Momentos-chave
- Ucrânia pretende receber dinheiro e tecnologia em troca de experiência a travar drones
- Israel diz que ainda tem "milhares" de alvos por atingir no Irão
- Irão anuncia aumento de mais de 60% no salário mínimo
- Israel e Líbano devem negociar nos próximos dias para garantir cessar-fogo duradouro
- Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute
- Administração Trump planeia anunciar coligação para escoltar navios no Estreito de Ormuz
- Trump e Starmer discutiram situação no Médio Oriente e importância de reabrir o Estreito de Ormuz
- Alemanha recusa apelo de Trump para garantir segurança no Estreito de Ormuz
- Irão assegura que "nunca pediu um cessar-fogo" aos EUA
- Força de paz no Líbano relata ataque contra militares internacionais
- EUA gastaram 10,5 mil milhões de euros em duas semanas de guerra no Irão
- Cinco mísseis atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdade e uma base dos EUA dentro do complexo
- Von der Leyen pede uso de “todos os instrumentos de diplomacia migratória”
- Fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, reabre quarta-feira
- Irão. Pelo menos 38 pessoas detidas por alegada cooperação com o "inimigo sionista"
- Base militar conjunta EUA-Itália no Kuwait atingida por drone
- Mais de três mil iranianos mortos nos bombardeamentos
- Milhares de apoiantes do Irão manifestaram-se em Londres pela Palestina
- Irão não pediu a Trump qualquer acordo de cessar-fogo, promete defender-se "quanto tempo for necessário", diz ministro iraniano
- Netanyahu ridiculariza rumores de que teria sido assassinado. "Estou mortinho... por um café"
- O que aconteceu até agora
- Israel confirma ter atacado vários alvos do regime iraniano, no ocidente do país
- Israel tem planeadas pelo menos mais três semanas de operações no Irão. "Não há cronómetro nem calendário"
- Suspeito de atentado a sinagoga no Michigan (EUA) era irmão de um comandante do Hezbollah, que também foi morto
- Emirados Árabes Unidos intercetam quatro mísseis balísticos e seis drones disparados pelo Irão
- Novo líder do Irão está "de boa saúde" e "tem controlo total da situação", garante ministro iraniano
- Aiatola Ali Khamenei não queria que o filho lhe sucedesse por achá-lo pouco inteligente, de acordo com informações secretas dos EUA
- Exército israelita deteta mísseis lançados a partir do Irão e está a neutralizá-los. Pessoas feridas por destroços de míssil em Telavive
- Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria
- Trump diz que alegada morte de Mojtaba Khamenei é apenas “um rumor”
- Guarda Revolucionária do Irão jura “caçar e matar” primeiro-ministro de Israel
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com as tensões geopolíticas internacionais ao longo do dia de ontem, domingo.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Trump pressiona aliados e China para ajudarem a reabrir o Estreito de Hormuz. "NATO terá futuro muito mau" se falhar ajuda
Presidente americano eleva a pressão sobre países que compram petróleo e gás para ajudarem a repor a segurança dos navios que passam no Estreito de Ormuz. Se falharem, “NATO terá futuro muito mau”.
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Ucrânia pretende receber dinheiro e tecnologia em troca de experiência a travar drones
A Ucrânia pretende receber dinheiro e tecnologia em troca de experiência. Em causa estão a ajuda que os países do Médio Oriente têm procurado para se defender de drones do Irão.
De acordo com a Reuters, Volodymyr Zelensky revelou que foram enviadas três equipas para o Médio Oriente para realizar avaliações técnicas e para demonstrar como devem funcionar os sistemas de defesa contra drones.
O Presidente da Ucrânia já tinha anunciado o envio de equipas para o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, bem como para uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia. “Isto não tem a ver com estarmos envolvidos em operações. Não estamos em guerra com o Irão”, assegurou Zelensky.
Segundo a Reuters, o Presidente da Ucrânia acredita que será possível atingir acordos mais abrangentes e de longo prazo com países do Golfo, apontando para mais tarde o que será possível a Ucrânia ganhar com esta ajuda.
“Para nós, neste momento, tanto a tecnologia como o financiamento são importantes”, resumiu.
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Israel diz que ainda tem "milhares" de alvos por atingir no Irão
O exército israelita acredita que ainda tem “milhares” de alvos por atingir no Irão. Effie Defrin, porta-voz das Forças Armadas de Israel, confirmou-o numa conferência de imprensa citada pela Reuters.
“Estamos a identificar novos alvos todos os dias”, realçou.
Effie Defrin garantiu que os militares israelitas vão “continuar a atacar no Irão e contra o Hezbollah até eliminarmos as ameaças e alcançarmos os objetivos da operação”.
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O que se passou até agora?
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiram a situação no Médio Oriente com foco na reabertura do Estreito de Ormuz. Já a Alemanha recusou participar na missão norte-americana para garantir a segurança no estreito, que está bloqueado devido a retaliações do Irão contra EUA e Israel.
- O conflito no Médio Oriente intensificou-se com a continuação dos ataques aéreos de Israel e EUA contra o Irão. Este desencadeou uma resposta iraniana que incluiu o condicionamento do tráfego no Estreito de Ormuz e ataques a infraestruturas em Israel e bases dos EUA na região.
- A Guarda Revolucionária do Irão prometeu “caçar e eliminar” o primeiro-ministro de Israel numa retaliação pelas ofensivas conjuntas de Israel e EUA. Já Benjamin Netanyahu gravou um vídeo a ridicularizar os rumores da sua morte.
- O Irão anunciou um aumento de 60% no salário mínimo após meses de protestos contra as condições económicas, exacerbadas pelas sanções internacionais e a instabilidade económica resultante dos ataques aéreos de Israel e EUA. Este anúncio inclui ainda aumentos nos abonos familiares, visando aliviar a pressão económica sobre a população iraniana.
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Irão anuncia aumento de mais de 60% no salário mínimo
O ministro iraniano do Trabalho anunciou um aumento de mais de 60% no salário mínimo, noticiaram hoje os meios de comunicação locais, vários meses após manifestações antigovernamentais inicialmente desencadeados pela grave situação económica do país.
O país ajusta o salário mínimo anualmente de acordo com a inflação, que disparou sob o peso das sanções internacionais nos meses que antecederam a guerra desencadeada pelos ataques aéreos israelitas e norte-americanos a 28 de fevereiro.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, que cita o ministro do Trabalho, “com a aprovação do Governo”, o salário mínimo mensal subirá de 103 milhões de rials para 166 milhões durante o próximo ano do calendário persa, que começa dentro de dias.
O Governo anunciou também um aumento semelhante dos abonos familiares.
A moeda iraniana está cotada a aproximadamente 1,47 milhões de rials por dólar, de acordo com o “site” Bonbast.
As manifestações foram desencadeadas em dezembro passado pelo elevado custo de vida e pela depreciação da moeda iraniana e rapidamente se transformaram num vasto movimento de protesto de proporções sem precedentes, pedindo a queda do regime iraniano, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979.
As autoridades reprimiram brutalmente os protestos, matando milhares de pessoas em todo o país, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.
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Israel e Líbano devem negociar nos próximos dias para garantir cessar-fogo duradouro
Israel e Líbano deverão realizar negociações nos próximos dias com o objetivo de garantir um cessar-fogo duradouro que leve ao desarmamento do Hezbollah, noticia a Reuters, que cita autoridades israelitas.
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Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute
As Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram uma nova vaga de ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute, no Líbano.
De acordo com o Times of Israel os militares do exército israelita não divulgaram mais detalhes, mas já foi repetido o alerta de evacuação de várias zonas do sul de Beirute.
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Administração Trump planeia anunciar coligação para escoltar navios no Estreito de Ormuz
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Trump e Starmer discutiram situação no Médio Oriente e importância de reabrir o Estreito de Ormuz
O Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiram hoje “a situação atual no Médio Oriente e a importância de reabrir o Estreito de Ormuz para acabar com a perturbação do tráfego marítimo global, que está a aumentar os custos em todo o mundo”, segundo uma porta-voz de Downing Street.
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Alemanha recusa apelo de Trump para garantir segurança no Estreito de Ormuz
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, garantiu hoje que o seu país não participará numa missão para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelas ações de retaliação do Irão contra os EUA e Israel.
“Não participaremos no confronto”, disse Johann Wadephul em entrevista à emissora pública ARD, citado pela agência EFE.
Wadephul respondia a uma pergunta sobre a mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, exortando outros países afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz a garantirem a segurança da navegação.
“Para responder à pergunta sobre se seremos parte ativa neste confronto: não”, afirmou o ministro alemão.
No sábado, Trump escreveu na sua rede social Truth Social que esperava que “a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a área para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança”.
O ataque dos EUA e de Israel contra o Irão levou aquele país a bloquear o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte marítimo de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás destinados ao sudeste asiático.
Wadephul esclareceu que Berlim aguarda agora uma posição dos Estados Unidos e de Israel sobre o fim da ofensiva para poder abordar a questão da segurança.
“A segurança no Estreito de Ormuz, e também no Mar Vermelho, virá quando houver uma solução negociada e quando houver conversações com os iranianos”, afirmou.
O ministro alemão mostrou-se cético em relação à ideia de expandir para o Estreito de Ormuz a missão naval “Aspides” – criada para proteger os navios comerciais no Mar Vermelho dos ataques dos rebeldes Houthi – uma vez que atualmente não é “eficaz”.
“Já vimos que grande parte do transporte marítimo comercial, tão importante para nós na Europa e que deveria utilizar o Mar Vermelho, não o consegue fazer porque não é eficaz”, acrescentou.
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Irão assegura que "nunca pediu um cessar-fogo" aos EUA
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, assegurou que o país “nunca pediu um cessar-fogo” nem sequer uma negociação.
Recorde-se que Donald Trump afirmou que o Irão desejava um acordo, mas que os EUA não estavam disposto a aceitá-lo “porque os termos ainda não são suficientemente bons”.
“Não vemos razão para falarmos com os americanos, já que estávamos a falar com eles quando decidiram atacar-nos”, realçou em declarações CBS News, onde referiu que “esta é uma guerra da escolha do Presidente Trump e dos Estados Unidos”.
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Força de paz no Líbano relata ataque contra militares internacionais
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) informou que soldados internacionais foram alvejados hoje no sul do país, “provavelmente por grupos armados não estatais”, dois dias depois de outro ataque a uma base militar.
“Hoje, os soldados da FINUL foram alvejados três vezes, provavelmente por grupos armados não estatais, enquanto realizavam patrulhas em redor das suas bases”, afirmou a força da ONU, presente no sul do Líbano desde 1978.
A FINUL relatou que duas patrulhas ripostaram “em legítima defesa” e, após breves trocas de tiros, “retomaram as suas atividades planeadas”, acrescentando que nenhum soldado ficou ferido.
Forças israelitas e do grupo xiita Hezbollah voltaram aos confrontos armados no sul do Líbano, no seguimento da ofensiva aérea desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Em apoio do seu aliado iraniano, o Hezbollah começou a lançar ataques aéreos desde o início do mês contra o norte de Israel, que respondeu com bombardeamentos intensivos em Beirute, vale de Bekaa e no sul do Líbano, onde expandiu as posições terrestres que já mantinha desde o conflito anterior.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar disse hoje que Telavive não mantém “disputas graves com o Estado libanês”, mas com o Hezbollah, que acusa de se concertar com Teerão no lançamento de ataques aéreos contra o seu país.
Saar também criticou o Governo libanês por não ter tomado medidas eficazes para travar as ações do Hezbollah e que a normalização e a paz com Beirute dependem do fim das agressões do grupo xiita.
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EUA gastaram 10,5 mil milhões de euros em duas semanas de guerra no Irão
Em duas semanas de guerra no Irão, os EUA gastaram cerca 12 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros), confirmou o principal conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, à NBC News.
O número foi confirmado depois de uma reunião à porta fechada, na semana passada, com altos militares norte-americanos, membros do Congresso e responsáveis da administração em Washington.
Kevin Hassett, que também é diretor do Conselho Económico Nacional, recusou confirmar os rumores de que a Casa Branca estaria a preparar um pedido ao Congresso para mais 50 mil milhões de dólares (43,6 mil milhões de euros) em gastos com a ofensiva. “Já temos as armas necessárias, por isso não creio que um reforço seja preciso “, disse.
O Governo de Israel anunciou pelo seu lado mais 2,6 mil milhões de shekels (cerca de 723 milhões de euros) para a “aquisição urgente e essencial de equipamento de defesa” para as suas operações militares no Irão e no vizinho Líbano, após ter aprovado na passada semana um orçamento especial para o setor que, segundo a imprensa israelita, atinge oito mil milhões de euros, a somar aos mais de 30 mil milhões de euros já previstos.
Segundo um comunicado do executivo, a despesa hoje anunciada é justificada pelo “estado de emergência em que Israel se encontra” e a “necessidade urgente e imediata” de fornecer uma “resposta operacional” à intensidade dos combates atuais.
*com Lusa
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Cinco mísseis atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdade e uma base dos EUA dentro do complexo
Cinco mísseis atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdade, no Iraque, e feriram quatro pessoas. De acordo com o New York Times, o tenente-general Saad Maan, chefe da Célula de Media de Segurança do Iraque, referiu que entre os feridos estão funcionários do aeroporto e elementos das forças de segurança.
O grupo extremista iraquiano Kataib Hezbollah, apoiado pelo Irão, confirmou ter lançado o ataque com mísseis e disse que atingiu o Camp Victory, uma antiga base dos Estados Unidos dentro do complexo do aeroporto que ainda alberga um centro logístico diplomático.
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Von der Leyen pede uso de “todos os instrumentos de diplomacia migratória”
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apelou hoje aos líderes dos Estados-membros para que utilizem “todos os instrumentos de diplomacia migratória disponíveis” face à incerteza trazida pelo novo conflito no Médio Oriente.
“Embora, por agora, o conflito não se tenha traduzido em fluxos migratórios imediatos em direção à UE [União Europeia], o futuro permanece incerto e exige a mobilização plena de todos os instrumentos de diplomacia migratória ao nosso dispor”, afirmou a líder do executivo comunitário, numa carta dirigida aos líderes dos 27 Estados-membros, que se reúnem na quinta-feira em Bruxelas.
Von der Leyen salientou que “é imperativo” colaborar com os países da região, como a Turquia — para a qual a UE já desembolsou mais de 1,1 mil milhões de euros desde 2021 para reforçar as suas fronteiras –, o Líbano e o Paquistão.
Na carta de seis páginas, a política alemã alertou que a atual situação geopolítica “acarreta um risco crescente de um conflito prolongado com repercussões diretas e indiretas para a União”, quando passam 16 dias desde a ofensiva aérea desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão e que se alastrou a vários países do Médio Oriente.
A presidente da Comissão Europeia detalhou as medidas de apoio que a UE está a tomar ou deveria tomar para os países vizinhos ou afetados pelo conflito, com o objetivo de mitigar os fluxos migratórios.
Nesse sentido, salientou os quatro milhões de afegãos no Irão “em situação precária e vulneráveis “a novas deslocações” e reiterou que o apoio humanitário europeu aos cidadãos e comunidades afegãs no Irão está em curso.
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Fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, reabre quarta-feira
A fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, será reaberta na próxima quarta-feira para a circulação de palestinianos nos dois sentidos, revelou o Coordenador das Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) de Israel.
A passagem tinha sido encerrada no início da guerra com o Irão e, agora, vai reabrir após uma nova avaliação e “um exame das condições que permitem a retoma das operações na passagem, mantendo as restrições de segurança necessárias à luz da situação de segurança e das ameaças na área”.
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Irão. Pelo menos 38 pessoas detidas por alegada cooperação com o "inimigo sionista"
As autoridades iranianas detiveram pelo menos 38 pessoas em todo o país por alegada cooperação com o “inimigo sionista”, o Estado de Israel, adiantam hoje meios de comunicação iranianos.
Segundo a agência de notícias espanhola Efe, que cita declarações do procurador da província do Azerbaijão Ocidental, Hossein Majidi, à agência de notícias iraniana Fars, “20 pessoas foram detidas por decisão judicial” por terem “transmitido informações sobre instalações militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista”.
Também a agência Tasnim, igualmente iraniana, refere que, segundo o Ministério da Informação, pelo menos mais 18 pessoas foram detidas por terem “enviado imagens de locais bombardeados por Israel e pelos Estados Unidos”, bem como de outros locais, ao canal de televisão Iran International, sediado em Londres e classificado como “organização terrorista” por Teerão.
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Base militar conjunta EUA-Itália no Kuwait atingida por drone
De acordo com o exército italiano, uma base militar conjunta EUA-Itália no Kuwait foi atingida por um ataque com um drone. Não há registo de vítimas.
“Esta manhã, a base de Ali Al Salem, no Kuwait, foi alvo de um ataque de drone que atingiu um abrigo que albergava uma aeronave da Força Aérea Italiana (TFA), que foi destruída”, revelou o chefe do Estado-Maior da Defesa, General Luciano Portolano, num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa italiano no Facebook.
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Mais de três mil iranianos mortos nos bombardeamentos
Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro, segundo uma contagem divulgada hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.
O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, de acordo com Agência de Notícia de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, usando relatórios oficiais de autoridades de saúde, de emergência e defesa civil e de outras fontes no Irão.
Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as suas identidades não puderam ser determinadas.
Do total, refere a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis, incluindo um menor, em 285 ataques em 18 das 31 províncias iranianas.
Pela primeira vez em 16 dias de bombardeamentos, Teerão não lidera a lista das províncias mais atingidas e ocupa o segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país e onde no sábado as autoridades locais registaram 15 mortos num ataque contra um centro industrial.
Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde iraniano indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.
A HRANA foi uma das organizações que procurou apurar com precisão a dimensão da violenta repressão dos protestos antigovernamentais na República Islâmica ao longo de janeiro.