Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Rangel afasta envio de tropas portuguesas para a Ucrânia
- Plano que Starmer vai levar a Trump para a Ucrânia implica envio de 30 mil tropas europeias
- Starmer já falou com Zelensky após críticas de Trump
- Macron faz balanço da reunião de Paris e menciona Trump
- Macron e Starmer vão reunir-se com Trump para discutir paz na Ucrânia
- Medvedev elogia críticas de Trump a Zelensky
- Scholz diz que acusações de Trump a Zelensky são "erradas e perigosas"
- Coreia do Norte terá enganado soldados: disse-lhes que iam combater sul-coreanos
- Zelensky: "Não podemos permitir que Putin volte a enganar toda a gente"
- Primeira-ministra da Dinamarca pede "rearmamento massivo" para evitar a guerra
- Ataque ucraniano faz um morto em Belgorod
- António Costa defende "mentalidade de defesa europeia"
- Montenegro conseguiu participar na segunda parte da reunião de Paris
- Trump volta a culpar Zelensky pela guerra. "É um ditador sem eleições", afirma
- Putin sugere implicação da União Europeia em ataque a oleoduto russo
- Putin revela que Trump lhe disse que a Ucrânia participará em futuras negociações
- Putin garante que Rússia está preparada para retomar as negociações com a Ucrânia
- UE aprova novo pacote de sanções contra a Rússia
- Governo, em peso na Cimeira Luso-Brasileira, está a tentar conciliar agenda para participar na reunião de Macron
- Reunião para discutir Ucrânia e segurança da Europa marcada para as 15h00
- Zelensky diz que falou com Trump durante a campanha para lhe dizer que estava "a contar com ele"
- Volodymyr Zelensky sobre terras raras da Ucrânia: "Não posso vender o nosso país"
- Zelensky acusa Trump de viver numa "bolha de desinformação"
- Lavrov elogia Trump por contrariar "linha imprudente" sobre adesão da Ucrânia à NATO
- Dmitry Peskov considera conversações entre Rússia e EUA "muito importantes"
- Zelensky responde a Trump afirmando que o regime russo é dirigido por mentirosos
- Sergei Lavrov: Rússia pretende "eliminar ameaças" criadas pela "tentativa de arrastar a Ucrânia para a NATO"
- Donald Trump "muito desiludido" com Zelensky: "Nunca deviam ter começado [o conflito]"
- Enviado especial de Trump para a guerra na Ucrânia afirma que compreende as preocupações de Kiev
- Ucrânia diz que abateu 106 drones russos
- Keith Kellogg, enviado especial de Trump, já está em Kiev
- Segunda reunião organizada por França para discutir guerra na Ucrânia acontece hoje. Portugal pode participar à distância
- Rússia espera regresso de empresas norte-americanas no segundo semestre de 2025
- Medvedev diz que Ucrânia pode usar "bomba suja" para atacar as próprias cidades e culpar a Rússia
- Rússia prepara mobilização nos terrenos de Donetsk, Ucrânia considera que se trata de recrutamento
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, têm a intenção de apresentar ao Presidente dos EUA, Donald Trump, um plano de cessar-fogo que inclui o envio de 30 mil tropas europeias para a Ucrânia. Este plano também prevê a presença de mísseis e jatos norte-americanos em países do Leste Europeu, como a Polónia e a Roménia, prontos a intervir caso a Rússia quebre o acordo. Navios de patrulha seriam destacados para o Mar Negro para proteger rotas de comércio marítimo.
- Volodymyr Zelensky respondeu às críticas de Donald Trump, que acusou Ucrânia de ser responsável pelo conflito, afirmando que Trump está “preso numa bolha de desinformação”. A resposta de Zelensky sublinha a continuidade da Ucrânia em procurar garantias fortes de segurança perante a agressão russa, classificando a liderança russa como “mentirosos patológicos” que não podem ser confiados.
- Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, afastou a possibilidade de Portugal enviar tropas para a Ucrânia, afirmando que a discussão sobre esta possibilidade era prematura sem um esquema claro de segurança. Destacou ainda que a independência e a segurança da Ucrânia são essenciais e que a Europa deve estar envolvida no processo de paz.
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Luís Montenegro conseguiu juntar-se por videoconferência à cimeira sobre a Ucrânia, convocada pelo Presidente Emmanuel Macron. Apesar de numa fase inicial ter dito que tinha tentado, sem sucesso, “entrar online” na reunião, Luís Montenegro acabou mesmo por conseguir, apurou o Observador, junto de fonte do gabinete do primeiro-ministro.
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Bom dia.
Encerramos este liveblog. Pode acompanhar os acontecimentos mais relevantes da guerra na Ucrânia neste outro liveblog.
EUA dizem que insultos de Kiev “ao Presidente Trump são inaceitáveis”
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O que se passou até agora?
- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, planeia apresentar ao Presidente dos EUA, Donald Trump, um plano de cessar-fogo que inclui o envio de 30 mil tropas europeias para a Ucrânia.
- Emmanuel Macron, Presidente francês, e Keir Starmer irão a Washington no início da próxima semana para discutir com Donald Trump os próximos passos para alcançar a paz na Ucrânia. Esta reunião surge num contexto de crescente tensão entre os EUA e a Ucrânia, com recentes trocas de acusações entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
- A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, defendeu a posição da Europa em relação à guerra na Ucrânia, refutando as acusações de Trump contra Zelensky e sublinhando que a Rússia, liderada por Vladimir Putin, foi quem começou o conflito. A União Europeia, ao mesmo tempo, aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, que inclui a proibição de importações de alumínio primário russo.
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Rangel afasta envio de tropas portuguesas para a Ucrânia
Ainda em Brasília, onde ocorreu a 14.ª cimeira luso-brasileira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português falou à RTP sobre o encontro de Paris sobre as negociações para a paz na Ucrânia. Paulo Rangel afastou a hipótese de Portugal enviar tropas para o leste da Europa.
“[Pedro] Sánchez [líder do governo espanhol] respondeu de forma clara. [O envio de tropas] é um problema extemporâneo. Sem conhecermos a solução que se vai encontrar não faz sentido essa discussão, seria poluir o debate. Terá que haver um esquema de segurança para assegurar a independência [da Ucrânia] e dissuadir uma repetição da invasão”, defendeu.
Sobre o encontro organizado por Emmanuel Macron, Rangel disse que Luís Montenegro só teve presente na segunda parte, fruto da agenda preenchida em Brasília, e revelou as duas principais mensagens da reunião:
- Processo de paz implica que a Ucrânia esteja nas negociações;
- Europa tem que estar envolvida no roteiro para a paz.
Questionado sobre as recentes declarações de Donald Trump, o MNE recusou responder diretamente ao Presidente dos EUA e lembrou apenas a posição de Portugal sobre o conflito.
“Aquilo em que queria ser enfático é que a posição portuguesa é conhecida. Continuamos a considerar que o ponto de partida para qualquer paz é reconhecer essa violação do direito internacional. Tem sido política do Governo não fazer comentários qualificativos de lideres internacionais”.
Rangel destacou ainda que a relação com os EUA não se pode “dissolver de um minuto para o outro”, sendo um parceiro da União Europeia, da NATO e de Portugal com quem o Executivo que manter “bons laços”. Todavia, o ministro diz que, se for preciso, saberá “fazer valer a nossa posição” junto dos EUA.
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Plano que Starmer vai levar a Trump para a Ucrânia implica envio de 30 mil tropas europeias
O primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer deverá apresentar ao Presidente dos EUA Donald Trump um plano de cessar-fogo que implica o envio de 30 mil tropas europeias para a Ucrânia, assim como mísseis e jatos norte-americanos que estarão estacionados noutros países da Europa de Leste, como a Polónia e a Roménia, e estarão prontos a atacar no caso da Rússia quebrar o acordo.
O plano deverá ser proposto quando Starmer se encontrar com Trump na próxima semana, segundo o jornal britânico The Telegraph.
Para além do armamento e das tropas, o primeiro-ministro britânico também quer que navios de patrulha policiem o Mar Negro, de modo a evitar que as forças russas ameacem rotas de comércio marítimo.
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Starmer já falou com Zelensky após críticas de Trump
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou esta tarde com Volodymyr Zelensky para expressar o seu apoio ao “líder ucraniano democraticamente eleito”.
Starmer disse ao Presidente ucraniano que “é perfeitamente razoável suspender eleições durante a guerra como o Reino Unido fez” durante a Segunda Guerra Mundial, pode ler-se num comunicado de Downing Street.
De acordo com a nota emitida, Starmer “reiterou o seu apoio aos esforços liderados pela EUA para garantir uma paz duradoura na Ucrânia”.
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Macron faz balanço da reunião de Paris e menciona Trump
O Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que a Europa está comprometida com a paz na Ucrânia e elencou os principais pontos discutidos na reunião de Paris (que contou com a presença de Luís Montenegro):
- “A Ucrânia deve estar sempre envolvida e os seus direitos respeitados;
- A paz deve ser duradoura e acompanhada de garantias sólidas e credíveis;
- As preocupações de segurança europeias terão de ser tidas em conta.”
“Acabei de ter outra longa conversa com vários colegas da União Europeia, bem como do Canadá, Islândia e Noruega. A posição de França e dos parceiros é clara e unida. Desejamos uma paz duradoura e sólida na Ucrânia. Estamos ao lado da Ucrânia e assumiremos todas as nossas responsabilidades para garantir a paz e a segurança na Europa”.
O Presidente francês mencionou ainda Donald Trump, mas não falou da polémica troca de acusações entre o homólogo norte-americano e Volodymyr Zelensky.
“Compartilhamos o objetivo, que é também o de Donald Trump, de pôr fim à guerra de agressão iniciada pela Rússia há quase três anos”, acrescentou.
Macron disse que os parceiros europeus estão convencidos da necessidade de aumentar os gastos com Defesa.
Je viens à nouveau d'avoir une longue conversation avec plusieurs collègues de l'Union européenne, ainsi que le Canada, l'Islande et la Norvège.
La position de la France et de ses partenaires est claire et unie.
Nous souhaitons une paix en Ukraine qui soit durable et solide.… pic.twitter.com/W70hJyeyXV
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) February 19, 2025
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Macron e Starmer vão reunir-se com Trump para discutir paz na Ucrânia
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vão viajar a Washington “no início da próxima semana” para uma reunião com Donald Trump, onde deverá ser discutida a paz na Ucrânia, avança o El País, que cita o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Mike Waltz.
A notícia da viagem dos dois líderes europeus à Casa Branca surge após a segunda reunião de Paris (com presença ‘à distância’ de Luís Montenegro) e num dia marcado pela troca de acusações entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky.
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Medvedev elogia críticas de Trump a Zelensky
Dmitry Medvedev, ex-Presidente da Rússia, elogiou as palavras de Donald Trump sobre Volodymyr Zelensky.
“Trump está 200% certo”, escreveu no X.
“Se me dissessem há apenas três meses que estas eram as palavras do Presidente dos EUA eu tinha-me rido muito”, acrescentou, numa nova reação às declarações de Trump, que acusou Zelensky de ser um “ditador sem eleições”.
"A Dictator without Elections, Zelenskyy better move fast or he is not going to have a Country left." If you'd told me just three months ago that these were the words of the US president, I would have laughed out loud. @realDonaldTrump is 200 percent right. Bankrupt clown…
— Dmitry Medvedev (@MedvedevRussiaE) February 19, 2025
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Scholz diz que acusações de Trump a Zelensky são "erradas e perigosas"
O Chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que as acusações de Trump a Zelensky eram “erradas e perigosas”.
“É simplesmente errado e perigoso negar a legitimidade democrática de Zelensky”, afirmou, citado pelo jornal Der Spiegel.
“A verdade é: Zelensky é o Chefe de Estado eleito da Ucrânia. O facto de eleições normais não ocorreram durante uma guerra está previsto na constituição ucraniana. Ninguém deve alegar o contrário”.
O Chanceler lembrou que foi a Rússia que começou a “guerra implacável”, da qual a Ucrânia se está a defender, “dia após dia”.
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Coreia do Norte terá enganado soldados: disse-lhes que iam combater sul-coreanos
A imprensa da Coreia do Sul avançou que os soldados norte-coreanos a combater pela Rússia em Kursk foram enganados pelos serviços de segurança de Pyongyang – terão sido informados que iam enfrentar, além de ucranianos, sul-coreanos, com o suposto objetivo de motivá-los.
A informação, citada pelo The Kyiv Independent, terá sido partilhada por soldados da Coreia do Norte capturados.
Cada batalhão, com cerca de 500 soldados, era monitorizado por pelo menos um oficial do ministério da Segurança da Coreia do Norte, responsável por supervisionar o treino e a disciplina.
Os soldados terão sido informados que os drones da Ucrânia eram aparelhos da Coreia do Sul – apesar de Seul não ter enviado apoio militar para a guerra no leste da Europa.
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Zelensky está a receber “maus conselhos” sobre a forma de lidar com Trump, diz JD Vance
Há mais um episódio na troca de acusações entre Casa Branca e Volodymyr Zelensky.
Desta vez foi JD Vance, vice-Presidente dos EUA, a sair em defesa de Donald Trump e a deixar um aviso ao ucraniano: “A ideia que Zelensky vai mudar a opinião do Presidente [Trump] por falar mal dele à comunicação social… Todos os que conhecem o Presidente vão dizer que é uma forma atroz de lidar com a administração”.
JD Vance disse que Zelensky está a receber “maus conselhos” sobre a forma de lidar com a nova presidência dos EUA. “É esta a política do Presidente dos EUA. Não é desinformação da Rússia. É baseado no facto que, creio eu, Donald Trump sabe muito sobre geopolítica”, atirou, em declarações ao Daily Mail.
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Zelensky: "Não podemos permitir que Putin volte a enganar toda a gente"
Após um encontro com o Secretário-geral da Nato, Mark Rutte, Volodymyr Zelensky recorreu ao X para alertar os seus aliados das mentiras de Vladimir Putin.
“Não podemos permitir que Putin volte a enganar toda a gente. Antes de qualquer eventual negociação, todos os parceiros devem perceber claramente que garantias fortes de segurança são a prioridade para uma paz duradoura”, escreveu o Presidente da Ucrânia no X, esta quarta-feira.
Zelensky disse que teve uma reunião “boa” com Rutte, na qual partilhou detalhes do encontro com Erdogan, “onde foi discutido o papel que a Turquia pode ter para dar garantias de segurança”.
“A Ucrânia precisa de ampla representação de vários países: Europa, incluindo Reino Unido e Turquia, e Estados Unidos da América, no processo”.
Zelensky diz ter sido informado, por Rutte, do encontro entre o Secretário-geral da Nato e Keith Kellogg – enviado especial de Donald Trump à Ucrânia.
“As mensagens mais importantes estão alinhadas com o nosso objetivo de conseguir a paz duradoura, em vez de um cessar-fogo temporário. Tem que haver confiança que daqui a uns meses, ou anos, Putin não recomeça a guerra”, acrescentou.
Na longa mensagem, Zelensky não respondeu a Trump, que esta tarde disse que o Presidente da Ucrânia é um “ditador sem eleições”.
I had a good and substantive conversation with NATO Secretary General Mark Rutte @SecGenNATO.
I shared details of my meeting with President Erdoğan, where we discussed Türkiye’s role in providing security guarantees. Ukraine needs broad representation from countries: Europe,…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 19, 2025
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Primeira-ministra da Dinamarca pede "rearmamento massivo" para evitar a guerra
Mette Frederiksen anunciou que a Dinamarca precisa de um “rearmamento massivo” para evitar a guerra e anunciou gastos de 50 mil milhões de coroas dinamarquesas (6.7 mil milhões de euros) nos próximos dois anos.
“É o valor mais elevado em mais de 500 anos”, disse.
A primeira-ministra explicou que o país vai “comprar o que, neste momento, contribuir para uma defesa mais forte e uma dissuasão mais convincente”.
Esta decisão surge num momento em que a Dinamarca enfrenta grande pressão dos EUA, face às declarações recentes de Donald Trump sobre a Gronelândia, além da vontade manifestada pela Casa Branca em cortar o apoio à Europa e à Ucrânia.
Frederiksen destaca que a Dinamarca, e outros países, cometeram um erro ao cortar nas despesas com a Defesa: “Não deve acontecer novamente”.
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Ataque ucraniano faz um morto em Belgorod
Um homem morreu num ataque com um drone ucraniano na região fronteiriça de Belgorod, na Rússia.
A informação, citada pela Reuters, foi avançada esta quarta-feira pelo governador local.
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Montenegro e Lula concordam: paz tem que ser discutida entre Rússia e Ucrânia
Na 14.ª cimeira Luso-brasileira, em Brasília, Luís Montenegro e Lula da Silva falaram sobre as negociações de paz para o fim da guerra na Ucrânia.
O primeiro-ministro lembrou que Portugal “repudiou a invasão da Rússia desde a primeira hora”. “O processo de paz deve envolver a Ucrânia, é a melhor forma de projetar a paz para os próximos anos. Não me parece viável a paz à força, em algum momento as duas partes terão que estar na mesma mesa”.
O Presidente brasileiro reiterou: “Queremos paz, mas só será possível se os dois estiverem envolvidos nas negociações. Não é só chamar Putin ou Zelensky, é chamar os dois”.
Lula destacou que o Brasil “repudiou a ocupação territorial pela Rússia” e Montenegro disse que esta guerra era contra “a democracia, os direitos e liberdades de um povo soberano”.
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António Costa defende "mentalidade de defesa europeia"
“A paz e a segurança da Europa está também nas comunidades locais. A paz e a segurança da Europa são também da vossa responsabilidade. A União Europeia será mais forte e bem-sucedida apenas se nós, vocês, todos, agirmos de mãos dadas. Porque a situação exige urgência. Precisamos de uma mentalidade de defesa europeia a todos os níveis na Europa”, disse António Costa durante a 164.ª sessão plenária do Comité das Regiões Europeu, que dita o fim do mandato de Vasco Alves Cordeiro como presidente.
“A guerra da Rússia contra a Ucrânia tem sido um ato de agressão, causando sofrimento humanitário. Mas também ameaçador para a segurança europeia”, alertou, ao defender que “nada sobre a guerra contra a Ucrânia pode ser decidido sem a Ucrânia” e que é necessário “intensificar os esforços para construir uma Europa da Defesa”, acrescentou.
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Montenegro conseguiu participar na segunda parte da reunião de Paris
Luís Montenegro conseguiu juntar-se por videoconferência à cimeira sobre a Ucrânia, convocada pelo Presidente Emmanuel Macron.
Apesar de numa fase inicial ter dito que tinha tentado, sem sucesso, “entrar online” na reunião, Luís Montenegro acabou mesmo por conseguir, apurou o Observador, junto de fonte do gabinete do primeiro-ministro.
“Ainda tentei num interregno entre o fim da reunião plenária e a assinatura dos protocolos e esta conferência entrar online [na cimeira de Paris]. Ainda espero entrar no final desta conferência”, disse Montenegro no encerramento da 14.ª cimeira Luso-brasileira.
*com Miguel Santos Carrapatoso
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MNE alemã contraria Trump e diz que Rússia foi a responsável pela guerra
A ministra dos Negócios Estrangeiros (MNE) alemã defendeu hoje que a Rússia foi a responsável pela eclosão da guerra na Ucrânia, reagindo aos ataques verbais feitos na terça-feira pelo Presidente norte-americano ao chefe de Estado da Ucrânia.
“Ninguém além de Putin começou ou quis esta guerra no coração da Europa”, afirmou Annalena Baerbock, em comunicado, depois de Donald Trump ter tentado culpar Volodymyr Zelensky pela invasão russa ao país vizinho.
A ministra alemã sublinhou que os europeus “estão a trabalhar com todas as suas forças para continuar a fortalecer a Ucrânia” e que o país “só pode negociar a paz que procura — e, em última análise, a paz da Europa — a partir de uma posição de força”.
“Estamos num ponto de viragem existencial para a segurança e a paz na Europa”, disse Baerbock. “Para isso, nós, europeus, estamos a fazer as nossas próprias propostas e a utilizar as nossas alavancas de negociação. A palavra de ordem é: ‘Europa Unida’”, concluiu a chefe da diplomacia alemã.
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"Ninguém pode forçar a Ucrânia a desistir", afirma ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano
Andrii Sybiha reiterou as declarações do Presidente Volodymyr Zelensky, que respondeu à pressão norte-americana ao insistir que só aceitará um acordo de paz nos seus termos e com a sua intervenção. “A Ucrânia fez frente ao ataque militar mais horrível da História moderna da Europa e três anos de guerra total”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano nas redes sociais.
“O povo ucraniano e o seu Presidente Zelensky recusaram ceder à pressão de Putin. Ninguém pode forçar a Ucrânia a desistir. Vamos defender o nosso direito de existir”, continua Sybiha.
Ukraine withstood the most horrific military attack in Europe’s modern history and three years of a total war.
The Ukrainian people and their President @ZelenskyyUa refused to give in to Putin’s pressure.
Nobody can force Ukraine to give up. We will defend our right to exist.
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) February 19, 2025