Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump expressou apoio à realização de novas eleições na Ucrânia, como parte de um acordo provisório entre os Estados Unidos e a Rússia. Este plano prevê a realização de eleições presidenciais antes de alcançar um acordo de paz definitivo. Este movimento suscitou preocupações de que a Rússia possa tentar influenciar a votação para instalar um candidato pró-Putin, potencialmente facilitando condições de paz mais favoráveis a Moscovo.
    • Volodymyr Zelensky, afirmando que a Ucrânia está a ser excluída das negociações de paz, enfatizou que qualquer solução deve incluir a participação ativa da Ucrânia e da Europa. Zelensky adiou a sua visita à Arábia Saudita para não legitimar as reuniões dos EUA e da Rússia em Riade, sublinhando que o processo de paz deve ser justo e transparente. Estas declarações refletem a sua posição de que nenhuma negociação deve ocorrer nas costas da Ucrânia.
    • Durante a reunião em Riade, Estados Unidos e Rússia discutiram a organização de futuras equipas para trabalhar num roteiro que visa pôr fim ao conflito na Ucrânia. Esta reunião marcou um progresso significativo ao abordar a restauração das relações bilaterais e a definição de oportunidades económicas e geopolíticas comuns após o término do conflito. No entanto, a reunião destacou que ainda existem “muitas divergências” e que é necessário “moderar as expectativas”.
    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu que a paz na Ucrânia deve ser acompanhada por garantias de segurança robustas e credíveis. Isto, segundo Macron, visa assegurar que o cessar-fogo não resulte numa situação temporária semelhante aos antigos acordos de Minsk, mas sim numa paz forte e duradoura. Estas garantias são consideradas essenciais para prevenir futuras agressões e assegurar a estabilidade na região.

  • Bom dia.

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    Rangel afasta envio de tropas portuguesas para a Ucrânia. Macron e Starmer vão reunir-se com Trump para discutir paz

  • Chefe da diplomacia da UE avisa para não se "cair nas armadilhas" russas

    A alta representante para a Política Externa e de Segurança da UE, Kaja Kallas, avisou para que não se caia nas “armadilhas” da Rússia.

    “A Rússia vai tentar dividir-nos”, avisou Kallas numa publicação na rede social X, em que contou que falou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

    “Trabalhando em conjunto com os EUA, podemos alcançar uma paz justa e duradoura – nos termos da Ucrânia”, disse ainda.

  • Portugal foi convidado para participar na reunião de Paris

    Afinal, Portugal foi convidado a participar na segunda reunião convocada por França, e que vai decorrer amanhã em Paris, depois de ter sido avançado que, tal como aconteceu na segunda-feira, ficaria de fora.

    Fonte do gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros avançou que Portugal foi convidado e que poderá participar por videochamada, uma vez que Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa se encontram numa visita oficial no Brasil. A mesma fonte refere que Portugal se deverá fazer representar pelo primeiro-ministro.

    França convocou uma segunda reunião para discutir a guerra na Ucrânia e a segurança europeia para esta quarta-feira, avançou a Reuters. Segundo fontes diplomáticas, foram convidados países europeus que não estiveram presentes no início da semana, assim como o Canada. São eles a Noruega, Lituânia, Estónia, Letónia, República Checa, Grécia, Finlândia, Roménia, Suécia e Bélgica.

    Com Lusa

  • Trump diz que "provavelmente" se vai encontrar com Putin até final do mês

    Ainda em Mar-a-Lago, Trump disse que “provavelmente” se encontrará com Putin até ao final do mês, no seguimento da reunião entre os mais altos representantes da diplomacia da Rússia e dos EUA, Marco Rubio e Sergey Lavrov.

  • Trump sugere que Putin sempre quis invadir a Ucrânia

    Perante os repórteres presentes em Mar-a-Lago, o Presidente norte-americano sugeriu também que a vontade de Vladimir Putin de invadir e ocupar a Ucrânia já era antiga, datando de reuniões que os líderes tiveram durante o primeiro mandato de Trump.

    “Eu costumava discutir o assunto com Putin. O Presidente Putin e eu falávamos sobre a Ucrânia, e era a menina dos seus olhos”, conta Trump, sublinhando que “nunca houve uma hipótese de ele entrar” no território.

    “E eu disse-lhe: ‘É melhor não entrares, não entres, não entres’. E ele compreendeu isso (…) perfeitamente”, disse.

  • Presidente dos EUA apoia realização de eleições na Ucrânia

    Ainda a falar em Mar-a-Lago, o Presidente norte-americano apoiou ainda a realização de novas eleições na Ucrânia, numa altura em que surgem notícias de que as diplomacias russa e norte-americana terão concordado na realização de eleições como condições para a paz.

    “Temos uma situação em que não houve eleições na Ucrânia, em que temos lei marcial na Ucrânia”, disse Trump, alegando ainda que a taxa de aprovação do líder da Ucrânia “desceu para quatro por cento”.

    “Se a Ucrânia quer um lugar à mesa, não terá de dizer que já faz muito tempo que não há eleições?”, questionou ainda o Presidente, afirmando ainda que, apesar da Rússia ter afirmado já que Zelensky é “ilegítimo” no seu cargo, esta posição não é estritamente russa.

    “Isto não é algo russo, é algo que vem de mim e que vem de muitos outros países também”, alegou Trump, sem especificar.

  • Trump lamentou queixa de ucranianos por falta de convite para encontro em Riade

    Ainda em Mar-a-Lago, Donald Trump disse que estava ” muito desiludido” pelo facto da Ucrânia se ter queixado de não terem sido convidada para a mesa de negociações em Riade, que reuniu a diplomacia russa e norte-americana.

    “Estou muito desiludido, ouvi dizer que estão chateados por não terem um lugar [à mesa], mas já têm um lugar há três anos e há muito tempo antes disso”, disse Trump, que afirmou que a situação podia ter sido resolvida “muito facilmente”.

    “Bastava um negociador de meia-tigela para resolver o assunto há anos, sem, penso eu, a perda de muitas terras, sem a perda de vidas e sem a perda de cidades”, alegou ainda.

  • Trump diz estar "mais confiante" num acordo para a guerra na Ucrânia

    O Presidente dos EUA Donald Trump disse estar “mais confiante” num acordo para a guerra na Ucrânia depois da reunião entre os representantes das diplomacias norte-americana e russa na capital saudita de Riade.

    Numa conferência de imprensa realizada no resort de Mar-a-Lago, Trump afirmou que achava que “tinha o poder de acabar com a guerra”.

  • Macron garante que "França não está a preparar envio de tropas" para a Ucrânia

    O Presidente francês, organizador de reuniões para definir o contributo da Europa para o fim da guerra na Ucrânia, garantiu hoje que “França não se prepara para enviar tropas” para participarem como beligerantes na linha da frente do conflito.

    Emmanuel Macron reuniu na segunda-feira em Paris uma dezena de líderes de países-chave europeus, da União Europeia (UE) e da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

    Na quarta-feira, vai promover uma nova reunião com “vários Estados europeus e não-europeus”, com o objetivo de reunir os 27 até ao final da semana, anunciou, numa entrevista a vários jornais diários regionais, entre os quais Le Parisien, La Provence e Sud Ouest.

  • Zelensky vai ser forçado a realizar eleições de acordo com plano dos EUA e Rússia

    Volodymyr Zelensky vai ser forçado a realizar eleições conforme um acordo provisório alcançado entre os EUA e a Rússia, o que pode implicar ser destituído antes de haver paz na Ucrânia.

    Segundo o Telegraph, durante a reunião desta terça-feira em Riade, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, concordaram com a realização de eleições na Ucrânia antes de se chegar a um acordo final de paz.

    A proposta levanta a hipótese de que a Rússia utilize a votação para tirar Zelensky do poder — ainda em tempo de guerra — e instalar um candidato pró-Putin que concorde com termos de paz favoráveis a Moscovo.

  • França quer uma nova conferência na quarta-feira com países europeus e Canadá

    França convocou uma nova conferência europeia para discutir questões de segurança para a próxima quarta-feira, excluindo no entanto países como a Hungria.

    Segundo o Le Monde, o Presidente francês Emmanuel Macron terá convidado uma série de países europeus como Noruega, República Checa, a Grécia, Finlândia, Roménia, Suécia, Bélgica, Estónia, Letónia e Lituânia. No entanto, junta-se também um outro país de fora do continente, com o Canadá a participar também na conferência.

  • UE prepara pacote de 6 mil milhões de euros para a Ucrânia, segundo Politico

    A União Europeia estará a preparar um novo pacote de ajuda militar de 6 mil milhões de euros à Ucrânia, segundo três diplomatas europeus consultados pelo Politico.

    O pacote, que o site noticioso refere como sendo “um dos maiores” desde a invasão russa, deverá incluir 1,5 milhões de munições de artilharia ou mesmo sistemas de defesa aérea.

    Dois dos diplomatas consultados pelo site afirmam que o pacote pode mesmo chegar aos 10 mil milhões de euros. Segundo o Politico, o pacote pode mesmo ser divulgado na visita dos comissários europeus a Kiev, que deverá decorrer no próximo dia 24 de Fevereiro.

  • Canadá diz que a Ucrânia precisa de garantias de segurança "robustas" num eventual acordo de paz

    A ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana, Melanie Joly, afirmou que os ucranianos precisam de garantias de segurança “robustas” para que Putin não volte a invadir o país.

    “Não gostaríamos de estar numa situação em que, essencialmente, há um cessar-fogo, há uma paz não duradoura, e as forças russas deixam o território ucraniano, reorganizam-se e voltam a invadir a Ucrânia”, avisou a ministra, citada pela Sky News, sublinhando que Putin “não tem linhas vermelhas e que, depois da Ucrânia, pode certamente ser um ataque contra um território na NATO”.

  • Zelensky adiou visita à Arábia Saudita para não dar “legitimidade” à reunião dos EUA e Rússia

    O Presidente ucraniano adiou a sua visita à Arábia Saudita para não dar “legitimidade” à reunião que decorreu hoje entre os EUA e a Rússia em Riade, avançaram fontes familiares à Reuters.

    Inicialmente marcada para amanhã, a visita de Volodymyr Zelensky foi adiada para dia 10 de março.

  • Canadá defende que Kiev precisa de garantias de segurança no acordo de paz

    A ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Melanie Joly, defendeu que a Ucrânia precisa de garantias de segurança “robustas” como parte de qualquer acordo para acabar com a guerra.

    “Sabemos muito bem que o Presidente Putin não tem linhas vermelhas e que, depois da Ucrânia, pode certamente ser um ataque contra o território da NATO”, disse Melanie Joly, citada na Sky News, acrescentando o que Zelensky defendeu, que Kiev deve estar à mesa das negociações.

    Joly afirmou ainda que o Canadá, os EUA e a Europa devem oferecer garantias de segurança à Ucrânia.

    “Não queremos estar numa situação em que, essencialmente, há um cessar-fogo, há uma paz não duradoura, e as forças russas deixam o território ucraniano, reorganizam-se e voltam a invadir a Ucrânia”, acrescentou. “Estaríamos numa situação ainda mais perigosa do que a atual”.

  • França convoca segunda reunião sobre a Ucrânia para quarta-feira. Portugal volta a não estar presente

    França convocou uma segunda reunião para discutir a guerra na Ucrânia e a segurança europeia para esta quarta-feira, avançou a Reuters. Segundo fontes diplomáticas, foram convidados países europeus que não estiveram presentes no início da semana, assim como o Canada. São eles a Noruega, Lituânia, Estónia, Letónia, República Checa, Grécia, Finlândia, Roménia, Suécia e Bélgica.

    Recorde-se que esta segunda-feira decorreu em Paris uma reunião informal, promovida pelo Presidente francês, e no qual esteve presente um grupo de líderes europeus, onde discutiram a segurança europeia. Portugal não esteve presente e não estará também esta quarta-feira.

    Portugal ausente da reunião informal promovida por Macron sobre segurança europeia

  • Zelensky volta a defender que a Ucrânia e a Europa devem estar envolvidas nas negociações de paz

    Depois de ter alertado que as “negociações têm de ser justas e à mesa”, não devendo ser feitas “nas costas” da Ucrânia, Volodymyr Zelensky voltou a repetir que aquelas devem incluir o seu país e a Europa, sendo por isso fundamental que “não se realizem nas costas dos principais atores afetados pelas consequências da agressão russa”.

    “A Ucrânia e a Europa — em sentido lato, e isto inclui a União Europeia, a Turquia e o Reino Unido — têm de ser envolvidas, juntamente com os EUA, nas conversações e no desenvolvimento das necessárias garantias de segurança que dizem respeito ao destino da nossa parte do mundo”, afirmou numa publicação no Telegram.

    “Para que a guerra termine com uma paz fiável e duradoura, não podem ser cometidos erros. Isso só é possível quando as negociações são justas e as garantias são desenvolvidas com a participação de todos aqueles que são efetivamente capazes de as fornecer.”

  • Polónia diz que EUA não têm intenção de reduzir número de tropas no país

    O Presidente polaco, Andrzej Duda, garantiu que os EUA não têm intenção de reduzir o número de tropas estacionadas no país, avançou o The Guardian.

    “Não há preocupações de que os EUA reduzam o nível da sua presença no nosso país, que os EUA se retirem de qualquer forma da sua responsabilidade ou corresponsabilidade pela segurança desta parte da Europa”, tranquilizou, apelando à população polaca para “manter a calma” face à mudança de prioridades do novo Presidente dos EUA.

    “Pelo contrário, espero que, graças aos esforços que o Presidente Trump está a fazer atualmente, a guerra na Ucrânia termine”, acrescentou.

  • Três anos de guerra na Ucrânia levaram 10,6 milhões a fugir de casa

    Cerca de 10,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar as suas casas na sequência da guerra na Ucrânia, iniciada há três anos com a invasão da Rússia, disse hoje um representante da agência da ONU para os refugiados.

    O valor representa quase um quarto da população ucraniana pré-guerra, avançou Philippe Leclerc, diretor para a Europa do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), numa conferência de imprensa hoje realizada em Genebra, Suíça, para assinalar três anos da invasão da Rússia do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022.

    “Só nos últimos seis meses, mais de 200.000 pessoas fugiram das suas casas no leste da Ucrânia devido ao aumento dos ataques”, acrescentou o responsável, sublinhando que “o sofrimento humano continua” e é cada vez mais necessário “prestar assistência imediata”.

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