Momentos-chave
- Hamas quer continuar tréguas mas recusa “forças estrangeiras”
- Primeiro-ministro palestiniano avança que plano de reabilitação de Gaza será apresentado na cimeira do Cairo
- Número de mortos em Gaza sobe para 48.388
- Presidente do Líbano afirma que Estado deve ter controlo das "decisões sobre guerra e paz"
- Hamas rejeita a "formulação" apresentada por Israel para prolongar a primeira fase do acordo
Histórico de atualizações
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Hamas quer continuar tréguas mas recusa “forças estrangeiras”
O Hamas manifestou-se hoje disponível a implementar “as fases restantes” do acordo de tréguas com Israel, mas rejeitou categoricamente a “presença de forças estrangeiras” na Faixa de Gaza.
“Afirmamos a nossa determinação em concluir as fases restantes do acordo que conduz a um cessar-fogo abrangente e permanente, à retirada total das forças de ocupação da Faixa de Gaza e à reconstrução e ao levantamento do cerco”, segundo a mensagem do grupo aos participantes na cimeira extraordinária da Liga Árabe sobre os Territórios Palestinianos, a decorrer no Cairo na quarta-feira.
O acordo de tréguas entre Israel e o movimento palestiniano entrou em vigor a 19 de janeiro depois de mais de 15 meses de guerra que devastaram a Faixa de Gaza.
Com final agendado para este sábado, a primeira fase do acordo previa a devolução a Israel de 33 reféns mantidos em cativeiro em Gaza (incluindo oito mortos) em troca da libertação de cerca de 1.800 palestinianos detidos por Israel.
O grupo islamista mantém-se irredutível em discutir apenas a implementação da segunda fase do acordo, que deverá garantir o fim definitivo da guerra e a retirada israelita de Gaza, bem como a libertação dos reféns ainda detidos – cerca de 60, dos quais mais de metade poderão estar mortos.
Israel gostaria de ver mais reféns libertados no âmbito de um prolongamento da primeira fase, tendo o governo de Benjamin Netanyahu afirmado que se reserva no direito de retomar as hostilidades em qualquer altura para destruir o Hamas caso este não deponha as armas.
Na sua mensagem aos países árabes sobre a questão do pós-guerra, o Hamas afirma estar pronto a considerar “qualquer opção aceite pelos palestinianos”, mas que “rejeita categoricamente qualquer tentativa de impor projetos ou formas de administração não palestinianas ou a presença de forças estrangeiras no território da Faixa de Gaza”.
O governo israelita tem repetido nos últimos dias que está determinado a manter as tropas israelitas dentro de Gaza, numa zona fronteiriça com o Egito, mesmo após a conclusão de um eventual cessar-fogo permanente.
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Primeiro-ministro palestiniano avança que plano de reabilitação de Gaza será apresentado na cimeira do Cairo
Mohammad Mustafa, o primeiro-ministro palestiniano, avança que a Autoridade Palestiniana e o Egito vão apresentar o plano de reabilitação para Gaza na cimeira da Liga Árabe, marcada para 8 de março.
Este plano não inclui a movimentação da população da Faixa de Gaza, especificou Mustafa, citado pelo jornal Haaretz.
Mustafa está hoje numa visita ao Cairo, onde já se encontrou com os responsáveis do Egito para preparar o plano, escreve a agência WAFA.
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Número de mortos em Gaza sobe para 48.388
O número de mortos na Faixa de Gaza, em consequência da ofensiva militar lançada pelo exército israelita na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, subiu para 48.388, segundo um balanço oficial divulgado hoje.
De acordo com a agência Europa Press, que cita o Ministério da Saúde de Gaza, ligado ao Hamas, o balanço contabiliza os 21 corpos retirados de escombros nas últimas horas e mais dois mortos em incidentes recentes.
No total, apontam as autoridades de Gaza, 48.388 pessoas morreram e 111.803 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelita, atualmente suspensa ao abrigo de um acordo de cessar-fogo que prevê a libertação de reféns detidos na Faixa de Gaza em troca da libertação de prisioneiros palestinianos.
As autoridades palestinianas continuaram a atualizar o balanço da ofensiva depois de terem recuperado o acesso a zonas anteriormente fechadas, o que facilitou a recuperação de corpos dos escombros de edifícios destruídos.
Israel autorizou igualmente o regresso das pessoas deslocadas à parte norte da Faixa.
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Presidente do Líbano afirma que Estado deve ter controlo das "decisões sobre guerra e paz"
O Presidente do Líbano afirma que o país tem de ter o controlo das “decisões sobre a guerra e a paz” e que, para tal acontecer, deve “monopolizar ou restringir o armamento ao Estado”.
Joseph Aoun avançou numa entrevista, que é citada pelo Times of Israel, que “já não é permitido que mais ninguém além do Estado cumpra o seu dever nacional de proteger o território e o povo”.
“Quando há uma agressão contra o Estado libanês, o Estado toma a decisão e determina como mobilizar as forças para defender o território”, cita o jornal israelita.
“Estamos cansados da guerra”, declarou o chefe de Estado do Líbano. “Esperamos encerrar os conflitos militares e resolver os nossos problemas através de esforços diplomáticos.”
Auon teceu críticas a Israel e ao facto de as forças militares do país ainda não se terem retirado completamente do sul do Líbano. “Não estamos surpreendidos… Porque esperamos sempre o pior deles”, declarou.
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Hamas rejeita a "formulação" apresentada por Israel para prolongar a primeira fase do acordo
O Hamas rejeitou a proposta de “formulação” apresentada por Israel para prolongar a primeira fase do acordo de cessar-fogo, que terminará hoje.
A Reuters cita o porta-voz do grupo, Hazem Qassem, que numa entrevista à televisão Al-Araby declarou ainda que não estão em curso negociações ligadas à segunda fase do cessar-fogo.
A segunda fase do acordo deverá incluir passos que levem a um fim duradouro da guerra entre Israel e o Hamas.
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Bom dia, bem-vindo ao liveblog onde vamos acompanhar os principais desenvolvimentos do conflito entre Israel e o Hamas.
Recupere as informações de ontem no liveblog anterior.
Administração dos EUA aprova três mil milhões de euros em apoio militar a Israel