Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Fechamos aqui o nosso liveblog em que acompanhámos a evolução do combate aos incêndios, ao longo de terça-feira.

    Pode acompanhar a atualidade deste tema ao minuto no nosso novo artigo em direto.

    Proteção Civil registou 73 ocorrências e está a avaliar qual o nível do estado de prontidão especial a manter até domingo

  • Operacionais esperam que humidade ajude combate noturno ao fogo de Vila Real

    As autoridades esperam que as condições meteorológicas permitam na madrugada de hoje um combate mais eficaz ao incêndio de Vila Real que lavra desde sábado e mantém no local perto de 600 operacionais.

    Num balanço à agência Lusa pelas 23h45 de terça-feira, José Guilherme, segundo Comandante Regional do Norte, referiu que a situação estava mais calma, após um final de tarde com algumas reativações.

    “Com a entrada da humidade, penso que vai ajudar o combate durante a noite”, apontou.

    Uma forte reativação na aldeia de Galegos da Serra obrigou ao confinamento da população. O confinamento é pedir às pessoas para ficarem em casa se houver condições de segurança ou que se concentrarem numa zona da aldeia considerada segura.

  • Ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: quase 1700 operacionais em 46 incêndios

    O ponto de situação dos incêndios em Portugal pelas 00h30:

    • 1.546 operacionais estão no terreno a combater 47 incêndios em todo o território do continente português;
    • 502 meios terrestres envolvidos e um meio aéreo no combate aos fogos;
    • Há três incêndios classificados pela Proteção Civil como ocorrências significativas em Celorico de Basto, Penafiel e Vila Real.

    O incêndio que mobiliza mais meios é o de Vila Real, que está a ser combatido por 581 operacionais, juntamente com 204 meios terrestres.

  • Reativação em Galegos da Serra preocupou em Vila Real

    Cinco reativações no incêndio de Vila Real registaram-se hoje à tarde, com o de Galegos da Serra a causar mais preocupações por se aproximar da aldeia onde foi feito o confinamento da população, disse o comandante operacional.

    “Durante a tarde tivemos aqui uma série de reativações, o que é normal. A área do incêndio é bastante grande e houve uma, que agora fugiu um bocado ao controlo, mas já reforçamos com meios”, afirmou José Guilherme, segundo Comandante Regional do Norte, que falava aos jornalistas pelas 20h00.

    O responsável referiu que foi feito o confinamento da população. O vento forte empurrou também o fumo para dentro da aldeia. No local foi feito um reforço de meios, estando a frente virada a Arnal resolvida e ainda ativa a de Galegos, na encosta da serra do Alvão virada para a cidade de Vila Real. Foi também naquela zona que atuaram os meios aéreos que estiveram alocados a este incêndio durante todo o dia.

  • GNR sem registo de vias condicionadas devido a incêndios pelas 20:00

    A GNR não tinha registo, pelas 20:00 de hoje, de qualquer via condicionada à circulação automóvel devido aos incêndios rurais que lavram em Portugal continental.

    “A Guarda Nacional Republicana informa que, no dia de hoje, 05 de agosto, pelas 20:00, não possui registo de qualquer condicionamento à circulação rodoviária nas principais vias à sua responsabilidade, na sequência de incêndios rurais”, lê-se numa nota da GNR.

  • Incêndios. Voluntários de moto distribuem bebidas frescas aos bombeiros em Vila Real

    Voluntários da comunidade uniram esforços com os escuteiros que abriram as portas do Campo Regional de Atividades Escutistas, em Mascoselo, onde desde segunda-feira começou-se a recolher bens doados.

    Incêndios. Voluntários de moto distribuem bebidas frescas aos bombeiros em Vila Real

  • Ex-diretor de Recursos Florestais critica falta de aproveitamento de biomassa

    O ex-diretor-geral dos Recursos Florestais Francisco Castro Rego disse hoje à Lusa que “uma das falhas principais” na gestão dos fogos rurais em Portugal é a “falta de aproveitamento da biomassa para produção de energia”.

    “Não conseguimos fazer nada ao clima, à orografia e aos ventos, mas conseguimos gerir a biomassa”, sustentou o docente aposentado do Instituto Superior de Agronomia, lamentando o “investimento público escasso” na produção de energia, nomeadamente elétrica, a partir de biomassa (arbustos, mato ou ramos e troncos de árvores resultantes de podas, desbastes ou cortes fitossanitários).

    Segundo Francisco Castro Rego, seria “fundamental criar um grande programa” nacional para a gestão da biomassa, que envolvesse os municípios na recolha e no aproveitamento energético dos resíduos e incentivasse os pequenos produtores florestais e rurais a limparem os terrenos, pagando-lhes pela venda desses resíduos.

    “Em vez de ser um ónus para os proprietários passaria a ser um benefício”, sublinhou.

  • Proteção Civil registou hoje 69 ocorrências e reavalia quarta-feira estado de alerta

    A Proteção Civil registou hoje, até às 17h00, 69 incêndios rurais, envolvendo 1.500 operacionais, 382 meios terrestres e 95 missões aéreas, e deverá reavaliar na quarta-feira o estado de alerta para os próximos dias.

    Segundo Carlos Pereira, adjunto de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, das 69 ocorrências de incêndios rurais, 20 registaram-se “durante a noite, um número ainda significativo”.

    O adjunto do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil, no ponto da situação realizado na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), adiantou que hoje, até às 17h00, três ocorrências requeriam alguma “preocupação”, nomeadamente nos concelhos de Vila Real, Celorico de Basto (distrito de Braga), e Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo).

    “Estas três ocorrências envolvem 727 operacionais, 257 veículos e 13 meios aéreos”, revelou Carlos Pereira, acrescentando que, no mesmo período, foram assistidas seis pessoas e um bombeiro foi retirado para uma unidade hospitalar “com ferimentos leves”.

  • Três estradas condicionadas nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real e Porto

    A Autoestrada 28 (A28), no distrito de Viana do Castelo, a Estrada Nacional (EN)304, em Vila Real, e a EN207, no Porto, estavam hoje às 17h45 condicionadas ao trânsito devido à ocorrência de incêndios rurais, informou a GNR.

    No distrito de Viana do Castelo, a circulação rodoviária estava condicionada na A28 (sentido sul-norte) junto à localidade de Vilar de Mouros, segundo indica a Guarda Nacional Republicana (GNR), em comunicado.

    Mais a sul, no distrito de Vila Real, registavam-se condicionamentos rodoviários na EN304 (dois sentidos), com corte entre o Alto de Velão e Ermelo.

    Já no distrito do Porto, encontrava-se condicionada a circulação rodoviária na EN207 (dois sentidos), junto à localidade de Covas, concelho de Lousada.

  • Pode prolongar-se a situação de alerta? Proteção Civil diz que será feita uma "reavaliação" amanhã

    Carlos Pereira, adjunto de operações nacionais da Proteção Civil, disse hoje que a situação de alerta — em vigor até dia quinta-feira — será reavaliada amanhã.

    “Durante o dia de amanhã, vamos fazer nova reavaliação”, adiantou Carlos Pereira, num briefing aos jornalistas. “Se assim se justificar, consoante as variáveis, vamos tomar uma decisão.”

    Carlos Pereira realçou que a situação de alerta está em vigor às 23h59 de dia 7 de agosto — e as medidas manter-se-ão as mesmas até essa data.

    Sobre o histórico das ocorrências até às 17h00, Carlos Pereira assinalou que se registaram um total de 69 ocorrências, envolvendo 1.500 operacionais, 382 meios terrestres e 95 missões aéreas.

    Houve ainda a ocorrência de um bombeiro que ficou com ferimentos leves.

  • Voluntários de moto distribuem bebidas frescas aos bombeiros em Vila Real

    O espaço dos escuteiros em Mascoselo, Vila Real, transformou-se num “quartel” onde se dão bebidas, comida e uma sombra aos bombeiros, mas dali também saem voluntários de mota para apoiar os operacionais espalhados pela serra fustigada pelo fogo.

    Andreia Carvalho da Silva tem percorrido esta parte da serra do Alvão de moto-quatro com bebidas frescas e comida que distribui pelos bombeiros e também populares que estão no combate ao fogo que teve início sábado, em Sirarelhos, concelho de Vila Real, e que está com a situação mais controlada, mas ainda não está em resolução.

    “Tem sido uma ajuda. O calor é muito, está como se pode sentir hoje. Dentro do mal conseguimos encontrar algumas partes boas: esta união das pessoas”, afirmou à agência Lusa a fotógrafa e videógrafa independente, de 34 anos.

  • Movimento de cidadãos cria campanha para ajudar bombeiros de Alcochete a comprar novo carro

    Um movimento de cidadãos criou nas redes sociais uma campanha para ajudar os Bombeiros Voluntários de Alcochete na compra de um novo carro, depois de o veículo da corporação ter ardido no combate às chamas em Vila Real.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Alcochete, José Folgado, explicou que, na sequência do movimento criado, decidiu partilhar número da conta da corporação para evitar fraudes associadas.

    Intitulada “Movimento viatura nova”, a campanha indica o número da conta dos Bombeiros Voluntários de Alcochete (PT50.0036.0289.99100004455.80), apelando à ajuda “nem que seja com um euro”.

  • Fogos já consumiram quase 42 mil hectares, oito vezes mais do que em 2024 e o valor mais elevado desde 2022

    Os incêndios florestais já consumiram este ano quase 42 mil hectares, oito vezes mais que no mesmo período de 2024 e o valor mais elevado desde 2022, segundo o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).

    As estatísticas do SGIFR, da responsabilidade da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), dão conta que desde 01 de janeiro registaram-se 5.211 incêndios que provocaram 41.644 hectares de área ardida.

    O portal do SGIFR avança que 72% da área ardida e 53% dos fogos deste ano verificaram-se na região Norte, onde os incêndios têm ocorrido com mais intensidade na última semana nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Porto.

    Segundo o portal, mais de metade da área foi consumida pelas chamas desde 26 de julho.

  • Incêndio em Celorico de Basto mobiliza quase 100 operacionais

    Os dados da Proteção Civil dão agora conta de mais uma ocorrência significativa: um incêndio na freguesia de Arnóia, em Celorico de Basto.

    Estão 97 operacionais no terreno, apoiados por 28 meios terrestres. Este incêndio conta também com um meio aéreo no combate às chamas.

  • Autarca de Vila Real aponta para “danos irreparáveis”

    O presidente da Câmara de Vila Real disse hoje que a área ardida é já “particularmente significava” em consequência do incêndio que lavra desde sábado e atingiu o Parque Natural do Alvão, salientando que os “danos são irreparáveis”.

    “Os danos são irreparáveis. Vai demorar muitos anos a termos restabelecido aquilo que era esta beleza, esta paisagem única, esta biodiversidade, e isso apenas nos permite também fazer um apelo adicional que é: as autoridades competentes que investiguem, que avaliem e que levem aqueles que são responsáveis à justiça e que os punam de forma exemplar”, afirmou Alexandre Favaios.

    Alexandre Favaios disse que, neste momento, o foco está em combater o incêndio e defender as aldeias e as populações e que a avaliação dos prejuízos será feita num momento posterior.

    O presidente da câmara tem apelado a um reforço de meios no terreno, para “que sejam de alguma forma renovados, para permitir realmente ter uma estrutura robusta que ponha fim a este “flagelo” e a “este ataque ao território”.

  • Ainda há três pontos sensíveis em Vila Real, meios mantêm-se no terreno

    O incêndio que lavra desde sábado em Vila Real e se estendeu a Mondim de Basto tinha hoje, às 13h00, três pontos sensíveis nas zonas de Currais, Arnal e Fervença, mantendo-se no terreno 575 operacionais e seis meios aéreos.

    “Este incêndio desenvolveu-se em montanha, em altura, em linhas de águas profundas, em escarpas e, neste momento, temos três pontos sensíveis em Currais, Arnal e Fervença”, afirmou José Guilherme, segundo comandante Regional do Norte, que falava aos jornalistas pelas 13h00.

    O responsável explicou que a “chama que está ativa não liberta muita energia, não tem muita intensidade, mas está em zonas inacessíveis, onde só com trabalho apeado e em conjunto com os meios aéreos é que se está a conseguir manter, pelo menos, que aquelas três zonas não façam uma arrancada e provoque aqui um dano ainda maior”.

  • Detido suspeito de fogo posto no concelho de Amares

    Um homem de 52 anos foi detido por suspeitas de ser o autor de um incêndio que deflagrou na tarde de segunda-feira no concelho de Amares, distrito de Braga, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

    Em comunicado, a PJ conta que, após comunicação pela GNR de Amares, “encetou ações de investigação e de recolha de prova no local, as quais vieram a resultar na identificação e detenção do suspeito”.

  • Empresas de turismo na natureza criticam lei que as impede de trabalhar

    A Associação Portuguesa de Empresas de Animação Turística criticou hoje a legislação relativa aos avisos de calor e de risco de incêndio que impede o funcionamento das empresas de turismo da natureza, pondo em causa a sua sobrevivência.

    Em declarações à Lusa, o presidente da associação, António Marques Vidal, considerou que “a lei não foi bem-feita” porque, “mais uma vez, foi feita nos gabinetes da Administração Interna e Proteção Civil e esqueceram-se de ouvir outros setores”, nomeadamente os que trabalham no terreno.

    “Esqueceram-se que são as empresas que trabalham na natureza, nas florestas, as primeiras a alertar, as primeiras a intervir, muitas vezes até ajudam à manutenção de caminhos. Digamos que somos agentes benévolos para este tipo de situação”, afirmou o responsável.

  • Incêndio em Vila Real mobiliza mais de 620 operacionais e oito meios aéreos

    O incêndio em Vila Real mantém-se como a única ocorrência significativa neste ponto do dia.

    Segundo os dados da Proteção Civil, há 622 operacionais no terreno, 207 meios terrestres e oito meios aéreos.

  • “Condições extremas” na Península Ibérica aumentam risco esta semana

    A Península Ibérica, o sul de França, a costa mediterrânica, a Bulgária, a Roménia, e a zona costeira do leste do Reino Unido enfrentam nos próximos sete dias “condições extremas” que aumentam o risco de incêndios, foi hoje divulgado.

    O alerta consta do Índice Climático de Incêndios entre hoje e 12 de agosto, divulgado hoje pelo Sistema de Informação sobre Incêndios Florestais, dependente do Serviço de Gestão de Emergência Copernicus.

    Segundo o documento, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, desde o início do ano foram detetados um total de 1.478 incêndios no território da União Europeia, mais 448 do que no mesmo período de 2024.

    A área ardida este ano aumentou também de 164.967 para 353.862 hectares.

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