Momentos-chave
- Ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano afirma que acordo mediado pelos EUA é único caminho para retirada total de Israel do país
- Incêndio deflagra no centro de Kiev após explosão
- Ataque com drone provoca incêndio em acampamento curdo no Iraque
- Colonos israelitas invadem casas e "arrasaram um terreno" na Cisjordânia
- Irão afirma que inspeção de instalações nucleares que foram bombardeadas e danificadas “não é permitida em nenhuma circunstância”
- Qatar refere “progressos positivos” nas negociações de Doha
- Explosões ouvidas no sul do Líbano
- EUA ponderam reduzir presença militar na Arábia Saudita
- Várias explosões ouvidas em Kiev
- EUA assinam acordo para construir embaixada permanente em Jerusalém à revelia do direito internacional
- Rússia sem perspetivas de retomar o diálogo com a NATO
- Vance diz que negociações têm corrido "extremamente bem" mas não descarta regresso do conflito armado com Teerão
- Negociações indiretas entre EUA e Irão já terminaram. Teerão diz que parte dos fundos congelados será usada para comprar bens
- Helicóptero da Marinha dos EUA faz amaragem de emergência no mar da Arábia. Há um tripulante desaparecido
- Pelo menos cinco mortos em Gaza após vários ataques com drones israelitas
- Secretário do Conselho de Segurança do Irão promete vingança por morte de Ali Khamenei
- Ataques israelitas a Gaza fazem dois mortos e vários feridos
- Donald Trump diz que a "desnuclearização do Irão está a correr bem"
- Irão diz que Trump se comprometeu a "amordaçar" Israel. Se tal não acontecer, Teerão "vai dar-lhes uma lição"
- Irão insiste em manter controlo sobre o Estreito de Ormuz e garante que tema é prioritário nas negociações
- Negociações indiretas entre EUA e Irão já decorrem no Qatar, com foco em Ormuz e no descongelamento de ativos
- Ucrânia destrói ponte que liga Mariupol a Donetsk e volta a atacar a Crimeia
- Ucrânia ataca refinaria de petróleo e fábrica de componentes de mísseis na Rússia
- Presidente dos EUA considerou regresso à guerra em larga escala com o Irão mas escolheu via diplomática
- Ucrânia prepara-se para ofensiva russa no norte, contra a região de Chernihiv
- Irão rejeita reunir-se com enviados dos EUA no Qatar
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, quarta-feira.
Rússia lança grande ataque aéreo a Kiev e faz pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano afirma que acordo mediado pelos EUA é único caminho para retirada total de Israel do país
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano, Youssef Raggi, defendeu o acordo-quadro assinado com Israel, assinado em Washington, D.C., na semana passada, afirmando que era o “único caminho” para garantir a retirada de Israel do sul do Líbano, relata a Al Jazeera.
“As negociações iniciadas pelo Estado libanês não têm alternativa nem via paralela. São o único caminho para assegurar a retirada completa de Israel e alcançar um acordo duradouro que garanta a estabilidade, ao mesmo tempo que salvaguarda os direitos, a soberania e os interesses nacionais do Líbano”, disse Youssef Raggi, citado pela emissora.
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Incêndio deflagra no centro de Kiev após explosão
Um incêndio deflagrou no centro de Kiev após uma explosão durante um alerta de ataque aéreo, testemunhou um repórter da AFP, segundo o The Times of Israel.
Equipas de bombeiros e ambulâncias chegaram rapidamente ao local e, cerca de 50 minutos após a primeira explosão, os jornalistas testemunharam uma segunda explosão perto do local do impacto inicial, com destroços lançados para o ar.
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EUA e 12 países árabes defendem livre passagem no Estreito de Ormuz
O Comando Central norte-americano (Centcom) liderou hoje uma reunião no Bahrein com altos comandantes militares de 12 países árabes sobre a segurança no Médio Oriente, onde foi defendida a livre passagem no Estreito de Ormuz, cuja soberania o Irão reclama.
Em comunicado, o Centcom referiu que “liderou um diálogo regional de segurança, organizado pelas Forças de Defesa do Bahrein”, com a participação do almirante Brad Cooper e de altos comandantes militares do Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Iémen, Líbano e Síria.
O diálogo de segurança com os Estados Unidos marcou “a primeira vez que os líderes militares da Síria e do Líbano participaram numa conferência regional de defesa liderada pelos EUA”, afirmou Cooper.
Durante a reunião, “analisaram o atual cenário de segurança regional e as oportunidades para reforçar a cooperação em matéria de defesa” e reafirmaram “o seu compromisso partilhado com o livre fluxo de comércio através do Estreito de Ormuz”.
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Ataque com drone provoca incêndio em acampamento curdo no Iraque
Fontes de segurança iraquianas indicam que um drone com explosivos atingiu um acampamento de um grupo de oposição curdo iraniano em Koysanjaq, a leste de Erbil, desencadeando um incêndio.
Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre vítimas, nem foi identificada a origem do ataque.
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Colonos israelitas invadem casas e "arrasaram um terreno" na Cisjordânia
Segundo declarações de fontes locais à agência de notícias Wafa, os colonos israelitas “tomaram” casas e “arrasaram um terreno” nas cidades de Atara e Kafr Nima, na Cisjordânia, relata a Al Jazeera.
Dezenas de colonos terão invadido uma “casa de propriedade palestiniana na zona de Sirfin, a leste de Atara, destruindo o seu interior e levando os seus próprios móveis”, informou a Wafa, citada pela emissora.
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Irão afirma que inspeção de instalações nucleares que foram bombardeadas e danificadas “não é permitida em nenhuma circunstância”
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a inspeção de instalações nucleares que foram bombardeadas e danificadas “não é permitida em nenhuma circunstância”, escreve a Al Jazeera.
Em entrevista à Rede de Notícias Estudantis do Irão, segundo a emissora, Ghalibaf afirmou que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) apenas teve acesso a duas instalações no Irão, incluindo a central nuclear de Bushehr. “O acesso é limitado a isso, e estamos empenhados nisso”, disse.
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Qatar refere “progressos positivos” nas negociações de Doha
Após reuniões separadas entre os mediadores do Qatar e as delegações dos Estados Unidos e do Irão, em Doha, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed Al Ansari, afirmou terem sido alcançados “progressos positivos” nas questões relacionadas com o memorando de entendimento.
“As partes concordaram em continuar as discussões no próximo período, e a próxima reunião será agendada o mais breve possível após os cortejos fúnebres do antigo líder supremo iraniano”, escreveu o porta-voz numa publicação no X.
Qatar & Pakistan mediators concluded separate meetings with the US & Iranian negotiators in Doha today, with positive progress made on issues related to the Islamabad Memorandum of Understanding, building on the outcomes of the Lake Lucerne Summit. The parties agreed to continue…
— د. ماجد محمد الأنصاري Dr. Majed Al Ansari (@majedalansari) July 1, 2026
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Explosões ouvidas no sul do Líbano
Uma forte explosão provocada pelo exército israelita foi ouvida junto à localidade de Rashaf, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, avançou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), segundo a Al Jazeera.
“Foi também reportado um atentado em Beit Yahoun”, escreveu a NNA.
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EUA ponderam reduzir presença militar na Arábia Saudita
Os Estados Unidos estão a ponderar reduzir a sua presença militar na Arábia Saudita, numa altura em que as relações entre Washington e Riade atravessam um período de crescente tensão devido à guerra contra o Irão, avançou o Wall Street Journal, segundo o The Times of Israel.
De acordo com o jornal israelita, as divergências agravaram-se depois de a Arábia Saudita ter recusado inicialmente autorizar a utilização das suas bases militares e do espaço aéreo para uma operação norte-americana no Estreito de Ormuz. A decisão obrigou os EUA a suspender temporariamente a missão e gerou forte descontentamento na Casa Branca.
Riade terá manifestado preocupação com as consequências regionais do conflito e receios de que uma escalada militar com Teerão colocasse em risco a estabilidade do Golfo e as infraestruturas energéticas da região. Apesar de posteriormente ter autorizado a retoma da operação, fontes norte-americanas citadas pelo Wall Street Journal indicam que os danos na relação bilateral persistem.
A possível redução da presença militar norte-americana surge num contexto de crescente afastamento entre os dois aliados históricos, marcado por divergências sobre a estratégia a seguir em relação ao Irão.
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Várias explosões ouvidas em Kiev
Várias explosões estão a ser ouvidas em Kiev, numa altura em que as autoridades ucranianas alertam para a aproximação de drones à capital, avança a CNN.
Segundo a administração militar da cidade, os sistemas de defesa antiaérea foram ativados para intercetar os aparelhos que se dirigem à região.
“Moradores de Kiev, as unidades de defesa antiaérea estão a operar nos acessos à capital contra alvos inimigos”, afirmou Timur Tkachenko, responsável pela administração militar da cidade.
As informações preliminares apontam para um ataque de grande escala, um cenário que já tinha sido antecipado pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que alertara para a possibilidade de uma ofensiva deste tipo, segundo o Pravda.
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EUA assinam acordo para construir embaixada permanente em Jerusalém à revelia do direito internacional
Os Estados Unidos assinaram um acordo esta quarta-feira para construir um novo complexo diplomático em Jerusalém, retomando uma polémica iniciada em 2017, quando a primeira administração Trump decidiu reconhecer a cidade como capital de Israel.
Segundo a AFP, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, reafirmou essa posição durante uma cerimónia de assinatura no Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, garantindo que Washington “reconhece Jerusalém como a capital eterna, autóctone e para sempre do povo judeu”.
Esta medida norte-americana tem vindo a ser contestada por boa parte da comunidade internacional, dado que, nos termos do direito internacional consuetudinário e da Carta das Nações Unidas, os países não podem adquirir território através da força militar e Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente anexou-a.
A comunidade internacional considera ainda hoje Jerusalém Oriental como território ocupado, razão pela qual não pode ser reconhecido diplomaticamente sob as normas da ONU.
“Vamos hastear a nossa bandeira, a bandeira americana, no solo de Jerusalém, num complexo diplomático permanente e totalmente novo que servirá como nossa base principal para as atividades diplomáticas aqui em Israel. Diria que Deus tomou essa decisão há 3 800 anos e que finalmente nos decidimos a reconhecer o que já estava determinado muito antes de os Estados Unidos da América existirem”, afirmou Huckabee.
A embaixada, refere a AFP, será construída no complexo de Allenby, no sul de Jerusalém.
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Exército israelita diz ter abatido comandante do Hamas em Gaza
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram esta quarta-feira ter abatido um comandante do Hamas que representava uma ameaça para as tropas no sul da Faixa de Gaza, estando a “planear ataques terroristas a curto prazo”.
צה"ל ושב"כ חיסלו מחבל מארגון הטרור חמאס שקידם מתווי טרור בטווח הזמן המיידי
צה"ל ושב"כ תקפו אתמול, בדרום רצועת עזה, וחיסלו את המחבל עאדל ג'האד מחמד עצפור, מפקד מחלקה בזרוע הצבאית של ארגון הטרור חמאס.
לאורך המלחמה, עצפור קידם מתווי צליפה והטמנת מטענים נגד כוחות צה"ל הפועלים…
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) July 1, 2026
O visado foi Adel Jihad Muhammad Atsfour, comandante de pelotão do braço armado do Hamas, tendo sido “eliminado num ataque aéreo”.
“Ao longo da guerra, Atzfour promoveu planos de tiroteio e colocação de engenhos explosivos contra as forças do IDF que operam na Faixa de Gaza”, acusam as IDF, adiantando que “além de promover planos terroristas contra as forças do IDF a curto prazo”, o militante abatido “tentou trabalhar para a reconstrução das capacidades” do Hamas.
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Zelensky espera avanços na adesão à UE e lembra que houve mesmo com Orbán
O Presidente ucraniano pediu hoje à Irlanda, que preside ao Conselho da União Europeia, que inicie todas as áreas de negociação para a adesão da Ucrânia, afirmando que, apesar do bloqueio húngaro nos últimos anos, “tudo se fez”.
“Nos próximos seis meses, estamos confiantes de que será uma presidência bem-sucedida e contamos com bons resultados, incluindo avanços nos grupos de negociação, com a abertura de cinco áreas” de mercado interno, competitividade, agenda verde, cultura e coesão e relações externas, após o recente arranque das discussões sobre os direitos fundamentais, afirmou Volodymyr Zelensky.
Em conferência de imprensa em Dublin após ter participado na cerimónia de arranque da presidência rotativa do Conselho da UE, ocupada pela Irlanda neste semestre, o Presidente ucraniano recordou que, “mesmo com algumas dificuldades” com o anterior governo de Viktor Orbán na Hungria, que suscitou bloqueios e reservas em algumas decisões da UE, “foi possível avançar e cumprir o necessário”.
“Espero que Peter Magyar [novo primeiro-ministro húngaro] apoie e também espero que o governo da Polónia apoie”, acrescentou Volodymyr Zelensky, numa alusão à disputa histórica antiga que está hoje a causar tensões políticas entre a Ucrânia e a Polónia.
Para o Presidente ucraniano, é importante “ter regras na União Europeia” e “não apenas emoções políticas”, sobretudo se se trata de “vizinhos” como Kiev e Varsóvia.
“Estamos a salvar e defender não só a Ucrânia – claro, em primeiro lugar a Ucrânia -, mas também outros países da Europa. E acho que é importante, é do interesse de todos os países ter a Ucrânia na União Europeia o mais rapidamente possível”, destacou
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Rússia sem perspetivas de retomar o diálogo com a NATO
A Rússia afirmou hoje que, neste momento, não existem perspetivas de retomar o diálogo com a NATO, nem de normalizar as relações com a organização.
“Nestas circunstâncias, falar de perspetivas para retomar o diálogo e normalizar as relações é simplesmente impensável”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa.
A poucos dias da cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, na Turquia, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo sublinhou que Moscovo não tem “planos agressivos” em relação à NATO.
“O Presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, têm reiterado repetidamente que a Rússia não tem planos agressivos contra os membros da NATO nem da União Europeia (UE)”, afirmou.
Zakharova acusou ainda a Aliança Atlântica de “continuar a avançar para uma maior escalada”.
Segundo a porta-voz, o Ocidente deve “reconsiderar as suas abordagens hostis” em relação à Rússia.
“Sem tudo isto, não se pode falar seriamente em normalizar as relações com a Aliança”, concluiu.
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Vance diz que negociações têm corrido "extremamente bem" mas não descarta regresso do conflito armado com Teerão
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou aos jornalistas numa visita a uma base aérea naval em Virginia Beach, no estado da Virgínia, que as negociações com o Irão estão a correr “extremamente bem” e que os “a trabalhar para garantir que os progressos que alcançámos continuem”.
“As instruções de Trump são claras: avançar para chegar a um acordo e negociar de boa-fé”, defendeu, acrescentando que a administração norte-americana vê “um impulso significativo entre aqueles que, no seio do regime iraniano, procuram virar uma nova página”.
No entanto, ainda que frisando que o objetivo assim de tudo é a obtenção de um acordo, o vice-presidente norte-americano não descartou a hipótese de Washington retomar as operações de combate antes do fim do prazo fixado no memorando de entendimento, em meados de agosto.
“Não posso comprometer-me com nada, porque, obviamente, depende do que os iranianos vão acabar por fazer. O que posso garantir é o seguinte: o presidente não vai enviar as nossas forças armadas de volta, a menos que seja necessário, a menos que haja um objetivo claramente definido para tal”, afirmou, citado pela Reuters.
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Rússia sem perspetivas de retomar o diálogo com a NATO
A Rússia afirmou hoje que, neste momento, não existem perspetivas de retomar o diálogo com a NATO, nem de normalizar as relações com a organização.
“Nestas circunstâncias, falar de perspetivas para retomar o diálogo e normalizar as relações é simplesmente impensável”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa.
A poucos dias da cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, na Turquia, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo sublinhou que Moscovo não tem “planos agressivos” em relação à NATO.
“O Presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, têm reiterado repetidamente que a Rússia não tem planos agressivos contra os membros da NATO nem da União Europeia (UE)”, afirmou.
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"EUA e Irão querem demonstração de força em Ormuz"
Madalena Meyer Resende diz que Irão e EUA tentam manter a face sobre Estreito de Ormuz mas com o cuidado de “não partir a corda” nas negociações. Ainda a promessa de vingança que pode afetar a paz.
Oiça aqui a nova edição de ‘Gabinete de Guerra’.
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Ucrânia cria mecanismo para parceiros poderem comprar armas ucranianas
A Ucrânia anunciou hoje o lançamento de um mecanismo que permite ao parceiros de Kyiv comprar armas e tecnologia militar ucraniana, angariando fundos para financiar as suas forças armadas contra a invasão russa.
“Os países com os quais a Ucrânia assinou acordos intergovernamentais sobre este assunto terão a oportunidade de comprar armas e tecnologia ucranianas e trabalhar diretamente com os fabricantes ucranianos”, indicou o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, na rede social Telegram.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem dependido dos seus aliados ocidentais para muitas categorias de armamento, mas, ao longo dos últimos quatro anos, foi desenvolvendo tecnologias próprias, sobretudo drones e defesas antiaéreas.
Segundo Fedorov, o objetivo é “atrair investimento e, ao mesmo tempo, garantir que as necessidades das forças armadas ucranianas são satisfeitas prioritariamente”.
Nesse sentido, alertou que as vendas só serão possíveis “se o fornecimento de armas ao exército ucraniano for garantido”.
De acordo com a primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, entre 20% e 30% das receitas destas exportações serão destinadas a “um fundo especial no orçamento estatal dedicado ao desenvolvimento da indústria de defesa ucraniana”.
A preparação desta iniciativa foi anunciada em setembro de 2025 pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que na altura esperava vender drones aos Estados Unidos.
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Negociações indiretas entre EUA e Irão já terminaram. Teerão diz que parte dos fundos congelados será usada para comprar bens
Os encontros trilaterais desta quarta-feira em Doha, no Qatar, já chegaram ao fim, anunciou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, aos media estatais do Irão, citados pelo Times of Israel.
Segundo Gharibabadi, ambas as partes — que não falaram entre si, tendo como interlocutores representantes paquistaneses e qataris — concordaram para que seja “estabelecido um canal de comunicação até amanhã” para comunicar e registar violações do memorando de entendimento.
O ministro iraniano também afirmou que ficou acordado que parte dos 6 mil milhões de dólares em fundos congelados do Irão vá ser desbloqueada para permitir que Teerão adquira bens de acordo com as suas necessidades.