Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora

    • O gabinete do primeiro-ministro de Israel confirmou ao Haaretz que a intervenção de Benjamin Netanyahu na Assembleia-geral da ONU será transmitido na Faixa de Gaza, mas do lado da fronteira israelita. Telavive descreveu esta medida como um “esforço informativo” para divulgar o discurso “histórico”.

    • Os países árabes estão “esperançosos” que o Presidente Donald Trump possa pôr fim à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, depois de uma reunião “muito encorajadora” na terça-feira. O resumo foi feito pelo primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, que defende que Trump é o único que pode “parar Netanyahu” e trazer paz ao Médio Oriente.

    • Desde a madrugada desta sexta-feira, os ataques israelitas na Faixa de Gaza já mataram 27 palestinianos, segundo números que fontes hospitalares avançaram à Al Jazeera. Desse total, 16 pessoas morreram nas imediações dos pontos de distribuição de ajuda humanitária.

    • No contexto internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chegaram a um entendimento sobre a implementação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Contudo, Erdogan não detalhou se este “entendimento” passou pela definição de um plano concreto para implementar um cessar-fogo. Donald Trump continua a recusar o reconhecimento do Estado da Palestina, que seria necessário para alcançar a solução de dois Estados.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar os mais recentes acontecimentos em torno da guerra em Gaza neste outro liveblog.

    Hamas terá aprovado plano de Trump para acabar com guerra em Gaza. Bombardeamentos israelitas em Gaza matam 26 pessoas

  • Trump fala em "discussões muito inspiradoras e produtivas" com a "comunidade do Médio Oriente" sobre Gaza

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na sua rede social Truth Social, informou que estavam a decorrer “discussões muito inspiradoras e produtivas com a comunidade do Médio Oriente sobre Gaza”.

    “As negociações intensas já duram quatro dias e continuarão pelo tempo que for necessário para que se chegue a um acordo bem-sucedido”, acrescentou o líder, sublinhando que “todos os países da região estão envolvidos”

    “O Hamas está bem ciente dessas discussões e Israel foi informado em todos os níveis, incluindo o primeiro-ministro Bibi Netanyahu”, continuou.

    “Há mais boa vontade e entusiasmo para chegar a um acordo, após tantas décadas, do que eu jamais vi antes. Todos estão entusiasmados para deixar para trás este período de morte e escuridão. É uma honra fazer parte desta negociação. Temos de resgatar os reféns e alcançar uma PAZ PERMANENTE E DURADOURA!”, concluiu o líder.

    Donald Trump/Truth Social

  • Reimposição de sanções da ONU ao Irão "legalmente nula e sem efeito", diz MNE

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou esta sexta-feira no Conselho de Segurança da ONU que a reimposição de sanções internacionais à República Islâmica devido ao seu programa nuclear é “legalmente nula e sem efeito”.

    “A posição do Irão em relação aos E3 (França, Reino Unido e Alemanha) que desencadearam o processo de reimposição de sanções é clara e consistente: esta é legalmente nula e sem efeito, politicamente perigosa e processualmente falha”, disse Abbas Araghchi.

    Depois de o Conselho de Segurança da ONU ter rejeitado um adiamento de seis meses, as sanções ao Irão entrarão em vigor no sábado.

    Em declarações à imprensa, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou que a “pressão” sobre Teerão não produzirá resultados.

    “O Irão nunca cederá à pressão. Apenas respondemos com respeito. A escolha é clara: escalada ou diplomacia”, acrescentou Abbas Araghchi.

  • Morreram pelo menos 60 pessoas em Gaza esta sexta-feira

    Fontes médicas avançam à Al Jazeera que morreram hoje pelo menos 60 pessoas em Gaza devido aos ataques feitos por Israel.

    Nas últimas horas, foram atingidos vários pontos na Cidade de Gaza.

    Destas 60 mortes, pelo menos 13 aconteceram quando tentavam obter ajuda em centros de distribuição da Gaza Humanitarian Foundation.

  • Proposta de 21 pontos apresentada por Trump na terça-feira inclui libertação dos reféns em troca de retirada das forças israelitas

    A proposta de 21 pontos apresentada por Donald Trump ao conjunto de oito países árabes e de maioria muçulmana na terça-feira inclui a libertação dos reféns por parte do Hamas, em troca de uma retirada das forças israelitas de Gaza, segundo uma fonte próxima das negociações citada pela CNN.

    Apesar de o prometer, explicou a fonte, não haveria um calendário definido para a retirada israelita. Porém, o plano estipula que nem as IDF poderão atacar o Qatar novamente, nem poderia ser feito um deslocamento forçado dos palestinianos de Gaza.

    Quanto à futura governação do enclave, o plano estabelece dois níveis: um órgão internacional e um comité palestiniano. Nestes órgãos, porém, o Hamas não teria qualquer papel e não havia um calendário para uma eventual entrega do território à Autoridade Palestiniana.

  • Discurso de Netanyahu na ONU “pejado de mentiras”, diz Autoridade Palestiniana

    Um responsável da Autoridade Palestiniana criticou hoje veementemente o discurso do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Assembleia-Geral da ONU, considerando-o “pejado de mentiras e falsidades”.

    “Foi o discurso de um homem derrotado, de um líder desesperado que tentou novamente conquistar um Ocidente que cada vez mais se distancia de um Estado genocida, usando o medo como único argumento”, declarou Adel Atieh, diretor do departamento de assuntos europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

    “O discurso não mostrou nem visão nem perspetiva: apenas refletiu um isolamento crescente, uma fuga em frente e a angústia de uma potência que sabe que está do lado errado da história”, acrescentou.

  • Netanyahu abandona Nações Unidas sem encontro com Guterres

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, abandonou hoje a sede das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque logo após o seu discurso perante a Assembleia-Geral, sem se reunir com o secretário-geral, António Guterres, segundo o gabinete deste.

    Este foi o segundo ano consecutivo em que Netanyahu foi à ONU, organização que acusa de ter posições anti-Israel, para a sessão anual da Assembleia-Geral sem se encontrar com Guterres.

  • Israel arrisca "alienar todos os aliados que ainda lhes restam" se continuar neste caminho, diz governo grego

    O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, avisou que o caminho que Israel está a seguir irá afetar os “seus próprios interesses” e “alienar todos os aliados que ainda lhes restam”.

    “A Grécia mantém uma parceria estratégica com Israel, mas isso não nos impede de falar abertamente e com franqueza”, disse, citado pelo Times of Israel.

    Mitsotakis apontou ainda que o “apoio internacional” ao país se está a “erodir”, especialmente se persistirem “num caminho que está a “destruir o potencial de uma solução de dois Estados”.

  • Médicos Sem Fronteiras suspendem atividades na cidade de Gaza

    A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou esta sexta-feira que foi “obrigada a suspender” as suas atividades na cidade de Gaza devido à intensificação da ofensiva israelita no território palestiniano.

    “Não tivemos outra alternativa senão suspender as nossas atividades, uma vez que as nossas clínicas foram cercadas pelas forças israelitas. Era a última coisa que queríamos, uma vez que as necessidades em Gaza são enormes”, explicou Jacob Granger, coordenador de emergência dos MSF em Gaza, num comunicado de imprensa.

  • Israel rejeita lista da ONU de 158 empresas que operam em colonatos ilegais

    Israel rejeitou hoje a lista de empresas ligadas ao desenvolvimento de colonatos ilegais israelitas na Cisjordânia ocupada, publicada pela ONU, afirmando que “não tem base legal” e “é uma prova da parcialidade e do preconceito” das Nações Unidas.

    “Esta base de dados destina-se a servir de ‘lista negra’ contra empresas que não fizeram nada de mal, uma vez que o direito internacional não prevê uma proibição geral das atividades comerciais em zonas de conflito”, declarou a missão israelita junto da ONU em Genebra, num comunicado publicado na sua conta oficial X.

  • 47 mortos e 142 feridos em ataques israelitas nas últimas 24 horas, diz ministério

    47 pessoas foram mortas e 142 ficaram feridas em ataques israelitas nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, segundo a última atualização do Ministério da Saúde do enclave.

    No total, desde o ataque de 7 de outubro de 2023, 65,549 pessoas foram mortas em Gaza.

  • Hamas considera boicote a Netanyahu na ONU prova de isolamento de Israel

    O movimento islamita palestiniano Hamas afirmou hoje que o boicote por várias delegações do discurso do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nas Nações Unidas, é prova do “isolamento de Israel”.

    “O boicote ao discurso de Netanyahu ilustra o isolamento de Israel e as consequências da sua guerra de extermínio” na Faixa de Gaza, disse o porta-voz do Hamas, Taher al-Nounou, em comunicado.

  • Empresa portuguesa pede para sair de lista negra da ONU ligada a colonatos israelitas

    A empresa portuguesa incluída na ‘lista negra’ ligada a colonatos israelitas, hoje divulgada pela ONU, garante ter um “papel neutro e apolítico” nos países onde opera e pediu para ser retirada daquele banco de dados.

    Numa carta enviada ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a que a Lusa teve acesso, a Steconfer sublinha que “não se envolve em decisões políticas ou governamentais” e que “o seu papel limita-se estritamente à execução técnica de obras como subcontratado de grandes empreiteiros de engenharia, aquisição e construção”.

    Além disso, acrescenta a empresa, “não tem qualquer relação contratual direta com o Governo de Israel ou qualquer autoridade governamental da região”.

    As explicações da empresa, a única portuguesa que foi incluída na lista atualizada de 158 empresas ligadas, segundo a agência da ONU, ao desenvolvimento de colonatos israelitas considerados ilegais pelo direito internacional, foram dadas numa carta enviada à ONU a 2 de setembro, mas ainda não publicada.

    Empresa portuguesa pede para sair de “lista negra” da ONU ligada a colonatos israelitas

  • ONU acusa 158 empresas, incluindo de Portugal, de ligações a colonatos israelitas

    A ONU publicou esta sexta-feira uma lista atualizada com 158 empresas, a maioria das quais israelita mas que inclui também Portugal e outros países europeus, ligadas ao desenvolvimento de colonatos israelitas, considerados ilegais pelo direito internacional.

    A lista atualizada do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos inclui 68 novas empresas relativamente a 2023, sendo que sete foram removidas.

    A maioria das empresas apontadas tem sede em Israel, mas a lista inclui a empresa de carris ferroviários portuguesa Steconfer SA e outras no Canadá, China, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

    Na lista, constam nomes conhecidos a nível internacional, como a Booking.com, a Motorola Solutions e a Trip Advisor, que já estavam nomeadas anteriormente.

  • Vários cidadãos de Gaza não terão ouvido discurso de Netanyahu na ONU

    Apesar das promessas de transmissão do discurso de Netanyahu em colunas e telemóveis dentro de Gaza, vários residentes no enclave palestiniano não o terão ouvido, de acordo com relatos citados pela Reuters e pelo New York Times.

    Tanto a agência como o jornal noticiaram que não receberam a transmissão no seu telemóvel, nem ouviram o som das colunas que Netanyahu disse terem estado a passar o seu discurso.

    “Tudo o que ouvimos é o som de explosões enquanto os aviões bombardeiam Gaza”, disse um dos residentes que falou à Reuters.

  • Porta-voz do governo israelita diz que Netanyahu tem estado em "contacto regular" com Tony Blair sobre Gaza

    Relativamente aos relatos de que o ex-primeiro-ministro britânico lideraria uma autoridade de transição em Gaza, o porta-voz do Governo israelita, David Mencer, não negou que isso podia acontecer, mas que não seria agora.

    “O primeiro-ministro mantém contacto regular com Blair, que, evidentemente, tem muita experiência na região”, disse Mencer, citado pela Sky News, acrescentando que ainda “há um longo caminho a percorrer nesta decisão”.

    “Veremos o que acontece”, acrescentou.

  • "Parece que temos um acordo sobre Gaza", diz Trump

    Falando no relvado da Casa Branca antes de abandonar a sua residência, Donald Trump comentou aos jornalistas que parecia terem “um acordo sobre Gaza”.

    “Acho que é um acordo que vai trazer os reféns de volta. Acho que é um acordo que vai acabar com a guerra. Vai ser a paz”, continuou, repetindo as alegações de que ele tinha acabado com sete guerras e que esta seria a “número oito”.

  • Discurso de Netanyahu terá sido transmitido nos telemóveis de Gaza. Exército disse ter "tomado controlo" dos dispositivos

    O discurso de Benjamin Netanyahu não foi só transmitido através de sistemas de som em Gaza. Segundo a conta do próprio primeiro-ministro israelita na rede social X, o vídeo terá sido também transmitido diretamente nos telemóveis dos habitantes do enclave palestiniano, incluindo membros do Hamas, depois das IDF terem tomado controlo dos dispositivos.

  • As imagens do boicote ao discurso do Netanyahu

    O cenário é semelhante ao de há um ano: quando Benjamin Netanyahu se aproximou do púlpito, as delegações começaram a abandonar o salão onde a Assembleia Geral se reúne, em protesto. Imagens gravadas a partir da galeria, mostram que a maior parte dos lugares ficou vazio, com muitas delegações a deixar na mesa apenas um representante para ouvir o discurso. Todos os delegados de Israel e Estados Unidos permaneceram na sala — assim como de outras representações.

    Apesar do chão estar vazio, Netanyahu foi recebido e aplaudido com gritos efusivos de uma galeria quase cheia. A galeria é preenchida com pessoas convidadas pelos Estados. O New York Times escreve que a delegação israelita confirmou que a maior parte do público que ficou no salão eram convidados de Israel.

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