Histórico de atualizações
  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta segunda-feira no novo liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    https://observador.pt/liveblogs/procura-por-corpos-de-refens-em-gaza-continua-cruz-vermelha-tem-maquinaria-pesada-em-khan-younis/

  • Chanceler da Áustria rejeita banir Israel da Eurovisão em 2026

    O chanceler austríaco, Christian Stocker, rejeitou banir Israel da próxima edição da Eurovisão, que será em Viena em maio de 2026. “Considero um erro fatal excluir Israel”, disse Stocker, numa entrevista à agência alemã dpa, citado pelo Times of Israel. “Com base no nosso histórico, nunca seria a favor desta decisão”, assinalou ainda o chanceler.

    De recordar que redes de televisão responsáveis pela transmissão do concurso em países como a Espanha, a Irlanda e os Países Baixos, afirmaram que os seus países não vão participar da próxima edição caso Israel esteja entre os concorrentes. A organização deve considerar a participação numa reunião em dezembro.

  • Força internacional para estabilização de Gaza poderá ter tropas do Paquistão, avança imprensa israelita

    A força internacional que deve ajudar a manter a estabilidade em Gaza depois dos anos de guerra devem incluir tropas do Paquistão, avança o site de notícias Ynet, citado pelo Times of Israel. Membros do comité de Negócios Estrangeiros e Defesa do Knesset terão sido informados durante uma reunião na semana passada que a força internacional de estabilização seria formada por soldados da Indonésia, do Azerbaijão e do Paquistão.

    Enquanto a Indonésia já havia oferecido tropas publicamente anteriormente e o Azerbaijão já tinha concordado em ceder militares, o Paquistão ainda não havia sido citado como um país a contribuir com a força militar.

  • Negociador do Hamas diz que o grupo vai entregar armas se ataques israelitas terminarem

    O negociador líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, disse que o grupo palestiniano pretende entregar as armas caso a “presença da ocupação e a agressão” terminem. “Se a ocupação acabar, estas armas serão transferidas para o Estado”, afirmou Al-Hayya, citado pelo Times of Israel, sem esclarecer se fala de uma administração palestiniana ou um Governo ainda a ser formado. “A questão das armas é sempre motivo de discussão entre os grupos palestinianos e os mediadores, e o acordo está apenas no início”, garantiu ainda o membro do Hamas.

    O desarmamento do Hamas é uma das exigências de Israel para colocar um fim na guerra em Gaza, e também um dos 20 pontos do plano apresentado pelos EUA para alcançar o atual acordo de cessar-fogo.

  • ONU acusa Israel de lançar ataques próximos a forças de paz no Líbano

    A Força Interina da ONU no Líbano (UNIFIL) afirma que um drone israelita terá lançado uma granada perto de uma das suas patrulhas hoje, enquanto um tanque israelita terá disparado contra os capacetes azuis.

    “Esta tarde, por volta das 17h45, um drone israelita aproximou-se de uma patrulha da UNIFIL que operava perto de Kfar Kila e lançou uma granada. Momentos depois, um tanque israelita disparou contra as forças de paz”, afirma a UNIFIL, que informa que não houve danos ou feridos.

    Entretanto, a UNIFIL afirma que, anteriormente, outro drone israelita sobrevoou a sua patrulha “de forma agressiva”. Acrescenta que “as forças de paz aplicaram as contramedidas defensivas necessárias para neutralizar o drone”.

    “Essas ações das Forças de Defesa de Israel (IDF) violam a Resolução 1701 do Conselho de Segurança e a soberania do Líbano, e demonstram desrespeito à segurança das forças de paz que implementam tarefas determinadas pelo Conselho de Segurança no sul do Líbano”, afirma a UNIFIL.

    Este domingo as IDF lançaram pelo menos dois ataques no Líbano, nos quais afirmam terem como alvos dois membros do Hezbollah, que terão morrido na ofensiva.

  • Israel não saberá a localização de quatro dos 13 corpos de reféns a resgatar em Gaza

    De acordo com a rede pública israelita Kan, citada pelo Times of Israel, os militares israelitas não sabem a localização de quatro dos 13 corpos de reféns que ainda estão por resgatar em Gaza.

    O chefe das IDF, Eyal Zamir, terá tentado explicar ao vice-Presidente JD Vance na última semana que Israel demorou anos para localizar os restos de Hadar Goldin, um soldado morto em 2014 cujo corpo é um dos 13 que ainda precisam ser resgatados, numa tentativa de pressionar Washington sobre a importância de recuperar todos os corpos.

    Equipas egípcias e da Cruz Vermelha estão a trabalhar ao lado de membros do Hamas nas buscas pelos corpos dentro da Faixa de Gaza.

  • Netanyahu nega que precise da autorização dos EUA para atacar Gaza: "A nossa política de segurança está nas mãos de Israel"

    Num vídeo que partilhou no X, Benjamin Netanyahu nega que precise da autorização dos EUA para ataques em Gaza. “Israel é um país independente, os EUA são um país independente, a relação entre nós é de parceiros”, começa por dizer o primeiro-ministro israelita, que afirma que esta relação “manifestou-se recentemente na libertação dos reféns, todos os reféns vivos em Gaza e, claro, no esforço para trazer de volta todos os mortos em serviço.”

    Entretanto, diante das notícias na imprensa israelita de que o país tivesse que informar os EUA sobre movimentações das IDF em Gaza, Netanyahu negou que precisasse de tal autorização. “Quero esclarecer uma coisa de forma inequívoca: a nossa política de segurança está nas mãos de Israel”, disse.

    “Desferimos 150 toneladas contra o Hamas e contra grupos terroristas após um ataque contra dois dos nossos soldados. Também impedimos perigos enquanto ainda se estavam a formar, antes de se tornarem operacionais, como fizemos ontem mesmo na Faixa de Gaza”, afirmou o primeiro-ministro israelita, destacando: “Não pedimos autorização a ninguém para isso. Controlamos a nossa segurança. Também deixámos claro que, no que diz respeito a forças internacionais, Israel determinará que forças nos são inaceitáveis — e é assim que agimos e continuaremos a agir.”

    Por fim, Netanyahu afirma que Donald Trump está confortável com estes termos. “Isto, naturalmente, também é aceitável para os Estados Unidos, como representantes de alto nível deixaram claro nos últimos dias. Israel é um país independente. Defender-emo-nos por nós próprios, e continuaremos a controlar o nosso destino.”

  • IDF confirmam morte de dois membros do Hezbollah em ataques no Líbano

    As IDF confirmaram nas redes sociais as mortes de dois membros do Hezbollah nos dois ataques no Líbano que foram noticiados esta manhã pela imprensa israelita. Os militares também partilharam vídeos dos ataques.

    De acordo com as forças militares israelitas, o primeiro ataque aconteceu próximo à cidade de Naqoura, ao sul do país, e matou Abd a-Sayed, que as IDF dizem servir ao Hezbollah na vila de Ras al-Bayada, facilitando o contacto do grupo com os residentes em termos “económicos e militares”.

    O segundo ataque foi na vila de Nabi Chit e matou Ali Hussein al-Mousawi, quem os israelitas dizem era responsável por fornecer armas ao grupo, “transferindo armamento da Síria para o Líbano”.

  • Equipas egípcias e da Cruz Vermelha em Gaza ao lado do Hamas para procurar corpos de reféns

    Um porta-voz do governo israelita, citado pelo Haaretz, disse este domingo que Israel vai manter o controlo das “operações de segurança” na faixa de Gaza, tendo Benjamin Netanyahu aprovado a entrada de uma equipa egípcia em Gaza para ajudar a procurar os corpos dos reféns ainda não encontrados.

    Também equipas da Cruz Vermelha tiveram autorização para ir além das linhas que tinham sido estabelecidas pelo exército israelita em Gaza, “alargando o acesso humanitário” à zona.

    Segundo o Haaretz, elementos do Hamas estão a acompanhar estas equipas no terreno para encontrarem os corpos dos reféns que faltam.

  • Ex-reféns do Hamas de regresso e recebidos em festa, com música, balões e bandeiras israelitas

    Há vários ex-reféns israelitas que estão este domingo prestes a chegar a casa, com familiares e amigos a festejar o seu regresso.

    É o caso de Segev Kalfon, que passou os últimos dias no hotel Kfar Maccabiah e está agora a ir para a sua cidade, Dimona, no sul de Israel. A cidade está decorada com bandeiras israelitas e americanas, assim como com balões azuis e brancos, cores do país.

    Como conta o Times of Israel, a avó de Kalfon também está à sua espera, num lar em Dimona.

    O ex-refém Eitan Mor também teve alta do hospital este domingo e foi rodeado de apoiantes que queriam desejar-lhe um bom regresso, com bandeiras israelitas na mão.

    Também os residentes de Kfar Saba estão a fazer fila nas ruas da cidade, à espera do ex-refém Evyatar David, que deverá chegar a casa vindo do hospital este domingo. Há música e balões nas ruas.

    Mais dois ex-reféns, Bar Kuperstein e Guy Gilboa-Dalal, devem voltar a casa esta tarde.

  • Ataques israelitas matam duas pessoas no Líbano

    Um ataque israelita matou duas pessoas na zona de Naqoura, no sul do Líbano, e numa aldeia libanesa em Bekaa Valley. Os ataques com drones israelitas têm surgido, durante este domingo, na imprensa libanesa, citada pela imprensa israelita.

  • Israel está no "auge" da parceria com EUA mas avisa: "Não estamos a pedir a aprovação de ninguém"

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse no arranque da reunião do seu governo neste domingo que tem assistido a “alegações ridículas” sobre as relações entre Israel e os EUA e sobre o “controlo” que os dois países exerceriam um sobre o outro.

    “Israel é um país independente, os EUA são um país independente. O nosso país é um parceiro, e esta parceria, que está no auge, ficou clara na cooperação internacional” na guerra com o Irão, defendeu.

    “Quero deixar uma coisa clara — a nossa política de segurança está nas nossas mãos. Não estamos dispostos a tolerar ataques contra nós, respondemos de acordo com o nosso critério contra ataques, como se viu no Líbano e recentemente em Gaza”.

    “Não estamos a pedir a aprovação de ninguém sobre isto”, frisou. “Deixámos claro às forças internacionais que Israel é que vai determinar que forças são inaceitáveis e é assim que operamos e vamos continuar a operar”.

  • Unicef exige entrada de ajuda humanitária e material educativo em Gaza

    A Unicef exigiu este domingo que Israel agilize a passagem de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e permita a entrada urgente de diversos materiais de ajuda, nomeadamente de apoio educativo, psicossocial e de saúde mental.

    Em comunicado, o diretor regional para o Médio Oriente e Norte de África do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Edouard Beigbeder, referiu que desde o início do cessar-fogo promovido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que houve um aumento da entrada de ajuda no território, mas que ainda não é suficiente.

    Nesse sentido, Edouard Beigbeder pediu às autoridades israelitas que permitam a circulação segura, rápida e sem entraves da ajuda humanitária para a Faixa de Gaza abrindo, simultaneamente, todas as passagens com procedimentos de despacho melhorados e mais rápidos.

    Além disso, acrescentou, deveria ser permitido o trânsito de ajuda através de todas as rotas de abastecimento possíveis, incluindo o Egito, Israel, Jordânia e Cisjordânia.

    Em sua opinião, Israel deve permitir a entrada urgente de diversos materiais de ajuda, de acordo com as necessidades avaliadas, incluindo artigos anteriormente recusados ou restritos.

    “Os ‘kits’ educativos, de apoio psicossocial e de saúde mental da Unicef estão bloqueados há mais de um ano. Precisamos que esses ‘kits’ entrem imediatamente”, afirmou Beigbeder.

    O responsável assinalou que o acordo de paz é uma “oportunidade vital” para a sobrevivência, segurança e dignidade das crianças em Gaza, motivo pelo qual o cessar-fogo deve manter-se e transmitir, mais do que calma, ação.

    Segundo Beigbeder, Gaza “é o lugar mais perigoso do mundo para as crianças” porque a guerra deixou “feridas de medo, perda e dor”.

    “A intensificação do trabalho humanitário da Unicef após o cessar-fogo está em andamento. Estamos a trabalhar contra o relógio para salvar a vida das crianças de ameaças evitáveis como desnutrição, doenças e frio do inverno”, ressalvou.

    E acrescentou: “Estamos a expandir o tratamento nutricional face à fome, transportando água potável em camiões-cisterna para as famílias nos seus locais de refúgio e fornecendo-lhes cobertores, roupas e abrigo”.

    Beigbeder salientou que as famílias sabem que, após dois anos perdidos, o regresso a uma educação adequada estabelecerá as bases para a aprendizagem, a esperança e a coesão social a longo prazo.

    O objetivo da Unicef é que as 650 mil crianças em idade escolar de Gaza regressem à escola.

    O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

    A retaliação de Israel já provocou mais de 68 mil mortos e cerca de 170 mil feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

  • Hamas vai entrar em novas zonas de Gaza para procurar corpos de reféns

    O chefe da equipa negocial do Hamas, Khalil al-Hayya, disse este domingo que elementos do grupo vão entrar em novas zonas de Gaza para procurar corpos de reféns que ainda não foram encontrados.

    Numa entrevista concedida a Al-Jazeera, o responsável do Hamas diz que não irá dar “uma desculpa a Israel para retomar a guerra”.

    Garantiu também que o Hamas está interessado em fazer, pela primeira vez em décadas, eleições em Gaza, e criticou a entrada de poucos camiões de ajuda humanitária na faixa.

    Este sábado, Donald Trump exigia ao Hamas que libertasse o resto dos reféns em 48 horas.

  • Bom dia,

    Arranca aqui um novo liveblog sobre a guerra em Gaza, onde vamos estar a acompanhar todas as notícias relevantes que surjam este domingo.

    Neste link pode recordar as notícias que marcaram este sábado.

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