Momentos-chave
- Toda a delegação dos EUA regressou já a Washington
- Irão diz que EUA fizeram “exigências excessivas e pedidos ilegais”
- Vance falou com Trump "meia dúzia de vezes, talvez uma dúzia de vezes"
- "Saímos com a nossa oferta final, veremos se os iranianos a aceitam", diz JD Vance
- Estados Unidos e Irão falham acordo após 21 horas de negociações. JD Vance diz que EUA vão abandonar o Paquistão
- Trump diz não estar importado caso não haja acordo: "Independentemente de tudo, nós ganhámos"
- Orbán e Magyar fecham campanha com apelo aos jovens
- Nova ronda de negociações já começou
- Iranianos desmentem EUA sobre passagem de navios no estreito de Ormuz
- Navios norte-americanos em Ormuz para fazer trabalho de desminagem
- Iranianos estão prontos para passar a noite a negociar. Delegados estarão a discutir rascunhos
- Netanyahu: Israel quer acordo de paz com o Líbano que “perdure por gerações”
- Agência iraniana avança que haverá mais uma ronda de negociações "esta noite ou amanhã"
- "Basta de guerra". Papa Leão XIV critica as "demonstrações de força" em oração pela paz no Vaticano
- Presidente francês pede ao Irão para aproveitar negociações para abrandar hostilidades
- Militares ucranianos acusam Rússia de atacar durante cessar-fogo
- Primeira fase das conversações presenciais entre EUA e Irão terminou, avança Al Jazeera
- Iranianos em Lisboa pedem reatamento da guerra para efetiva mudança de regime
- Dois navios militares dos EUA terão atravessado o Estreito de Ormuz
- Irão ameaça EUA. Atacará navios militares que passarem pelo Estreito de Ormuz
- Reunião trilateral junta na mesma sala delegações do Irão e dos EUA
- Trump afirma que os EUA estão "a iniciar o processo de desminagem do Estreito de Ormuz"
- Macron falou com Bin Salman sobre cessar-fogo no Médio Oriente esperando que acordo se estenda ao Líbano
- Trump diz que há muitos petroleiros a rumarem aos EUA para encherem tanques de petróleo
- Gabinete do primeiro-ministro do Paquistão elogia empenho das delegações em dialogar
- CBS News cita fonte da Administração Trump desmentido acordo para descongelamento de ativos iranianos
- JD Vance já está com primeiro-ministro do Paquistão
- Irão nas negociações com EUA sem qualquer confiança
- Ucrânia aceitará trégua de Páscoa, mas mantém atenção a ações russas
- CNN avança que China estará a preparar entrega de sistemas de defesa anti-aérea ao Irão
- Khamenei ainda está a recuperar de ferimentos graves, avança Reuters
- Paquistão deseja abordagem construtiva na reunião entre EUA e Irão
- JD Vance já se encontra no Paquistão
Histórico de atualizações
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Estados Unidos e Irão falham acordo após 21 horas de negociações. JD Vance diz que EUA vão abandonar o Paquistão
Os Estados Unidos e o Irão não chegaram a acordo após a maratona de negociações deste sábado que se prolongaram pela madrugada dentro de domingo. O anúncio foi feito por JD Vance, vice-presidente dos EUA, que tinha atrás de si Jared Kushner, genro de Donald Trump e conselheiro da Casa Branca, e Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, que integraram a delegação norte-americana nas negociações com o Irão.
“Estivemos nisto durante 21 horas”, mas “a má notícia é que não chegámos a um acordo”, disse JD Vance, dizendo que a delegação dos EUA estão agora a planear deixar o Paquistão e não devem continuar as negociações este domingo, como chegou a estar previsto.
Vance agradeceu ao primeiro-ministro do Paquistão, anfitrião das negociações, sublinhando que “quaisquer falhas nas negociações não se deveram aos paquistaneses, que fizeram um trabalho extraordinário”.
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Este liveblog fica por aqui. Abrimos novo liveblog para acompanhar os acontecimentos internacionais, no dia em que falharam as negociações entre Irão e EUA.
Negociações entre EUA e Irão terminaram sem acordo. Delegações já saíram do Paquistão
Obrigada por ter estado connosco.
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Toda a delegação dos EUA regressou já a Washington
Toda a delegação dos Estados Unidos abandonou já o Paquistão. JD Vance embarcou no Air Force Two acenou do topo da escada antes de o avião descolar de Islamabad e regressar a Washington.
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Irão diz que EUA fizeram “exigências excessivas e pedidos ilegais”
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão divulgou um comunicado após o fim das negociações, indicando que Teerão participou nas conversações com abertura, mas que os Estados Unidos não desistiram de “exigências excessivas e pedidos ilegais” e não aceitaram “os direitos e interesses legítimos do Irão”.
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Vance falou com Trump "meia dúzia de vezes, talvez uma dúzia de vezes"
JD Vance disse que Washington precisa de um compromisso claro de que Teerão não procurará desenvolver armas nucleares. “O facto simples é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar uma arma nuclear nem os meios que lhes permitam alcançá-la rapidamente”, disse.
Essa, disse, era a “prioridade central” de Donald Trump. O vice-presidente acrescentou que o programa nuclear iraniano “foi destruído”, mas sublinhou a necessidade de um “compromisso fundamental” para impedir que o Irão desenvolva uma arma nuclear no futuro. “Ainda não vimos isso. Esperamos vir a ver.”
Vance contou ainda que falou várias vezes com Donald Trump durante as negociações. “Não sei quantas vezes falámos com ele, meia dúzia de vezes, talvez uma dúzia, ao longo das últimas 21 horas.”
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"Saímos com a nossa oferta final, veremos se os iranianos a aceitam", diz JD Vance
JD Vance esclareceu que EUA deixaram claras as suas “linhas vermelhas”, mas que o Irão “não aceitou os termos”.
“Simplesmente não conseguimos chegar a uma situação em que os iranianos aceitassem os nossos termos”, acrescentou o vice-presidente dos EUA, garantindo que participaram nas negociações com flexibilidade e “de boa-fé”, lamentando que não tenha sido possível chegar a um acordo.
“Saímos daqui com uma proposta muito simples, uma forma de entendimento que representa a nossa oferta final e a melhor possível. Veremos se os iranianos a aceitam”, disse ainda.
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Hezbollah avança que disparou contra posições do exército israelita no sul do Líbano
O grupo libanês Hezbollah afirma ter disparado mísseis contra as forças militares israelitas perto de Bint Jbeil, no sul do país do Líbano, escreve a Al Jazeera.
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Guarda Revolucionária do Irão avisa que qualquer navio militar que tente atravessar o Estreito de Ormuz terá resposta forte
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão emitiu uma nota em que avisa que qualquer navio militar que tente passar pelo Estreito de Ormuz terá uma resposta forte. O aviso é citado pela imprensa iraniana.
“A Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica exerce um controlo total e eficaz sobre o Estreito de Ormuz”, diz a nota. “Qualquer tentativa por parte de navios militares de atravessar [o Estreito] será tratada com severidade e determinação.”
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Trump diz não estar importado caso não haja acordo: "Independentemente de tudo, nós ganhámos"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, diz não estar preocupado com a possibilidade de não haver um acordo saído das negociações entre Irão e Estados Unidos que estão a decorrer neste momento em Islamabade, no Paquistão.
“Independentemente de tudo, nós ganhámos”, diz o Presidente aos jornalistas à saída da Casa Branca, de onde vai partir para Miami. “Talcez eles cheguem a acordo, talvez não. Não interessa. Do ponto de vista da América, nós ganhamos.”
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Orbán e Magyar fecham campanha com apelo aos jovens
O primeiro-ministro, Viktor Orbán, e o líder da oposição húngara, Péter Magyar, terminaram hoje a campanha eleitoral, na véspera das legislativas, com um apelo ao voto dos jovens, reunindo milhares de apoiantes nos comícios finais.
“Queridos jovens, vocês estão agora na rua principal da história, vamos escrevê-la juntos. Conversem com os vossos pais e avós amanhã [domingo], peçam a ajuda deles. Acho que eles vos amam muito mais do que vocês acreditam nessa propaganda mentirosa”, apelou Péter Magyar (Tisza, centro-direita), que lidera as sondagens e pode pôr fim a 16 anos de governação do ultraconservador Viktor Orbán (Fidesz).
Perante milhares de apoiantes, que enchiam a praça da Universidade de Debrecen (leste da Hungria), segunda cidade do país e tradicionalmente dominada pelo partido no poder, Magyar advertiu os eleitores contra fraudes eleitorais.
“Eles realizarão uma série de operações de falsa bandeira em consulta com agentes russos, seguindo os seus conselhos. Eles tentarão infiltrar-se nas circunscrições [círculos eleitorais] disfarçados de ativistas do Tisza. Pergunto: a quem interessa uma operação de falsa bandeira como essa? Por que isso seria do interesse do Tisza? Amanhã [domingo], a polícia deve agir de acordo com o seu juramento”, pediu, citado pelo meio ‘online’ independente 24.hu.
“Cada um estará sozinho na cabine de votação com a sua própria consciência. Peço a todos que reflitam se vale a pena vender o seu futuro a essas pessoas por uma vantagem diária, dez mil florins ou uma cesta básica”, apelou, adiantando que o partido criou um ‘site’ para denúncias de possíveis fraudes eleitorais.
Na capital húngara, milhares de apoiantes do Fidesz enchiam hoje ao final da tarde a praça Szentháromság, no coração do bairro do Castelo de Buda, património mundial da Unesco, agitando bandeiras do país e, à medida que escurecia, erguendo tochas acesas.
Falando também para os jovens — que, segundo as sondagens, preferem a oposição —, Orbán garantiu que não permitirá que sejam levados para a guerra, repetindo uma das principais mensagens da campanha, durante a qual tem advertido que a vitória do Tisza levará a Hungria a ser arrastada para a guerra na vizinha Ucrânia.
Insistindo na ideia “do perigo”, avisou que “não é altura para aventuras”, segundo o 24.hu.
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Nova ronda de negociações já começou
A terceira ronda de negociações entre EUA e Irão, com mediação do Paquistão, já arrancou, com a agência estatal iraniana IRIB a dizer que há neste momento “discordâncias sérias”.
Neste momento são quase 2h da manhã em Islamabade e prevê-se que as conversações durem madrugada fora.
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Iranianos desmentem EUA sobre passagem de navios no estreito de Ormuz
O Irão negou hoje que dois navios da marinha norte-americana tenham atravessado o estreito de Ormuz para começar a “criar condições” para a remoção das minas colocadas pela República Islâmica durante a guerra com os Estados Unidos.
“Refuta-se veementemente a afirmação do comandante do CENTCOM [Comando Central dos Estados Unidos] sobre a aproximação e a entrada de embarcações norte-americanas no estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz do Comando Geral Central Jatam al Anbia, o coronel Ebrahim Zolfagari, segundo informou a televisão estatal iraniana.
O porta-voz militar assegurou que a iniciativa para a passagem de qualquer navio continua nas mãos das Forças Armadas do Irão.
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Israel quer acordo de paz com o Líbano que “perdure por gerações”, diz Netanyahu
O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que Israel deseja um acordo de paz com o Líbano “que perdure por gerações”, a poucos dias das negociações previstas entre Telavive e Beirute, em Washington.
“O Líbano recorreu a nós para iniciar negociações diretas […]. Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um verdadeiro acordo de paz que perdure por gerações”, disse Benjamin Netanyahu.
O cessar-fogo no Líbano é uma das exigências de Teerão nas negociações com os Estados Unidos e as declarações de Netanyahu surgem num momento em que a imprensa iraniana avançou que os Estados Unidos estão a fazer “exigências excessivas” sobre o estreito de Ormuz.
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Navios norte-americanos em Ormuz para fazer trabalho de desminagem
O Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM) anunciou que dois navios dos EUA estão agora no Estreito de Ormuz a fazer operações de desminagem.
Em comunicado, o CENTCOM diz que o U.S.S. Frank E. Peterson e o U.S.S. Michael Murphy entraram no Estreito para preparar a localização e limpeza de minas navais.
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Iranianos estão prontos para passar a noite a negociar. Delegados estarão a discutir rascunhos
Ainda são escassas as informações que nos chegam do Hotel Serena, onde decorrem as negociações entre EUA e Irão, mas, segundo algumas fontes avançaram à Al Jazeera, a delegação iraniana estará disponível para continuar a negociar ao longo da noite.
As conversações estarão num ponto de elaboração de rascunhos, que estão a ser discutidos por delegados. A cadeia de televisão do Qatar diz que há “algum progresso no enquadramento básico”, mas não há detalhes sobre quais os assuntos em que terá havido entendimento.
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Netanyahu: Israel quer acordo de paz com o Líbano que “perdure por gerações”
O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que Israel deseja um acordo de paz com o Líbano “que perdure por gerações”, a poucos dias das negociações previstas entre Telavive e Beirute, em Washington.
“O Líbano recorreu a nós para iniciar negociações diretas […]. Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um verdadeiro acordo de paz que perdure por gerações”, disse Benjamin Netanyahu.
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Netanyahu afirma que Irão "estava muito próximo de conseguir uma arma nuclear". Israel "esmagou" o programa nuclear do Irão
Benjamin Netanyahu discursou esta noite, afirmando que Israel “esmagou o programa nuclear e o programa de mísseis” do Irão, refere o Times of Israel.
O primeiro-ministro israelita disse que o Irão estava “muito próximo de conseguir ter uma arma nuclear”. Declarou que Israel recebeu no ano passado informações de que o Irão estava a preparar-se para transformar o urânio enriquecido em armamento nuclear.
“A partir do momento em que recebemos a informação entrámos em ação”, disse Netanyahu.
Segundo o primeiro-ministro de Israel, foram mortos oito cientistas nucleares que estavam ligados aos planos do Irão.
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Líbano reporta mais de dois mil mortos desde o início de março
O Ministério da Saúde do Líbano avança que pelo menos 2.020 pessoas morreram desde o início de março devido aos ataques israelitas, escreve a Reuters. Há também registo de 6.436 feridos.
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Agência iraniana avança que haverá mais uma ronda de negociações "esta noite ou amanhã"
A agência estatal iraniana Tasnim avança que haverá mais uma ronda de negociações “esta noite ou amanhã”, citando uma fonte da delegação iraniana.
Já o New York Times cita uma fonte da Casa Branca, que confirmou que as negociações em Islamabad estão a decorrer.
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"Basta de guerra". Papa Leão XIV critica as "demonstrações de força" em oração pela paz no Vaticano
O Papa Leão XIV denunciou hoje os belicistas e as “demonstrações de força” durante uma oração pela paz, no Vaticano, numa das suas críticas mais veementes até à data aos conflitos armados que assolam o mundo.
“Basta de idolatria do ego e do dinheiro! Basta das demonstrações de força! Basta de guerra! A verdadeira força manifesta-se em servir a vida”, afirmou o Sumo Pontífice, num discurso proferido na Basílica de São Pedro, em Roma.
Leão XIV presidiu a uma oração vespertina na Basílica de São Pedro no mesmo dia em que os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão iniciaram negociações presenciais no Paquistão e enquanto se mantém um frágil cessar-fogo.
Proferidas em tom ponderado, as palavras do chefe da Igreja Católica, que conta com 1,4 mil milhões de fiéis em todo o mundo, constituíram, no entanto, algumas das suas críticas mais contundentes até ao momento à onda de conflitos que assola o planeta.
“Queridos irmãos e irmãs, há certamente responsabilidades imperativas que incumbem aos líderes das nações. A eles clamamos: ‘Parem! É tempo de fazer a paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeia o rearmamento e se decidem ações mortais!’”, declarou.