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    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.

    Conselho de Segurança da ONU reúne-se após morte de capacetes azuis no Líbano. Irão nega estar em negociações com Estados Unidos

  • Corretor do Secretário da Defesa dos EUA tentou fazer grandes investimentos em defesa militar antes do ataque ao Irão

    O jornal britânico Financial Times noticiou esta noite que um corretor do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tentou fazer um grande investimento em importantes empresas de defesa nas semanas que antecederam o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.

    Citando três pessoas familiarizadas com o tema, o FT revela que o corretor de Hegseth no banco Morgan Stanley terá contactado a BlackRock — a maior operadora de gestão de ativos do mundo — em fevereiro para tentar fazer um investimento de vários milhões de dólares no Defense Industrials Active ETF antes o ataque a Teerão.

    Este trata-se de um fundo cotado de defesa da BlackRock, mas o investimento não foi para a frente já que o fundo, lançado em maio de 2025, ainda não estava disponível para compra por clientes do Morgan Stanley.

    Não se sabe, para já, qual o grau de independência do corretor de Hegseth para tomar decisões nem se o secretário da Defesa tinha conhecimento desta operação.

    No entanto, esta revelação surge na sequência de uma série de operações suspeitas realizadas em mercados financeiros e de previsão antes de grandes decisões tomadas por Donald Trump.

    Nas tarifas e, agora, na guerra do Irão. “Tweet” de Trump volta a levantar suspeitas de manipulação de mercado

    Como o Observador reportou a 24 de março, estas decisões têm sido precedidas de movimentações invulgares e apostas feitas no momento certo nos mercados financeiros, alimentando a suspeita de práticas ilegais de manipulação bolsista e de que algumas informações podem ter sido divulgadas antecipadamente.

  • Alguns países do Golfo têm defendido em privado que Trump continue a guerra até que o Irão seja definitivamente derrotado

    Segundo adiantaram alguns responsáveis dos países do Golfo, dos EUA e de Israel à Associated Press, os aliados dos norte-americanos na região têm instado o Donald Trump a manter a prosseguir a guerra contra o Irão com o argumento de que Teerão ainda não foi suficientemente enfraquecido pela campanha de bombardeamentos do último mês.

    A notícia da AP revela que, apesar das queixas feitas no início da guerra por não terem recebido avisos prévios adequados quanto aos ataques norte-americanos e israelitas, alguns dos aliados regionais têm estado a defender junto da Casa Branca que esta é uma oportunidade histórica para enfraquecer de forma definitiva o regime de Teerão.

    O principal apoio terá partido da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e do Bahrein, cujos representantes desejam que a operação não termine sem que haja mudanças significativas na liderança iraniana ou uma alteração drástica no comportamento do Irão.

  • Detritos resultantes da interceção de um projétil provocam um incêndio e ferem quatro pessoas no Dubai

    O Gabinete de Imprensa do Governo do Dubai confirmou numa publicação na rede social X que se deu outro incidente resultante da guerra neste território dos Emirados Árabes Unidos.

    “As autoridades do Dubai intervieram num incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por detritos resultantes de uma interceção do sistema de defesa aérea”, lê-se na nota.

    “Foram registados quatro feridos ligeiros entre as pessoas que se encontravam nas proximidades da casa”, é ainda referido.

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação norte-americana no Irão resultou na mudança de regime. Segundo Trump, os novos líderes iranianos são mais razoáveis do que os seus antecessores, e o Irão concordou com a maior parte dos pontos do plano de paz proposto pelos EUA. Ainda assim, avisou que, caso o acordo não seja alcançado em breve, os EUA estão preparados para tomar novas medidas, incluindo ações militares significativas.
    • O Irão confirmou a morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, resultado de uma operação precisa das Forças de Defesa de Israel. Este desenvolvimento ocorre num contexto em que Israel intensificou os seus ataques a infraestruturas iranianas, declarando ter atingido importantes alvos militares em Teerão.
    • A NATO, em conjunto com a Turquia, intercetou com sucesso um míssil iraniano que se dirigia para o território turco. A organização reafirmou o seu compromisso em proteger todos os aliados de ameaças desta natureza, mostrando uma coordenação eficaz das defesas antibalísticas na região.
    • O conflito no Médio Oriente causou uma deslocação massiva no Líbano, com 20% da população do país tendo fugido das suas casas, em grande parte devido aos bombardeamentos israelitas em retaliação aos ataques do Hezbollah. O Presidente libanês afirmou que qualquer tentativa de desestabilizar a paz no país será firmemente combatida, destacando a gravidade da situação humanitária no terreno.

  • Kuwait denuncia "ataque direto do Irão" a um petroleiro perto do Dubai, alertando para possível derrame

    A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) denunciou esta noite um “ataque direto e criminoso” por parte do Irão ao petroleiro al-Salmi enquanto este se encontrava na zona de ancoradouro do porto do Dubai, escreve a Al-Jazeera.

    Segundo a empresa, o petroleiro estava totalmente carregado no momento do incidente, sendo que o ataque resultou em danos físicos no casco do navio e provocou um incêndio a bordo. Por essa razão, a KPC alertou também para a possibilidade de um derrame de petróleo nas águas circundantes em resultado do ataque.

    A KPC, no entanto, confirma que não foram registadas vítimas devido a este incidente, estando agora a decorrer trabalhos para realizar uma avaliação precisa dos danos.

  • FBI diz que ataque à sinagoga no Michigan foi "ato de terrorismo" inspirado pelo Hezbollah

    O FBI sugeriu numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira que Ayman Ghazali, o responsável pelo ataque de 12 de março à sinagoga Temple of Israel, subscrevia ideologias pró-Hezbollah e que foi isso que o impeliu a cometer este atentado.

    Ghazali suicidou-se após embater com a sua carrinha na sinagoga e abrir fogo contra os seguranças no local e provocar uma explosão com fogos de artifício.

    “Com base nas provas recolhidas até à data, consideramos que este ataque foi um ato de terrorismo inspirado pelo Hezbollah, que visava deliberadamente a comunidade judaica e o maior templo judaico do Michigan… As provas indicam que o agressor foi motivado e inspirado pela ideologia militante do Hezbollah”, afirmou Jennifer Runyan, agente especial responsável pelo escritório local do FBI em Detroit.

    Runyan baseou as suas conclusões na análise de “centenas de elementos de prova digitais e forenses” e em “mais de 100 entrevistas a testemunhas, familiares e conhecidos” — não obstante “as tentativas dos agressores de apagar o seu rasto digital”.

    De acordo com a agente, a atividade online de Ghazali a partir de janeiro analisada pelo FBI apresenta “um histórico de pesquisas recorrentes” envolvendo canais de notícias pró-Hezbollah e iranianos, além da leitura regular de notícias sobre o atual secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, juntamente com “notícias sobre uma fatwa iraniana a favor de uma jihad total contra as forças armadas dos EUA”.

    Ghazali terá também enviado um vídeo à sua irmã 10 minutos antes do ataque, onde afirmou que “este é o maior ponto de encontro de israelitas no estado do Michigan, nos Estados Unidos”.

    “Coloquei uma armadilha explosiva no carro. Vou entrar à força e começar a disparar contra eles. Se Deus quiser, matarei o maior número possível”, prometeu.

    No entanto, Runyan diz que o FBI não conseguiu verificar se Ghazali era membro do Hezbollah nem obteve provas de que tivesse cúmplices,

  • Rubio critica Espanha por não permitir uso do espaço aéreo e a NATO pela falta de apoio aos EUA durante a guerra

    “Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso, que nos nega o uso das suas bases, afirmou o secretário de Estado dos EUA numa entrevista à Al Jazeera.

    “E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganha os Estados Unidos?”, argumentou, lembrando que uma das razões pelas quais ele próprio apoiava a NATO é porque as bases “dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo” ao EUA.

    “Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas… não é um acordo muito bom”, afirmou.

    Rubio, que é também conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que “é difícil manter um compromisso e dizer que é bom para os Estados Unidos”. “Tem sido muito frustrante”, sublinhou.

    Os Estados Unidos, recordou, têm dezenas de milhares de militares na Europa, milhares de milhões de dólares em armamento por toda a Europa. “Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos (…) vamos ter de rever tudo isto” quando terminar a ofensiva contra o Irão, indicou.

    Rubio salientou que “se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO”.

    Por outro lado, Rubio insistiu que o Irão “nunca pode vir a ter armas nucleares” porque as utilizaria para “chantagear” o mundo. “Não vamos permitir que isso aconteça de forma alguma, o risco é demasiado grande”, sublinhou.

    “E têm de deixar de patrocinar o terrorismo, e têm de deixar de construir armas que ameaçam os seus vizinhos, estes mísseis de curto alcance que estão a lançar têm apenas um objetivo, que é atacar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein”, argumentou.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que "já é mais do que tempo" de a Arábia Saudita expulsar as forças norte-americanas do país

    Numa publicação feita na rede social X, Abbas Araghchi afirmou que, não obstante os ataques que Teerão tem cometido sobre território saudita, o Irão “respeita o Reino da Arábia Saudita e considera-o uma nação irmã”.

    “As nossas operações visam agressores inimigos que não respeitam nem os árabes nem os iranianos, nem são capazes de garantir qualquer segurança. Basta ver o que fizemos ao seu comando aéreo”, declarou Araghchi, numa publicação onde parece partilhar a imagem de uma aeronave norte-americana caída.

    Por essa razão, o ministro diz que “já é mais do que tempo de expulsar as forças norte-americanas”.

  • Netanyahu diz que regime iraniano "entrará em colapso interno" e não coloca prazos para o fim da guerra

    O primeiro-ministro israelita afirmou numa entrevista esta noite no canal norte-americano conservador Newsmax que acredita a República Islâmica do Irão vai acabar por cair, ainda que sublinhe que esse não era o objetivo da guerra dos EUA e de Israel contra o país.

    “Penso que este regime entrará em colapso interno. Mas, neste momento, o que estamos a fazer é apenas enfraquecer a sua capacidade militar, enfraquecer a sua capacidade de mísseis, enfraquecer a sua capacidade nuclear e também enfraquecê-los a partir de dentro”, afirmou Benjamin Netanyahu.

    O líder israelita voltou também a tocar num dos pontos mais sensíveis do conflito, a aparente falta de vontade de Telavive de pôr fim aos combates face às tentativas de Washington de forçar Teerão a firmar um acordo de paz.

    Na mesma entrevista, Netanyahu escusou-se a “estabelecer um calendário” para o fim da guerra, afirmando ainda assim que mais de metade dos objetivos militares já foram alcançados.

  • Comissão Parlamentar iraniana aprova portagens no Estreito de Ormuz

    Uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para cobrar portagens aos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, informaram hoje os meios de comunicação estatais da república islâmica.

    A televisão estatal iraniana informou, citando um membro da comissão de segurança do parlamento, que o plano inclui “disposições financeiras e sistemas de portagens em rials”, a moeda iraniana, bem como a cooperação com Omã, localizado do outro lado do estreito.

    O plano inclui ainda “uma proibição de passagem para os americanos e o regime sionista” (Israel), bem como para outros países que impuseram sanções contra o Irão, segundo a mesma fonte.

    Em tempos de paz, aproximadamente um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo transita pelo Estreito de Ormuz, que o Irão declarou encerrado à navegação após os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro.

    Desde então, o tráfego marítimo caiu cerca de 95%, segundo a plataforma de rastreio marítimo Kpler.

  • Vaticano lamenta proibição por Israel de Missa de Ramos no Santo Sepulcro

    Num comunicado hoje divulgado, o Vaticano confirma que a mensagem oficial foi transmitida ao embaixador israelita, Yaron Sideman, pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, e pelo secretário para as Relações com os Estados, Paul Richard Gallagher.

    O comunicado sublinha que “foi manifestada lamentação pelo incidente” com a mais alta autoridade católica da Terra Santa e que “foram prestados esclarecimentos” ao Vaticano.

    “Foi tomada nota do acordo alcançado entre o Patriarcado Latino de Jerusalém e as autoridades locais relativamente à participação nas liturgias do Tríduo Pascal na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém”, adianta.

    A polícia israelita impediu, no domingo, o patriarca latino de Jerusalém de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

    No domingo, em Roma, após a oração do Angelus, o próprio Papa Leão XIV aludiu ao incidente.

    “Estamos mais próximos do que nunca, em oração, dos cristãos do Médio Oriente, que sofrem as consequências de um conflito terrível e que, em muitos casos, não podem viver plenamente os ritos destas festas sagradas”, disse o Papa.

  • Bahrein detém três suspeitos membros de célula terrorista ligada ao Hezbollah

    O Ministério do Interior do Bahrein anunciou hoje que as autoridades detiveram três pessoas acusadas de pertencerem a uma célula terrorista afiliada no grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.

    Os detidos, com idades entre os 20 e os 30 anos, estavam envolvidos em atividades que “semeariam o medo (…) e colocariam em risco a segurança do país”, referiu a Direção-Geral de Investigação Criminal do país do Golfo Pérsico, que não especificou quando ou onde ocorreram as detenções.

    Segundo a mesma fonte, os detidos “coordenaram ações com elementos terroristas no estrangeiro para minar a soberania do Estado, instigar o medo e o terror entre cidadãos e residentes e colocar em risco a segurança nacional do Reino”.

    As investigações revelaram que, durante a sua estadia no Líbano, os três homens se encontraram com membros do Hezbollah e receberam treino de armamento.

    Enviaram também fotografias e informações sobre as repercussões de ataques iranianos no Bahrein e angariaram fundos sob o pretexto de trabalho de beneficência, que foram posteriormente transferidos para financiar as atividades da organização libanesa, considerada terrorista pela União Europeia e por diversos países.

    “Estas ações fizeram parte da preparação para a execução de planos e atos terroristas” no país, “dirigidos por líderes da organização”, declarou o Ministério do Interior.

  • Negócios Estrangeiros do Irão voltam a negar estar em negociações com os EUA, dizendo que receberam apenas propostas enviadas por emissários

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, recorreu à rede social X esta noite para voltar uma vez mais a negar que Teerão tenha iniciado negociações com os EUA, contrariando a retórica norte-americana de que o país tem-se sentado à mesa em privado com Washington no decurso desta guerra.

    “Não mantivemos quaisquer negociações com os Estados Unidos ao longo destes trinta e um dias. O que ocorreu foi a apresentação de um pedido de conversações, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegou através de determinados intermediários, incluindo o Paquistão”, explicitou Baqaei.

    “A nossa posição é muito clara. Encontramo-nos atualmente numa situação em que a agressão militar e a invasão dos EUA continuam com toda a força, e estamos a dedicar todos os nossos esforços e recursos à defesa da própria existência do Irão”, frisou ainda.

    Baqaei sublinhou esta recusa do Irão ter iniciado negociações com a recordação da “traição da diplomacia que ocorreu duas vezes em menos de um ano”, referindo-se aos ataques iniciados pelos EUA e Israel em junho de 2025 e fevereiro deste ano enquanto estavam a decorrer conversações.

  • Portugal condena aprovação de lei que reintroduz pena de morte em Israel

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal reagiu esta noite à notícia da aprovação por parte do parlamento de Israel de uma lei que reintroduz a pena de morte para palestinianos da Cisjordânia condenados por terrorismo em tribunais militares.

    “Portugal, país pioneiro na abolição da pena de morte, condena e lamenta a decisão do parlamento de Israel de aprovar uma lei que alarga o campo de aplicação da pena de morte”, lê-se na publicação feita na rede social X, sem qualquer menção ao facto de ser uma pena destinada exclusivamente à população palestiniana.

    “Tal decisão configura um retrocesso civilizacional que põe gravemente em causa a dignidade humana”, lê-se ainda.

  • EUA transmitiram a Israel preocupação sobre acesso ao Santo Sepulcro depois de incidente com Pizzaballa

    “Comunicámos a Israel a nossa preocupação quanto ao encerramento destes lugares santos. Queremos que os fiéis possam aceder a estes locais sagrados”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa, decorrida esta tarde.

    Leavitt fez estas declarações face ao incidente deste fim de semana, quando a polícia israelita impediu o cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, de aceder à igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

    “Israel está a trabalhar em questões de segurança para reabrir estes locais durante a Semana Santa, e estamos-lhe reconhecidos por isso”, acrescentou a porta-voz.

  • Autoridade Palestina acusa Israel de tentar “legitimar execuções extrajudiciais” com pena de morte

    A Autoridade Palestiniana acusou Israel de tentar “legitimar execuções extrajudiciais” com a lei aprovada esta segunda-feira pelo Parlamento israelita que institui “a pena de morte para os terroristas”, uma legislação à medida para se aplicar apenas a palestinianos.

    Esta lei constitui “um crime e uma escalada perigosa nas políticas de ocupação [por Israel, NDLR, que] não tem nenhuma soberania sobre a terra da Palestina”, escreveu na rede social X o ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros, para quem esta legislação “revela mais uma vez a natureza do sistema colonial israelita”, ao procurar “legitimar execuções extrajudiciais dando-lhes uma aparência legal”.

    O parlamento israelita aprovou esta segunda-feira uma lei que institui a pena de morte por enforcamento para pessoas culpadas de homicídio terrorista que, na prática, aplica-se apenas a palestinianos condenados por ataques ou atentados contra Israel.

  • Questionada se ameaça de Trump em atacar infraestruturas civis seria um crime de guerra, Casa Branca diz apenas que Irão tem de negociar

    A porta-voz da Casa Branca foi confrontada durante a conferência de imprensa desta tarde com a publicação feita por Donald Trump na rede social Truth Social, onde ameaçou o Irão que iria “destruir completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg”, assim como “todas as suas estações de dessalinização”.

    Questionada se tal ataque, por ser cometido contra infraestruturas civis, não seria um potencial crime de guerra, Karoline Levitt foi omissa, afirmando apenas que tal declaração demonstra que a “melhor opção do Irão é chegar a um acordo”.

    “As forças armadas dos Estados Unidos têm capacidades para além das nossas imaginações, e o presidente não tem medo de as usar”, ameaçou. Ainda que prometendo que “esta administração e as Forças Armadas dos Estados Unidos agirão sempre dentro dos limites da lei”, a porta-voz acrescentou que, para alcançar todos os seus objetivos militares, Trump “vai avançar sem hesitação, e espera que o regime iraniano chegue a um acordo”.

  • Eurodeputada do BE questiona Bruxelas sobre medidas para aliviar contas da energia

    A eurodeputada do BE questionou esta segunda-feira a Comissão Europeia sobre eventuais medidas para aliviar os elevados preços da energia dado o conflito no Médio Oriente, como a instituição fez aquando da pandemia da covid-19.

    “Vai a Comissão voltar a implementar as medidas tomadas aquando da pandemia, nomeadamente a imposição de tetos aos rendimentos das distribuidoras, de uma contribuição de solidariedade do setor, de um mecanismo de correção do mercado e da fixação de preços para pequenas e médias empresas?”, perguntou Catarina Martins num pedido feito ao executivo comunitário e divulgado pelo BE.

    A eurodeputada bloquista questionou também se a Comissão Europeia está a “ponderar medidas adicionais desenhadas para este contexto específico” ou a “prever derrogações às regras do mercado interno que permitam aos Estados-membros tomarem as suas próprias medidas”.

    Em comunicado, Catarina Martins sublinhou que, “à semelhança do que aconteceu na crise da pandemia, a Comissão deve também permitir que os governos tomem medidas adicionais para proteger as suas economias e as suas famílias, sobretudo em países com níveis elevados de pobreza energética, como é o caso de Portugal”.

  • Israel ordena evacuação de seis aldeias no sul do Líbano. Irão ataca com mísseis balísticos

    O porta-voz das Forças de Defesa de Israel para a língua árabe, Avichay Adraee, ordenou esta tarde aos residentes de seis aldeias no vale ocidental da Bekaa que evacuassem as suas casas.

    “As atividades do grupo terrorista Hezbollah estão a obrigar as Forças de Defesa a agir em resposta com força nessas áreas e não pretendemos prejudicar-vos”, lê-se na publicação feita na rede social X, pedindo aos habitantes das aldeias visadas para que “se desloquem imediatamente para o norte da localidade de Al-Qaraoun”.

    Entretanto, o Irão voltou a enviar mísseis contra território israelita, com as sirenes a serem acionadas na zona central do país. Para já, as IDF deixaram que um dos projéteis caíssem numa zona erma, não causando mortos nem feridos, escreve o Times of Israel.

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