Histórico de atualizações
  • Terminou a audição a Joaquim Barroca. Esta tarde será ouvido o atual responsável pela direção de risco da Caixa.

  • "Se tivessem pago o que nos devem, hoje não estaríamos aqui".

    São as últimas respostas de Joaquim Barroca na terceira ronda.

    Sobre a dívida por pagar do Grupo Lena à Caixa.

    “Se tivessem pago o que nos devem, hoje não estaríamos aqui. Com o valor que temos a receber em três a quatro mercados poderíamos regularizar a divida” E refere Angola, Venezuela e Argélia, apontando o dedo à crise do petróleo que afetou a capacidade financeira destes países.

    “Hoje temos convicções e trabalhamos no processo de reestruturação que estamos a discutir com os bancos para pagar aos bancos. É o nosso compromisso”. Mas precisamos de confiança”. Barroca reafirmou ainda: “Nunca dissemos aos bancos que não íamos pagar. Todos os dias trabalhamos com o objetivo de pagar aos bancos.”

    O ex-gestor do grupo Lena recusa qualquer tese da triangulação entre Caixa e Governo de Sócrates, levantada pelo PSD. “Foi um mais-valia? Não”, até retirou valor ao grupo por exposição mediática. “Não sinto que tivesse trazido algum beneficio ao grupo.

  • Negociou Venezuela com gabinete de Sócrates? "Claro que não". E Carlos Santos Silva? "Não sei"

    São as últimas respostas de Joaquim Barroca na terceira ronda.

    Sobre a dívida por pagar do Grupo Lena à Caixa.

    “Se tivessem pago o que nos devem, hoje não estaríamos aqui. Com o valor que temos a receber em três a quatro mercados poderíamos regularizar a divida” E refere Angola, Venezuela e Argélia, apontando o dedo à crise do petróleo que afetou a capacidade financeira destes países.

    “Hoje temos convicções e trabalhamos no processo de reestruturação que estamos a discutir com os bancos para pagar aos bancos. É o nosso compromisso”. Mas precisamos de confiança”. Barroca reafirmou ainda: “Nunca dissemos aos bancos que não íamos pagar. Todos os dias trabalhamos com o objetivo de pagar aos bancos.”

    O ex-gestor do grupo Lena recusa qualquer tese da triangulação entre Caixa e Governo de Sócrates, levantada pelo PSD. “Foi um mais-valia? Não”, até retirou valor ao grupo por exposição mediática. “Não sinto que tivesse trazido algum beneficio ao grupo.

  • Barroca assinou promessa de intenção de compra em Vale do Lobo, mas não houve dinheiro

    Mariana Mortágua volta a Vale do Lobo.

    Assinou uma intenção promessa para comprar um lote em Vale de Lobo? Depois de responder que não tinha tido projeto para comprar lotes no resort algarvio, Joaquim Barroca confirmou que assinou tal intenção com o objetivo de aproximar as empresas do grupo do resort que tinha muito trabalho de construção, mas que operava em circuito fechado.

    Foi a compra de um lote? “Não, foi uma intenção de comprar um lote”.

    A deputada do Bloco diz que nunca ouviu tal coisa.

    Tinha valor? Não sei precisar. Não houve pagamento, nem garantia e não aconteceu nada. Não pode precisar se assinaram do outro lado. Foi uma intenção, sem movimento financeiro e sem continuidade.

  • Respostas à socialista Constança Urbano de Sousa sobre o aval pessoal a um financiamento de 80 milhões no quadro da compra e reestruturação do Grupo Lena. E volta a falar da alteração das condições, como a redução do spread e dispensa o aval pessoal que supostamente a família se recusava a dar e que teve um parecer desfavorável na direção de risco. Joaquim Barroca não se recorda de ter recusado dar o aval pessoal.

  • Caixa deu garantia bancária a contrato de mil milhões para casas na Venezuela

    A deputada do PSD, Conceição Bessa Ruão, confrontou Barroca com a reestruturação do passivo que diz ter sido altamente favorável ao Grupo Lena e que mereceu parecer negativo do risco. Um desses benefícios foi a substituição do aval pessoal pelo aval de uma empresa. Havia alguém a proteger a Lena e a conceder um favor?

    “Não sou capaz de responder”, repete Barroca e remete para o CFO do grupo, o administrador financeiro.

    E quando começaram as negociações com a Venezuela para um contrato de construção de casas pré-fabricadas? Em 2002/ 2003 via Brasil, portanto antes da chegada de José Sócrates ao poder.

    E quem prestou as garantias ao contrato de mil milhões para a construção de casas fabricadas? (agora já no tempo em que Sócrates era primeiro-ministro)

    A Caixa entrou com uma garantia de 100% — Barroca não o refere, mas foi noticiado que a garantia bancária a este mega-contrato com o Governo de Hugo Chávez teria como colateral as vendas de petróleo da Venezuela — e houve também uma cobertura da resseeguradora Cosec

    A deputada do PSF refere que a Caixa tem uma exposição de 132 milhões às garantias prestadas ao grupo Lena. Foi resolvido? Barroca não sabe precisar.

  • Quem na Lena devia ser chamado ao Parlamento? "Até eu me admiro por me chamarem"

    Depois de várias respostas de evasivas sobre a operação Abrantina e as negociações com a Caixa, com Joaquim Barroca a dizer que não é capaz de responder, o deputado comunista Duarte Alves faz outra pergunta.

    Então quem deveria estar nesta comissão no grupo Lena para responder a questões sobre negociação financeira entre a Caixa?

    “Até eu me admiro por me chamaram. Achava que era por ser uma figura mediática”. Repetindo que não tem funções executivas no Grupo Lena há dez anos, responde: . Se calhar o presidente do conselho executivo do grupo Lena —Joaquim Paulo da Conceição — que exerce as funções há dez anos,

  • Cecília Meireles pergunta agora sobre a venda de imóveis em África ou Magrebe?

    “Todos os dias vendemos ativos para pagar dívida, mas não sabe.”

    A deputada do CDS questiona agora sobre a venda de um imóvel em Angola, Luanda, na Rua Major Kanhangulo. Esta transação foi já noticiada como tendo dado origem a pagamentos ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês.

    Por quanto foi vendido? “Não posso precisar, embora conheça a transação que foi noticiada nos jornais”. E o produto da venda foi usado para abater passivo? “Não posso precisar, mas creio que sim.”

  • Estamos na segunda ronda. A deputada do CDS pergunta que esforços foram feitos par recuperar a construtora Abrantina? Foi vendido algum património?

    Não estou no grupo com funções executivas há dez anos e remete para o atual conselho executivo. Qual era o ativo desta empresa?

    Os alvarás eram o que tinham mais valor para o Grupo Lena. A empresa tinha também um plano de negócios, que “se calhar calculamos mal”, admite. Para além dos alvarás em Portugal e no estrangeiro, a Abrantina alavancava também a escala internacional do grupo Lena.

  • Pausa após primeira ronda de perguntas.

  • Nunca discutiu expansão do grupo Lena com Sócrates? "Nunca, jamais", responde Barroca

    As respostas às perguntas diretas da deputada do Bloco.

    Esteve algumas vezes com Armando Vara, mas não lhe foi apresentado por Sócrates.

    Nunca discutiu com Vara os créditos na Caixa? Não. E com Sócrates? “Muito menos”.

    Nunca discutiu expansão do grupo Lena com Sócrates. “Nunca, jamais”.

    O Grupo Lena em sido apontado como um dos grande beneficiários do programa de obras públicas, lançado por José Sócrates onde estavam os projetos do TGV, autoestradas, novo aeroporto e Parque Escolar. A Lena concorreu a todos e ganhou vários destes concursos, sozinha e em consórcio. A construtora do Lena era também uma das empresas que “apanhou a boleia” nas viagens do ex-primeiro-ministro a países como a Argélia e Venezuela, ainda que os contratos ganhos neste país não se tenham concretizado plenamente.

    “Nunca comprei lotes em Vale do Lobo”. Joaquim Barroca falou com Diogo Gaspar Ferreira (ex-presidente de Vale do Lobo), mas nunca no contexto de compra de lotes. Qual contexto? Num almoço ou jantar onde estava mais gente.

    E Hélder Bataglia? Conhece, mas não muito bem.

    Os nomes referidos por Mariana Mortágua estão entre os acusados da Operação Marquês.

    E alguma vez fez uma transferência bancária para Vara administrador da Caixa? “Isso faz parte da Operação Marquês”, recorda Joaquim Barroca que já assinalou reserva sobre esse tema.

    Tem contas na Suíça? Agora não. Tive até 2012.

    Contas na Suíça de líder do Grupo Lena foram ponto de passagem para Sócrates

  • Mariana Mortágua sobre a dívida da Lena à Caixa: "O que o Sr. está dizer não é verdade"

    Na resposta à deputada do Bloco de Esquerda, Barroca diz que o grupo Lena não pediu nada à Caixa. O que foi feito foi transferência de um passivo para outro acionista. Em conduções normais, esta operação teria vantagem para a Caixa porque os créditos.

    Mariana Mortágua contraria:

    “O que o Sr. está a dizer não é verdade, é mentira”. E explica que a dívida à Caixa eram 16 milhões e o crédito que foi dado após a compra pela Lena foi de 80 milhões. Os créditos mortos eram apenas 10 milhões. Estes são os dados da Caixa. “Ou é por desconhecimento ou porque procura uma narrativa que não é validado por números”.

    “Não vim para aqui para mentir, mas sim para tentar esclarecer o que possa. A realidade dos montantes e pormenores não posso precisar pelos anos e porque não estive, mas sei que não foi uma imposição à Caixa”, responde Barroca.

    Qual era a exposição total do grupo Lena á Caixa? “Não lhe sei dizer. Nem hoje”.

    Joaquim Barroca (à direita) e o advogado Castanheira Neves

    Os dados da avaliação do Banco de Portugal apontam para mais de 300 milhões de euros. Barroca insiste: “Ninguém nos disse que tinha perdoado crédito. Nunca dissemos a qualquer banco que o objetivo não era pagar”. Sobre os valores, justifica que a dívida é dinâmica e que não tem cargos executivos no grupo há dez anos.

  • A deputada do PS, Constância Urbano de Sousa, volta ao tema da Abrantina, o negócio que marca o financiamento que está em falha na Caixa. Pergunta se foi pedido um aval pessoal para uma operação de 80 milhões?.

    “Quase todos os dias é pedido um aval pessoal”, mas Barroca insiste que não foi um financiamento novo. A Always Special foi criada em 2007 para comprar a Abrantina à família Marques dos Santos.

  • Se fazia os preços mais baratos, porque raio a Parque Escolar não havia de dar obras ao grupo?

    E providenciava também acesso a outras pessoas que podiam ajudar à expansão da empresa, como bancos e poder político? E cita o caso dos projetos ganhos pelo grupo naquele país e os concursos da Parque Escolar, onde a construtora do Lena foi das que conseguiu mais obras.

    Se o Grupo Lena fez os preços mais baratos, “porque raio a Parque Escolar não havia de dar as obras ao grupo?”

  • "Carlos Santos Silva vendia conhecimentos, vendia projetos"

    Inês Domingos questiona agora sobre a relação profissional de Carlos Santos Silva, conhecido como o “amigo” que emprestou dinheiro a Sócrates, com o Grupo Lena.

    “Conheço Carlos Santos Silva desde 1980, ano em que começou a relação com o grupo Lena. A relação existiu até há quatro, cinco anos.

    E o que fazia?

    “Era um parceiro como outro qualquer, prestava serviços, vendia conhecimento, vendia projetos. Se eu quisesse perceber como poderia criar um projeto, pela sensibilidade que ele tinha era um bom conhecedor. Tinha projetos e projetistas.”

  • "Todos dias acordamos com os colaboradores com vontade de lutar para pagar o que devemos".

    A deputada do PSD levanta a questão dos centros de decsão nacionais, como um dos argumentos para no passado a banca ter apoiado o crescimento de alguns grupos económicos. O Grupo Lena, sublinha Joaquim Barroca é um grupo regional que ainda emprega cerca de 2000 pessoas. “Todos dias acordamos com essa gente com vontade de lutar para pagar o que devemos. Estamos a discutir com os bancos um plano de reestruturação da dívida. Nunca dissemos que não queríamos pagar. Fomos nós que em 2009 procuramos os bancos para reestruturar a dívida. Temos a mesma vontade para trabalhar para esse objetivo”.

    Barroca lembra outros indicadores do grupo que pagou 10 milhões de euros à Segurança Social no ano passado.

  • Inês Domingos do PSD volta ao processo de compra da Abrantina pelo Grupo Lena. Quando pediram 80 milhões à Caixa para que serviu o financiamento?

    Joaquim Barroca fala em dois empréstimos. Um inclui uma emissão de papel comercial. Não está a fugir à questão, mas lembra que a área financeira não era gerida por si. Barroca lembra que o grupo tinha áreas de negócio e que esta não seria a sua e insiste que os créditos no banco já existiam: Há um bolo de 44 milhões que estava perdido. Outro bolo eram créditos vivos feitos com letras e que quando passaram para o grupo Lena também foram estruturados. Mas não sabe pormenores e montantes.

    Alguma parte serviu para pagar dívida a outros bancos? “Não creio”,

  • Barroca não quer responder sobre Vale do Lobo. "Não me convide a dizer algo que seja mau para mim"

    A primeira pergunta de Duarte Alves do PCP é sobre Vale do Lobo e o papel da construtora Abrantina.

    A questão de Vale do Lobo faz parte da Operação Marques, responde. Não me convide a dizer algo que seja mau para mim. Duarte Alves insiste que a pergunta não está em segredo de justiça. E pergunta qual era o papel da Abrantina em Vale do Lobo. “O argumento da questão de princípio não é argumento, considera o presidente da comissão de inquérito.
    O advogado de Barroca explica que o processo não está em segredo de justiça, mas existe uma acusação e lembro que Joaquim Barroca não está obrigado a responder nos termos do código do processo penal. O presidente da comissão pede a Barroca que fundamente a não resposta com argumento válido.

    “Faz parte da acusação e reservo-me ao direito de não me pronunciar sobre isso.” É a resposta à pergunta sobre transferências que terão sido feitas para uma conta sua na Suíça resultantes de uma venda imobiliária em Vale do Lobo.

  • Joaquim Barroca diz que a dívida da Abrantina era “monstruosa” e se uma parte da dívida passou para a Caixa foi através da negociação com outros bancos. “É a ideia que tenho”. A Caixa assumiu um certo montante e encontrar forma de receber esses valores por alavancagem e resultados. Quem são os outros credores: “Eram BCP e Caixa, pelo que sei”.
    A deputada do CDS diz que tem outra informação e cita o parecer desfavorável inicial do risco que exigiu avales. Mesmo depois foi aprovado, mas com muitas condições. E porque baixou a Caixa os juros deste crédito. Faz parte da prática das empresas.

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