Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que iniciou negociações amigáveis com o Irão, embora tenha reafirmado que Washington está preparado para uma ação militar forte caso estas fracassem. Durante um comício em Michigan, Trump destacou que, apesar das negociações, os Estados Unidos estão determinados a vencer o Irão militarmente, caso necessário.
    • Apesar destas declarações, o Presidente iraniano declarou que o seu país não tem, neste momento, qualquer tipo de negociação direta com os Estados Unidos. No entanto, admite a troca de mensagens indiretas através de mediadores, como o Omã, sobretudo acerca da gestão do Estreito de Ormuz. O governo iraniano expressou a sua determinação em defender-se enquanto for necessário, recusando ceder à pressão externa.
    • As discussões entre os mediadores, (Qatar e Paquistão), o Irão e o Omã abordaram a gestão do Estreito de Ormuz, um ponto crítico de tensão na região, embora a situação no estreito se mantenha inalterada por enquanto.
    • Benjamin Netanyahu está em Washington para se encontrar com Donald Trump, com uma agenda centrada principalmente na questão iraniana. O primeiro-ministro israelita e Trump irão discutir maneiras de garantir a segurança e a força de Israel, promovendo a estabilidade regional.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Bom dia.

    Chega ao fim este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos nas tensões geopolíticas ao redor do mundo, com particular destaque para as guerras na Ucrânia e Médio Oriente no novo artigo em direto que agora abrimos.

    Trump encontra-se com Netanyahu e Zelenskyy hoje na Casa Branca. EUA organizam novas conversações de paz entre Israel e Líbano no início de agosto

  • MNE do Iémen acusa houthis de pretenderem aplicar modelo iraniano ao Estreito de Bab el-Mandeb

    Os houthis do Iémen pretendem replicar o modelo iraniano de controlo do Estreito de Ormuz para o de Bab el-Mandeb. A acusação é feita por Afrah Al-Zouba, ministra dos Negócios Estrangeiros do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, citada pela Reuters.

    “Os houthis querem copiar o modelo iraniano e isso fechará dois estreitos principais, as entradas para o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho”, afirmou na embaixada iemenita em Riade, na Arábia Saudita.

    A chefe da diplomacia iemenita também admite que está preparada para uma escalada no conflito entre os houthis e a Arábia Saudita, que “precisa de chegar ao fim, seja através de meios pacíficos ou de outra forma”.

    Os houthis do Iémen têm contribuído para a escalada do conflito na região, algo acentuado com o anúncio do bloqueio naval à Arábia Saudita, na segunda-feira.

    O Estreito de Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e é uma das principais rotas comerciais a nível mundial.

  • Especialistas das Nações Unidas pedem suspensão da setença de morte de dez jovens iranianos

    Treze relatores especiais das Nações Unidas e membros de grupos de trabalho da organização pediram ao Irão para suspender a aplicação da pena de morte a dez jovens, presos durante protestos anti-governamentais em janeiro.

    “Condenar 12 pessoas à morte numa única audiência, num tribunal fechado e sem clareza quanto à responsabilidade individual de cada réu, viola os padrões estabelecidos para um julgamento justo”, afirmaram, citados pela CBS News, que lembram que as sentenças não foram publicadas.

    Inicialmente, foram condenadas 12 pessoas, tendo duas delas sido executadas a 19 de julho. São acusadas de envolvimento na morte de quatro membros das forças de segurança iranianas, vandalismo e incêndio criminoso durante os protestos em Isfahan, a 8 de janeiro.

  • Netanyahu aterra em Washington

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegou a Washington, nos Estados Unidos, onde se vai encontrar com Donald Trump, na Casa Branca, refere o The Times of Israel.

  • Abatido drone norte-americano no Iraque

    Foi abatido um drone norte-americano que sobrevoava a província iraquiana de Anbar. A informação é avançada por meios de comunicação social locais, citados pela Al Jazeera.

    De acordo com a televisão estatal iraniana IRIB, o drone caiu num complexo residencial.

  • Irão ataca norte do Iraque

    O Irão atacou com, pelo menos, quatro drones as áreas de Khalifan e Soran, no Curdistão Iraquiano. A informação é avançada por fontes policiais à Al Jazeera.

    Dois dos drones caíram nas áreas que foram atacadas, tendo provocado incêndios. Em resposta, aviões de guerra e drones norte-americanos sobrevoaram a área.

    Em Khor Mor, foi atacada uma central de gás, que fornece energia na região, perto da mesma altura em que foram ouvidas explosões em Erbil.

  • Trump afirma que vai derrotar o Irão, mas que está em "negociações muito amigáveis" com Teerão

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou num comício em Michigan que Washington está em “negociações muito amigáveis” com Teerão, mas que vai derrotar o Irão.

    “Não podem suborná-los. Têm que derrotá-los, e nós vamos derrotá-los com todas as nossas forças. Mas vamos ver como isso termina. Neste momento, estão a ocorrer negociações muito amigáveis”, afirmou, citado pelo The Guardian.

    Hoje, apesar de Donald Trump ter afirmado que “há hipótese de que possa acontecer algo” em relação a um acordo, admitiu à Axios estar preparado para uma “ação militar muito forte” caso as negociações com o Irão fracassem.

  • Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém restringe viagens de pessoal diplomático para a Cisjordânia

    A embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém anunciou restrições a viagens do pessoal diplomático para a Cisjordânia, devido aos confrontos entre colonos israelitas e palestinianos que têm marcado os últimos dias.

    “Devido ao aumento das preocupações com a segurança e à crescente instabilidade na Cisjordânia, a Embaixada dos Estados Unidos está a restringir temporariamente as viagens pessoais de todos os funcionários do governo dos Estados Unidos e os seus familiares para a Cisjordânia”, avisa a embaixada, em comunicado.

    A medida fica em vigor até quarta-feira.

  • Ouvidas explosões em Erbil

    Foram ouvidas sete explosões na cidade de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, avançam meios de comunicação social locais, citados pela Al Jazeera.

    Um dos locais foi a embaixada norte-americana na cidade.

  • Irão afirma que rejeitou "exigências extremas" dos Estados Unidos

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que o país rejeitou uma proposta norte-americana apresentada nas negociações em Islamabade e que não pretendem retomar o diálogo com Washington.

    “O lado dos Estados Unidos apresentou uma proposta que refletia exigência extremas. A delegação iraniana explicitamente rejeitou essa proposta”, afirmou, citado pela CBS News, que referiu que Washington forçou Teerão a aceitar a proposta, sob a ameaça de terminar as negociações.

    No entanto, Gharibabadi não revelou mais detalhes sobre a proposta.

  • Houthis afirmam que resposta da Arábia Saudita ao ataque é uma tentativa de "cobrir a falha dos seus sistemas de defesa"

    O Ministério da Defesa dos houthis do Iémen afirmou que a Arábia Saudita tem revelado ineficiência em defender-se de ataques aéreos e que a resposta de Riade aos ataques do movimento são uma tentativa de cobrir essa falha.

    “Uma fonte militar do Ministério da Defesa confirmou que as declarações dos ministros sauditas da Defesa e dos Negócios Estrangeiros são uma tentativa do inimigo saudita de cobrir a falha dos seus sistemas de defesa em detetar e intercetar drones iemenitas que alcançaram com sucesso os seus alvos”, afirma no X Nasruddin Amer, presidente da direção da agência de notícias iemenita Saba.

    Como noticiado anteriormente, os houthis realizaram ataques contra infraestruturas petrolíferas estratégicas na Arábia Saudita.

  • Alta patente do Ministério da Defesa de Israel afirma que a guerra no Médio Oriente está a ser "um fracasso retumbante"

    O antigo chefe do Gabinete Político-Militar do Ministério israelita da Defesa, Dror Shalom, afirmou que a guerra no Médio Oriente está a ser mal-sucedida para Israel e que o prestígio internacional do país está num momento baixo.

    “Estrategicamente, esta guerra é um fracasso retumbante”, afirmou, durante uma conferência do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, citado pelo The Times of Israel.

    Shalom dá como exemplos o Hamas, que “ainda está de pé”, o Irão, que ainda dispõe de um programa nuclear, e o Hezbollah, que está “longe de se desarmar”, além da situação em Gaza, que apenas permitiu o regresso dos reféns.

    No âmbito internacional, o antigo chefe militar sublinha o estatuto internacional de Israel, que está “no seu nível mais baixo” e as relações com os Estados Unidos, que “não estáo no seu melhor momento”.

  • Primeiro-ministro iraquiano ordena investigação aos ataques lançados a partir do país contra a Arábia Saudita

    O primeiro-ministro iraquiano, Ali Al-Zaidi, ordenou uma investigação aos ataques sofridos pela Arábia Saudita e que terão sido lançados a partir de território do Iraque.

    “O Governo está a apurar provas e informações e tomará as devidas medidas legais contra quem se provar estar envolvido em tais atos, de acordo com os resultados das investigações”, afirmou Sabah Al-Numan, Comandante Supremo das Forças Armadas Iraquianas, em comunicado, citado pelo jornal libanês An-Nahar.

    Como noticiado anteriormente, a Arábia Saudita intercetou e destruiu drones lançados a partir de território iraquiano, por parte de milícias pró-iranianas do país.

    O ataque foi condenado por vários países, como o Qatar, a Jordânia, o Kuwait e a Autoridade Palestiniana, assim como por organizações como a Liga do Mundo Islâmico, refere o jornal libanês.

  • "Não se sabe quem é que manda no Irão"

    Helena Ferro Gouveia analisa o impasse entre Estados Unidos e Irão, a falta de interlocutores em Teerão e a descrença numa solução diplomática rápida para o conflito no Médio Oriente.

    Ouça aqui a nova edição de ‘Gabinete de Guerra’.

    “Não se sabe quem é que manda no Irão”

  • Guarda Revolucionária Islâmica afirma que Estados Unidos ameaçaram atacar navios comerciais nos últimos três dias

    A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que Estados Unidos ameaçaram atacar navios comerciais iranianos e petroleiros em águas territoriais nos últimos três dias.

    “Avisamos que esta ação por parte dos Estados Unidos será vista como uma escalada da guerra na região e, tal como as Forças Armadas da República Islâmica do Irão já provaram no terreno, qualquer ameaça e ato de hostilidade por parte do exército terrorista desse país não ficarão sem resposta e serão devidamente enfrentados”, avisa a Guarda Revolucionária, citada pela agência de notícias iraniana Fars.

  • Ataque russo em Kharkiv provocam dois feridos

    Um ataque russo com drones contra um carro, em Kharkiv, provocou dois feridos. O carro pegou fogo na sequência do ataque, refere a Ukrainska Pravda, que cita as autoridades locais.

  • Israel liberta 60 presos palestinianos

    Israel libertou hoje 60 presos palestinianos, numa operação liderada pela Cruz Vermelha Interacional. As 60 pessoas foram transferidas para o Complexo Médico Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza.

    Os presos “foram aparentemente detidos durante a guerra”, de acordo como The Times of Israel, citando meios de comunicação locais, “foram aparentemente detidos durante a guerra”, e não eram considerados “terroristas”, segundo o exército israelita, citado pela Al Jazeera.

    Desde 2023, a Cruz Vermelha negociou a libertação de mais de 2.500 presos. Quase cinco mil palestinianos estavam detidos em abril, sendo que mais de mil se encontram em detenção administrativa, “o que significa que estão detidos sem acusação formal ou julgamento”, refere a Al Jazeera.

  • Ataques russos em Donetsk matam quatro pessoas e ferem outras 18

    Ataques russos com artilharia em Donetsk provocaram quatro mortos e 18 feridos, incluindo um bebé de 11 meses. O ataques foram realizados através de metrelhadores e drones contra civis e danificaram prédios e veículos.

    “As vítimas foram diagnosticadas com ferimentos por minas e explosivos, ferimentos por estilhaços, fraturas e ferimentos por arma branca. Elas receberam assistência médica”, refere a Procuradoria Regional de Donetsk, no Telegram.

    As autoridades estão a investigar os ataques.

  • Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos pede retirada de Israel do sul do Líbano e admite que Telavive cometeu "crimes de guerra"

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que Israel retire as suas tropas do sul do Líbano e admitiu que Telavive pode ter cometido crimes de guerra no território.

    “O meu gabinete registou violações em larga escala do direito internacional humanitário, algumas que podem constituir crimes de guerra e sob certas circunstâncias podem constituir crimes sob o direito internacional”, afirmou numa conferência de imprensa em Beirute, citado pela agência de notícias turca Anadolu.

    Alguns dos exemplos dados referem-se às demolições de casas e outras infraestruturas civis, que “levantam sérias questões sobre o cumprimento do direito internacional humanitário” — como afirmou à Associated Press —, e à alegada proibição do regresso de deslocados por parte das tropas israelitas.

    Telavive iniciou uma nova ofensiva contra o Líbano a 2 de março, que provocou mais de quatro mil mortos e cerca de 1,2 milhões de deslocados, cerca de um quinto da população.

    Israel continua a ocupar várias zonas do sul do Líbano, com o acordo de cessar-fogo, assinado a 27 de junho, a prever a retirada progressiva das suas forças em zonas-piloto, mas que não se encontram na zona-tampão criada por Telavive para combater o Hezbollah.

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