Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Com quase 99% dos votos contados, Péter Magyar está à frente com 53% dos votos. Está perto de uma "supermaioria"

    Com 98,93% dos votos contabilizados, estes são os resultados das eleições legislativas húngaras:

    • Tisza (Péter Magyar): 53,06% (138 mandatos)
    • Fidesz (Viktor Orbán): 38,43% (55 mandatos)
    • Nossa Pátria (László Toroczkai): 5,83% (6 mandatos)
    • Coligação Democrática (Klára Dobrev): 1,18% (0 mandatos)

    A maioria absoluta no Parlamento húngaro é de 100 deputados. Para uma supermaioria — dois terços do Parlamento —, são precisos 133 deputados.

  • Fechámos este liveblog. Abrimos entretanto um novo artigo para acompanhar os acontecimentos internacionais, em especial o rescaldo das eleições na Hungria.

    Magyar promete alterar Constituição para limitar mandatos de primeiro-ministro e garante que Orbán nunca mais se poderá candidatar ao cargo

    Obrigado por ter estado connosco.

  • Donald Trump ataca Papa Leão XIV: "Não quero um Papa que ache que é OK o Irão ter uma arma nuclear"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma publicação na sua rede social Truth Social em que critica o Papa Leão XIV por não apoiar a sua agenda.

    “Não quero um Papa que ache que é OK o Irão ter uma arma nuclear, não quero um Papa que ache terrível a América ter atacado a Venezuela”, escreveu, dizendo também que não quer “um Papa que critica o Presidente dos Estados Unidos, porque eu estou a fazer exatamente aquilo [para que] fui eleito, DE LONGE”.

    “Se eu não estivesse na Casa Branca, o Leão não estaria no Vaticano”, declarou, depois de ter deixado claro que gosta mais do irmão de Robert Prevost, Louis, “porque o Louis é todo MAGA”. “Ele entende, o Leão não entende!”

  • Bardella diz esperar que Magyar "governe no interesse exclusivo do seu país e do povo"

    O presidente da União Nacional francesa, Jordan Bardella, reagiu ainda ao início da noite ao resultado das eleições na Hungria, destacando que a vitória de Magyar “demonstra que as acusações incessantes das instituições europeias nos últimos anos contra a democracia húngara eram infundadas”.

    “Viktor Orbán é um grande patriota, que alcançou durante seu mandato o ressurgimento económico da Hungria, promoveu políticas familiares que permitiram proteger a natalidade e defendeu as fronteiras de seu país e da Europa diante dos fluxos migratórios”, escreveu.

    Do sucessor disse — sem nomear Magyar — que espera que “governe no interesse exclusivo do seu país e do povo”.

  • PPE: "Bem-vinda de volta, Hungria"

    O Partido Popular Europeu (PPE), família política à qual pertence o Tisza (e também o PSD e o CDS em Portugal), deixou uma mensagem no Facebook onde diz simplesmente “Bem-vinda de volta, Hungria!”

    O Fidesz de Viktor Orbán fez parte da família do PPE durante muitos anos, mas, em março de 2019, foi banido desta família política, com os seus membros a invocarem problemas do partido húngaro em temas como o Estado de Direito, a liberdade de imprensa, os direitos de minorias e a retórica eurocética.

    O partido de Viktor Orbán acabou por ajudar a fundar no Parlamento Europeu uma nova família política, os Patriotas pela Europa, onde estão partidos como a União Nacional de Marine Le Pen, o Vox e o Chega.

  • PM finlandês diz que eleição mostra a "vontade forte" dos húngaros de serem "um membro ativo da União Europeia e da NATO"

    O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, reagiu aos resultados eleitorais da Hungria, sublinhando que o resultado mostra a “vontade forte” dos húngaros de serem “um membro ativo da União Europeia e da NATO”.

    “O resultado eleitoral dá à Hungria a oportunidade de regressar à nossa comunidade de valores e segurança como um ator construtivo”, escreveu Orpo, que felicitou Péter Magyar.

  • Trump pondera retomar ataques militares limitados contra o Irão

    Donald Trump está a ponderar retomar a ofensiva militar contra o Irão através de ataques limitados, segundo o The Wall Street Journal.

    Depois do fracasso no encontro diplomático em Islamabad, o Presidente dos EUA passou grande parte do domingo num resort em Miami onde se reuniu com vários conselheiros e discutiu soluções para quebrar o impasse nas negociações com o Irão.

    Além de bloquear o Estreito de Ormuz, uma das opções em cima da mesa é retomar os ataques limitados ao Irão, escreve o jornal norte-americano. Trump também poderá realizar uma nova ronda de ataques em larga escala, mas essa é vista como uma alternativa menos provável.

    O próprio Presidente norte-americano admitiu retomar os ataques, numa entrevista este domingo à Fox News. “Detestaria fazê-lo, mas as águas, as estações de dessalinização, as centrais elétricas deles são muito fáceis de atingir”, afirmou Trump.

    Apesar destas ameaças, a solução diplomática também não foi totalmente descartada, de acordo com o The Wall Street Journal.

    “O presidente já ordenou um bloqueio marítimo ao Estreito de Ormuz, pondo fim à extorsão iraniana, e mantém sabiamente todas as opções adicionais em aberto”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales. “Quem quer que esteja a dizer ao The Journal que sabem o que o Presidente vai fazer a seguir está apenas a especular.”

  • Líder da oposição israelita felicita Magyar

    Yair Lapid, líder da oposição israelita, usou o X para felicitar Péter Magyar pela vitória.

    “Espero que, sob a sua liderança, as relações entre Israel e a Hungria continuem a aprofundar-se e a fortalecer-se”, escreveu.

  • Diretor de comunicação do Fidesz deixa mensagem ao partido: "Podem contar comigo, estou aqui"

    O diretor de comunicação do Fidesz, Tamás Menczer, fez uma publicação no Facebook onde declara que “não se troca de família, de partido e de clube”.

    “A honestidade e o caráter não são uma questão de resultados eleitorais”, escreveu. “Podem contar comigo, estou aqui. Estamos aqui. Só o Fidesz!”

  • Geert Wilders diz que este é "um dia triste". "Orbán foi o único líder com bolas na Europa"

    Geert Wilders, líder do PVV — partido de extrema-direita dos Países Baixos que pertence à mesma família política que o Fidesz, os Patriotas da Europa —, reagiu à vitória de Magyar classificando este como “um dia triste”.

    “Orbán foi o único líder com bolas na UE. Rígido em migração e anti-woke”, escreveu no X. “Agora estamos com fracos como [Rob] Jetten [PM neerlandês], Macron, Sanchez e Merz. Um dia triste. Mas continuamos a lutar!”

  • Ministro da Agricultura em vias de perder mandato felicita adversária

    István Nagy, ministro da Agricultura, está atrás da candidata do Tisza no seu círculo eleitoral com quase 10 pontos percentuais de diferença, e, por isso, reconheceu a derrota.

    “Agradeço-vos pela vossa confiança e estou grato por ter podido servir o povo desta região”, escreveu no Facebook. “Felicito a Dra. Krisztina Porpáczy pela sua vitória.”

  • Ex-comissário europeu deixa recado a JD Vance: "Fazer da interferência eleitoral grandiosa outra vez"

    O antigo comissário europeu de França, Thierry Breton, escreveu uma mensagem no X com um recado desafiador a JD Vance, identificado na publicação: “Fazer da interferência eleitoral grandiosa outra vez”, escreveu, invocando o slogan Make America Great Again.

  • Começa amanhã o bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz

    Os Estados Unidos da América vão começar amanhã o bloqueio aos portos iranianos anunciado hoje por Donald Trump.

    O Comando Central dos EUA anunciou que o bloqueio começou às 10h00 (hora da costa leste dos EUA, ou seja, 15h em Lisboa), segundo a Associated Press.

    O bloqueio será “aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações” que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras do Irão, mas continuarão a ser permitidas viagens pelo Estreito de Ormuz caso sejam realizados entre portos não iranianos.

    Mesmo após o acordo de cessar-fogo, o tráfico marítimo no estreito tem sido limitado com cerca de 40 navios comerciais a atravessa-lo desde então.

  • "Russos fora!" Primeiro-ministro polaco celebra a "vitória gloriosa" de Magyar

    O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, também já reagiu aos resultados eleitorais na Hungria, dizendo que o país, a Polónia e a União Europeia estão “novamente juntas”.

    “Vitória gloriosa, queridos amigos!”, escreve Tusk, que depois cita a frase usada pela campanha de Magyár “Ruszkik haza!” (Russos, fora).

  • Magyar pede que "fantoches de Orbán" se demitam — incluindo o Presidente — e avisa: "Quem roubou o país deve ser responsabilizado"

    O primeiro-ministro eleito da Hungria pediu aos “fantoches” de Viktor Orbán em altos cargos do regime se demitam.

    “Hoje, os húngaros decidiram a favor da mudança de regime. Aqueles que foram fantoches e pilares do sistema devem deixar a vida pública. Apelo ao Presidente da República [Tamás Sulyok, que é escolhido pelo Parlamento] que me deixe governar e, em seguida, que deixe o cargo com a maior dignidade que ainda lhe resta”, afirmou Péter Magyar.

    Péter Magyar apelou também a Viktor Orbán não funcione como um “primeiro-ministro interino” e não tentam travar a “vontade de mudança na Hungria”.

    Adicionalmente, Péter Magyar prometeu que a Hungria não é agora “um país sem consequências”. “Aqueles que roubaram o país devem ser responsabilizados”, avisou.

  • "O povo húngaro disse sim à Europa", declara Magyar, que anuncia que Hungria vai aderir à Procuradoria Europeia

    “Que esta seja também a data de ouro da liberdade húngara — não a vitória de um partido sobre outro, mas a vitória dos húngaros sobre aqueles que os traíram. Que esta seja a vitória de todos os húngaros, tanto dos que votaram em Tisza como dos que não votaram”, afirmou Péter Magyar.

    O político húngaro deixou claro que os húngaros “disseram ‘sim’ à Europa”. Péter Magyar anunciou que a Hungria voltará a ter um sistema com checks and balances — e adiantou que Budapeste vai aderir à Procuradoria Europeia.

    Péter Magyar deixou a garantia de que o “Governo do Tisza representa todos” os húngaros. “Esse é o dever do Governo húngaro em todos os momentos.” Pediu também aos húngaros no estrangeiro para retornarem à Hungria.

  • António Costa antecipa colaboração com Magyar "para tornar a Europa mais forte e mais próspera"

    António Costa disse estar “ansioso por trabalhar em estreita colaboração com Peter Magyar para tornar a Europa mais forte e mais próspera”.

    “A afluência recorde às urnas demonstra o espírito democrático do povo húngaro. Pronunciaram-se — e a sua vontade é clara”, escreveu o Presidente do Conselho Europeu nas redes sociais.

  • Magyar manda recado a Putin: "A Hungria quer ser um país que não seja vassalo de ninguém"

    Péter Magyar aproveitou o discurso de vitória para mandar uma mensagem para Moscovo: “A Hungria quer ser um país que não seja vassalo de ninguém”. Muitos presentes no local em que o presidente do Tisza discursava gritavam: “Russos para casa”.

    Aquele que será o próximo primeiro-ministro prometeu um país “onde ninguém seja estigmatizado por pensar diferente da maioria”. “Que ninguém seja estigmatizado por amar diferente da maioria, por acreditar que é diferente da maioria. Um país onde não importa quem conhece quem, mas sim que tipo de pessoa ela é, onde pode ter filhos e formar família em segurança”, declarou Péter Magyar.

  • Presidente da Roménia espera "escrever um novo capítulo" nas relações com a Hungria

    O Presidente da Roménia parabenizou Peter Magyar por uma “vitória histórica” nas eleições deste domingo, considerando que “o povo húngaro se pronunciou de forma clara e contundente”.

    “A Roménia e a Hungria são vizinhas, parceiras e membros da UE e da NATO. Estou ansioso por escrever um novo capítulo nas relações romeno-húngaras, baseado no respeito mútuo, no diálogo aberto e no nosso compromisso comum com os valores europeus e euro-atlânticos.”

    “Existem grandes oportunidades para trabalharmos em conjunto na segurança regional, na cooperação económica e no bem-estar dos nossos povos”, concluiu Nicușor Dan.

  • "Os húngaros disseram 'não' à traição", diz Magyar

    No discurso da vitória, Péter Magyar acusou Viktor Orbán de ter tentado travar a sua campanha. “Conseguimos alcançar uma grande vitória apesar das adversidades.”

    Péter Magyar lembrou que o Fidesz “mobilizou todo o seu aparato” contra o Tisza — mas não conseguiu. “A verdade triunfou sobre as mentiras.”

    “O amor venceu hoje, porque o amor vence sempre”, declarou, acrescentando: “Os húngaros disseram ‘não’ ao engano, às mentiras, à desinformação e à traição”.

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