Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Encerramos este liveblog que acompanhou no domingo as principais notícias sobre a atualidade internacional, em particular o conflito no Médio Oriente.

    Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.

    Comissão Parlamentar iraniana aprova portagens no Estreito de Ormuz. EUA e Israel não passam

  • Ataque conjunto dos EUA e de Israel teve como alvo empresa petroquímica de Tabriz, avança comunicação social estatal iraniana

    A comunicação social estatal iraniana está a avançar que um ataque conjunto dos EUA e de Israel teve como alvo uma unidade da empresa petroquímica de Tabriz, no Irão.

    A agência de notícias Tasnim citou o diretor-geral de gestão de crises da província do Azerbaijão Oriental, no Irão, afirmando que a situação estava “sob controlo”. Equipas de resgate estavam presentes no local e não havia perigo, afirmou, acrescentando que não foram libertadas substâncias tóxicas ou poluentes.

  • Israel afirma ter interceptado dois drones provenientes do Iémen

    As forças armadas israelitas afirmam que a força aérea interceptou dois drones lançados a partir do Iémen na última hora, reporta a Aljazeera.

  • A UNIFIL, a força de manutenção da paz das Nações Unidas no Líbano, informou que um membro da força de paz no Líbano foi morto este domingo e outro ficou gravemente ferido quando um projétil explodiu numa das suas posições no sul do Líbano, escreve o New York Times. “Não sabemos a origem do projétil”, afirmou a UNIFIL num comunicado, referindo que está a investigar o caso.

  • Navio russo vai entregar crude a Cuba

    A Guarda Costeira dos Estados Unidos irá permitir a passagem de um navio de crude russo com destino a Cuba, ilha que está há meses com falta de energia e é atingida por apagões regulares devido a um bloqueio de combustível imposto pelos EUA. A notícia é avançada pelo jornal The New York Times.

    Os dois navios que a Guarda Costeira mantém na região receberam ordens para deixar passar o navio russo, o que dará algumas semanas ao governo antes de as reservas se esgotarem.

    O navio deverá chegar em breve a águas cubanas, e espera-se que chegue ao seu destino, Matanzas, na terça-feira, dia 31.

  • Quatro países europeus pedem a Israel que não expanda uso de pena de morte

    Os chefes da diplomacia da Alemanha, França, Itália e Reino Unido instaram este domingo o parlamento e o Governo de Israel a abandonarem o plano de expandir as possibilidades de impor a pena de morte.

    “Nós, ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, expressamos a nossa profunda preocupação com um projeto de lei que alargaria significativamente as possibilidades de imposição da pena de morte em Israel e que poderá ser votado e aprovado na próxima semana”, indica um comunicado divulgado pelo ministério alemão.

    Os ministros manifestam-se “particularmente preocupados com o caráter discriminatório do projeto”, considerando que a sua aprovação “colocaria em risco os compromissos de Israel com os princípios democráticos”.

    “A pena de morte é uma forma de punição desumana e degradante, sem qualquer efeito dissuasor. É por isso que nos opomos à pena de morte, quaisquer que sejam as circunstâncias. A rejeição da pena de morte é um valor fundamental que nos une”, adiantam.

  • A Agência Internacional de Energia Atómica confirmou este domingo que a central de produção de água pesada do Irão em Khondab, na província de Markazi — que, segundo o Irão, foi alvo de um ataque na sexta-feira — sofreu danos graves e “já não está operacional”. Escreve o New York Times que não existe risco de radiação, uma vez que, como a agência tinha indicado anteriormente, o local não continha qualquer material nuclear declarado.

  • Israel diz ter atingido várias infraestruturas em Teerão

    Num balanço feito nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (IDF) indicaram ter usado 150 caças em ataques a várias infraestruturas em Teerão. Segundo Israel, foram atingidos um “local para desenvolver componentes importantes para mísseis balísticos”, um local usado pela indústria militar para “investigar e desenvolver sistemas de mísseis balísticos” e instalações de produção de armamento.

  • Conselho da Europa apela a Israel para que não expanda aplicação da pena de morte

    O secretário-geral do Conselho da Europa apelou a Israel para que não expanda o uso da pena de morte, numa altura em que o parlamento israelita tem em mãos propostas legislativas nesse sentido.

    Em carta enviada ao presidente do Knesset (parlamento de Israel), Amir Ohana, e ao presidente israelita, Isaac Herzog, o secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, manifestou “profunda preocupação” em relação às “potenciais consequências” destas medidas, segundo um comunicado hoje divulgado pelo organismo europeu.

    Na carta, citada no comunicado, Berset reitera a oposição do Conselho da Europa à pena de morte “em qualquer lugar e em qualquer circunstância”.

    “Os textos atualmente em apreciação no Knesset representariam um grave passo atrás” na moratória há muito em vigor em Israel, que impede a aplicação efetiva desta pena, ainda que ela permaneça legalmente prevista, defendeu o secretário-geral da organização europeia de defesa dos direitos humanos.

    Israel aboliu a pena de morte para crimes comuns em 1954 e desde 1962 que não leva a cabo nenhuma execução.

    “A pena de morte não tem lugar numa justiça moderna e é incompatível com o respeito pelos direitos humanos fundamentais. Em linha com esses princípios, a pena capital não pode ser aplicada pelos 46 Estados-membros do Conselho da Europa, refletindo um consenso claro e de longa data de respeito pela dignidade humana e pelo direito à vida”, lê-se no comunicado divulgado este domingo.

    Israel, não sendo membro do organismo, tem o estatuto de país observador da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa desde 1957, participando ainda em várias convenções e mecanismo de cooperação.

    “Neste contexto, qualquer desenvolvimento de afastamento em relação aos padrões europeus de direitos humanos arrisca afastar Israel ainda mais do quadro de valores com o qual desde há muito se alinhou. Isto também levanta preocupações mais vastas com o respeito pelo direito internacional”, lê-se no comunicado, que acrescenta que o Conselho da Europa “continua a trabalhar em prol da abolição universal da pena de morte”.

  • Patriarcado de Lisboa pede que "prevaleça a sabedoria" quanto à liberdade religiosa

    D. Rui Valério pede que “prevaleça a sabedoria que sabe reconhecer na liberdade religiosa não uma concessão, mas uma condição indispensável para a paz duradoura entre os povos”, em reação à missa impedida ao Patriarca Latino de Jerusalém.

    “O Patriarca de Lisboa acolhe com particular gravidade a notícia de que, em Jerusalém, no coração da fé cristã, foi impedida a celebração da Eucaristia no Domingo de Ramos pelos responsáveis da Igreja Católica na Terra Santa. Mais do que um episódio circunstancial, este acontecimento levanta uma questão de fundo: quando o acesso à oração é condicionado, não está apenas em causa uma prática religiosa, mas um espaço essencial da alma humana, onde o homem se encontra com Deus e reencontra o sentido da sua própria dignidade”, lê-se na nota remetida ao Observador.

    “Num tempo já marcado por feridas profundas, este gesto corre o risco de ampliar distâncias e de obscurecer aquilo que deve ser preservado com maior cuidado: a confiança mútua e o reconhecimento do valor espiritual dos Lugares Santos. Jerusalém não é apenas um ponto geográfico; é um lugar de memória viva para milhões de crentes, e qualquer restrição que atinja o seu significado espiritual ressoa muito para além das suas fronteiras visíveis. Perante esta situação, o Patriarca de Lisboa convida a uma leitura mais profunda e exigente dos acontecimentos: é precisamente nos contextos de maior tensão que se torna mais necessário garantir espaços de transcendência, onde a oração, longe de ser um fator de divisão, possa tornar-se fermento de reconciliação.”

  • Patriarca Latino de Jerusalém diz que foi impedido de celebrar missa "sem confrontos"

    O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, afirmou que pretende aproveitar o impedimento de que foi alvo de celebrar missa no Santo Sepulcro para que se preserve o direito à oração, “respeitando a segurança de todos”.

    A polícia israelita impediu o patriarca de chegar à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa do domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa.

    “É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro”, explicou em declarações transmitidas pela emissora italiana TV2000.

    O cardeal também quis deixar claro que o incidente ocorreu “sem confrontos” e que foi tratado de forma educada.

    “Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês”, acrescentou.

    Além disso, indicou que compreende que se deva garantir a segurança em plena guerra, mas também a oração face à celebração da Semana Santa.

  • Presidente do Conselho Europeu pede fim imediato dos ataques iranianos no Golfo

    O presidente do Conselho Europeu salientou a solidariedade da União Europeia para com os países do Golfo atingidos por ataques iranianos, apelando à desescalada de violência na região.

    “Estes ataques devem cessar imediatamente”, pediu António Costa, ao revelar que falou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos. “A União Europeia continua a pedir a todas as partes que desescalem e deem uma oportunidade à diplomacia, no interesse da segurança e estabilidade no Médio Oriente.”

  • Presidente da República reprova impedimento de Patriarca Latino celebrar missa em Jerusalém

    António José Seguro condenou a “situação sem precedentes em séculos recentes” de o Patriarca Latino de Jerusalém ter sido impedido de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.

    Numa nota no site da Presidência, salienta que se trata “de um facto que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional”.

    “A livre prática do culto, em particular em locais de significado histórico e espiritual ímpar, deve ser assegurada e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância. O Presidente da República manifesta a sua firme reprovação por este impedimento, que considera injustificado e contrário aos compromissos internacionais de proteção da liberdade religiosa”, lê-se ainda.

    António José Seguro garante que Portugal está a acompanhar a situação em Jerusalém e enquanto Presidente, “sublinha a importância do diálogo, da contenção e do respeito mútuo, como caminhos indispensáveis para a paz, a estabilidade e a dignidade humana na região”.

  • Paquistão, Arábia Saudita, Turquia, Egipto e China apoiam negociações de acordo de paz em Islamabad

    Delegações do Paquistão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Egipto estiveram reunidos este domingo para “procurar maneiras de terminar permanentemente com o conflito” no Médio Oriente. De acordo com Ishaq Dar, o chefe da diplomacia paquistanesa que recebeu os homólogos em Islamabad, admite que há um apoio unânime em que as próximas conversas entre Teerão e Washington sejam, também, na capital paquistanesa — algo que, de acordo com o The Guardian, também é “totalmente apoiado” pela China.

  • Embaixador do Irão diz que não vai abandonar o Líbano após ter sido declarado persona non grata

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano deu ao embaixador do Irão em Beirute até este domingo para abandonar o país, mas o diplomata, apesar de ter sido declarado persona non grata, recusa sair de território libanês, escreve o The Guardian.

    “O embaixador não vai sair do Líbano de acordo com os desejos do speaker do parlamento Nabih Berri e do Hezbollah”, avançou a fonte citada pela agência. A diplomacia libanesa acusou esta semana o embaixador Mohammad Reza Shibani de “interferir na política interna do Líbano”.

  • Embaixador americano considera bloqueio a patriarca de Jerusalém “abuso de poder”

    O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, considerou hoje um “lamentável abuso de poder” que a polícia israelita tenha impedido o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

    Apesar de o Governo israelita ter explicado que a decisão foi tomada por motivos de segurança devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos, o embaixador americano, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press, afirmou-se perplexo perante o argumento, já que a missa seria celebrada com um número de participantes muito inferior às 50 pessoas que estipulam o atual limite máximo permitido para reuniões sociais.

    Huckabee reconheceu a necessidade de estabelecer este tipo de regras, mas considerou que o que aconteceu “constitui um lamentável abuso de poder que já está a ter importantes repercussões a nível mundial”, tendo em conta a onda de críticas desencadeada pelo Governo italiano e que se estendeu a países como a França, Portugal, Polónia ou à Autoridade Palestiniana.

    “É difícil compreender ou justificar que se impeça o patriarca de entrar na igreja no Domingo de Ramos para uma cerimónia privada”, atirou Huckabee.

  • Presidente de Israel "lamenta" cancelamento das celebrações do Domingo de Ramos, mas garante "compromisso com liberdade religiosa"

    O Presidente de Israel “lamenta” o cancelamento das celebrações do Domingo da Ramos em Jerusalém, mas garante que explicou ao Patriarca Latino Pierbattista Pizzaballa que “o incidente teve origem em preocupações de segurança decorrentes da ameaça constante de ataques com mísseis por parte do regime terrorista iraniano contra a população civil em Israel”.

    Numa publicação na rede social X, Isaac Herzog assegura ter reafirmado o “compromisso inabalável de preservar a liberdade religiosa para todas as fés e a manutenção do status quo em todos os locais de culto” da capital israelita.

  • Netanyahu quer alargar presença militar israelita no sul do Líbano

    Benjamin Netanyahu anunciou este domingo ter dado a indicação ao exército para expandir a “zona tampão” no sul do Líbano, aumentando a presença militar israelita naquela região.

    “Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, defendeu o primeiro-ministro israelita num vídeo citado pela Al Jazeera. Netanyahu justifica esta decisão alegando a intensificação dos ataques do Hezbollah desde o início do conflito com o Irão.

  • Aiatola envia mensagem de agradecimento à população do Iraque pelo apoio durante "agressão"

    O Líder Supremo do Irão, o aiatola Mojtaba Khamenei, enviou uma mensagem de agradecimento às pessoas do Iraque pelo apoio que tem manifestado “à luz da agressão” que os iranianos têm sofrido. A Sky News cita a imprensa local, que não revela como a mensagem foi transmitida, uma vez que o aiatola ainda não foi visto desde que assumiu funções nos dias seguintes após o início do conflito.

  • 10 militares do Kuwait ficaram feridos após ataque iraniano

    10 militares do exército do Kuwait ficaram feridos este domingo após um míssil iraniano ter atingido um acampamento militar. A base sofreu danos materiais, de acordo com uma publicação do exército kuwaitiano na rede social X, referindo que tiveram de responder a 14 ataques com mísseis balísticos e outros 12 com drones nas últimas 24 horas.

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