Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: mais de 2700 operacionais em 42 ocorrências

    Às 01h15, segundo dados da Proteção Civil, 2709 operacionais estavam a combater 42 fogos, contando com o apoio de 877 meios terrestres.

    Entre os incêndios que mobilizam mais meios, o destaque vai para o fogo que continua a lavrar em Canelas e Espiunca, Arouca. Por essa hora, encontravam-se no terreno 682 operacionais, acompanhados por 240 veículos.

    Já em Lindoso, Ponte da Barca, continuavam 435 bombeiros, ajudados por 151 veículos.

    Por outro lado, o fogo em Recarei, Paredes, estava a ser combatido, àquela hora, por 234 operacionais, com a ajuda de 72 meios terrestres.

    Em Aranhas, Penamacor, estavam 222 operacionais com o apoio de 74 veículos. Já o incêndio de Capela, em Penafiel, mobilizava 174 operacionais e 47 veículos.

    O fogo em Vinagra, Nisa, estava a ser combatido por 97 bombeiros e 32 veículos.

  • PJ detém alegado autor de quatro crimes de incêndio florestal

    A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quarta-feira que deteve, com a colaboração da GNR, o alegado autor de quatro crimes de incêndio florestal, ocorridos entre 4 e 5 de julho, em Terras de Bouro e Vieira do Minho.

    “A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, com a colaboração da GNR, deteve, fora de flagrante delito, o presumível autor de quatro crimes de incêndio florestal, ocorridos entre 4 e 5 de julho em Terras de Bouro e Vieira do Minho”, afirma na nota.

    As diligências realizadas permitiram “a consolidação da prova e levaram à detenção do suspeito, um homem de 32 anos, que será, amanhã, presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação”, informa ainda a PJ.

    Segundo a nota, entre as 22:00 e as 00:45, de 3, 4, e 5 de julho, as freguesias de Valdosende e Caniçada, “foram atingidas por várias ignições que resultaram em incêndios florestais, causando alerta entre a população local”, e que consumiram extensa área florestal.

    E as diligências efetuadas pelas forças de segurança “permitiram apurar, na ocasião, a presença de uma viatura, conduzida pelo suspeito, a circular a grande velocidade, que sem justificação, invertia o sentido de marcha, e em cujos locais de passagem foram imediatamente detetados diversos focos de incêndio, alguns deles evoluindo para a mancha florestal”, adianta na nota.

  • Proteção Civil: vento e terreno acidentado dificultam combate em Ponte da Barca

    A “grande preocupação” esta noite é o fogo de Ponte da Barca, pela sua dimensão e dificuldades de acesso para os meios de combate, disse à Lusa fonte do comando nacional da Proteção Civil.

    No terreno, estão neste momento a combater aquele incêndio, que já se estende por Terras do Bouro, 417 operacionais com 142 veículos, adiantou o comandante Miguel Oliveira.

    Segundo aquele responsável, o que tem estado a dificultar o combate aquele fogo “é o vento mas também as dificuldades de acesso para os meios” que o próprio terreno impõe.

  • Ponte da Barca. Autarca confirma quatro aldeias evacuadas, diz que estarão cinco meios aéreos de manhã e garante que "não são suficientes"

    Augusto Marinho, presidente da Câmara de Ponte da Barca, confirma a evacuação de quatro aldeia e realça: “O que temíamos veio a acontecer.”

    “Foram quatro aldeias evacuadas porque não conseguíamos assegurar as suas vidas nas suas casas”, explica, dizendo que “há casas em perigo”.

    Em declarações à RTP, Augusto Marinho refere que já falou com o secretário de Estado, que “assegurou que amanhã de manhã estarão cinco meios aéreos”. Ainda assim, defende que “não são suficientes” porque “é uma frente muito extensa” — “Também é necessário reforçar os meios humanos e terrestres porque temos muitas aldeias a proteger, [com] casas dispersas.”

  • "Situação muito complicada" em Germil. Habitantes recusam-se a sair e ainda não há bombeiros no local

    João Pereira, habitante na aldeia de Germil, em Ponte da Barca, refere, em declarações ao Observador, que a frente de fogo está a aproximar-se das habitações e que não há bombeiros naquela junto daquela população.

    “Vamos tentar impedir que o fogo chegue às casas”, sublinha, frisando que a GNR tem tentado retirar as pessoas das casas, mas que estas estão “tão revoltadas que não querem sair”.

    “Da minha parte nem vou intervir, porque também não concordo muito que as pessoas deixem as suas casas sem um bombeiro aqui, sem coisa nenhuma, e vão para dez quilómetros daqui”, acrescenta, frisando que também vai ficar a defender as casas e a aldeia porque a “situação está muito complicada”.

    As pessoas da aldeia estão a ser transferidas para o centro social de Entre Ambos-os-Rios, a dez quilómetros de Germil.

    *com Marta Nobre

  • Fogo em Terras do Bouro está a cerca de 200 metros de habitações

    O incêndio no concelho de Terras do Bouro está a cerca de 200 metros de habitações na freguesia de Brufe, com os bombeiros a fazer uma linha de água para proteger pessoas e bens, disse o Presidente da Câmara.

    Em declarações à Lusa, Manuel Tivo, que está no local, afirmou que “a preocupação neste momento”, relativamente aquele incêndio, que veio de Ponte da Barca e chegou ao concelho de Terras do Bouro, “é salvar pessoas e os seus bens”.

    Depois, é extinguir o incêndio para que se salvaguarde o património natural daquela zona.

    Ao todo, o presidente da Câmara estima que estejam em risco cerca de 70 habitações, contando com as de residentes, mas também as de turismos rural e de emigrantes.

    O que espera agora o autarca é que os ventos ajudem esta noite ao trabalho dos 60 operacionais, que estão a evitar que o fogo chegue às habitações.

    E deixa um apelo à Proteção Civil para que, na próxima madrugada reforce meios para o combate aquele incêndio.

  • Fogo em Terras do Bouro está a cerca de 200 metros de habitações

    O incêndio no concelho de Terras do Bouro está a cerca de 200 metros de habitações na freguesia de Brufe, com os bombeiros a fazer uma linha de água para proteger pessoas e bens, disse o Presidente da Câmara.

    Em declarações à Lusa, Manuel Tivo, que está no local, afirmou que “a preocupação neste momento”, relativamente aquele incêndio, que veio de Ponte da Barca e chegou ao concelho de Terras do Bouro, “é salvar pessoas e os seus bens”.

    Depois, é extinguir o incêndio para que se salvaguarde o património natural daquela zona.

    Ao todo, o presidente da Câmara estima que estejam em risco cerca de 70 habitações, contando com as de residentes, mas também as de turismos rural e de emigrantes.

  • Retirados de casa cerca de 150 habitantes de quatro aldeias de Ponte da Barca

    Cerca de 150 habitantes de quatro aldeias de Ponte da Barca estão a ser retiradas das suas habitações, por razões de segurança, face à proximidade das chamas do incêndio que deflagrou, sábado, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, adiantou que “os habitantes dos lugares da Igreja, em Britelo, Sobredo, Germil e Lourido, na Serra Amarela, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) estão a ser concentrados nos pontos da Aldeia Segura, definidos para cada uma das localidades, para serem transferidos para o centro escolas de Entre Ambos-os-Rios”.

    “Estamos a retirar estas pessoas de casa por questões de segurança. A frente de fogo é muito grande. Está a encaminhar-se com muita violência para alguns pontos. O objetivo é as populações fiquem cercadas e, também por causa do fumo intenso que se faz sentir”, adiantou Augusto Marinho.

    O PNPG abrange os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelho de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre), numa área total de cerca de 70.290 hectares.

  • Aldeia do Sobredo, em Ponte de Barca, evacuada

    A aldeia de Sobredo, em Ponte da Barca, está a ser evacuada, noticia a RTP. A ordem foi dada há cerca de uma hora e os habitantes devem dirigir-se para perto da capela, onde vão ser informados do local onde deverão passar a noite.

  • Incêndios de Penamacor e Santarém em conclusão, Nisa em resolução

    De acordo com o site oficial da Proteção Civil, os incêndios de Penamacor e Santarém estão em conclusão e o fogo de Nisa encontra-se em resolução.

  • Situação em Arouca “está estabilizada” e sem situações que suscitem “maior preocupação”

    A situação dos incêndios em Arouca “está estabilizada”, embora com alguns reacendimentos, e sem desenvolvimentos que suscitem “maior preocupação”, segundo comunicado divulgado há minutos pela Câmara Municipal do concelho, citando informações da Proteção Civil.

    “A situação estabilizada no município” de Arouca, lê-se na nota da Câmara que cita informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

    Adiantando que e embora se tenham verificado “vários reacendimentos”, estes “têm sido prontamente combatidos pelos meios terrestres com o apoio das máquinas de rastos e meios aéreos, não havendo, presentemente, nenhuma situação que suscite maior preocupação”.

    Porém, a Câmara apela a que as pessoas mantenham “uma atitude vigilante” e para que não “adotem qualquer comportamento de risco”.

  • Vem aí uma nova onda de calor. Dias de 45ºC e noites tropicais e tórridas, de mais de 25ºC

    Massa de ar quente do norte de África ficará bloqueada sobre a Península Ibérica, graças ao ‘muro’ causado pelo anticiclone no Atlântico. Temperaturas voltam a disparar, de dia e de noite.

    Vem aí uma nova onda de calor. Dias de 45ºC e noites tropicais e tórridas, de mais de 25ºC

  • Autarca de Ponte da Barca alerta para habitações em perigo e pede mais meios aéreos

    O presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, dá conta de uma “nova ignição em Paradamonte a ameaçar habitações”, “em Mosteirô também a ameaçar habitações” e “uma nova frente que se está a dirigir para habitações”.

    “O apelo que faço sobre os meios aéreos é pela dificuldade que temos no terreno de socorrer os homens e mulheres que estão a proteger as habitações e a combater um inimigo que encontra nas condições climatéricas um momento muito favorável para a sua progressão”, explica o autarca.

    Augusto Marinho nota que “já há algum tempo” que não há meios aéreos a operar no incêndio de Ponte da Barca: “Não consigo aceitar. Já falei com o secretário de Estado a pedir apoio para deslocar meios aéreos para aqui e manter o dispositivo instalado porque de um momento para o outro há reacendimentos”, reitera.

    O autarca realça que “se for necessário ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil ou acordos bilaterais, que se faça” — “É para isto que existem.”

  • Proteção Civil assegura que falta de condições de segurança impediu mais meios aéreos em Arouca

    A Proteção Civil invocou falta de condições de segurança, devido à falta de visibilidade, para empenhar mais aeronaves no combate aos incêndios rurais no norte de Portugal, em particular no concelho de Arouca.

    Em declarações aos jornalistas, o adjunto de operações nacional, Carlos Pereira, disse que a partir das 14:00 de hoje houve “uma dificuldade extremamente elevada de empenhar meios aéreos” para o incêndio de Arouca, devido à falta de visibilidade por causa do fumo no céu.

    Segundo Carlos Pereira, havia “falta de condições de visibilidade e de segurança” para os pilotos manobrarem as aeronaves.

    Até às 17h00, o fogo de Arouca, que deflagrou na segunda-feira, já consumiu uma área de mais de seis mil hectares, de acordo com o responsável, que fazia o balanço dos incêndios rurais em curso em Portugal continental, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Oeiras.

    Para o incêndio de Arouca foram mobilizados hoje dois meios aéreos, mais de 700 operacionais e mais de 200 viaturas.

    Acima no mapa, no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, o combate às chamas envolveu mais de 400 operacionais, mais de 120 viaturas e nove meios aéreos (partilhados entre Portugal e Espanha).

  • Incêndio em Ponte da Barca “é facada no coração” do único parque nacional do país

    O vice-presidente da Câmara de Ponte da Barca, José Alfredo, disse hoje que o incêndio que lavra desde sábado à noite é “uma facada no coração” do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), único parque nacional do país.

    “O coração do PNPG está a arder, literalmente. Hoje o parque leva uma facada no coração. Os impactos deste incêndio terão efeitos num futuro muito longo”, afirmou o vice-presidente da Câmara de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.

    A agência Lusa tentou o contacto com o presidente da Câmara, Augusto Marinho que desligou a chamada telefónica, dizendo “isto está muito complicado”.

    Segundo o vice-presidente, José Alfredo, pelas 19:35, o fogo encontrava-se “completamente descontrolado nos lugares de Mosteirô e Paradamonte, ambos na freguesia de Britelo, sendo que “as chamas lavram junto a habitações”.

    “Em Mosteirô conseguiu-se evitar que duas habitações fossem consumidas pelo incêndio. Os bombeiros conseguiram controlar o fogo, deitando água a partir das varandas das habitações”, afirmou à agência Lusa.

  • Ventura acusa Governo de "desinvestimento gritante" na prevenção

    O presidente do Chega, André Ventura, acusou hoje o Governo de manter um “desinvestimento gritante” na prevenção dos incêndios e defendeu a aprovação urgente de legislação que imponha prisão preventiva aos alegados incendiários.

    À margem da apresentação dos candidatos autárquicos do partido no distrito de Santarém, Ventura afirmou que, “desde 2023, foi feito um desinvestimento de mais de 60 milhões de euros em matéria de prevenção dos incêndios”, sublinhando que essa tendência “vem do Governo de António Costa e ficou no Governo de Luís Montenegro”.

    O líder do Chega defendeu a necessidade de uma reunião urgente com o Governo para discutir a resposta aos incêndios e reiterou a proposta do partido para endurecer a legislação penal relativa ao crime de fogo posto.

    “É urgente aprovarmos legislação que garanta que os incendiários ficam presos e que não estão em liberdade nestes dias em que está muito calor e em que o território está absolutamente vulnerável”, afirmou.

    Ventura apelou ainda à “consciência dos tribunais” para que os suspeitos de fogo posto não fiquem em liberdade, referindo-se ao caso recente de um jovem detido pela Polícia Judiciária por alegada autoria de incêndios entre Fafe e Guimarães.

    “Não podemos ter loucos à solta com 40 graus enquanto o país está a arder”, declarou.

    Ventura garantiu que o Chega está disponível para aprovar “no primeiro dia do parlamento ou em reunião de emergência” uma lei que preveja a prisão preventiva de incendiários, mesmo que tal implique, segundo disse, “ficarem presos até começar a chover”.

  • Proteção Civil: Área Metropolitana do Porto nas regiões mais afetadas e 17 ocorrências significativas em curso

    Carlos Pereira, da Proteção Civil, revela que desde o dia 28 ao dia 30 de julho foi registado um “número significativo de ocorrências”.

    Até ao momento, nos últimos três dias, registaram-se 244 ocorrências diurnas e 157 noturnas, “39% das ocorrências registadas nos três dias”. Foram envolvidos 3170 operacionais, apoiados por 853 meios terrestres e 137 meios aéreos.

    A Área Metropolitana do Porto está entre as regiões mais afetadas, com 23 ocorrências. Na região Tâmega e Sousa foram registadas 17 ocorrências e no Alto Minho nove.

    “Há 17 ocorrências significativas em curso, que envolvem 1909 operacionais, apoiados por 597 veículos e 25 meios aéreos”, explica, com destaque para o incêndio de Alto Minho.

  • Proteção Civil mantém nível de incêndio rural de muito elevado a máximo

    No briefing da Proteção Civil, Carlos Pereira revela que o “perigo de incêndio rural mantém-se de muito elevado a máximo” e que o “estado de prontidão especial mantém-se no nível três no Norte, Centro e Alto Alentejo”.

    Há 12 distritos em risco elevado de incêndio.

  • Chamas em Arouca ameaçam entrar novamente em Castelo de Paiva

    O presidente da Câmara de Castelo de Paiva, José Rocha, revelou pelas 18:30 à Lusa a possibilidade do incêndio em Arouca voltar a passar para o seu concelho, no lugar de Gondra.

    “Temos situações pontuais de reacendimentos, sendo que no lugar de Gondra há uma situação que causa alguma preocupação com a possível junção do fogo que vem de Arouca do lado do lugar de Folgosinho”, relatou o autarca, que precisou terem-se apercebido do perigo há cerca de uma hora (17:30).

    Dado estar em curso as operações de rescaldo e vigilância do incêndio que desde segunda-feira lavra em Arouca e que passou ao início da tarde desse dia para Castelo de Paiva, o regresso das chamas impulsionado pelo incêndio no concelho vizinho foi “salvaguardada desde o primeiro momento”, disse.

    “Sim, havia meios no local e estão a ser reforçados para o combate”, acrescentou o autarca.

    Cerca das 09:00, em declarações à Lusa, José Rocha, indicou que a situação estava “mais controlada”, acreditando que “se as condições ajudarem e se não houver nada de transcendente, hoje [o fogo] fica resolvido”.

    De acordo com informação disponível na página de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 18:32 estavam mobilizados para este incêndio em Arouca 705 operacionais, apoiados por 251 viaturas e dois meios aéreos.

  • Fogo de Alcanede consumiu mais de 200 hectares com estragos em habitações

    O incêndio que deflagrou na terça-feira em Alcanede, concelho de Santarém, consumiu mais de 200 hectares de eucaliptal, afetou uma exploração pecuária e causou danos em várias habitações, encontrando-se desde esta manhã em conclusão, segundo os bombeiros da localidade.

    De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcanede, Filipe Regueira, o fogo começou numa zona de eucalipto e propagou-se rapidamente devido à intensidade do vento, que dificultou o combate às chamas.

    “Foi um verdadeiro jogo do gato e do rato”, descreveu o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcanede.

    Durante a noite, mais 400 operacionais e 130 veículos mantiveram-se no terreno em ações de vigilância e combate, com várias reativações em zonas de interface entre áreas ardidas e não ardidas.

    Segundo o responsável, “a mudança da direção do vento complicou ainda mais as operações”.

    Entre os estragos contabilizados está a destruição parcial de uma exploração pecuária, onde morreram dezenas de animais, incluindo leitões.

    Uma casa de segunda habitação e vários anexos foram também atingidos. Outras estruturas, como casas devolutas e antigas, sofreram igualmente danos.

    No incêndio, que deflagrou pelas 13h00 de terça-feira na localidade de Vale das Caldas, cinco pessoas, três das quais bombeiros, sofreram ferimentos ligeiros.

    Filipe Regueira classificou o incêndio como “o mais violento dos últimos 10 anos” no concelho de Santarém, salientando que mais de 200 hectares de eucaliptal terão sido consumidos pelas chamas, que se propagaram rapidamente numa zona contínua de floresta entre Alcanede e Montejunto.

    “Aqui na zona do concelho de Santarém foi com certeza o mais violento dos últimos 10 anos, pelo menos. À hora do início do incêndio, por volta das 13h00, já estava muito calor com pouca humidade. Estamos a falar de condições extremas para o combate a incêndios”, notou.

    As causas do incêndio estão a ser investigadas pela GNR, mas o comandante dos bombeiros adiantou que foram encontrados fios elétricos caídos e garrafas de vidro no local.

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