Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Guerra não vai terminar sem o desarmamento do Hamas, diz Israel
- Ministério da Saúde palestiniano confirma a morte de quatro pessoas nos ataques de hoje
- Houthis vão travar a passagem de navios no Mar Vermelho se o bloqueio a Gaza continuar
- Exército de Israel vai criar novos postos na fronteira com a Síria
- Médicos Sem Fronteiras condena decisão de Israel de cortar eletricidade à Faixa de Gaza
- Tropas estão prontas para permanecer na Síria por tempo ilimitado, diz Israel
- Representante da União Europeia visita fronteira de Gaza com Egito
- Marroquino condenado a dois anos de prisão depois de elogiar ataque terrorista em Israel
- Irão diz "não" às negociações com os Estados Unidos
- Líbano confirma libertação de quatro reféns detidos pelas forças de Israel
- Israel confirma morte do chefe da unidade de defesa aérea do Hezbollah
- Estados Unidos querem "resolver questões pendentes" entre o Líbano e Israel
- Líbano mantém negociações com Israel, diz gabinete de Netanyahu após reunião
- Egito declara-se contra a "punição coletiva" de Israel aos palestinianos
- Só uma em cada dez pessoas em Gaza tem acesso a água potável
- Hamas condena uso de ajuda humanitária como "cartada de chantagem política" por Israel
- Ataque aéreo israelita faz quatro mortos na cidade de Gaza
- Israel denuncia limpeza étnica e massacre no território sírio
- Estudante pró-Palestina detido nos EUA. Trump avisa que detenção será "primeira de muitas"
- O que se passou até agora
- Colonos israelitas atacam povoação palestiniana na Cisjordânia
- Mulher palestiniana morta por drone israelita perto de Rafah
- Israel diz ter matado três militantes palestinianos em Jenin
- Faixa de Gaza há dez dias sob bloqueio à entrada de alimentos, medicamentos e combustíveis
- Israel ataca depósitos de armas no sul da Síria
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O governo de Israel, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Gideon Sa’ar, afirmou que não encerrará a guerra em Gaza até que o Hamas seja completamente desarmado. Esta posição foi veiculada em entrevista à ABC News, destacando a preocupação de Israel com a manutenção do Hamas como a principal força militar em Gaza.
- A situação humanitária na Faixa de Gaza agravou-se significativamente com o corte de eletricidade por parte de Israel, afetando serviços essenciais como o acesso à água potável. A Médicos Sem Fronteiras condenou veementemente esta ação, classificando-a como um ultraje e apelando à não utilização da ajuda humanitária como moeda de troca em conflitos.
- Colonos israelitas invadiram a povoação palestiniana de Haribat al-Nabi, na Cisjordânia, atacando os residentes sob a proteção de forças armadas israelitas. Os habitantes palestinianos foram agredidos com paus, bastões e gás pimenta, segundo relatos de testemunhas oculares. Este incidente é um exemplo da crescente violência e tensão na região.
- O exército israelita conduziu ataques aéreos em alvos no sul do Líbano, resultando na morte de Hassan Abbas Izz Al-Din, chefe da unidade de defesa aérea do Hezbollah. Em paralelo, foi confirmada a morte de quatro mortos na cidade de Gaza devido a outro ataque aéreo, intensificando ainda mais o clima de conflito na região.
[“Amiga, faz parte” é o podcast onde Mariana Ribeiro conversa sobre rotinas, hábitos, viagens, finanças pessoais, amizades, relacionamentos ou selfcare. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
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Terminamos aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano desta terça-feira. Pode seguir todo o acompanhamento da guerra que será feito hoje aqui.
Autoridade palestiniana critica contactos do Hamas com os EUA para acordo no pós-guerra
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Guerra não vai terminar sem o desarmamento do Hamas, diz Israel
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que o governo nunca aceitará pôr fim à guerra em Gaza sem que o Hamas seja completamente desarmado, noticiou a Al Jazeera.
Em entrevista à ABC News, Sa’ar considerou “”inaceitável” que o Hamas continue a ser a força militar mais poderosa em Gaza.
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Ministério da Saúde palestiniano confirma a morte de quatro pessoas nos ataques de hoje
Como noticiámos anteriormente, um ataque aéreo israelita fez quatro mortos na cidade de Gaza.
Agora, o Ministério da Saúde palestiniano confirmou a morte das quatro pessoas. No entanto, apenas uma foi identificada — trata-se de Faiza Ibrahim Abu Ghali, uma mulher de 58 anos.
O ministério não adiantou mais detalhes.
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Houthis vão travar a passagem de navios no Mar Vermelho se o bloqueio a Gaza continuar
De acordo com a agência Reuters, citada pelo Haaretz, os rebeldes Houthis do Iémen dizem que vão retomar o bloqueio aos navios que atravessam o Mar Vermelho, o Mar Árabe e o Estreito de Bab al-Mandab, depois de terminado o prazo de quatro dias para levantar o bloqueio à ajuda a Gaza.
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Exército de Israel vai criar novos postos na fronteira com a Síria
As Forças de Defesa de Israel preparam-se para permanecer no território sírio por tempo ilimitado. Para isso, irão criar — de acorco com o Haaretz — novas “zonas de segurança”, para evitar que a Síria forme um novo regime militar ao longo da fronteira.
De acordo com as diretivas do governo israelita, o exército foi incumbido de impedir que as forças sírias se juntem num raio de 65 quilómetros da fronteira com Israel.
Três brigadas das Forças de Defesa de Israel estão estacionadas na fronteira, com a missão de impedir que os sírios entrem nesta zona e evitar as infiltrações em Israel.
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Médicos Sem Fronteiras condena decisão de Israel de cortar eletricidade à Faixa de Gaza
A organização de ajuda humanitária afirmou, em comunicado citado pela Al Jazeera, que “condena veementemente o cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza, na Palestina, que está a privar as pessoas de serviços básicos e essenciais, incluindo acesso à água ao cortar a eletricidade”.
Myriam Laaroussi, coordenadora de emergência da Médicos Sem Fronteiras, diz que esta decisão de Israel “é um ultraje”. “A ajuda humanitária nunca deve ser usada como moeda de troca na guerra”, sublinha.
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Tropas estão prontas para permanecer na Síria por tempo ilimitado, diz Israel
Após a queda do regime de Bashar al-Assad, no final do ano passado, as tropas israelitas entraram no território sírio, ocupando, entre outras áreas, o pico do Monte Hérmon (que fica na fronteira entre os dois países).
Num vídeo publicado na rede social X, de acordo com a Al Jazeera, o Ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou: “Ficaremos no Monte Hérmon e garantiremos a desmilitarização da zona de segurança no sul da Síria”.
“Todas as manhãs, [o líder sírio interino Ahmed al-Sharaa] verá que o exército israelita o está a observar dos picos do Monte Hermon”, garante.
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Representante da União Europeia visita fronteira de Gaza com Egito
O Gabinete Europeu para a Palestina anunciou — na rede social X — a visita de Alexandre Stutzmann, representante da União Europeia, à passagem de Rafah (extremo sul da Faixa de Gaza que faz fronteira com o Egito).
Stutzmann realizou esta visita com colaboradores de França, Itália e Espanha.
“A UE continua empenhada no apoio aos palestinianos para manter a passagem aberta. A cooperação contínua é essencial para manter o papel crucial da missão”, lê-se na publicação.
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Marroquino condenado a dois anos de prisão depois de elogiar ataque terrorista em Israel
Um ativista islâmico marroquino foi condenado a dois anos de prisão por “incitamento ao ódio” devido a publicações nas redes sociais que elogiam um ataque terrorista em Israel, de acordo com o The Times of Israel.
Redouane El Kastit tinha sido detido no dia 5 de fevereiro, acusado de “incitamento ao ódio”, “discriminação” e “insulto a um organismo público”, na sequência de cerca de 15 publicações que fez no Facebook. Na passada segunda-feira foi condenado por um tribunal de Tânger a dois anos de prisão.
O tribunal considerou as publicações como um apoio a um ato terrorista. O advogado afirma que vai recorrer da “decisão severa” e garante que o marroquino não publicou as mensagens nas redes sociais.
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Irão diz "não" às negociações com os Estados Unidos
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não vai negociar com os Estados Unidos enquanto estiver a ser ameaçado, de acordo com a agência Reuters, citada pelo The Times of Israel.
“É inaceitável para nós que os Estados Unidos dêem ordens e façam ameaças. Nem sequer vou negociar convosco. Façam o que raio quiserem”, afirmou Pezeshkian.
O líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, sublinhou, no passado sábado, que Teerão não seria intimidado a negociar.
Donald Trump, ao mesmo tempo que manifestou abertura para um acordo, reintroduziu a campanha de “pressão máxima” que aplicou no seu primeiro mandato como presidente, com o objetivo de isolar o Irão da economia global e fazer descer as exportações de petróleo.
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Líbano confirma libertação de quatro reféns detidos pelas forças de Israel
O governo libanês confirma que recebeu quatro pessoas que tinham sido detidas pelas forças israelitas, segundo a informação avançada pela Al Jazeera.
Os quatro prisioneiros libaneses foram entregues à Cruz Vermelha e estão agora a ser medicamente avaliados no Hospital Libanês-Italiano, na cidade de Tiro.
Ao que tudo indica, o quinto prisioneiro será entregue amanhã.
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Israel confirma morte do chefe da unidade de defesa aérea do Hezbollah
De acordo com a informação avançada pelo Haaretz, o exército israelita declarou ter efetuado um ataque aéreo no sul do Líbano que matou Hassan Abbas Izz Al-Din — o homem que dirigia a unidade de defesa aérea do sul do Hezbollah.
Segundo o comunicado das Forças de Defesa de Israel, Abbas Izz Al-Din foi uma “fonte significativa de conhecimento” na unidade de defesa aérea do Hezbollah e liderou diversas tentativas de reconstrução da infraestrutura da unidade que foi alvo durante a guerra.
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Estados Unidos querem "resolver questões pendentes" entre o Líbano e Israel
Após Israel anunciar — através do comunicado do gabinete do primeiro-ministro — que está em negociações com o Líbano acerca das fronteiras terrestres, a Casa Branca espera que se resolvam rapidamente as “questões pendentes” entre os dois países.
De acordo com o The Times of Israel, Morgan Ortagus, enviada especial adjunta dos Estados Unidos para o Médio Oriente, afirma que Washington espera convocar rapidamente conversações para resolver as questões que ficaram pendentes na última reunião.
Os Estados Unidos têm estado a mediar as negociações entre Israel e o Líbano.
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Líbano mantém negociações com Israel, diz gabinete de Netanyahu após reunião
Os dois países concordaram em manter as negociações sobre as fronteiras terrestres, de acordo com o comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, citado pelo Haaretz.
Esta decisão foi tomada durante a reunião desta terça-feira entre o Líbano e Israel, que contou também com a presença dos Estados Unidos e de França.
Na reunião, os dois lados concordam em estabelecer três grupos de trabalho conjuntos: o primeiro analisará os cinco pontos onde Israel controla o sul do Líbano; o segundo examinará a Linha Azul que marca a fronteira entre os dois países e as áreas ainda sob disputa; e o terceiro concentrar-se-á nos prisioneiros libaneses mantidos por Israel.
“Em coordenação com os Estados Unidos e como um gesto para o novo primeiro-ministro libanês, Israel concordou em libertar cinco cidadãos libaneses”, acrescentou o comunicado.
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Egito declara-se contra a "punição coletiva" de Israel aos palestinianos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito condenou a decisão israelita de cortar a eletricidade à Faixa de Gaza, considerando-a uma “violação do Direito Humanitário Internacional”.
Em comunicado, citado pela Al Jazeera, o ministério reiterou a “total rejeição pelo Egito das políticas de punição coletiva de Israel, incluindo a suspensão da ajuda humanitária”, sublinhando que estas ações “agravam a situação em Gaza”.
O Egito apelou, ainda, à comunidade internacional para que “assuma as responsabilidades e tome as medidas necessárias para pôr fim a estas violações”.
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Só uma em cada dez pessoas em Gaza tem acesso a água potável
A Unicef denunciou esta terça-feira que a falta de água potável na Faixa de Gaza chegou a níveis críticos, com apenas uma em cada dez pessoas no território a conseguirem obter acesso a água potável.
Rosalia Bollen, uma dirigente da Unicef na Faixa de Gaza, diz que a situação se está a agravar com os recentes bloqueios de Israel, nomeadamente com corte de eletricidade que era usada por uma central dessalinizadora de que milhares de pessoas dependiam.
Em declarações citadas pela Al Jazeera, Bollen diz que é “realmente vital para milhares de famílias e crianças que esta conexão [elétrica] seja restaurada”.
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Hamas condena uso de ajuda humanitária como "cartada de chantagem política" por Israel
O grupo extremista palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, emitiu esta terça-feira um comunicado a condenar Israel por usar o corte de apoio humanitário a Gaza como “cartada de chantagem política” para pressionar os palestinianos.
Num comunicado citado pela Al Jazeera, o Hamas apela aos mediadores para que “pressionem a ocupação [Israel] a cumprir os seus compromissos e a abrir todas as passagens imediatamente, de modo a assegurar o fluxo de ajuda humanitária e acabar com a política de punição coletiva levada a cabo pelas autoridades ocupantes contra o nosso povo”.
O Hamas diz que condena “o uso da ajuda humanitária como uma cartada de chantagem política”, mas que “estas políticas agressivas não vão quebrar a vontade” do povo palestiniano “nem ter sucesso nos objetivos da ocupação”.
“O nosso povo continuará firme e a lutar até que conquiste os seus legítimos direitos”, diz o comunicado do Hamas.
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Ataque aéreo israelita faz quatro mortos na cidade de Gaza
Um ataque aéreo das forças israelitas provocou pelo menos quatro mortos na cidade de Gaza, no norte do enclave, escreve o Times of Israel, citando informação do serviço de emergência de Gaza.
Entretanto, as Forças de Defesa de Israel confirmaram um ataque com recurso a um drone, mas não fizeram referência à existência de vítimas. Segundo as IDF, o ataque deu-se depois de ter sido detetado um grupo de pessoa a mover-se de “forma estranha”, possivelmente com a intenção de “ameaçar” as tropas israelitas.
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Israel denuncia limpeza étnica e massacre no território sírio
A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros israelita, Sharren Heskel, classificou os assassínios de civis na Síria nos últimos dias como um massacre e uma limpeza étnica, sublinhando que Israel não permitirá uma ameaça ‘jihadista’ nas suas fronteiras.
“O HTS [Organização para a Libertação do Levante ou Hayat Tahrir al-Sham] é um grupo terrorista ‘jihadista’, islamita, que tomou Damasco à força e foi apoiado pela Turquia. O HTS pertenceu ao Estado Islâmico [EI] e à al-Qaida. Eram ‘jihadistas’ antes e são ‘jihadistas’ agora, mesmo que alguns dos seus líderes tenham vestido fatos. A comunidade internacional deve tomar essa consciência disso em relação ao regime em Damasco”, disse Heskel esta terça-feira numa conferência de imprensa.
A vice-ministra israelita referia-se à recente onda de violência na costa oeste síria, resultado de confrontos entre elementos afiliados ao regime deposto do antigo Presidente sírio Bashar al-Assad e outros que apoiam as autoridades do novo Governo de transição.