Momentos-chave
- Netanyahu acredita que pelo menos 20 dos reféns israelitas ainda estão vivos
- Itália pede à flotilha a caminho de Gaza que evite pôr vidas em risco
- Prédio de 16 andares desaba em Gaza depois de ataque israelita
- Trump quer Gaza e Cisjordânia controlada por palestinianos, avança JD Vance
- Netanyahu garante saber "exatamente onde está" armazém de urânio enriquecido do Irão
- Israel dará "passagem segura" aos membros do Hamas se reféns forem libertados, garante Netanyahu
- Netanyahu diz que Trump é o líder "mais independente e incrível" que já viu
- Hamas revela ter perdido contacto com dois reféns israelitas após bombardeamentos em Gaza
- Flotilha humanitária está novamente a caminho de Gaza e poderá chegar na terça-feira
- Defesa civil de Gaza acusa Exército israelita de impedir apoio humanitário
- Trump mostra otimismo com "oportunidade real" para o futuro do Médio Oriente
- IDF aumentam controlo sobre cidade de Gaza e garantem ter atingido 140 alvos militares
- Ministério da Saúde de Gaza alerta que já morreram mais de 66 mil palestinianos desde o início da guerra
- Hamas anuncia que, afinal, ainda não recebeu nova proposta para um cessar-fogo com Israel
- Número de mortos de ataque israelita no Iémen sobe para 11, registando-se ainda 206 feridos
- Sanções da ONU contra Irão reativadas após fracasso das negociações sobre o programa nuclear
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora:
- As Forças de Defesa de Israel aumentaram o controlo operacional sobre Gaza, desmantelando estruturas militares e combatendo militantes do Hamas, segundo fontes israelitas e o jornal Haaretz. A operação resultou na eliminação de cinco militantes do Hamas, que atacaram com mísseis antitanque forças israelitas, atingindo 140 alvos militares.
- O Hamas anunciou ter perdido contacto com dois reféns israelitas devido aos recentes ataques aéreos de Israel em Gaza. O grupo palestiniano apelou a uma interrupção dos ataques por um mínimo de 24 horas para facilitar a libertação dos reféns. Além disso, desmentiu ter recebido novas propostas de cessar-fogo desde uma tentativa de assassinato de líderes realizada por Israel em Doha.
- Uma flotilha humanitária internacional, composta por cerca de 50 navios, aproxima-se de Gaza com o objetivo de quebrar o bloqueio imposto por Israel e entregar ajuda humanitária. Após ter iniciado a sua missão no início de setembro, é esperada a chegada da Global Sumud Flotilla na terça-feira, procurando apoiar a população local.
- As sanções da ONU contra o Irão foram restabelecidas após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear de Teerão, reintroduzindo um embargo de armas e medidas económicas. Os Estados Unidos e países europeus apelaram ao regresso às negociações diplomáticas, instando o Irão a evitar ações que possam escalar as tensões.
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
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Negociações. É desta que há paz em Gaza?
Manuel Poêjo Torres afirma que Trump propõe acordo que é “um meio termo” e fala num Netanyahu “encostado à parede”. Na Europa, Rússia está em campanha contra o ocidente e nem Portugal está a salvo.
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Netanyahu acredita que pelo menos 20 dos reféns israelitas ainda estão vivos
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse acreditar que ainda há 20 reféns vivos entre os quase 50 reféns mantidos em cativeiro em Gaza, insistindo que Israel está comprometido em libertar tanto os vivos como os mortos.
Em entrevista à Fox News, e quando questionado sobre se acredita que 20 dos 48 reféns mantidos pelo Hamas e por outros grupos terroristas ainda estão vivos, o primeiro-ministro respondeu “sim, acredito”.
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro israelita vai reunir-se com Donald Trump. Na agenda do encontro estará a discussão sobre a proposta de cessar-fogo em Gaza, que prevê a libertação de todos os reféns nas primeiras 48 horas.
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Itália pede à flotilha a caminho de Gaza que evite pôr vidas em risco
O ministro da Defesa italiano alertou hoje que, se a Flotilha Global Sumud tentar forçar um bloqueio naval, ficará exposta a “perigos extremamente elevados” e pediu aos ativistas que evitem ações que possam colocar vidas em risco.
Guido Crosetto reuniu-se hoje, em Roma, com o porta-voz da delegação italiana da flotilha que está a caminho de Gaza e com outros representantes do movimento, aos quais voltou a manifestar as suas preocupações, sublinhando a importância do diálogo e a necessidade de evitar “ações que possam colocar qualquer vida em risco”, sobretudo as dos ativistas italianos.
Se a Flotilha Sumud, onde estão a deputada e coordenadora do BE Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício, “decidir tomar medidas para forçar um bloqueio naval, irá expor-se a perigos extremamente elevados e incontroláveis, dado que estamos a falar de embarcações civis que tentam ‘forçar’ uma operação militar”, salientou Crosetto, num comunicado do Ministério da Defesa.
Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel indicou que Portugal não enviará navios para acompanhar a flotilha que ruma a Gaza, mas os portugueses a bordo poderão recorrer às fragatas italianas para proteção consular e humanitária.
Em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU, Paulo Rangel frisou que “não há nenhum plano extra” face aos relatos de explosões intimidatórias contra a flotilha que transporta ajuda humanitária, sublinhado que os “riscos são conhecidos, todas as pessoas estão conscientes deles”.
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Prédio de 16 andares desaba em Gaza depois de ataque israelita
Um ataque da Força Aérea israelita fez desabar um prédio na cidade de Gaza, como mostra um vídeo partilhado na rede social X.
As forças armadas israelitas alegam que o prédio (de 16 andares e constituído por 65 apartamentos) era usado por operacionais do Hamas. As IDF garantem que, antes do ataque, foi emitida uma ordem de evacuação.
Watch | The moment Israeli occupation airstrikes completely flattened the Makka residential tower that consisted of 16 floors and 65 apartments in the Tel al-Hawa neighborhood, west of Gaza City. pic.twitter.com/YiwuzFFEI5
— Quds News Network (@QudsNen) September 28, 2025
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Trump quer Gaza e Cisjordânia controlada por palestinianos, avança JD Vance
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse hoje que o Presidente Donald Trump quer que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia sejam controladas pelos palestinianos e assim que as hostilidades cessarem.
“O Presidente foi muito claro: ele realmente quer que Gaza seja controlada pelas pessoas que vivem lá, ele quer que a Cisjordânia seja controlada pelas pessoas que vivem lá, e ele quer que as redes terroristas em torno dos israelitas sejam desmanteladas para que não voltem a representar uma ameaça, especialmente para civis inocentes que vivem em Israel”, afirmou o número dois da administração norte-americana, em declarações à Fox News.
Estas declarações surgem dias depois de Trump ter confirmado que, tal como tinha proposto aos líderes árabes e muçulmanos numa reunião à margem da 80.ª Assembleia Geral da ONU, não permitiria que Israel anexasse a Cisjordânia, cuja ocupação é declarada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça.
Na mesma reunião, o Presidente norte-americano propôs que Gaza fosse gerida por um organismo de transição, apoiado pelas Nações Unidas e pelos países do Golfo, antes de ser devolvida ao controlo palestiniano. O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair é o nome proposto pela Casa Branca para liderar esse órgão, segundo a cadeia britânica BBC.
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Netanyahu garante saber "exatamente onde está" armazém de urânio enriquecido do Irão
Benjamin Netanyahu, três meses depois da guerra dos 12 dias com o Irão, que acabou com a intervenção militar dos Estados Unidos nas três centrais nucleares iranianas, garante ter informação sobre os depósitos que restam de urânio enriquecido no país. “Sabemos certamente onde estão e partilhamos essa informação com os EUA. Temos de aplicar todas as pressões para garantir que o Irão não retoma o programa”, afirma o primeiro-ministro israelita em entrevista à Fox News.
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Israel dará "passagem segura" aos membros do Hamas se reféns forem libertados, garante Netanyahu
Benjamin Netanyahu disse que Israel daria aos membros do Hamas “passagem segura” caso o grupo decida colocar fim à guerra e libertar todos os reféns que ainda mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.
“Se os líderes do Hamas terminarem a guerra, libertarem todos os reféns, nós iremos deixá-los sair”, garantiu Netanyahu, citado pelo Times of Israel. Segundo o plano dos EUA, revelado pelo The Times of Israel, assim que os reféns forem libertados, os membros do Hamas que se comprometerem com a coexistência pacífica com Israel receberão amnistia, enquanto aqueles que desejarem deixar Gaza receberão passagem segura para outros países.
Em entrevista à Fox News, o primeiro-ministro israelita reiterou também a sua rejeição em relação à possibilidade de a Autoridade Palestiniana poder vir a governar Gaza no pós-guerra. Netanyahu insiste que a Autoridade Palestiniana incentiva o terrorismo e disse não acreditar que a AP tenha capacidade para fazer reformas que a tornem mais confiável.
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Netanyahu diz que Trump é o líder "mais independente e incrível" que já viu
Com um encontro bilateral marcado para amanhã, Benjamin Netanyahu não se conteve nos elogios a Donald Trump, durante uma entrevista à Fox News. Os dois líderes têm uma relação “sem precedentes na história de ambos os países”, de acordo com o primeiro-ministro israelita, que diz que Trump é um “aliado incrível e um amigo incrível”.
“Li esta mentira ridícula — Eu não decido nada por Donald Trump. Ele é o líder mais independente e incrível que já vi em todos os meus anos. A ideia que eu o controlo é ridícula e uma mentira”, afirma Netanyahu, nas declarações citadas pelo jornal Haaretz.
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Hamas revela ter perdido contacto com dois reféns israelitas após bombardeamentos em Gaza
Os ataques aéreos de Israel em Gaza nos últimos dois dias terão levado o Hamas a perder o contacto com dois dos reféns israelitas que mantém cativos há quase dois anos, adiantou hoje o movimento que controla o território palestiniano.
https://twitter.com/haaretzcom/status/1972285517611036764
De acordo com o jornal Haaretz, o comunicado do Hamas defende que Israel interrompa os ataques aéreos sobre o território por um prazo mínimo de 24 horas, a fim de permitir a libertação dos dois reféns.
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Flotilha humanitária está novamente a caminho de Gaza e poderá chegar na terça-feira
A flotilha humanitária entrou na última etapa da viagem para Gaza e poderá chegar ao destino na terça-feira, revelam a Reuters e a Al Jazeera.
Num comunicado divulgado no X, a coligação internacional — que além dos portugueses Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte junta também eurodeputados de alguns países — realça que faltam apenas 399 milhas náuticas na viagem. “O tempo passa e a frota avança com ele – cada minuto aproxima a Frota Global Sumud de Gaza e da justiça que ela merece”, pode ler-se na mensagem.
After two days in Greek waters for repairs and provisioning, the Global Sumud Flotilla sails once more. With the Greek ships alongside us, we are complete and moving together toward Gaza.
Brothers and sisters in Gaza, we sail with hope in our hearts.
You… https://t.co/N52L9CGuat— Global Sumud Flotilla (@gbsumudflotilla) September 27, 2025
A Global Sumud Flotilla é constituída por cerca de 50 navios e arrancou no início de setembro para Gaza a fim de quebrar o bloqueio de Israel a Gaza e entregar ajuda humanitária. “Irmãos e irmãs em Gaza, navegamos com esperança nos nossos corações. A vossa resiliência é a nossa bússola, a vossa luta é a nossa luta. Juntos, vamos quebrar o silêncio do cerco”, declarou a Global Sumud Flotilla através das redes sociais.
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Defesa civil de Gaza acusa Exército israelita de impedir apoio humanitário
A defesa civil de Gaza denuncia que o Exército israelita está a interromper o seu trabalho em Gaza, impedindo o acesso ao combustível necessário para os seus veículos e equipamentos de resgate e combate a incêndios.
“A ocupação [israelita] está a interromper deliberadamente os serviços humanitários que prestamos à população e a aumentar a pressão sobre nós no norte da Faixa de Gaza, impedindo-nos de fornecer combustível”, alertou Mohammed al-Mughair, diretor do departamento de apoio humanitário e relações internacionais da Defesa Civil, em comunicado.
A Defesa Civil reconheceu que teve de reduzir “drasticamente” os seus serviços devido à recusa do Exército israelita em fornecer “mesmo pequenas quantidades de combustível”. “O combustível que temos mal é suficiente para abastecer os nossos veículos num número limitado de missões, que pode não exceder esta semana”, salientou Mohammed al-Mughair, avisando que essas limitações operacionais se traduzem em perdas de vidas.
A Defesa Civil de Gaza é o principal serviço de emergência do enclave, subordinado ao Ministério do Interior do governo do Hamas na Faixa de Gaza, e é habitualmente responsável por resgatar feridos e mortos deixados nos escombros após ataques do exército israelita.
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Trump mostra otimismo com "oportunidade real" para o futuro do Médio Oriente
O Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou este domingo uma curta mensagem, na sua rede social Truth Social, a aludir a uma possível solução para a região do Médio Oriente a breve prazo.
“Temos uma oportunidade real de alcançar a GRANDEZA NO MÉDIO ORIENTE. TODOS ESTÃO EMPENHADOS EM ALGO ESPECIAL, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA. VAMOS CONSEGUIR”, escreveu o presidente norte-americano.
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IDF aumentam controlo sobre cidade de Gaza e garantem ter atingido 140 alvos militares
As Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram este domingo que aumentaram o controlo operacional sobre a cidade de Gaza, com o desmantelamento de “estruturas militares e complexos de combate”, e que “eliminaram terroristas” em colaboração com a Força Aérea israelita.
⭕️OPERATIONAL UPDATE:
????Gaza City:
IDF troops along with the IAF dismantled military structures & combat compounds, and identified and eliminated several terrorists firing an anti-tank missile.????Southern Gaza:
IDF troops eliminated terrorists and dismantled observation… pic.twitter.com/IoB52n2KQ6— Israel Defense Forces (@IDF) September 28, 2025
Segundo um comunicado citado pelo Haaretz e a informação partilhada na rede social X, as IDF terão eliminado cinco militantes do Hamas que dispararam mísseis antitanque contra um edifício no qual se encontravam elementos das forças israelitas.
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Ministério da Saúde de Gaza alerta que já morreram mais de 66 mil palestinianos desde o início da guerra
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, adiantou este domingo que já morreram mais de 66 mil palestinianos desde o início da guerra com Israel.
Segundo os dados avançados por esta entidade e citados pela Reuters, o número de mortos subiu para 66.005, com mais 168.162 feridos desde o ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023. Pelo menos 79 vítimas mortais foram levadas para hospitais nas últimas 24 horas, referiu o ministério.
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Hamas anuncia que, afinal, ainda não recebeu nova proposta para um cessar-fogo com Israel
O Hamas anunciou no domingo que, “ao contrário do que foi noticiado pelos media”, ainda não recebeu uma nova proposta dos mediadores das negociações para um cessar-fogo no conflito com Israel.
De acordo com o jornal Haaretz, o Hamas adianta que desde a tentativa de assassinato da liderança do Hamas em Doha, no Qatar, no início de setembro, por parte de Israel, não houve mais contactos para novas negociações. Contudo, o grupo palestiniano que controla Gaza há quase duas décadas salientou, igualmente, “a sua disposição de considerar qualquer proposta recebida dos mediadores de forma positiva e responsável, preservando os direitos nacionais do povo” palestiniano.
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Número de mortos de ataque israelita no Iémen sobe para 11, registando-se ainda 206 feridos
O número de mortos no ataque israelita de quinta-feira contra a capital iemenita aumentou para 11, registando-se ainda 206 feridos, avançou este domingo o porta-voz do Ministério da Saúde dos insurgentes iemenitas, Anees al-Asbahy. “De acordo com a última contagem, o número de mortos é de 11 mártires e 206 feridos de gravidade variável”, disse aquela fonte, citada pela agência de notícias espanhola EFE, acrescentando que, entre as vítimas mortais, estão quatro crianças e duas mulheres.
O último balanço, divulgado na quinta-feira à noite pelos rebeldes huthis que controlam a capital do Iémen, dava conta de oito mortos e 142 feridos. Os meios de comunicação huthis tinham adiantado ainda que os ataques aéreos tiveram como alvo instalações civis e residenciais.
A nova vaga de ataques israelitas aconteceu um dia depois de os rebeldes iemenitas terem lançado drones contra a cidade costeira de Eilat, no sul de Israel, uma ação que feriu pelo menos 20 pessoas, duas das quais ficaram em estado grave. Israel, por sua vez, bombardeou o Iémen várias vezes no último mês.
Os rebeldes iemenitas têm atacado alvos israelitas em solidariedade com o grupo islamita palestiniano Hamas, que enfrenta uma ofensiva na Faixa de Gaza desde que atacou Israel em outubro de 2023. Os Huthis integram o chamado “eixo de resistência” liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos radicais da região, como o libanês Hezbollah e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.
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Sanções da ONU contra Irão reativadas após fracasso das negociações sobre o programa nuclear
As sanções da ONU contra o Irão foram restabelecidas às 00h00 de domingo, após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear de Teerão com os países ocidentais, que, porém, apelaram ao regresso à via diplomática. Na sequência do aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, pesadas sanções, que vão desde um embargo de armas até medidas económicas, estão novamente em vigor, dez anos após terem sido suspensas.
Reino Unido, França e Alemanha, denominado grupo “E3”, dos três estados europeus que têm estado a negociar com Teerão o regresso das inspeções pela Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), e os Estados Unidos garantiram que o reinício das sanções não significa o fim da diplomacia.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apelou a Teerão para que “aceite discussões diretas, de boa-fé”, ao mesmo tempo que pediu a todos os Estados que apliquem “imediatamente” as sanções para exercer “pressão” sobre o Irão.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros britânico, francês e alemão garantiram, num comunicado conjunto, que continuarão a procurar “uma nova solução diplomática que garanta que o Irão nunca se dote de armas nucleares”, apelando a Teerão “para que se abstenha de qualquer ação escalatória”.
De acordo com a AIEA, o Irão é o único país sem armas nucleares a enriquecer urânio a um nível elevado (60%), próximo do limiar técnico de 90% necessário para a fabricação de uma bomba atómica, dispondo de cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%. Teerão nega ter ambições militares, mas insiste no seu direito ao nuclear para fins civis, nomeadamente para produzir eletricidade.
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