Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente.

    Administração Biden suspendeu temporariamente partilha de “informações chave” com Israel devido à guerra em Gaza

  • Channel 12 israelita divulga vídeo da condições dos reféns gravado pelo Hamas

    O Channel 12 israelita divulgou, esta sexta-feira, um vídeo que mostra as condições de seis reféns israelitas, nos primeiros meses depois de serem levados para Gaza após o ataque de 7 de outubro de 2023.

    As imagens mostram os reféns Hersh Goldberg-Polin, Eden Yerushalmi, Ori Danino, Alex Lobanov, Carmel Gat e Almog Sarusi a viverem num túnel e a celebrarem o Hannukah, festa de vários dias celebrada pelos judeus em dezembro.

    Em parte do vídeo, Sarusi indica que se trata dessa festa e saúda os israelitas, noticiou a CNN. “Boas festas para nós e para todo o povo de Israel. Devemos celebrar todos os anos e ser felizes e alegres, e com a ajuda dos milagres deste feriado, chegaremos a casa com um grande milagre, voltaremos a uma vida normal e feliz, e seremos felizes – todos nós.”, disse.

    Todos os reféns foram mortos no início de 2024, segundo as IDF, pouco tempo antes dos militares chegarem à posição onde foram encontrados.

  • EUA terão obrigado Israel a pagar pela limpeza dos destroços em Gaza

    Os Estados Unidos da América (EUA) terão obrigado Israel a pagar pela limpeza dos destroços da Faixa de Gaza, avança o jornal israelita Ynet. Washington e os países árabes como o Qatar recusam participar neste esforço — e deixam essa responsbilidade para os cofres de Telavive.

    Segundo o que contou uma fonte política ao jornal Ynet, Israel terá concordado com a exigência, mas apenas começará com um projeto num bairro de Rafah.

    Ainda não é claro o que se fará depois, sendo que os custos de limpar os destroços em toda a Faixa de Gaza pode ascender aos mil milhões de dólares.

  • Vencedor da Eurovisão em 2024 quer devolver prémio devido à participação de Israel na edição de 2026

    Nemo, artista que venceu o festival da Eurovisão em 2024, disse que quer devolver o prémio devido à decisão da União Europeia de Radiodifusão de manter a participação de Israel na emissão do próximo ano.

    Num comunicado publicado no Instagram, Nemo afirmou que, apesar da sua “gratidão à comunidade”, já não sentia que o troféu pertença à sua prateleira”

    “A Eurovisão afirma defender a unidade, a inclusão e a dignidade para todos. Esses valores tornaram este concurso importante para mim”, afirmou. “Mas a participação contínua de Israel, durante aquilo que a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU concluiu ser um genocídio, mostra um claro conflito entre esses ideais e as decisões tomadas pela UER”.

    Segundo Nemo, “não se trata de indivíduos ou artistas”, afirmando que o festival “foi repetidamente usado para suavizar a imagem de um estado acusado de graves irregularidades, enquanto a UER insistia que a Eurovisão é ‘apolítica'”.

    “E quando países inteiros se retiram devido a essa contradição, fica claro que algo está profundamente errado”, sublinhou, dizendo ser por isso que decidiu enviar o seu “troféu de volta para a sede da UER em Genebra”.

    “Vivam o que defendem. Se os valores que celebramos no palco não são vividos fora dele, então mesmo as canções mais bonitas perdem o seu significado. Estou à espera do momento em que essas palavras e ações se alinhem”, concluiu.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão vai visitar Beirute. Homólogo libanês tinha recusado convite para ir a Teerão

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, disse esta quinta-feira que iria aceitar um convite formal do homólogo libanês para visitar a capital do Líbano, noticiou a Reuters.

    O convite formal, porém, surgiu só porque o ministro libanês, Youssef Raji, tinha recusado um convite para ir a Teerão, alegando que as “condições atuais” impediam-no de visitar o Irão. Porém, um convite foi feito para mostrar que os libaneses não rejeitavam o diálogo com o Irão.

    Na rede social X, Araqchi disse que estava “agradecido” a Raji “pelo seu gentil convite”, mas que a “a sua decisão de não aceitar a retribuição do Irão à sua calorosa hospitalidade” era “desconcertante”.

    “Além disso, os ministros das Relações Exteriores de nações com relações diplomáticas fraternas e plenas cnão precisam de um local ‘neutro’ para se reunirem”, acrescentou o ministro, sublinhando que “compreende completamente” porque é que o seu “estimado homólogo libanês não está preparado para visitar Teerão”, já que está “sujeito à ocupação israelita e a claras violações do ‘cessar-fogo'”.

  • Cheias em Gaza inundam campos de refugiados. Uma bebé morreu de exposição ao frio

    Chuvas fortes causaram inundações em várias zonas da Faixa de Gaza, levando várias famílias a saírem das tendas dos campos de refugiados onde habitam, noticiou a Reuters.

    Segundo as autoridades médicas, citadas pela agência, uma bebé de oito anos morreu de exposição ao frio em Khan Younis, onde a tenda onde vivia a sua família inundou devido às chuvas.

    No campo de Khan Younis, vários homens tentaram afastar a água usando pás, tentando ainda afastar a terra que bloqueava os acessos aos abrigos, relata a agência.

    “Não há nada que possamos fazer. A roupa da cama fica encharcada e precisamos de dois ou três dias para secá-la antes de podermos dormir nela novamente. Estas tendas não protegem da chuva nem do mau tempo”, disse Ahmed Salem, que mora no campo.

  • Porta-voz da ONU insiste no fim das restrições de entrada de ajuda humanitária em Gaza

    O porta-voz da ONU, Farhan Haq, afirmou que as restrições de entrada de ajuda humanitária em Gaza precisam de ser levantadas para que a organização possa responder às necessidades dos habitantes do enclave palestiniano.

    “Isso inclui o fim da proibição em vigor sobre a maioria das ONGs internacionais e sobre a UNRWA, que continuam a servir as comunidades apesar de operarem sob severas restrições”, disse o porta-voz em conferência de imprensa, citada pela Al Jazeera.

    “Para ampliar ainda mais a resposta, também precisamos urgentemente de mais passagens, mais rotas e aprovação para levar uma gama mais ampla de itens de socorro para Gaza”, acrescentou.

  • Casa Branca diz que está a decorrer um "planeamento discreto" da segunda fase do plano para Gaza

    Em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA está a fazer um “planeamento discreto […] nos bastidores” da segunda fase do plano de Donald Trump para a Faixa de Gaza, revelando que qualquer anúncio seria feito “no momento apropriado”.

    Esta segunda fase inclui a criação da Força Internacional de Estabilização, composta por vários países, e da administração do enclave palestiniano por um Conselho da Paz.

  • Presidente da organização dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028 garante que os atletas israelitas serão "bem-vindos"

    Casey Wasserman, presidente do comité que organiza os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028, garantiu esta quinta-feira que os atletas israelitas serão bem recebidos e que qualquer forma de discriminação será totalmente proibida, noticia o Times of Israel.

    “Não permito nem tolero que alguém discrimine atletas judeus”, afirmou Wasserman, durante um evento em Telavive, sublinhando que os israelitas devem poder “competir em qualquer lugar do mundo para mostrar o verdadeiro rosto do país”.

    “Estamos muito focados em garantir que todos os atletas tenham uma experiência segura e partilhada. Não quero que os atletas israelitas sintam que têm uma experiência diferente devido à situação de segurança. Devem sentir-se igualmente protegidos, tal como todos os outros”, sublinhou Wasserman.

    Nesta que é a sua primeira visita a Israel, Wasserman encontrou-se com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e com o Presidente do país, Isaac Herzog.

  • Israel diz que o relatório da Amnistia Internacional fica "longe de refletir toda a extensão das atrocidades horríveis cometidas pelo Hamas"

    Israel criticou as conclusões do relatório da Amnistia Internacional que acusam o Hamas de cometer crimes contra a humanidade no ataque do 7 de outubro de 2023, sublinhando que a organização demorou “mais de dois anos” a abordar o ataque e considerando que estão “longe de refletir toda a extensão das atrocidades horríveis cometidas pelo Hamas”.

    Num comunicado publicado pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Oren Marmorstein, os israelitas consideram que “os horrores perpetrados pelo Hamas e pelos civis palestinianos em 7 de outubro e nos dias seguintes são tão graves que nem mesmo uma organização tendenciosa como a Amnistia Internacional pode ignorá-los”.

    “Felizmente, o mundo não precisa da Amnistia Internacional para reconhecer a verdade sobre a monstruosidade do Hamas”, acrescentam.

  • Enviado dos EUA para a Síria diz que Turquia devia ser incluída na Força de Estabilização para Gaza

    Tom Barrack, embaixador dos EUA na Turquia e enviado nort-americano para a Síria, afirmou que Ancara deve ser incluído no coletivo de países que compõem a força de estabilização internacional para Gaza, liderada e promovida pelos EUA.

    O representante falou sobre o assunto na conferência de Washington do jornal israelita Jerusalem Post, explicando que a presença dos turcos seria benéfica.

    “A nossa sugestão foi que, uma vez que os turcos têm a maior e mais eficaz operação de tropas terrestres na região e mantêm um diálogo com o Hamas, talvez isso fosse benéfico como parte da força para acalmar os ânimos”, disse Barrack.

  • "Com falhas e pouco profissional". Hamas nega conclusões do relatório da Amnistia

    Em resposta às conclusões da Amnistia Internacional, o Hamas negou-as, afirmando que o relatório tem “falhas” e é “pouco profissional” e pedindo que fosse retirado, noticiou a Al Jazeera.

    “A repetição no relatório das mentiras e alegações promovidas pelo governo de ocupação sobre violação, violência sexual e maus-tratos a prisioneiros demonstra claramente que o objetivo deste relatório é incitar e distorcer a imagem da resistência”, lê-se ainda no comunicado do movimento, citado pela televisão pan-árabe.

  • Amnistia Internacional diz que Hamas cometeu crimes contra a humanidade no ataque do 7 de outubro

    A organização não governamental Amnistia Internacional afirmou que o Hamas cometeu crimes contra a humanidade no ataque no sul de Israel no dia 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas.

    A líder da organização, Agnès Callamard, indicou que a pesquisa feita pela Amnistia “confirma que os crimes cometidos pelo Hamas e outros grupos armados palestinianos durante os ataques de 7 de outubro de 2023 e contra aqueles que capturaram e mantiveram como reféns fizeram parte de um ataque sistemático e generalizado contra a população civil e constituem crimes contra a humanidade”.

    No comunicado emitido pela Amnistia, lê-se que a análise feita pela organização “aos padrões do ataque, provas e conteúdo específico das comunicações entre combatentes durante o ataque, bem como declarações do Hamas e de líderes de outros grupos armados, a organização concluiu que esses crimes foram cometidos como parte de um ataque generalizado e sistemático contra a população civil”.

    “O relatório concluiu que os combatentes receberam instruções para realizar ataques contra civis”, afirmam ainda.

  • Trump quer nomear general americano para liderar força internacional em Gaza

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, planeia nomear um general norte-americano como comandante da Força Internacional de Estabilização em Gaza, diz a Agência Reuters.

    Em novembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução dos EUA autorizando a criação de um “Board of Peace” — organismo internacional composto por vários líderes mundiais para supervisionar Gaza na sequência do cessar-fogo — e de uma Força Internacional de Estabilização temporária no território.

    Trump confirmou que vai revelar os membros do “Board of Peace” no início do próximo ano. O grupo vai incluir “reis, presidentes e primeiros-ministros”, afirmou Trump, garantindo que “toda a gente quer fazer parte”.

    Esta semana, o embaixador dos EUA junto da ONU, Mike Waltz, visitou Israel e informou Benjamin Netanyahu de que o governo norte-americano pretende nomear um general de duas estrelas das forças armadas dos EUA para liderar a força internacional.

  • Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan fez visita secreta a Israel

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, François Wu, fez uma visita em segredo a Israel nas últimas semanas, noticia esta quinta-feira a Reuters, sem dar detalhes sobre o conteúdo e os objetivos da viagem.

    Apesar de Israel e Taiwan não terem relações diplomáticas formais (uma vez que Israel reconhece Pequim), Taiwan tem procurado aproximar-se de Israel desde o 7 de outubro de 2023 — sobretudo com o objetivo de reforçar a cooperação em matéria de segurança.

    Por exemplo, o sistema de defesa de Taiwan T-Dome, anunciado em outubro, é parcialmente baseado no Iron Dome israelita.

    Questionado pela Reuters, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan não confirmou a visita, mas disse apenas que os dois países “partilham os valores da liberdade e da democracia”.

  • Netanyahu poderá ser escolhido como "Pessoa do Ano" para a Time, diz Associated Press

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, é um dos nomes que estão a ser apontados como possíveis escolhas da revista norte-americana Time para “Pessoa do Ano”, diz a Associated Press.

    De acordo com a agência, a escolha, que será anunciada esta quinta-feira, poderá recair sobre figuras relacionadas com o desenvolvimento da inteligência artificial (como Sam Altman, da OpenAI, ou Jensen Huang, da Nvidia), sobre o Papa Leão XIV, sobre Netanyahu ou sobre o recém-eleito presidente da câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani.

  • Hamas diz que é "inaceitável" o desarmamento total do grupo. É retirar a "alma" aos palestinianos

    Um dos principais líderes do Hamas, Khaled Mashaal, disse na quarta-feira que a ideia de desarmar por completo o grupo palestiniano — incluída no plano de paz de Donald Trump para Gaza — é “inaceitável”, mas admitiu a possibilidade do armazenamento ou “congelamento” das armas do grupo.

    “Há quem queira impor a sua visão sobre nós, contrariamente à posição palestiniana, árabe e muçulmana”, disse Mashaal esta quarta-feira, dando, como exemplo, “a questão das armas da resistência”.

    “A ideia de um desarmamento total é inaceitável para a resistência. O que propomos é um congelamento, um armazenamento, para dar garantias contra qualquer escalada militar a partir de Gaza com a ocupação israelita”, acrescentou.

    Sublinhando que a história mostra que “quando os palestinianos estão desarmados seguem-se massacras”, Mashaal salientou que desarmar o Hamas seria retirar aos palestinianos “a própria alma”. Além disso, o responsável disse que o Hamas não se opõe à presença de uma força de estabilização internacional nas fronteiras, como o modelo seguido no Líbano.

  • Bom dia.

    O Observador continua esta quinta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente.

    O liveblog de quarta-feira fica arquivado aqui.

    Hamas propõe “congelar” armamento em troca de trégua a longo prazo em Gaza

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