Momentos-chave
- EUA abrem exceção e isentam importações de telemóveis, computadores e componentes
- Instituto alemão adverte para risco de crise económica global com consequências imprevisíveis
- Taiwan realizou primeiras negociações sobre tarifas com EUA
- Bruxelas já aprovou revisão do PRR e deverá avaliar mais 2 desembolsos este ano
Histórico de atualizações
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Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo sobre as tarifas impostas por Donald Trump neste outro artigo, que agora abrimos.
Trump dá a entender que dispositivos e semicondutores vão ser taxados
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EUA abrem exceção e isentam importações de telemóveis, computadores e componentes
O Governo dos Estados Unidos da América anunciou hoje uma série de exceções às tarifas aplicadas sobre importações, passando a isentar a entrada de telemóveis, computadores e outros componentes e produtos eletrónicos.
As isenções, publicadas num boletim do Serviço de Imigração e Alfândegas, são hoje citadas pela agência Europa Press e representam uma limitação das taxas, excluindo estes bens de dois tipos de tarifas: a de 145% imposta sobre a China, e a tarifa de base de 10% aplicada sobre quase todos os outros países.
A decisão deverá aliviar o impacto dos direitos aduaneiros nos consumidores e beneficiar gigantes dos mercados, como a Apple ou a Samsung.
As isenções são aplicáveis a telemóveis, computadores portáteis, discos rígidos, microprocessadores e ‘chips’ de memória.
De fora das tarifas ficam agora, também, máquinas utilizadas para o fabrico de semicondutores — numa referência à Tawan Semiconductor Manufacturing, que anunciou investimentos em fábricas em território norte-americano.
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Pequim adverte OMC para séria ameaça para os países em desenvolvimento
O ministro do Comércio da China, Wang Wentao, advertiu a Organização Mundial do Comércio (OMC) de que o aumento das tarifas declarado pelos Estados Unidos representa uma séria ameaça para os países em desenvolvimento.
Wang teve uma conversa telefónica com a diretora-geral da OMC, a economista nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, na qual assegurou a vontade do seu país em salvaguardar um sistema comercial “aberto, abrangente, transparente, não discriminatório e multilateral”.
O ministro, por outro lado, denunciou que os Estados Unidos “tiraram esta crise tarifária do nada”, “numa prática típica de intimidação unilateral”, segundo a agência noticiosa oficial chinesa Nova China.
“Estas tarifas vão causar sérios danos aos países em desenvolvimento, particularmente aos menos desenvolvidos, e podem desencadear crises humanitárias”, alertou o ministro, antes de apelar a uma frente unida na OMC contra o “unilateralismo e protecionismo” atualmente representados pelos Estados Unidos.
Por seu lado, a diretora-geral da OMC lamentou que a escalada das tensões colocasse sérios desafios ao comércio mundial e ao crescimento económico e fez votos para que os países membros trabalhassem em conjunto para resolver as crises através do diálogo no âmbito da organização.
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Instituto alemão adverte para risco de crise económica global com consequências imprevisíveis
O diretor do instituto alemão Ifo, Clemens Fuest, adverte que a guerra comercial desencadeada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, pode levar a uma crise económica global com consequências imprevisíveis.
Numa entrevista publicada pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, Clemens Fuest, diretor do instituto de pesquisa económica Ifo, de Munique, considera que “os Estados Unidos, por si só, não vão mergulhar a economia mundial numa crise, mas se o protecionismo se espalhar rapidamente na China e na Europa, haverá um grande perigo”.
“Infelizmente, isso não pode ser excluído”, afirma Fuest, que defende que “se todos seguirem na direção errada, poderá haver uma grande crise”.
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Taiwan realizou primeiras negociações sobre tarifas com EUA
O Governo de Taiwan anunciou hoje que realizou as primeiras negociações sobre tarifas com os Estados Unidos e que conta com novas conversações para estabelecer relações comerciais “fortes e estáveis”.
O Presidente taiwanês, Lai Ching-te, tinha afirmado na véspera que a ilha, que procura proteger os seus exportadores de uma tarifa de 32%, estava “na primeira lista de negociações” do Governo norte-americano.
No início da semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por três meses as tarifas punitivas impostas a vários parceiros comerciais, incluindo Taiwan, após a perda de triliões de dólares nos mercados globais.
Trump manteve as tarifas globais de 10% sobre a maioria dos países, mas suspendeu os planos de impostos mais elevados sobre outros, com exceção da China.
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Bruxelas já aprovou revisão do PRR e deverá avaliar mais 2 desembolsos este ano
A Comissão Europeia já aprovou a revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, que permite reprogramar “projetos que eram de difícil execução”, e deverá avaliar mais dois desembolsos ao país este ano, disse o Governo.
“A informação que tenho é que sim, ontem [sexta-feira] foi aprovada a reprogramação do PRR de Portugal”, anunciou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista à agência Lusa.
Nesta entrevista, que será publicada na íntegra no domingo, o governante apontou que a ‘luz verde’ do executivo comunitário “torna a execução [do plano nacional] mais simples e mais rápida”.
“Nós tínhamos alguns projetos que eram de difícil execução por se tratarem de obras públicas – e sabemos como há uma escassez na capacidade de construção em Portugal – e, portanto, ao reprogramar para outras áreas […], isso dá maior confiança [ao Governo] na execução” do PRR.
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Lukashenko acredita que tarifas "não são motivo de preocupação" para a Bielorrússia
A Bielorrússia é um dos poucos países do mundo que não foi alvo das tarifas anunciadas por Donald Trump no início do mês de abril. Ainda assim, devido à importação de certos produtos, não está excluído o risco do aumento dos preços no mercado bielorrusso. Sobre isto, o Presidente Alexander Lukashenko diz: “Logo se vê”.
O Chefe de Estado, em declarações à agência estatal BELTA, nota que o país já está habituado a estas “barreiras comerciais” uma vez que, em conjunto com a Rússia, tem sido alvo de dezenas de sanções impostas pelo Ocidente. Assim, acredita que as taxas agora avançadas — e entretanto parcialmente interrompidas — pelos Estados Unidos das América, “não são motivo de preocupação para a Bielorrússia”.
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Milei saúda fim de restrições cambiais que descreve como "uma aberração"
Bastante crítico da imposição de taxas alfandegárias, o Presidente da Argentina classificou a guerra comercial em curso como “uma aberração que nunca deveria ter existido”.
Milei saúda fim de restrições cambiais que descreve como “uma aberração”
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Bom dia, continuamos a acompanhar a guerra comercial, muito concentrada, nos últimos dias, nas respostas e contra-respostas tarifárias entre Estados Unidos e China. Pode acompanhar tudo o que de mais revelante aconteceu a respeito da guerra comercial no nosso liveblog anterior.
Este sábado, entram em vigor as taxas alfandegárias de 125% que Pequim impôs a produtos importados dos Estados Unidos. É a resposta das autoridades chinesas à decisão da Administração Trump de subir para 145% as taxas impostas a bens produzidos em território chinês.
A medida de Pequim foi anunciada na sexta-feira pelo Comité da Pauta Aduaneira do Conselho de Estado (Executivo chinês), que a justificou como uma resposta direta às últimas tarifas aprovadas por Washington, que elevam o total de taxas aplicadas às exportações chinesas para 145%.
O Ministério do Comércio chinês acusou os EUA de seguirem uma política de “unilateralismo coercivo” e chamou a recente ofensiva tarifária de “jogo de números sem sentido económico”.
Numa reviravolta, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na noite de quarta-feira uma suspensão de 90 dias das chamadas “tarifas recíprocas” impostas sobre o resto do mundo, mas manteve e agravou as taxas impostas à China.
A Casa Branca esclareceu, na quinta-feira, que a tarifa total sobre os produtos chineses é de 145%, uma vez que teve de ser acrescentada a tarifa de 20% que tinha sido anteriormente imposta à China devido à crise do fentanil.
A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo intensificou-se rapidamente, numa altura de grande volatilidade dos mercados. A China insiste que não quer uma guerra comercial, mas que “não tem medo de a enfrentar se necessário”.
A imprensa oficial chinesa assinalou, nos últimos dias, que o país asiático diversificou os destinos das exportações nos últimos cinco anos, pelo que não é tão vulnerável a uma guerra comercial com os Estados Unidos como foi durante a primeira presidência de Trump (2017-2021).
A televisão estatal CCTV destacou recentemente o papel da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), agora o maior parceiro comercial da China, e dos países emergentes em geral, com os quais o país realiza já 60% do seu comércio.
*Com Lusa