopolíticas profundas” e vão estabelecer “a ameaça iraniana” como o principal foco nos países do Golfo.
Os Emirados Árabes Unidos desejam “fortalecer as capacidades nacionais” e solidificar “as parcerias de segurança” com Washington.
-
Chefe da diplomacia europeia fala com ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão
Kaja Kallas, a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), falou ao telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas, noticiou a Reuters.
A líder da diplomacia europeia também falou com os homólogos da Turquia, Qatar e da Coreia do Sul sobre a “guerra no Médio Oriente, os ataques na infraestrutura energética e a abertura urgente do Estreito de Ormuz”.
Estes contactos “são partes dos esforços da UE para explorar alternativas diplomáticas”.
-
Israel reitera que guerra ainda vai demorar "semanas"
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, disse hoje, numa conferência de imprensa, que a guerra vai continuar “nas próximas semanas”.
“Estamos à espera de mais semanas de combates contra o Irão e o Hezbollah. A cada dia que passa estamos a enfraquecer o regime terrorista mais e mais. Não vamos permitir que o regime terrorista e os seus proxies possam representar uma ameaça para o Estado de Israel”, disse Effie Defrin.
-
Trump: "Os países da NATO não estão a fazer nada. É uma grande vergonha"
Nas mesmas declarações ao canal 13 israelita, Donald Trump criticou a NATO e a sua inação no conflito do Irão.
“Os países da NATO não estão a fazer nada. É uma grande vergonha”, lamentou Donald Trump Trump, frisando: “O Irão tem-se portado muito mal durante 47 anos. Agora está a receber o castigo que merece”.
-
Trump pressiona Irão sobre ultimato e diz que levará à "destruição total" do país
O Presidente norte-americano, Donald Trump, pressionou os iranianos sobre o ultimato que lançou nas últimas horas sobre a abertura do Estreito de Ormuz.
“Em breve, descobrir-se-á o que acontecerá em relação ao ultimato — o resultado será muito bom”, disse Donald Trump em declarações ao canal 13 israelita, ameaçando que “haverá a destruição total do Irão”.
-
Sánchez exige abertura de Ormuz e alerta para possível crise global
O chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez, exigiu hoje a abertura do Estreito de Ormuz e a preservação dos recursos energéticos do Médio Oriente, alertando que a guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel pode provocar uma crise energética global.
Numa mensagem publicada na rede social X, o chefe de Governo espanhol afirmou que se chegou a um “ponto de inflexão global” e advertiu que “uma escalada maior poderá desencadear uma crise energética de longo prazo para toda a humanidade”.
Por esse motivo, exigiu a “abertura do Estreito de Ormuz e a preservação de todos os recursos energéticos” na região, sublinhando que “o mundo não deveria pagar pelas consequências desta guerra”.
-
Irão: caos no Estreito de Ormuz é "responsabilidade" de Israel e dos Estados Unidos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelo caos no Estreito de Ormuz.
Num comunicado citado pela Al Jazeera, a diplomacia de Teerão assinalou que o país “adotou uma série de medidas para garantir que os agressores e os seus apoiantes não podem usar do Estreito de Ormuz para avançar os objetivos agressivos contra o Irão”.
“A responsabilidade de qualquer disrupção, insegurança ou perigo nesta via navegável e das suas redondezas é dos Estados Unidos e do regime sionista”, destacou o Ministério.
O Irão sublinhou que a “restauração da segurança” no Estreito de Ormuz “requer um fim da agressão militar, a cessação das ameaças e o fim das ações desestabilizadoras”, assim como o “respeito total dos interesses legítimos do Irão”.
-
Palestina insta UE a adotar "medidas concretas" contra violência de colonos israelitas
Autoridades palestinianas denunciam assassinatos e ataques “sistemáticos” e exigem a responsabilização dos autores pela União Europeia, que condena “fortemente” a violência na Faixa de Gaza.
Palestina insta UE a adotar “medidas concretas” contra violência de colonos israelitas
-
Raimundo quer redução de impostos no setor energético e critica Governo
Líder do PCP exige redução do IVA sobre o gás, eletricidade e telecomunicações e pede contribuição de grandes empresas e da banca, que têm “lucros históricos”.
Raimundo quer redução de impostos no setor energético e critica Governo
-
Chefe das IDF diz que campanha militar no Líbano será "longa": "A ofensiva contra o Hezbollah está apenas a começar"
O chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), Eyal Zamir, destacou hoje que a operação militar no sul do Líbano “está apenas a começar”.
“O Irão é o nosso principal esforço e a arena norte é outra arena central. Estão interconectados. A organização terrorista do Hezbollah constitui um proxy central do regime terrorista iraniano e cometeu um grave erro quando escolheu juntar-se à campanha contra Israel”, afirmou Eyal Zamir num discurso citado pelo Times of Israel.
Segundo o líder militar, “não vai haver qualquer espaço seguro” para o regime iraniano e os seus aliados. “Qualquer ameaça para os cidadãos israelitas terá uma resposta determinada, precisa e poderosa.”
Neste sentido, Eyal Zamir antevê que, no final da guerra do Irão, o Hezbollah “ficará sozinho e isolado”. “Esta é uma campanha longa e estamos preparados para ela.”
O chefe militar anunciou que as Forças Armadas estão a preparar-se para “aprofundar” a ofensiva terrestre no sul do Líbano. “Estamos prontos para uma campanha longa e vamos continuar a agir quer em termos ofensivos, quer em termos defensivos para assegurar a segurança de longo prazo para os residentes” no norte de Israel.
-
Irão lança "aviso final" e ameaça atacar "entidades financeiras" que investem nos EUA
No X, Mohammad Bagher Ghalibaf, porta-voz do Parlamento iraniano, deixou hoje um “último aviso” a entidades financeiras que comprem dívida pública dos Estados Unidos da América (EUA).
“Além dos alvos militares, as entidades financeiras que financiam o orçamento militar dos EUA são alvos legítimos”, avisou Mohammad Bagher Ghalibaf.
Alongside military bases, those financial entities that finance the US military budget are legitimate targets. US treasury bonds are soaked in Iranians' blood. Purchase them, and you purchase a strike on your HQ and assets.
We monitor your portfolios. This is your final notice.
— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) March 22, 2026
O porta-voz destacou os investidores que os “títulos de tesouro dos EUA estão manchados de sangue iraniano”.
“Ao comprá-los, está a comprar um ataque à sede [da empresa] e aos seus ativos. Estamos a monitorizar os portefólios. Este é o aviso final”, escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf.
-
Irão estima morte de 210 crianças na guerra e danos em 300 unidades de saúde
Segundo o ministro da Saúde iraniano, Mohamadreza Zafargandi, terão morrido 210 crianças no decorrer da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Citado pela agência Tasnim, o ministro afirma que o conflito ultrapassa os confrontos militares e “causou graves danos à população civil, incluindo crianças e mulheres”, sem apresentar um número total de mortos no conflito.
Mohamadreza Zafargandi acrescenta que cerca de 300 centros de saúde, hospitais e serviços de emergência sofreram danos.
-
Rutte diz que NATO está a "avaliar" se o Irão tem capacidade para atacar a Europa e entende "frustração" de Trump
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, anunciou hoje que a Aliança transatlântica está ainda a “avaliar” se o Irão tem “capacidade” para atacar a Europa. “O que sabemos certamente é que estão muito perto de ter essa capacidade.”
Numa entrevista à CBS News, Mark Rutte referiu que, se for verdade que o Irão atingiu a base militar britânico-americana Diego Garcia, em pleno Oceano Índico, isso significa que o regime iraniano já tem essa capacidade.
Mark Rutte elogiou depois o Presidente norte-americano, Donald Trump, por estar a “degradar as capacidades do Irão” que é um “exportador do caos” ao mundo.
O secretário-geral assinalou que também “reconhece a frustração” de Donald Trump em relação à falta de ação de vários Estados-membros da NATO em relação ao Estreito de Ormuz.
“Mas também peço alguma compreensão [de Donald Trump], porque as nações [da NATO] tiveram de se preparar para isto, não sabendo por boas razões do ataque inicial”, contrapôs o secretário-geral da NATO.