Momentos-chave
- MNE da Alemanha descreve Gaza como "um pesadelo humanitário" e um "inferno na terra"
- Ministro da Segurança Nacional avisa Netanyahu que "não tem mandato para acabar guerra" sem derrotar o Hamas
- Membros portugueses da Flotilha rejeitam entregar a ajuda humanitária destinada a Gaza
- Milhares manifestam-se em Israel para pressionar Netanyahu a aceitar acordo de Trump
- Israel estima que 750 mil palestinianos saíram da cidade de Gaza
- Força Aérea de Israel atinge 120 alvos na Faixa de Gaza
- Nova Zelândia anunciou que não vai reconhecer Palestina neste momento
- Bombardeamentos israelitas em Gaza matam pelo menos 26 pessoas
- Hamas terá concordado com plano de Trump para acabar com guerra em Gaza
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora:
- O movimento Hamas terá concordado com o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para terminar a guerra em Gaza, o qual prevê a libertação de todos os reféns israelitas em troca da libertação de prisioneiros palestinianos e a retirada gradual das forças israelitas da Faixa de Gaza. Este entendimento surge num contexto em que o governo de Trump considera que a continuidade da ofensiva israelita desestabiliza a região.
- O governo israelita está sob pressão para aceitar o plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Milhares de pessoas manifestaram-se em várias cidades de Israel, incluindo Jerusalém, para exigir que Netanyahu aceite o acordo e proceda à libertação dos reféns, terminando assim o conflito.
- Os bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 26 residentes. Os ataques foram dirigidos a áreas residenciais e resultaram em elevados números de vítimas civis, aumentando o sofrimento humanitário no enclave.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, descreveu a situação em Gaza como um “pesadelo humanitário” e apelou a uma solução de dois Estados, reafirmando o compromisso com a existência e segurança de Israel e a necessidade de um futuro com liberdade e dignidade para todas as pessoas no Médio Oriente.
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Termina aqui este artigo liveblog sobre o conflito entre Israel e o Hamas e a evolução da situação no Médio Oriente. Siga nesta nova ligação as últimas informações ao longo de domingo.
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MNE do Egito mostra alinhamento com plano de Trump para acabar guerra e defende causa palestiniana
O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, garantiu este sábado que o Egito está “totalmente comprometido” com a visão de Donald Trump para “restaurar a estabilidade” em Gaza, através do plano que prevê o fim imediato da guerra, o regresso dos reféns israelitas às suas famílias, a criação de condições para um Estado palestiniano e a libertação de prisioneiros palestinianos mantidos em Israel.
“O Egito não é e não será uma porta de entrada para liquidar a causa palestiniana. Nunca, jamais seremos parceiros de uma nova Nakba”, afirmou o governante na assembleia-geral das Nações Unidas, insistindo que o seu país não irá alinhar com qualquer deslocação forçada do povo palestiniano. “Seria um crime de limpeza étnica”, vincou.
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MNE da Alemanha descreve Gaza como "um pesadelo humanitário" e um "inferno na terra"
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão classificou este sábado a situação em Gaza como um “pesadelo humanitário” e um “inferno na Terra”, reiterando o apoio a uma solução de dois Estados, na sua intervenção perante a Assembleia Geral da ONU.
“Esta guerra deve terminar. Os reféns devem ser libertados. A existência e a segurança de Israel farão sempre parte da nossa razão de Estado”, afirmou o ministro Johann Wadephul, num discurso breve no qual substituiu o chanceler Friedrich Merz, cuja ausência na Assembleia Geral das Nações Unidas foi alvo de críticas na Alemanha.
O chefe da diplomacia da Alemanha disse que deve haver um futuro “em liberdade e dignidade para todos” no Médio Oriente e que a única solução viável passa por “dois Estados para dois povos”.
O ministro também se referiu às sanções das Nações Unidas contra o Irão, cuja reimposição foi desencadeada pela Alemanha, França e Reino Unido e que entrarão em vigor ainda hoje. Wadephul acusou o Irão de gerir uma rede de forças armadas malignas que desestabilizam o Médio Oriente e de desenvolver um programa nuclear que “vai além de qualquer uso civil plausível”, justificando o recurso ao mecanismo de sanções pelo facto de Teerão não cumprir os acordos sobre este assunto.
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Ministro da Segurança Nacional avisa Netanyahu que "não tem mandato para acabar guerra" sem derrotar o Hamas
Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, publicou este sábado uma mensagem na rede social X que serviu como aviso a Benjamin Netanyahu, face à pressão em torno de um ‘sim’ do primeiro-ministro israelita ao plano dos EUA para o fim da guerra e a recuperação dos reféns.
אדוני ראש הממשלה, אין לך מנדט לסיים את המלחמה ללא הכרעה מוחלטת של החמאס.
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) September 27, 2025
“Não tem mandato para acabar com a guerra sem uma derrota completa do Hamas”, referiu o governante, num momento em que tudo aponta para uma pressão norte-americana para o Governo israelita aceitar o plano de Donald Trump. O presidente norte-americano referiu claramente esta semana que não iria permitir a anexação de Gaza, contrariamente aos planos divulgados por Netanyahu.
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Membros portugueses da Flotilha rejeitam entregar a ajuda humanitária destinada a Gaza
Os membros portugueses da Flotilha Global Sumud rejeitaram este sábado entregar a ajuda humanitária destinada a Gaza, em resposta à sugestão feita pelas autoridades italianas e reiterada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, num comunicado a que a Lusa teve acesso.
“Está bem documentado o bloqueio regular da ajuda humanitária por Israel à entrada de Gaza como o assassinato sistemático de civis em pontos de distribuição”, sublinharam os membros da flotilha. Paulo Rangel frisou na quinta-feira essa alternativa para a entrega da ajuda humanitária, que resultou de um acordo de mediação entre as autoridades italianas, as autoridades israelitas e a Igreja Católica.
“Gostaríamos de clarificar que o propósito desta missão humanitária é abrir um corredor humanitário para Gaza. A posição do Governo italiano, de desviar a Flotilha para outro destino, não representa a proteção mas o desvirtuamento da missão”, sublinha o comunicado. Face a estas declarações, os membros portugueses admitiram que reconhecem os perigos a que estão sujeitos, contudo consideram que “o papel do Governo português é proteger a missão humanitária”.
A Flotilha Global Sumud é composta por cerca de 50 navios com ativistas, políticos, jornalistas e médicos de mais de 40 nacionalidades, incluindo três portugueses: a deputada Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício. A nota acrescenta ainda que os três navios onde seguem os portugueses partirão ainda hoje de Creta com destino a Gaza.
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Milhares manifestam-se em Israel para pressionar Netanyahu a aceitar acordo de Trump
Milhares de pessoas manifestam-se este sábado em várias cidades de Israel, com especial destaque para Jerusalém, segundo avança o jornal Times of Israel. A intenção passa por pressionar o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a aceitar o acordo proposto pelos EUA para a libertação dos restantes reféns e o fim da guerra contra o Hamas.
Hostage families call for mass protests as new Trump plan gathers steam https://t.co/vXum8c5FNj
— The Times of Israel (@TimesofIsrael) September 27, 2025
Uma marcha partiu do Portão de Jaffa, na Cidade Velha, em direção à residência oficial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e em Tel Aviv, onde um comício estava marcado para as 20h00 locais na Praça dos Reféns.
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Hezbollah reitera recusa em desarmar quando assinala um ano da morte do ex-líder
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reafirmou hoje que o grupo xiita libanês não vai depor as armas, rejeitando a intenção do Governo, durante uma grande cerimónia para assinalar o primeiro aniversário da morte do seu antecessor Hassan Nasrallah.
“Tenho seguido o seu caminho desde a sua ausência, seremos os portadores da verdade (…) Não abandonaremos a frente de guerra e não abandonaremos as nossas armas”, declarou Qassem, num discurso transmitido em ecrãs gigantes perante milhares de seguidores reunidos junto ao mausoléu de Nasrallah, nos arredores de Beirute.
“Vamos continuar, seremos resilientes e estaremos prontos para o martírio”, defendeu o atual secretário-geral do Hezbollah, citado pela agência EFE.
Este mês, o Exército apresentou um plano para o Hezbollah depor as armas, encomendado pelo Conselho de Ministros, que a instituição militar planeia implementar por fases. Qassem criticou as tentativas de desarmar o grupo como, na verdade, procurando “desarmar o Líbano” e pediu ao Governo que se concentre na defesa da “soberania” do país, pondo fim à presença de tropas israelitas que ainda ocupam cinco locais no seu território.
O líder do movimento insistiu que enfrentarão qualquer programa que sirva os interesses de Israel, “mesmo que esteja disfarçado de projeto nacional”.
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Israel estima que 750 mil palestinianos saíram da cidade de Gaza
Israel estimou hoje que mais de 750.000 palestinianos se deslocaram da cidade de Gaza para o sul do enclave, à medida que avança a mais recente ofensiva do exército israelita.
O porta-voz do exército em língua árabe, Avichai Adrai, indicou em comunicado que a cidade de Gaza “está a esvaziar-se porque os moradores estão a perceber que a operação militar está a intensificar-se e que deslocar-se para o sul é mais seguro”.
O representante das Forças de Defesa de Israel (FDI) explicou que as operações se intensificam à medida que o exército tenta “acabar com todos os objetivos” do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na área.
“Pedimos a todos na área de Al-Mawasi que se mudem o mais rápido possível e se juntem aos mais de 750.000 moradores que já deixaram a área nos últimos dias por razões de segurança”, insistiu.
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Força Aérea de Israel atinge 120 alvos na Faixa de Gaza
A Força Aérea Israelita atingiu cerca de 120 alvos na Faixa de Gaza durante o último dia, incluindo edifícios usados por grupos terroristas, operacionais destes grupos e outras infraestruturas, diz a Força Aérea, citada pelo Times of Israel.
Os ataques aéreos ocorrem em simultâneo com os avanços terrestres no norte do enclave. As Forças de Defesa de Israel garantiram que as tropas continuam a avançar na Cidade de Gaza, onde foram detetados depósitos de armas, rockets e lançadores de granadas.
Esta sexta-feira, a 98ª Divisão das IDF levou a cabo um ataque, com recurso a drones, contra um posto de vigilância do Hamas e um ponto de concentração de agentes da Jihad Islâmica Palestiniana.
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"O regime mais desprezado e isolado do mundo". Líder supremo do Irão reage a discurso de Netanyahu nas Nações Unidas
O líder supremo do Irão Ali Khamenei reagiu este sábado às imagens das delegações a abandonar a Assembleia Geral das Nações Unidas quando Benjamin Netanyahu subiu ao púlpito para discursar em Nova Iorque. Nas redes sociais, o ayatollah escreve que o “regime sionista maléfico é o regime mais desprezado e isolado do mundo”.
Today, the evil Zionist regime is the most despised and isolated regime in the world. pic.twitter.com/pWJBQSQBho
— Khamenei.ir (@khamenei_ir) September 27, 2025
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Irão diz preferir sanções da ONU às “exigências irracionais” dos EUA
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse hoje que Teerão prefere o regresso das sanções da ONU do que aceitar “exigências irracionais” dos Estados Unidos sobre o programa nuclear do Irão.
“Com os homólogos europeus chegámos a conclusões, mas a visão dos EUA é diferente, e é natural que não tenhamos chegado a um entendimento sobre o mecanismo de reinício rápido (das sanções), uma vez que o pedido dos EUA é inaceitável”, disse Pezeshkian à televisão estatal iraniana a partir de Nova Iorque, antes de regressar a Teerão depois de participar na 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Pezeshkian explicou que os Estados Unidos exigiram que o Irão entregasse os mais de 400 quilos de urânio enriquecido a 60% — muito perto dos 90% necessários para uso militar — em troca de uma extensão de três meses antes de restaurar as sanções impostas pelas Nações Unidas contra Teerão, antes do acordo nuclear de 2015.
Um pedido que o líder iraniano considerou inaceitável. “Se tivéssemos de escolher entre as suas exigências irrazoáveis e o rápido reinício (das sanções), escolheríamos o reinício rápido”, afirmou.
Pezeshkian considerou que, se Teerão tivesse aceitado essa exigência, os EUA criariam outra dentro de alguns meses e diriam que querem restabelecer as sanções.
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Nova Zelândia anunciou que não vai reconhecer Palestina neste momento
A Nova Zelândia não reconhecerá o Estado da Palestina neste momento, mas continua comprometida com uma solução de dois Estados, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, na Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Com uma guerra em curso (com Hamas a permanecer como o governo de facto de Gaza e sem existir clareza sobre os próximos passos) sobram muitas questões sobre o futuro estado da Palestina — e não é prudente que a Nova Zelândia anuncie o reconhecimento neste momento”, disse Winston Peters, citado pela Reuters.
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Bombardeamentos israelitas em Gaza matam pelo menos 26 pessoas
Pelo menos 26 habitantes da Faixa de Gaza morreram hoje devido a bombardeamentos israelitas, na sua maioria contra residências familiares no norte e centro do enclave, confirmaram fontes locais à agência de notícias EFE.
De acordo com o Hospital Al Shifa, seis pessoas morreram num ataque contra a casa da família Bakr no campo de refugiados de Al Shati, a oeste da cidade de Gaza, que fica no norte da Faixa.
A defesa civil de Gaza deu conta de outras cinco vítimas mortais num bombardeamento sobre a casa da família Al Shurafa, no bairro de Rimal, na cidade de Gaza, onde pelo menos 13 pessoas permanecem soterradas sob os escombros.
Na localidade de Al Zawaida, no centro do enclave, um ataque contra a casa da família Abu Rukab deixou três mortos, segundo a mesma fonte.
No campo de refugiados de Nuseirat, também no centro, o hospital Al Awda confirmou a morte de 12 pessoas por um bombardeamento à casa da família Al Jamal.
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Hamas terá concordado com plano de Trump para acabar com guerra em Gaza
O Hamas terá concordado com o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza, e que inclui a libertação imediata de todos os reféns israelitas, disseram fontes conhecedoras do tema ao jornal Haaretz.
Trump quer finalizar o acordo com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, quando os dois se encontrarem na segunda-feira.
Em contrapartida pela a libertação de todos os reféns vivos e mortos, Israel libertará centenas de prisioneiros palestinos e retirará gradualmente as suas forças da Faixa de Gaza.
O entendimento da administração Trump é o de que o tempo que tinha sido dado a Netanyahu para continuar a ofensiva israelita em Gaza está a ser usado para ações que desestabilizam o Médio Oriente — como por exemplo, o ataque aéreo israelita a Doha, no Qatar, no início de setembro. Assim, Washington considera que não pode continuar a dar mais margem de manobra a Netanyahu.
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Bom dia.
Abrimos este liveblog para acompanhar os acontecimentos mais recentes da guerra na Faixa de Gaza.
Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog, que agora arquivamos.