Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a “guerra comercial” lançada por Donald Trump ao longo do dia de ontem, domingo.

    Nova Iorque confirma investigação à administração Trump por abuso de informação privilegiada depois das ações subirem

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Trump dá a entender que dispositivos e semicondutores vão ser taxados

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que não anunciou na sexta-feira isenção de taxas alfandegárias para dispositivos e componentes eletrónicos porque “pertencem a outra categoria tarifária” em análise, dando a entender que virão a ser taxados.

    “Nenhuma exceção tarifária foi anunciada na sexta-feira”, escreveu Trump na sua rede social Truth Social, numa publicação onde garante que “estes produtos estão sujeitos às atuais tarifas de 20% para o fentanil [que impôs contra a China no início do seu mandato por considerar que esta não faz o suficiente para combater o tráfico desta droga], e estão simplesmente a ser movidos para outra categoria tarifária”.

    “Os meios de comunicação social das notícias falsas sabem-no, mas recusam-se a noticiá-lo. Estamos a olhar para os semicondutores e para toda a cadeia de fornecimento de produtos eletrónicos nas próximas investigações tarifárias de segurança nacional”, continua o texto, dando a entender que, tal como já tinha dito, os EUA estão a considerar uma taxa específica sobre os semicondutores.

    “Ninguém se vai ‘safar’ por causa das balanças comerciais injustas e das barreiras tarifárias não monetárias que outros países impuseram contra os EUA, especialmente a China, que nos trata de longe da pior forma”, acrescenta Trump.

    Trump também disse no sábado que dará “uma resposta” na segunda-feira sobre os ´chips´ e dispositivos.

  • Isenção de tarifas para telemóveis e computadores "não será permanente"

    Este sábado, a administração de Donald Trump anunciou uma isenção das tarifas impostas a telemóveis, computadores e outros produtos tecnológicos. 24 horas depois, o Secretário do Comércio dos Estados Unidos da América, Howard Lutnick, confirmou que a isenção “não será permanente” e que ainda irão cobrar taxas separadas dentro de um mês ou dois, no âmbito de um inquérito comercial sobre semicondutores, cita o Wall Street Journal.

  • Paulo Rangel acredita que política comercial de Trump é "altamente negativa para o mundo inteiro"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, acredita que a política comercial da administração de Donald Trump é “altamente negativa para o mundo inteiro” e que “ninguém tem a ganhar com isto, todos têm a perder”.

    Em declarações à RTP, o chefe da diplomacia portuguesa acredita que “tem que haver cautela na resposta” às tarifas avançadas pelo executivo norte-americano, e que a suspensão por 90 dias deu “algum tempo para negociações”. Paulo Rangel acredita que a resposta aos Estados Unidos da América não deve ser “contraproducente”.

    Nesta guerra comercial entre a China e os EUA, o ministro alerta para o perigo de um “redirecionamento” de Pequim para a Europa, e sublinha a importância da diversificação de mercados, referindo o acordo europeu com a Mercosul, com a Índia ou com o México.

  • China pede aos EUA coerência e cancelamento total das tarifas

    A China apelou hoje aos Estados Unidos para que “cancelem completamente” as denominadas tarifas recíprocas, após a decisão norte-americana na sexta-feira de isentar produtos de alta tecnologia provenientes daquele país.

    “Instamos os Estados Unidos a (…) dar um passo importante para corrigir seus erros, cancelar completamente a prática errada de tarifas recíprocas e retornar ao caminho certo de respeito mútuo”, disse um porta-voz do Ministério do Comércio da China, num comunicado citado pela agência noticiosa francesa AFP.

    No meio de uma guerra comercial com a China que está a preocupar os mercados financeiros mundiais, os Estados Unidos mudaram a sua posição radical na sexta-feira, isentando smartphones, computadores e outros produtos eletrónicos chineses das recentes e enormes sobretaxas alfandegárias impostas pelo Presidente Donald Trump.

    Hoje, numa posição citada pela AFP, o Ministério do Comércio da China apelidou a medida norte-americana como um “pequeno passo”, acrescentando que estava “a avaliar o seu impacto”.

  • China pode obrigar operadoras dos EUA a vender casinos em Macau

    Um analista de jogo disse à Lusa que a China pode obrigar as operadoras norte-americanas a vender os casinos em Macau, em retaliação, case Washington force a venda de TikTok e dos portos no Canal de Panamá.

    O fundador da consultora de jogo IGamix, Ben Lee, expressou receio sobre o impacto do “atual atrito” entre a China e os Estados Unidos devido à plataforma de vídeos TikTok e aos portos operados pelo grupo de Hong Kong CK Hutchison no Panamá.

    “Se a China adotar a mesma estratégia de retaliação que tem vindo a empregar”, a possibilidade das companhias de jogo dos Estados Unidos serem forçadas a vender as operações em Macau a empresários chineses “sobe alguns níveis”, disse Ben Lee. “Penso que depois de os EUA ameaçarem retirar as ações chinesas das bolsas, ‘está tudo em cima da mesa’”, acrescentou o analista da IGamix, citando o secretário do Tesouro norte-americano.

    O diretor executivo da CreditSights, Nicholas Chen, recordou à Lusa que as novas concessões podem ser rescindidas “por ameaça à segurança nacional ou da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]”, ou por “razões de interesse público”.

    “No entanto, o que constituiria tal ameaça não foi explicitamente definido pelas autoridades”, sublinhou o especialista da CreditSights, que faz parte do grupo da agência de notação financeira Fitch. “Não vimos qualquer indicação, até à data, de que os governos de Macau ou da China estejam a visar os operadores de jogo de Macau sediados nos EUA por questões de segurança nacional”, acrescentou Chen. Por outro lado, admitiu ser preocupante a classificação, em fevereiro, de Macau como “adversário estrangeiro” dos Estados Unidos, impondo restrições ao investimento por parte de empresas locais.

  • Futuro chanceler alemão defende acordo de comércio livre com EUA

    O futuro chanceler da Alemanha, o conservador Friedrich Merz, defende um acordo transatlântico de livre comércio entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos com tarifas “zero”, na linha do que foi expresso por Elon Musk. Numa entrevista ao diário económico Handelsblatt, Merz disse que foi um erro não ter conseguido levar a bom porto o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership), o grande acordo de comércio livre transatlântico.

    “Em vez disso, tivemos debates sem sentido sobre frango clorado. Olhando para o futuro: o comércio livre continua a ser necessário e a base da nossa prosperidade mútua. E sim, aguardo com expetativa um novo acordo de comércio livre transatlântico. Zero direitos aduaneiros para tudo. Isso seria melhor para ambas as partes”, afirmou.

    Merz, que já defendeu um acordo de comércio livre com os EUA durante a campanha eleitoral, quer deslocar-se a Washington, embora ainda não haja uma data marcada para o efeito, disse, pois quer primeiro continuar as consultas estreitas que já iniciou sobre esta questão com os parceiros europeus.

    O líder conservador considerou que os EUA “não vão passar à autossuficiência e dizer adeus a todos os mercados”, mas se acabarem por fazê-lo, a Europa deve “lembrar-se que o mundo não se resume aos EUA”. “Temos de abordar outras regiões do mundo com mais vigor do que no passado e fazer ofertas de cooperação e novos acordos de comércio livre. Chegou o momento da União Europeia”, afirmou.

    O líder da União Democrata-Cristã da Alemanha (CDU) defende, em todo o caso, perante as tentativas de Trump de dividir a UE, que a Europa deve falar a uma só voz sobre as tarifas impostas por Trump, mas confiou, nas palavras do próprio líder norte-americano, que o Velho Continente conseguirá fechar “um acordo” com a Casa Branca. “Faremos ‘negócios’ quando servirem interesses comuns e não porque nos exigem. O setor dos serviços também faz parte do quadro geral. E se o incluirmos na balança de transações correntes entre os EUA e a Europa, então o défice já não é tão grande”, afirmou.

  • Bom dia! Neste liveblog vamos estar a atualizar ao minuto todos os desenvolvimentos relacionados com as tarifas impostas por Donald Trump. Pode recordar os eventos de sábado neste outro artigo, agora encerrado.

    EUA abrem exceção e isentam importações de telemóveis, computadores e componentes de aplicação de novas de tarifas

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