Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até ao momento?

    • A administração de Joe Biden suspendeu temporariamente a partilha de informações militares com Israel devido a preocupações com a condução israelita da guerra na Faixa de Gaza. A decisão incluiu restringir transmissões de drones e o uso de certas informações, motivada por preocupações relativas a mortes de civis e ao tratamento de prisioneiros palestinianos.
    • Israel está a planear uma operação militar de grande envergadura no Líbano, como informou o ministro dos Negócios Estrangeiros libanês, Youssef Rajji. As autoridades libanesas receberam alertas internacionais sobre esta possibilidade e destacaram a ineficácia do armamento do Hezbollah em proteger Gaza e o Líbano.
    • A Organização Internacional para as Migrações da ONU alertou para as duras condições enfrentadas por quase 795 mil palestinianos na Faixa de Gaza devido à tempestade Byron. As restrições de acesso, que incluem limitações de entrada de materiais de construção, estão a agravar a vulnerabilidade das populações desalojadas, com a ONU acusando implicitamente Israel de bloquear a entrada de ajuda essencial.

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente este sábado. Pode segui-lo aqui.

    Trump culpa Daesh pela morte de dois soldados dos EUA na Síria e ameaça com “retaliação muito séria”

  • Administração Biden suspendeu temporariamente partilha de "informações chave" com Israel devido à guerra em Gaza

    A espionagem dos EUA durante a presidência de Joe Biden suspendeu temporariamente a partilha de informações militares com Israel devido à forma como o país conduzia a guerra na Faixa de Gaza, noticiou a Reuters, citando seis fontes próximas do assunto.

    Cinco fontes que falaram à Reuters indicaram que, no fim de 2024, os Estados Unidos cortaram durante alguns dias uma transmissão em direto de um drone norte-americano que sobrevoava a Faixa de Gaza e era usado pelas forças israelitas para procurar reféns e militantes do Hamas. A espionagem norte-americana também restringiu a forma como Israel podia usar certas informações na procura de “alvos militares de alto valor”, indicaram duas fontes citadas.

    As principais preocupações da espionagem envolviam as mortes de civis em Gaza e os maus tratos que os prisioneiros palestinianos estavam a sofrer, sem receber garantias suficientes das autoridades israelitas de que as leis da guerra estavam a ser cumpridas — um requisito legal para a partilha de informações nos EUA.

    Esta decisão foi tomada dentro das próprias agências de informação sendo uma medida “limitada e tática” que veio de uma ordem superior dentro do governo norte-americano, indicam as fontes

  • Presidente do Egito sem planos para encontro com Netanyahu

    Abdel-Fattah el-Sissi, Presidente do Egito, não tem atualmente qualquer plano para se encontrar com o primeiro-ministro de Israel, revelou um fonte governamental ao Times of Israel.

    Segundo o jornal, o Egito terá ficado desagradado com as posições de Israel em questões que continuam sem resolução — o que, segundo esta fonte, reduz a probabilidade de um encontro entre Sissi e Netanyahu em breve.

    Segundo o oficial, Sissi não quererá ser usado como um “adereço” por Netanyahu durante as eleições israelitas do próximo ano.

  • Dezenas de pessoas protestam à frente da casa do Presidente de Israel

    O jornal Haaretz avança que dezenas de manifestantes estão à porta da casa do Presidente de Israel, Isaac Herzog, em Telavive.

    Segundo o jornal, os manifestantes pedem ao Presidente que não perdoe o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O governante israelita pediu ao Presidente Herzog um perdão pelas acusações de suborno e fraude, com o intuito de pôr fim ao julgamento por corrupção que dura há cinco anos.

  • Tempestade e chuva contínua agrava condições de vida para quase 795 mil palestinianos

    A Organização Internacional das Migrações (OIM) alerta que a chuva contínua trazida pela tempestade Byron deixa vulneráveis mais de 795 mil palestinianos.

    Em comunicado, este organismo das Nações Unidas alerta para a “saúde em alto risco” de milhares de palestinianos.

    Já morreram 14 pessoas em Gaza devido às inundações. A OIM alerta que, “com o avanço das águas, aumenta também o risco de surtos de doenças e outros perigos de saúde pública”.

    “As pessoas em Gaza já passaram por muitas perdas e têm medo há demasiado tempo”, alerta Amy Pope, diretora-geral da IOM em comunicado.

  • Israel estará a planear ataque de grande escala ao Líbano

    O Líbano terá sido alertado para os planos de Israel para lançar uma “operação militar de larga escala” contra o país. A informação foi revelada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano, Youssef Rajji, em entrevista à Al Jazeera.

    A entrevista é citada pela imprensa israelita. Segundo o ministro, o Líbano terá recebido os alertas de oficiais árabes e de outros pontos do mundo.

    O ministro revelou que o Líbano está a tentar fortalecer os laços diplomáticos para se defender em caso de ataque. Segundo o Haaretz, o ministro libanês também teceu críticas ao Hezbollah pela sua recusa em se desarmar.

    “O armamento do Hezbollah já provou ser ineficaz no apoio a Gaza e na defesa do Líbano”, avançou.

  • Narges Mohammadi, Nobel da Paz em 2023, novamente detida no Irão

    Fora da prisão há um ano, quando teve uma suspensão da pena por motivos de saúde, Narges Mohammadi foi detida pela 14.ª vez e vai regressar à cadeia. Ativista assistia a cerimónia de advogado morto.

    Narges Mohammadi, Nobel da Paz em 2023, novamente detida no Irão

  • Ministro do Líbano acusa Irão de criar "instabilidade" no Médio Oriente

    O ministro dos Negócios Estrangeiros libanês disse que o papel do Irão no Médio Oriente é “muito negativo” e um “foco de instabilidade” na região.

    Youssef Rajji disse à Al Jazeera que o governo pró-ocidente do Líbano está disponível para negociar com Irão, caso os líderes do país parem de financiar “uma organização ilegal” libanesa — expressão entendida pelo Times of Israel como sendo uma referência ao Hezbollah.

    O ministro confessou que vários países árabes contaram ao Líbano que o Irão estaria a preparar uma grande operação militar no Líbano — o que levou Beirute a adotar estratégias para proteger infraestruturas críticas. Rajji condenou a atividade do Hezbollah, que acusou de nada fazer para proteger Gaza ou o Líbano.

  • Tempestade Byron. Aumenta para 14 o número de mortos em Gaza

    As autoridades da Palestina revelaram que aumentou para 14 o número de mortos em Gaza devido à tempestade Byron. Entre as vítimas estão três crianças que morreram de hipotermia, avançou a Al Jazeera. Os últimos dados, antes desta atualização, apontavam para 11 mortos.

  • Egito alerta que Hamas ainda pode ter capacidades militares para atacar Israel

    Os negociadores egípcios a tomar parte nas negociações de paz avisaram os seus interlocutores norte-americanos que os EUA não devem subestimar as “capacidades militares que ainda existem na Faixa de Gaza, apesar da guerra”, e que ainda podem ocorrer ataques contra Israel a partir de Gaza.

    Essa informação foi prestada ao jornal libanês Al-Akhbar por fontes egípcias, aqui citadas pelo Times of Israel. Para os representantes do Cairo nas negociações, é imperativo que se avance para o desarmamento do Hamas.

    Este, no entanto, está dependente do “estabelecimento de um Estado palestiniano com Jerusalém Oriental como capital” e de garantias de que Israel não violará qualquer acordo potencial e nem retomará os ataques contra o grupo islamita.

    No entanto, o Egito tem vindo a alertar que Israel tem dado sinais negativos, ao tentar “impor realidades no terreno em Gaza, incluindo a expansão da largura da zona tampão”.

    O Egito tem enfatizado “o total compromisso dos palestinianos com os termos do acordo e a sua promessa de não obstruí-lo, apesar da falta de flexibilidade de Israel em lidar com os combatentes presos em áreas ainda sob ocupação e a sua contínua obstrução da passagem de Rafah, que deveria operar em ambas as direções de acordo com o acordo — um compromisso que Israel até agora não cumpriu”, alertaram.

  • ONU acusa Israel de bloquear entrada de materiais de construção necessários para abrigos na Faixa de Gaza

    A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU declarou esta sexta-feira que os materiais necessários para construir e reparar abrigos não estão a ser autorizados a entrar na Faixa de Gaza, deixando as populações desalojadas ainda mais vulneráveis a tempestades como a que se abateu sobre o território esta semana.

    Ainda que praticamente toda a população estimada de dois milhões de palestinianos a viver na Faixa de Gaza esteja em risco, dado o nível de destruição infraestrutural resultante da guerra entre o Hamas e Israel, a OIM estima num comunicado emitido esta sexta-feira que haja 795 mil pessoas particularmente vulneráveis ao mau tempo.

    Em causa está o facto de estarem em abrigos deficitários ou em campos de tendas localizados em “terrenos baixos, cheios de detritos, com drenagem e gestão de resíduos inadequadas, deixando as famílias em risco elevado de surtos de doenças e outros perigos à saúde pública à medida que as inundações se espalham”.

    A OIM fez saber que, desde o cessar-fogo iniciado a 10 de outubro, já conseguiu enviar mais de um milhão de bens para Gaza destinados a providenciar abrigo, “incluindo tendas impermeáveis, cobertores térmicos, colchões e lonas”.

    “No entanto, esses suprimentos não resistem a inundações”, alerta a organização, que diz serem necessários “kits básicos de ferramentas, sacos de areia e bombas de água”, assim como “materiais de construção como madeira e contraplacado” — todos eles “essenciais para reparar e reforçar os abrigos contra as chuvas contínuas e mitigar as inundações nos locais”.

    No entanto, estes bens não têm entrado na Faixa de Gaza devido ao que a OIM caracteriza como “restrições de acesso de longa data”, o que inclui também “limitações à entrada de materiais de construção em Gaza”. Apesar de não nomear diretamente Israel como o agente responsável por estes atrasos, é a autoridade do país que controla as entradas e as saídas do enclave palestiniano.

    O lado israelita defende estar a cumprir as suas obrigações, acusando as agências de ineficiência e de não conseguirem impedir os roubos perpetrados pelo Hamas, escreve o Times of Israel, que pediu uma reação ao COGAT, a unidade do Ministério da Defesa que supervisiona questões humanitárias, não tendo obtido resposta.

  • Ministro irlandês afirma que a proposta de restringir comércio com colonatos ilegais se vai limitar a bens

    As restrições planeadas pela Irlanda ao comércio com os colonatos israelitas serão limitadas à importação de bens, afirmou Thomas Byrne, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa irlandês, à Reuters.

    O esclarecimento de Byrne surge numa fase em que o governo irlandês enfrenta pressões dos dois lados: a nível interno, há exigências para que se alargue o âmbito da proibição dos bens aos serviços; a nível externo, Israel e os Estados Unidos querem que o projeto de lei seja abandonado.

    “É uma medida extremamente limitada, que proibiria a importação de bens de territórios ocupados ilegalmente. Medidas semelhantes já foram introduzidas em vários países europeus”, afirmou, fazendo saber também que a lei não sairá este ano.

    A Irlanda tem sido das nações mais críticas à atuação de Israel na Faixa de Gaza, especialmente no contexo da União Europeia, tendo sido dos primeiros países no ano passado a reconhecer o estado da Palestina.

    Por essa razão, dada a iniciativa que Dublin tem demonstrado no seio da comunidade internacional para opor-se à guerra na Faixa de Gaza, espera-se com alguma antecipação este projeto de lei, porque poderá ajudar a moldar a forma como outras nações europeias lançam restrições semelhantes ao comércio com os colonatos israelitas.

    A oposição irlandesa, de resto, resultou também num agravamento das relações com Israel, que encerrou a sua embaixada em Dublin em dezembro de 2024, e acusações de antissemitismo, o que Byrne nega. “Rejeito categoricamente que o país seja, de alguma forma, antissemita. Estamos profundamente conscientes da contribuição que o povo judeu tem dado à Irlanda”, afirmou.

  • Pelo menos 11 pessoas morreram devido ao mau tempo em Gaza, incluindo duas crianças e um bebé recém-nascido

    A falta de condições sanitárias e de segurança para lidar com as chuvas fortes e a descida das temperaturas já causou várias mortes na Faixa de Gaza, causadas por casos de hipotermia ou pelo colapso de infraestruturas.

    Segundo a Al-Jazeera, citando fontes médicas locais e a agência de notícias palestiniana Wafa, duas pessoas morreram esta manhã após o desabamento de um grande muro sobre as tendas dos deslocados no bairro de Remal, na parte ocidental da cidade de Gaza. A estas juntam-se uma pessoa que morreu de forma idêntica no campo de Shati na quinta-feira e as cinco vítimas já referidas esta manhã que perderam a vida com o colapso de uma habitação em Beit Lahiya.

    A falta de condições também levou à morte de um bebé recém-nascido por hipotermia na área de al-Mawasi, perto de Khan Younis, depois da tenda da sua família ter deixado entrar água, somando-se ainda as mortes de duas crianças, uma de nove anos e outra de idade desconhecida, também devido ao mau tempo.

  • Israel diz ter voltado a atingir alvos do Hezbollah no Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter atacado um “complexo de treino e qualificação” no sul do Líbano, alegando tratar-se de infraestruturas usadas pela força de elite Radwan do Hezbollah, escreve o Haaretz.

    O complexo, segundo o exército de Israel, era usado para “planear e executar ataques terroristas contra tropas das IDF e civis israelitas”, sendo que outros alvos do Hezbollah também terão sido atingidos. A notícia surge depois de, na terça-feira, ter sido divulgado que outro centro de treinos tinha sido visado.

  • Primal Scream alvo de queixa na polícia após a banda escocesa exibir Estrela de David misturada com uma suástica durante concerto

    A banda Primal Scream foi alvo de queixa às autoridades após exibir imagens consideradas antissemitas durante um concerto esta segunda-feira em Londres.

    Em causa está o facto de, durante o tema Swastika Eyes, o conjunto escocês exibir a Estrela de David sobreposta com suásticas nas projeções gráficas a acompanhar a atuação.

    A Community Security Trust (CST), uma instituição de caridade e que se destina a proteger os direitos dos judeus britânicos, anunciou ter denunciado a banda britânica à polícia pelo incidente, escreve o Telegraph.

    Afirmando que o CSR ficou “chocado com os vídeos grosseiramente antissemitas” exibidos no concerto, um porta-voz alertou ao jornal que “entrelaçar uma estrela de David com uma suástica implica que os judeus são nazis e corre-se o risco de incentivar o ódio aos judeus”.

    “É necessária uma investigação urgente por parte do local do evento e do promotor sobre como isto aconteceu e iremos denunciar o caso à polícia”, completou.

  • "Desprezo abominável pela vida humana". Amnistia Internacional acusa Hamas de crimes contra a humanidade no ataque do 7 de outubro

    Organização acusa Hamas de sete crimes de guerra, incluindo extermínio, encarceramento de reféns e violência sexual. Hamas e Israel criticam relatório da Amnistia, por razões totalmente opostas.

    “Desprezo abominável pela vida humana”. Amnistia Internacional acusa Hamas de crimes contra a humanidade no ataque do 7 de outubro

  • Tempestade Byron flagela quase dois milhões de palestinianos a viver desalojados na Faixa de Gaza

    A tempestade Byron atingiu a região de Israel e da Faixa de Gaza esta semana, com o território palestiniano a ser particularmente afetado pelas chuvas torrenciais e a baixa de temperatura, como noticia a Associated Press.

    Em causa está o facto da guerra ter destruído ou danificado a maioria das casas de cerca de dois milhões de palestinianos, forçados a viver em acampamentos de tendas ou nas ruínas das suas habitações.

    Como tal, vivem sem condições para lidar com chuva intensa — situação agravada pelo colapso do sistema de esgotos e pelo alagamento das fossas sanitárias cavadas pela população.

    Pelo menos três edifícios na cidade de Gaza, já danificados pelos bombardeamentos israelitas durante a guerra, ruíram parcialmente devido à chuva, informou a Defesa Civil palestiniana à AP. O Times of Israel noticia que pelo menos cinco pessoas terão morrido devido ao colapso de uma casa em Beit Lahiya.

    As agências humanitárias alertam que os cerca de dois meses de cessar-fogo não foram suficientes para resolver a crise humanitária que permanece na região, especialmente porque não estão a chegar materiais suficientes para construir abrigos em Gaza.

    Segundo a AP, os números divulgados recentemente pelas forças armadas de Israel dão a entender que o país não cumpriu a cláusula do cessar-fogo que permite a entrada de 600 camiões de ajuda humanitária por dia em Gaza, embora Israel conteste essa conclusão.

    “Ambientes frios, superlotados e insalubres aumentam o risco de doenças e infeções. Este sofrimento poderia ser evitado com ajuda humanitária sem obstáculos, incluindo apoio médico e abrigo adequado”, lamentou a agência da ONU para os refugiados palestinianos, UNRWA, na rede social X.

  • Bom dia.

    O Observador continua esta sexta-feira a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente.

    O liveblog de quinta-feira fica arquivado aqui.

    EUA terão obrigado Israel a pagar pela limpeza dos destroços em Gaza

1 de 1