Momentos-chave
- É o fim da apresentação Google I/O 2025
- Parceria com a Samsung vai estender-se também aos óculos com IA
- Android XR e a IA vai chegar aos óculos
- Project Moohan, o headset feito em parceria com a Samsung, vai chegar ao mercado no fim do ano
- Depois do Android, o Android XR, a primeira plataforma criada para o Gemini
- Google vai lançar mais dois planos de subscrição
- Flow, uma ferramenta para realizadores, vai casar modelo de gerar imagens e vídeo
- Mais uma atualização, agora no modelo capaz de gerar vídeo, o Veo 3
- Vem aí uma nova versão do modelo de IA capaz de gerar imagens
- Gemini vai ser integrado no navegador Chrome
- Resumos de IA chegaram à pesquisa e estão a gerar "aumentos de 10%" de uso em alguns países
- Demis Hassabis, líder da Google DeepMind, vai detalhar as novidades nos modelos de IA
- Project Starline vai transformar-se em Google Beam, uma nova plataforma de comunicação por vídeo com modelos 3D
- "O mundo está a adoptar a IA de forma rápida"
- Sundar Pichai entra em palco
- O que esperar da apresentação deste ano?
- Apresentação principal arranca às 18 horas
Histórico de atualizações
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A cobertura do evento Google I/O fica por aqui. Obrigada por nos ter acompanhado.
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Google em Modo IA. Inteligência artificial em quase tudo e "literalmente à frente dos olhos" com óculos inteligentes
Na conferência Google I/O houve espaço para várias atualizações a modelos de IA e à inclusão desta tecnologia em mais serviços. Por agora, muitas das novidades estão reservadas apenas aos EUA.
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É o fim da apresentação Google I/O 2025
Foram quase duas horas de apresentação de ferramentas e modelos de inteligência artificial.
Sundar Pichai despede-se do público. “Mal posso esperar pelas coisas que vamos desenvolver daqui para a frente.”
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Parceria com a Samsung vai estender-se também aos óculos com IA
A parceria com a Samsung vai estender-se além do headset e do projeto Moohan e aplicar-se também aos óculos com IA.
Não há, para já, qualquer indicação sobre quando é que os óculos poderão chegar ao mercado.
Mas há para já duas marcas de armações que vão ser compatíveis com esta tecnologia: a Gentle Monster e a Warby Parker. E, mesmo que não haja para já produtos, os programadores já vão poder começar a desenvolver aplicações para esta nova plataforma.
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Android XR e a IA vai chegar aos óculos
O Android XR vai estar integrado em óculos inteligentes. À primeira vista, vão ter o aspeto de óculos normais, mas incluir também microfones, auscultadores e uma câmara.
Na demonstração feita pela empresa, a informação de mensagens de texto e notificações é sobreposta ao que o utilizador está a ver. Ou, por exemplo, se olhar para uma fotografia, a IA em teoria conseguirá identificar o que está na imagem.
O Gemini pode ser acionado com um toque nas hastes dos óculos e com um pedido por voz. Na demonstração, a IA foi capaz de se lembrar do nome do café inscrito num copo.
Também consegue dar indicações do Google Maps projetadas no chão. Por enquanto, estes óculos ainda são um protótipo.
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Project Moohan, o headset feito em parceria com a Samsung, vai chegar ao mercado no fim do ano
Em várias ocasiões a Samsung e a Google já mostraram à imprensa especializada que estão a trabalhar num headset de realidade mista que integra a IA do Gemini.
O Project Moohan foi descrito como o “primeiro equipamento Android XR”, que está a ser desenvolvido pela Samsung.
Não foi apresentado de forma detalhada, mas ficou a promessa de que estará disponível no final do ano. Poderá ser um rival do headset Vision Pro, feito pela Apple, que não tem funcionalidades de IA.
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Depois do Android, o Android XR, a primeira plataforma criada para o Gemini
A Google já tem o Android, o sistema operativo conhecido principalmente pelos smartphones. Agora, quer incluir a IA Gemini em mais produtos e vai lançar uma versão adaptada, o Android XR (para realidade mista).
Este trabalho é feito a pensar em equipamentos de realidade mista, como óculos e headsets imersivos. É um projeto que está a ser desenvolvido em parceria com a Samsung e a Qualcomm.
A Google explica que todas as aplicações que desenvolve, como o Gmail, YouTube e o Maps, estão a ser redesenhadas para se adaptar a este novo formato.
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Google vai lançar mais dois planos de subscrição
Josh Woodward explica que a Google vai lançar dois planos de subscrição para quem quer funcionalidades mais avançadas de IA: o Google AI Pro e o Google AI Ultra.
O Pro vai estar disponível globalmente, com uma mensalidade de 19,99 dólares (a apresentação não indica quanto custará em Portugal). Permite o acesso à app Gemini, mas não às versões mais avançadas de opções como a geração de imagem do Veo 3.
Já o AI Ultra eleva a fasquia de mensalidade para os 249,99 dólares por mês. Em troca, fica o acesso à app Gemini com os modelos mais recentes, incluindo o Flow. Tem também integrada o YouTube Premium e ainda 30 TB de armazenamento na cloud.
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Flow, uma ferramenta para realizadores, vai casar modelo de gerar imagens e vídeo
A Google apresenta agora o Flow, uma ferramenta para realizadores que junta o modelo de gerar imagens Imagen 4 e a geração de vídeo do Veo 3.
É possível gerar as imagens com IA ou submeter algumas referências de imagens reais. Depois, é pedir em texto como é que pretende que seja apresentado: por exemplo, planos, cores, ações, da forma mais detalhada possível. É possível alterar os exemplos obtidos, cortá-los ou mudá-los no sítio no projeto.
Também será possível integrar a capacidade de gerar música de forma sintética através do modelo Lyria 2.
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Mais uma atualização, agora no modelo capaz de gerar vídeo, o Veo 3
Em dezembro de 2024 a Google lançou o Veo 2, a atualização do modelo de IA capaz de gerar vídeos.
Agora, menos de seis meses depois, lança o Veo 3, que fica disponível hoje. Fica a promessa de “uma compreensão melhor de física”, uma dificuldade que os modelos deste género têm. Por exemplo, nas primeiras versões de modelos de gerar vídeo era frequente ver pessoas a correr em direções erradas ou movimentos que não pareciam lógicos.
Outra novidade é que o Veo 3 não vai conseguir só gerar imagens em movimento, também vai conseguir “acrescentar efeitos sonoros e até diálogo”.
Um dos exemplos dados pelo Google foi uma conversa curta entre dois animais numa floresta. Além do diálogo, também havia sons de movimentos nas folhas e ramos. Noutro exemplo, de um homem num barco, eram apresentados os sons de movimentação do mar.
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Vem aí uma nova versão do modelo de IA capaz de gerar imagens
Chama-se Imagen 4 e é uma atualização ao modelo de IA da Google que consegue gerar imagens.
Nesta atualização, fica a promessa de imagens mais detalhadas e uma melhoria “na área de texto e tipografia”. O executivo Josh Woodward, que lidera a área Labs da Google, admite que o modelo tinha algumas dificuldades em adicionar texto às imagens.
“O Imagen 4 não só acerta no tipo de letra e espaçamento para criar um poster, também adequa ao tema e trabalha de forma mais rápida.”
“O Imagen 4 é dez mais rápido do que o modelo anterior”, acrescenta.
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Gemini vai ser integrado no navegador Chrome
A ideia de um assistente de IA está a chegar a cada vez mais produtos da Google. No evento I/O, é anunciado que o assistente Gemini vai chegar também ao navegador Chrome.
A Google revela que por agora só os subscritores do Gemini (que pagam uma mensalidade para o usar) é que vão ter acesso à ferramenta e apenas nos EUA. A disponibilização será feita ainda esta semana.
O Gemini no Chrome vai conseguir analisar aquilo que tem no ecrã e responder a perguntas. Por exemplo, está à procura de um alojamento para uma viagem — basta abrir o assistente para perguntar ‘que alojamentos é que têm piscina’ e receber uma resposta.
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Área de compras também vai ser renovada na pesquisa. Haverá um espécie de provador virtual
Dentro da pesquisa, a Google tem uma área apenas dedicadas a compras.
Com a IA, já é possível identificar peças a partir de fotos ou submeter uma determinada peça de roupa e pedir para encontrar algo do mesmo género noutras cores.
Agora, também com a IA, a Google quer apostar em experiências de compras com modelos do corpo do utilizador. Por exemplo, se não sabe como assenta um vestido antes de o comprar online, será possível carregar uma imagem e a IA gera uma representação virtual do utilizador com a peça vestida. Na demonstração, a possibilidade de experimentar roupas virtualmente demorou apenas alguns minutos.
Também a parte de checkout de uma compra foi acelerada com a integração de uma versão de agente — que consegue procurar o tamanho de uma peça, adicioná-lo ao carrinho e preencher informação de entrega. Em teoria, o processo é supervisionado pelo utilizador, que apenas entra em ação para a parte de conclusão do pagamento.
Estas atualizações vão chegar primeiro aos EUA, a partir do verão.
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IA na pesquisa vai conseguir ajudar a comprar bilhetes para eventos ou marcar restaurantes
Outra das capacidades que vão chegar a este AI mode na pesquisa está ligada à possibilidade de ajudar a comprar bilhetes.
Por exemplo, se quiser bilhetes para um determinado evento ou espetáculo pode fazer um pedido do género “encontra-me dois bilhetes baratos para este jogo de basebol, na zona x do estádio e apresenta opções”.
Em vez de abrir sites para perceber quais são as melhores opções, será a IA a fazer uma compilação da informação: quais são as opções mais baratas e em que sites e como é possível comprar.
Por agora, só estará disponível nos EUA, a partir do verão, e funcionará para comprar bilhetes para eventos, fazer reservas em restaurantes e serviços locais.
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O que é o contexto pessoal no AI mode de pesquisa? A capacidade para se lembrar de pesquisas anteriores e integrar o Gmail
Liz Reid começa por explicar o que é o contexto pessoal no AI mode na pesquisa. Nesta altura do campeonato já é sabido que as pesquisas que são feitas no Google ficam registadas, mas com o AI mode será mesmo esse o propósito — por exemplo, se pesquisar frequentemente por restaurantes, o Google conseguirá lembrar-se de tipos de cozinha que já procurou noutras ocasiões.
Mas não é a única contextualização que pode ser feita. Por exemplo, marcou uma viagem para determinado destino e está à procura de atividades para fazer. Na pesquisa, poderão ser feitas sugestões de atividades ou eventos que acontecem na altura em que está no local — porque há uma integração com o Gmail e com o Calendário.
“É uma personalização feita só para o utilizador”, diz Liz Reid, e esta função de contextualização vai chegar ao AI mode da pesquisa no verão.
Se isto levanta dúvidas sobre privacidade ou se não for particular fã de toda esta integração, o utilizador poderá desligar esta funcionalidade.
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Liz Reid, chefe de pesquisa da Google, diz que "AI Mode é um novo nível de inteligência na pesquisa"
Liz Reid, diretora de pesquisa da Google, sobe agora a palco para detalhar como é que a IA vai estar ainda mais integrada na pesquisa da Google.
Fala numa “mudança estrutural”, em que as pessoas estão a fazer perguntas muito mais longas em vez de pesquisar por palavras-chave.
O AI Mode vai distinguir-se por ter uma lupa acompanhada por uma pequena estrela. O AI Mode vai permitir “mais contexto pessoal, pesquisa mais profunda, análise e visualização e multimodalidade em tempo real” (capacidade para alternar entre imagem, som e vídeo).
“É um novo nível de inteligência na pesquisa”, afirma.
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Resumos de IA chegaram à pesquisa e estão a gerar "aumentos de 10%" de uso em alguns países
É hora de falar sobre pesquisa, o produto que serviu de base ao negócio da Google.
Sundar Pichai começa por explicar que as AI Overviews, ou seja, os resumos feitos por IA quando faz alguma pesquisa no Google estão a gerar “aumentos de 10%” nas pesquisas em mercados como os EUA e a Índia. O executivo defende que, como a informação é apresentada de forma resumida no topo do ecrã, em vez de abrir ligações para procurar uma resposta, leva as pessoas a fazer pesquisas com mais frequência.
“Mudou completamente a forma como fazemos pesquisas”, diz Pichai. A aposta na IA continua e, primeiros nos EUA, haverá uma nova área na pesquisa do Google, chamada AI Mode. É expectável que seja alargada a mais mercados.
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Gemini 2.5 Pro vai juntar-se à lista de modelos de IA que conseguem raciocinar
Demis Hassabis, da Google DeepMind, regressa ao palco após as demonstrações do 2.5 Pro para apresentar um novo modo neste modelo: o de raciocínio, que recebeu o nome de Deep Think.
Várias empresas já têm opções deste género nos seus modelos, incluindo a OpenAI ou mesmo a chinesa DeepSeek. A particularidade destas opções é que conseguem transmitir em texto ao utilizador que passos e estratégias é que adotaram para resolver um pedido, basicamente a linha de raciocínio.
Por agora, este modo de raciocínio vai estar apenas disponível para um grupo restrito de utilizadores de teste. A Google explica que pretende recolher feedback e comentários sobre as funcionalidades deste modelo antes de o disponibilizar ao público.
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Novo modelo Gemini 2.5 Pro vai conseguir transformar rascunhos e desenhos em código
Tulsee Doshi, gestora de projeto para os modelos Gemini, está a resumir algumas das atualizações de funções do modelo de IA Gemini 2.5 Pro.
Uma das demonstrações é pensada nos programadores e em quem tem de escrever linhas de código. Por exemplo, submeter um rascunho básico, num guardanapo, de uma esfera 3D para organizar várias fotos. O modelo foi capaz de analisar o rascunho na imagem, mesmo com texto escrito à mão, e aplicou a ideia à base de código que já tinha sido feita. Ao lado, o modelo enumera os vários tipos de ações que teve de fazer para chegar à resposta final.
Ainda a pensar em quem desenvolve código, a Google vai ter em versão de teste um assistente de código chamado Jules. Por agora, só estará acessível a quem se inscrever para participar no programa.
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Demis Hassabis, líder da Google DeepMind, vai detalhar as novidades nos modelos de IA
Sundar Pichai chama a palco Demis Hassabis, o fundador da DeepMind, o laboratório de investigação de IA que agora está integrado na Google. “Este ano, chamo-o a palco com um novo título: laureado com um prémio Nobel”, diz Pichai, referindo-se ao prémio Nobel da Química que Hassabis ganhou, em parceria com John M. Jumper, pelo uso da tecnologia para prever a complexa estrutura das proteínas.
Hassabis revela que o Gemini 2.5 Flash, o modelo de IA da Google, vai ser atualizado. “O novo Flash é melhor em praticamente todas as dimensões, melhorando os critérios em raciocínio, código e contexto longo.”
“Estou entusiasmado por dizer que o 2.5 Flash estará disponível de forma alargada no início de junho.” Estará disponível uma versão antecipada no Google AI Studio.