Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, segunda-feira.

    Ataques noturnos em Gaza fazem pelo menos 50 mortos. Netanyahu quer que equipa negocial fique no Qatar

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • Os ataques israelitas à Faixa de Gaza intensificaram-se, resultando em pelo menos 84 mortes apenas nesta segunda-feira, segundo fontes médicas locais. Este aumento na violência vem numa altura em que as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam Khan Younis como uma zona de combate e pediram à população que evacuasse a área em preparação para um “ataque sem precedentes”.
    • A comunidade internacional tem pressionado Israel a permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, após um bloqueio que dura há 11 semanas. Nove camiões da ONU conseguiram finalmente entrar no território, mas a quantidade de ajuda é considerada uma “gota no oceano” face às necessidades urgentes da população, que enfrenta uma crise humanitária severa incluindo a fome.
    • Líderes de 22 países, incluindo Portugal, uniram-se para exigir que Israel retome a ajuda humanitária a Gaza através da ONU e de organizações não-governamentais. A pressão internacional tem aumentado com críticas de múltiplos países e organizações, articulando que a situação atual é intolerável e que medidas concretas serão tomadas caso a ofensiva militar israelita não seja parada.
    • Paralelamente, negociações para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas permanecem estagnadas, com o Hamas a exigir um cessar-fogo duradouro e a retirada total de Israel do enclave em troca da libertação de reféns. A situação agrava-se com a insistência de Israel em controlar toda a Faixa de Gaza, o que tem gerado críticas internacionais, incluindo a condenação da Turquia, que pede um fim à guerra.

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  • Pelo menos 84 palestinianos mortos em ataques israelitas em Gaza desde o amanhecer

    O número de palestinianos mortos esta segunda-feira em ataques aéreos israelitas em Gaza desde o amanhecer subiu para 84, garantiram fontes médicas à Al Jazeera, ao final da tarde.

    Desde a manhã que se dá conta de dezenas de vítimas mortais em resultado dos ataques israelitas.

  • Portugal junta-se a mais de 20 países para exigir ajuda a Gaza

    Vinte e dois países, incluindo Portugal, França, Alemanha e Reino Unido, exigiram hoje que Israel “retome imediatamente a ajuda total à Faixa de Gaza” e que esta seja conduzida pela ONU e por organizações não-governamentais.

    A ONU e as organizações humanitárias “não podem apoiar” o novo modelo de entrega de ajuda ao território palestiniano decidido pelo Governo israelita, defenderam as diplomacias de 22 países, que incluem o Canadá, Japão e Austrália e também a UE, na declaração conjunta divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

    O Governo de Benjamin Netanyahu anunciou que ia permitir o acesso à Faixa de Gaza de camiões de transporte de comida para bebés e nove veículos da ONU receberam autorização, anunciou o chefe humanitário das Nações Unidas, considerando que se trata de uma “gota de água no oceano” após 11 semanas de bloqueio.

    A decisão foi divulgada por Netanyahu, com o receio de que as imagens de fome dos palestinianos levassem os aliados a retirar apoio militar e diplomático ao país.

    O povo da Faixa de Gaza “está a enfrentar fome” e “precisa de receber a assistência de que necessita desesperadamente”, pediram os 22 países, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), numa lista que se estende ainda à Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Eslovénia, Espanha e Suécia.

  • Líderes francês, britânico e canadiano ameaçam Israel com “medidas concretas”

    França, Reino Unido e Canadá avisaram nesta segunda-feira que não vão ficar “de braços cruzados” perante as “ações escandalosas” de Israel na Faixa de Gaza, ameaçando com “medidas concretas” se não parar a ofensiva militar.

    “Opomos-nos firmemente à expansão das operações militares israelitas em Gaza”, afirmaram o Presidente francês, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros britânico, Keir Starmer, e canadiano, Mark Carney, numa declaração conjunta, considerando que o “nível de sofrimento humano” no enclave palestiniano é “intolerável”.

    Os três líderes referiram-se à conferência planeada para junho nas Nações Unidas “para construir um consenso internacional sobre a criação do Estado da Palestina.

    “Estamos determinados a reconhecer um Estado palestiniano como um contributo para alcançar uma solução de dois Estados e estamos prontos para trabalhar com outros para esse fim”, declararam.

  • "Uma gota no oceano". ONU diz que nove camiões de ajuda entraram em Gaza

    Nove camiões com ajuda humanitária da ONU entraram na Faixa de Gaza, revelou o chefe do escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Tom Fletcher, num comunicado publicado no site.

    “Mas é uma gota no oceano do que é urgentemente necessário, e tem de ser autorizada a entrada de mais ajuda em Gaza, a partir de amanhã de manhã”, disse ainda Fletcher.

    O chefe afirmou que estava “grato” pela garantia que o “trabalho [humanitário] será facilitado através de mecanismos existentes e comprovados”.

    “Estou grato por essa garantia e pelo facto de Israel ter concordado com as medidas de notificação humanitária que reduzem as enormes ameaças à segurança da operação. Estou determinado a que a nossa ajuda chegue aos mais necessitados e a que o risco de roubo por parte do Hamas ou de outros grupos armados seja minimizado”, acrescentou.

  • Cinco camiões de ajuda humanitária entraram em Gaza. São os primeiros a entrar em mais de dois meses.

    O COGAT, organismo israelita para os territórios palestinianos, confirmou a entrada de cinco camiões de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, os primeiros a entrarem desde o retomar do bloqueio a 2 de março.

    Segundo o COGAT, os camiões que transportavam “ajuda humanitária, incluíndo alimentos para bebés”, entraram pela passagem de fronteira de Kerem Shalom.

    “Toda a ajuda foi transferida após uma inspeção de segurança minuciosa efectuada”, lê-se ainda no comunicado publicado na rede social X.

    “As IDF continuarão a facilitar a assistência humanitária na Faixa de Gaza, fazendo todos os esforços para garantir que a ajuda não chegue ao Hamas”, disseram ainda.

  • Porta-voz israelita diz que "pequenas quantidades" de ajuda humanitária devem entrar em Gaza ainda hoje

    “Pequenas quantidades” de ajuda humanitária devem entrar na Faixa de Gaza esta segunda-feira, contou o porta-voz das forças armadas israelitas (IDF), Nadav Shoshani, citado pela Reuters.

    “Se não estou em erro, os camiões vão entrar, estão previstos entrar já hoje”, contou o porta-voz numa conferência de imprensa.

  • ONU confirma conversas com Israel para retomar ajuda a Gaza

    O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou esta segunda-feira estar em negociações com Israel sobre as modalidades do restabelecimento da entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    “As autoridades israelitas contactaram-nos para retomar a entrega de ajuda limitada, e estamos atualmente em discussões sobre como isso ocorreria, dadas as condições no local”, disse o OCHA num comunicado, sem dar mais pormenores.

    No domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou o retomar do fluxo de ajuda humanitária para Gaza, que estava bloqueado desde 2 de março. As autoridades israelitas apresentaram um plano apoiado pelos Estados Unidos para a criação de pontos de entrega de ajuda, que seriam geridos através de uma fundação recém-criada. A proposta de Telavive gerou críticas internacionais, incluindo da ONU.

    Recentemente, as Nações Unidas admitiram que a fundação apoiada pelo Governo norte-americano poderia ser um mecanismo “para controlar e restringir ainda mais os fornecimentos”. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que pelo menos 57 crianças morreram de fome em Gaza desde março e alertou que, se a terrível situação humanitária se mantiver, quase 71 mil crianças com menos de cinco anos poderão sofrer de subnutrição aguda nos próximos 11 meses.

    Já segunda-feira, Netanyahu assegurou que as tropas israelitas assumirão o controlo de todo o território da Faixa de Gaza, mas voltou a defender a sua decisão de permitir a entrada de ajuda humanitária, reconhecendo que esta medida foi motivada pela pressão exercida pela comunidade internacional.

  • Pelo menos 60 mortos em ataques israelitas esta segunda-feira

    O número de mortos nos ataques israelitas desta segunda-feira subiu para 60, de acordo com a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde de Gaza.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 46, como o Observador deu conta neste liveblog.

  • Israel autoriza entrada de camiões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza

    Pela primeira vez desde março, Israel autorizou a entrada de alimentos para bebés em Gaza esta segunda-feira, de acordo com a Al Jazeera.

    “Hoje, Israel facilita a entrada de camiões com alimentos para bebés em Gaza”, afirmou aos jornalistas o diretor-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Eden Bar Tal.

    “Nos próximos dias, Israel facilitará a entrada de dezenas de camiões de ajuda”, acrescentou.

    Netanyahu tinha anunciado a flexibilização do bloqueio à ajuda humanitária no enclave, como o Observador noticiou neste mesmo liveblog.

  • Qatar condena "agressão brutal" de Israel à Faixa de Gaza

    Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar condenou o ataque de Israel ao Hospital Hamad, uma instalação financiada pelo Qatar na Cidade de Gaza que presta cuidados especializados.

    “A agressão brutal e contínua da ocupação na Faixa de Gaza, incluindo o ataque repetido a civis, hospitais, centros de deslocação e instalações vitais, faz parte da guerra de genocídio contra o nosso povo palestiniano irmão”, afirmou o ministério, citado pela Al Jazeera.

    A comunidade internacional deve assumir as responsabilidades morais e legais para colocar imediatamente termo a esta guerra brutal”, acrescentou.

  • Karoline Leavitt diz que Trump foi muito claro sobre a situação em Gaza: "quer ver este conflito terminado"

    Numa conferência de imprensa esta segunda-feira, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, reagiu às declarações de Benjamin Netanyahu sobre “assumir o controlo” de Gaza. A porta-voz diz que não teve a oportunidade de falar com Trump sobre o tema e que vai deixar o Presidente responder, entretanto, destacou que Trump “foi muito claro anteriormente. Quer ver este conflito terminado e quer que os reféns sejam libertados”. Leavitt destaca ainda que o Presidente norte-americano ficou feliz com a libertação de Edan Alexander pelo Hamas na última semana.

  • Suécia critica declaração de Netanyahu sobre "assumir o controlo" de Gaza

    A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenergard, reagiu às declarações de Benjamin Netanyahu de que Israel vai “assumir o controlo” da Faixa de Gaza. Em declarações à AFP, citada pelo The Guardian, a representante da Suécia critica o primeiro-ministro israelita.

    “Se isto significa a anexação, é contra a lei internacional. A Suécia permanece firme na crença de que o território de Gaza não deve ser alterado ou reduzido. Nas nossas conversas, apelámos repetidamente ao governo de Israel para que permita o acesso e a distribuição de ajuda humanitária, com base nos princípios humanitários”.

    “Um cessar-fogo e um fim das hostilidades são necessários e os reféns devem ser libertados — não é preciso mais declarações ou planos do governo israelita que exacerbem a situação dos civis em Gaza”.

  • Keir Starmer e Ursula von der Leyen dizem que situação em Gaza é "intolerável"

    À margem da cimeira entre Reino Unido e Europa, durante uam conferência de imprensa ao lado de Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro britânico disse que a situação em Gaza é “intolerável”.

    “É uma situação muito séria, inaceitável e intolerável, na qual estamos a trabalhar intensivamente para coordenar com outros líderes como responder”, disse Starmer, citado pelo Times of Israel.

    Ursula von der Leyen concorda com Keir Starmer, e apela à abertura para que a ajuda humanitária chegue ao território palestiniano. “Há dois meses que nenhum suprimento humanitário entra em Gaza. A ajuda deve chegar aos civis que precisam imediatamente e o bloqueio em Gaza deve ser levantado agora”, disse.

  • Pelo menos 136 mortos e mais de 360 feridos nas últimas 24 horas em Gaza

    Pelo menos 136 pessoas foram mortas na sequência de ataques israelitas na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, avança o Haaretz, que cita a Ministério da Saúde do enclave.

    De acordo com o Ministério, há ainda registo de 364 feridos.

  • Presidente de Israel apoia o reinício da ajuda humanitária a Gaza

    O Presidente de Israel, Issac Herzog, elogiou a decisão do governo de permitir o reinício da ajuda humanitária a Gaza, considerando-a “fundamental para manter as condições humanas básicas”, avança a Al Jazeera.

    “Este passo é vital para que Israel possa manter as suas capacidades militares, atuar de acordo com o direito humanitário internacional e, mais importante, para que possamos manter a nossa humanidade nesta tragédia”, afirmou Herzog.

    O Presidente condenou, ainda, o Hamas como um “inimigo cruel e sinistro”, acrescentando: “Nós somos melhores. Não permitiremos que o nosso inimigo nos desumanize. Temos de ser melhores. Vamos sempre liderar com a nossa humanidade”.

  • Plano de Israel de ajuda limitada a Gaza é "insuficiente", diz ministro holandês

    O ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Caspar Veldkamp, criticou o anúncio feito por Netanyahu de que Israel vai autorizar a entrada de uma ajuda limitada no enclave, considerando-o “insuficiente”.

    “É urgentemente necessária uma ajuda humanitária maciça para acabar com a escassez alimentar e o sofrimento humano em Gaza”, afirmou Veldkamp na rede social X.

    “Tem de haver um cessar-fogo imediato e o Hamas tem de libertar todos os reféns”, concluiu.

  • Sobe para 46 o número de mortos nos ataques israelitas desta segunda-feira

    O número de vítimas mortais na sequência dos ataques israelitas desta segunda-feira subiu para 46, de acordo com a Al Jazeera.

    O Ministério da Saúde de Gaza avança, ainda, que a maioria das vítimas mortais estão em Khan Younis, onde Israel ordenou o deslocamento forçado e alertou para um ataque “sem precedentes”.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 32, como o Observador noticiou neste liveblog.

  • Não houve progressos nas negociações de cessar-fogo no Qatar, diz Hamas

    De acordo com o Times of Israel, que cita um alto funcionário do Hamas, não houve progressos nas negociações de cessar-fogo realizadas no Qatar.

    Segundo o responsável, Israel insiste num acordo parcial para libertar alguns reféns sem se comprometer a colocar fim à guerra.

    O Hamas só libertará os restantes reféns em troca de um cessar-fogo duradouro e da retirada total de Israel do enclave.

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