Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • o que se passou até agora

    • A Rússia intensificou a sua ofensiva militar na Ucrânia, lançando mísseis balísticos e drones contra Kiev, resultando em pelo menos 20 feridos. Este ataque marcou o segundo dia consecutivo de agressões russas na capital ucraniana. As áreas específicas mais afetadas foram os bairros de Sviatoshynskyi e Solomianskyi, com várias pessoas necessitando de hospitalização.
    • Durante a cimeira do G7 no Canadá, Donald Trump, Presidente dos EUA, e Volodymyr Zelensky, seu homólogo ucraniano, vão discutir a aquisição de um novo pacote de defesa. Zelensky expressou a intenção de negociar a compra de equipamento militar aos EUA, destacando a importância do apoio norte-americano na defesa ucraniana.
    • O aumento da pressão militar russa coincide com as acusações de sabotagem e atividade terrorista por parte dos serviços secretos russos, que culpam a Ucrânia e o Reino Unido por provocar a Rússia no Mar Báltico. Este contexto de acusações e intensificação de ações militares complica ainda mais o processo de negociação de paz entre as partes envolvidas.
    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a necessidade de colocar mais pressão sobre a Rússia para efetuar um cessar-fogo genuíno, sublinhando que a escalada dos ataques russos contrasta com a disposição de Zelensky em concordar com um cessar-fogo incondicional. As negociações de paz permanecem uma prioridade enquanto líderes globais se encontram para discutir sanções mais duras caso a Rússia não participe nas negociações.

  • Bom dia! Este liveblog por aqui, mas pode continuar a acompanhar a cobertura do Observador sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.

    Ataque desta noite foi “dos maiores durante a invasão” russa e serviu para fazer líderes do G7 “parecerem fracos”, diz Ucrânia

  • Rússia ataca Kiev e faz pelo menos 20 feridos

    A capital da Ucrânia foi atacada por mísseis balísticos e drones russos esta madrugada, avança o Kyiv Independent.

    Pelo menos duas dezenas de pessoas terão ficado feridas: nove no bairro de Sviatoshynskyi e 11 no bairro de Solomianskyi, detalhou o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, citado pelo jornal ucraniano.

    Pelo menos seis pessoas foram hospitalizadas.

    É o segundo dia consecutivo que a Rússia ataca Kiev de madrugada e com recurso a drones.

  • Zelensky quer discutir com Trump compra de novo pacote de equipamento de defesa

    Volodymyr Zelensky disse hoje que quer discutir com Donald Trump a compra de um novo pacote de defesa aos EUA. Os dois líderes devem reunir-se amanhã, no Canadá.

    “Um dos assuntos que eu vou discutir com o Presidente Trump no nosso encontro é o pacote de defesa que a Ucrânia está pronta para comprar”, disse Zelensky, citado pelo jornal Ukrainska Pravda.

    Os Presidentes de Ucrânia e Estados Unidos deverão reunir-se amanhã, à margem da cimeira do G7 no Canadá, na qual Zelensky será convidado.

  • Ataque russo a Kherson fez quatro feridos

    As tropas russas atacaram a região de Kherson esta segunda-feira, com recurso a drones.

    “A partir das 18h30 [hora local], quatro pessoas terão ficado feridas na sequência dos ataques russos. Um adolescente foi ferido em Kherson. Dois civis ficaram feridos em Bilozerka e um outro em Antonivka”, escreveu o responsável pela região no Telegram.

  • Ucrânia acusa Rússia de entregar corpos de soldados russos em processo de repatriamento de ucranianos

    A Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter entregado corpos de soldados russos no recente processo de repatriamento de soldados ucranianos mortos na linha da frente da guerra, acordado durante as negociações entre os dois países em Istambul.

    O ministro do Interior Ihor Klymenko também disse que diferentes partes do corpo de alguns soldados foram entregues em sacos diferentes. “Houve casos em que os restos mortais de uma pessoas foram devolvidos em diferentes fases do processo de repatriação”, acrescenta, em declarações citadas pelo The Kyiv Independent.

    A Ucrânia conseguiu recebeu mais de 6 mil corpos de soldados mortos recentemente no campo de batalha e devolveu à Rússia os restos mortais de 6.057 soldados russos mortos na guerra.

    De acordo com o ministro Igor Klymenko, o processo de identificação da identidade dos corpos começou e está a ser dificultada pela forma em que os russos os devolveram. O governante afirma que a Rússia pode ter incluído corpos dos seus próprios soldados de propósito ou sem querer no processo de repatriamento.

    “Isto pode ter sido feito pelos russos com o propósito de aumentar o número de corpos transferidos e de carregar os nossos especialistas com trabalho […]. Ou pode ter sido a atitude comum de negligência deles em relação ao seu próprio povo. De qualquer forma, nós também identificamos esses corpos”, disse Klymenko.

  • Rússia intensifica ofensiva em várias frentes da guerra

    Com o aproximar do verão, as Forças Armadas da Rússia têm intensificado as operações ofensivas contra a Ucrânia em várias frentes de guerra, de acordo com um grupo militar ucraniano.

    Os setores de Novopavlivka e Kharkiv têm sido ultimamente alvo de um número crescente ataques russos. Esta evolução não era esperada por parte do Exército ucraniano, de acordo com o porta-voz do grupo militar ucraniano Khortytsia.

    “Isto é um sinal que temos um aumento de atividade no verão que esperávamos”, disse Victor Tregubov. Às 16h00 locais (14h00 em Lisboa) de hoje, o Estado-maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou que desde o início do dia as tropas russas realizaram ataques em 12 direções, resultando em 99 confrontos com os ucranianos.

    Com o aumento dos ataques em Novopavlivka, os russos procuram forçar ganhos na região de Dnipropetrovsk, defende Tregubov. “Mas eles não têm conseguido ter sucesso”, acrescentou.

  • O que aconteceu até agora

    • Durante a cimeira do G7 no Canadá, Donald Trump afirmou que a guerra na Ucrânia não teria ocorrido se a Rússia não tivesse sido expulsa do G8. Trump acredita que a reintegração da Rússia poderia ter prevenido o conflito e expressou a sua oposição à exclusão da Rússia do grupo, um movimento que considerou um erro significativo.
    • O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, manifestou apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia. Fico destacou que os padrões europeus são o caminho desejado pela Ucrânia e que a entrada no bloco traria mais oportunidades do que desvantagens para o país vizinho.
    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a Cimeira do G7, sublinhou a necessidade de colocar mais pressão sobre a Rússia para assegurar um cessar-fogo permanente. Von der Leyen enfatizou a disposição do Presidente ucraniano Zelensky em concordar com um cessar-fogo incondicional, contrastando com a escalada de ataques pela Rússia.
    • O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexander Grushko, declarou que Moscovo exige que a Ucrânia destrua todas as armas fornecidas pelo Ocidente como parte de um acordo de cessar-fogo. Esta exigência faz parte de um “memorando de paz” que também inclui o reconhecimento da anexação da Crimeia e outras regiões pela Rússia.

  • Trump diz que não haveria guerra na Ucrânia se Rússia não tivesse sido expulsa do G8

    “O G7 costumava ser o G8. Barack Obama e uma pessoa chamada Trudeau não queriam que a Rússia participasse, e eu diria que isso foi um erro”, afirmou esta segunda-feira Donald Trump durante a cimeira do G7 que decorre em Alberta, no Canadá.

    O Presidente dos EUA, citado pelo The New York Times, considerou que “não existiria uma guerra neste momento se eles tivessem aceitado a Rússia como membro”. “Eles expulsaram a Rússia, o que eu considero que foi um enorme erro e mesmo não estando envolvido na política nesse momento fui contra isso na altura”, acrescentou Trump.

    “Foi um erro e acabámos por passar imenso tempo a falar da Rússia sem que eles estejam sentados à mesa”, assinalou ainda o líder norte-americano.

  • Eslováquia reitera apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia

    O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, declarou esta segunda-feira o apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia, avança o Ukrainska Pravda.

    A Eslováquia recebeu 101 milhões de euros da União Europeia para vários projetos focados em infraestruturas energéticas e, nesse âmbito, Fico afirmou que “as empresas eslovacas podem usar esses fundos como empréstimos para projetos na Ucrânia”.

    “O governo eslovaco gostaria de ver a Ucrânia a desenvolver-se de acordo com os padrões europeus. Se a Ucrânia deseja aderir à União Europeia, essa é uma decisão soberana e nós apoiamos essa decisão”, acrescentou o primeiro-ministro.

    Robert Fico concluiu que a Ucrânia deverá cumprir as condições para aderir ao bloco comunitário e que essa adesão “trará muito mais oportunidades do que desvantagens”.

  • Hungria veta plano do Conselho de Energia da UE que proibia o fornecimento de energia russa

    O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, afirmou, esta segunda-feira, que a Hungria vetou a conclusão do Conselho de Energia da União Europeia que apelava a novas medidas para proibir o fornecimento de gás e petróleo russos.

    Na rede social X, Szijjártó sublinhou que a política energética “é uma competência nacional”, pelo que Bruxelas não se deve envolver nela.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro disse, ainda, que o plano da Comissão Europeia “põe em risco a soberania e segurança energética [da União Europeia]”.

  • Zelensky diz que Rússia propôs troca de prisioneiros de guerra por crianças ucranianas deportadas

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, esta segunda-feira, que a Rússia sugeriu trocar prisioneiros de guerra russos por crianças raptadas na Ucrânia.

    Durante uma conferência de imprensa conjunta em Viena com o Presidente austríaco, Alexander Van der Bellen, Zelensky disse: “Os russos propuseram que lhes entregássemos soldados e eles nos entregassem crianças. Isto é incompreensível e viola o direito internacional — é típico deles”.

    “E é por isso que as crianças devem ser trazidas de volta, e aqui, provavelmente, é necessária a arte da diplomacia”, acrescentou.

  • Áustria disponível para receber delegações ucranianas e russas para novas negociações

    A Áustria está disponível para receber novas rondas de negociações entre a Ucrânia e a Rússia, anunciou o vice-chanceler, Andreas Babler, citado pelo Ukrainska Pravda.

    Babler garantiu que, como um país neutro, a Áustria seria um bom local para negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, acrescentando que Viena — como sede das Nações Unidas — tem uma longa tradição neste sentido que deve ser continuada.

    As declarações surgem no âmbito da visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Áustria.

  • Zelensky planeia discutir compra de armas com Trump à margem da cimeira dos G7

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta segunda-feira que planeia discutir a compras de armas para a Ucrânia com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, à margem da reunião dos líderes mundiais que acontece no Canadá.

    “Uma das questões que discutirei com o Presidente Trump durante a reunião é o pacote de defesa que a Ucrânia está pronta para comprar”, garantiu Zelensky, em Viena, citado pelo Ukrainska Pravda.

  • Estados Unidos cancelam a próxima ronda de negociações com a Rússia sobre funcionamento das embaixadas dos dois países

    A próxima ronda de negociações entre a Rússia e os Estados Unidos sobre sobre a normalização das embaixadas dos dois países foi cancelada por iniciativa do lado americano, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

    “Esperamos que a pausa que fizeram não dure muito tempo”, afirmou a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, citada pela agência estatal TASS.

  • Secretas russas dizem que Ucrânia e Reino Unido estão a provocar a Rússia com o objetivo de "intensificar o conflito"

    Os Serviços Secretos Estrangeiros (SVR) da Rússia acusaram, esta segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky de “aumentar a sabotagem e a atividade terrorista contra Moscovo.

    De acordo com a agência estatal TASS, o SVR afirma que “os ucranianos, juntamente com os britânico, estão a preparar provocações no Mar Báltico”, com o objetivo de “intensificar o conflito” e “interromper o processo de negociações russo-americano”.

    “Kiev tornou-se para Londres o executor ideal de provocações e ataques terroristas”, concluiu.

  • Repatrimento de restos mortais de soldados ucranianos concluído. Kiev recebeu 1245 corpos esta segunda-feira

    A Ucrânia recebeu esta segunda-feira mais 1245 corpos de soldados mortos na guerra com a Rússia. Este processo marca a conclusão dos esforços de repatriamento acordados nas negociações em Istambul.

    “O dia de hoje marca a fase final do repatriamento dos soldados mortos. Desde a semana passada, quando começou a aplicação dos acordos de Istambul, conseguimos trazer mais de 6.000 corpos”, afirmou o Ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, citado pelo Ukrainska Pravda.

    A identificação dos corpos repatriados será realizada por investigadores em cooperação com especialistas do Ministério do Interior.

  • Para acabar com a guerra, Rússia exige que Ucrânia destrua armas fornecidas pelo Ocidente

    Moscovo quer que Kiev desmantele e destrua todas as armas fornecidas pelo Ocidente como parte de qualquer acordo de cessar-fogo, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexander Grushko, em entrevista ao jornal estatal Izvestia.

    “Todos esses excedentes devem ser destruídos. Todos os algoritmos internacionais são conhecidos. Eles devem ser reduzidos, eliminados e garantidos”, disse Grushko.

    As declarações do vice-ministro refletem a lista de exigências apresentadas por Moscovo no chamado “memorando de paz” durante as recentes negociações com a Ucrânia em Istambul. O documento exige que a Ucrânia reconheça a anexação da Crimeia e de quatro regiões parcialmente ocupadas — Kherson, Donetsk, Zaporizhzhia e Luhansk — pela Rússia e exige a retirada total das tropas ucranianas.

    Grushko argumentou, também, que a ajuda ocidental em armas ameaça não só a Rússia, mas também a Europa, alertando que as armas podem acabar no mercado negro: “É uma loucura como alguns políticos são imprudentes, continuando a inundar o mercado com armas”.

    As propostas de Moscovo impediriam ainda mais a Ucrânia de aderir à NATO ou a alianças militares, proibiriam a redistribuição das suas forças armadas e interromperiam toda a ajuda militar ocidental.

  • Seis mortos e quatro feridos em ataques russos na região de Donetsk nas últimas 24 horas

    Pelo menos seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas na sequência de ataques russos na região de Donetsk nas últimas 24 horas.

    “No dia 15 de junho, os russos mataram seis residentes da região de Donetsk: três em Bahatyr, dois em Pokrovsk e um em Kostiantynivka. Mais quatro pessoas na região ficaram feridas”, relatou Vadym Filashkin, chefe da Administração Militar da região de Donetsk, citado pelo Ukrainska Pravda.

  • Ucrânia pede aos aliados para "atingir duramente a energia russa com sanções devastadoras"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu sanções energéticas mais duras contra a Rússia depois do ataque que teve como alvo a cidade de Kremenchuk, no último sábado.

    Na opinião do ministro, Moscovo pretende atacar o sistema energético da Ucrânia enquanto a atenção internacional está voltada para o Médio Oriente.

    “Isto é especialmente cínico, dadas as tentativas contínuas de Putin de imitar uma postura construtiva em relação aos esforços de paz dos Estados Unidos. Na verdade, ele demonstra total desrespeito por eles [EUA], intensificando o terror contra a Ucrânia”, disse Sybiha na rede social X.

    Andrii Sybiha acredita que a estratégia dos parceiros da Ucrânia deve passar por “atingir duramente a energia russa com sanções devastadoras”. Para isso, o ministro pede um “limite máximo do preço do petróleo de 30 dólares [cerca de 26 euros] e outras sanções energéticas”.

    “Atacar Putin onde dói – isso irá avançar, e não impedir, o processo de paz”, concluiu Sybiha.

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