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  • Mariana Leitão eleita presidente da IL com 73% dos votos

    A única lista que se candidatou à Comissão Executiva da Iniciativa Liberal, liderada por Mariana Leitão, acaba de ser eleita na X Convenção do partido com 73% dos 672 votos registados. Leitão é oficialmente a nova presidente liberal.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Este liveblog fica por aqui. Obrigada por nos ter acompanhado.

  • Leitão diz que IL "está pronta para liderar", mas avisa que não cede "ao consenso podre"

    A “alternativa”, diz a líder da IL, “exige coragem”: “Nascemos para desafiar o sistema. Não para nos acomodarmos a ele”.

    Mariana Leitão posiciona o partido dizendo que não existe “apenas por discordar dos outros”, mas porque tem “uma visão alternativa para o país”: “Uma visão onde o crescimento económico é a base da justiça social. Onde a responsabilidade individual anda de mãos dadas com a coesão. Onde a liberdade é o motor do progresso.”

    Avisa que o partido não vai “ceder ao medo, ao conformismo ou ao consenso podre”. E termina a sua intervenção inaugural como líder a afirmar perante os membros do partido que estão na Convenção: “Este é o nosso tempo. A Iniciativa Liberal está viva, está preparada, está unida. E está pronta para liderar.”

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  • Leitão avisa Montenegro: "Se centro for sinónimo de imobilismo, mais força ganharão os extremistas"

    Mariana Leitão acusa Montenegro de querer governar ao centro, mas avisa que se “o centro for sinónimo de imobilismo, mais força ganharão as soluções extremistas”.

    A líder da IL pede uma alternativa em que temos “um país onde a saúde não mata por espera”, dizendo que o SNS está a falhar não por causa de falta de dinheiro, mas de “coragem para fazer diferente”. Para a Habitação, pede menos burocracia e licenciamentos mais rápidos, estimulando o mercado de arrendamento para “impulsionar o mercado”.

    “O Estado cresceu mas não melhorou”, continua Leitão. A liberal diz que o setor público se tornou “num labirinto de processos, chefias e interesses”. E prosseguiu dizendo: “Queremos um Estado leve, digital, próximo que proteja os mais frágeis e liberte os mais capazes.”

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  • "Chegou a hora de Luís Montenegro decidir se quer ser António Costa"

    Para Mariana Leitão, “chegou a hora de Luís Montenegro decidir se quer ser António Costa”, já que “apresentou um conjunto de medidas que parecem tiradas diretamente do caderno de encargos do PS”.

    Exemplifica esta colagem que faz entre Montenegro e Costa, PS e AD, com “os subsídios, ‘cheques disto e daquilo’, promessas vagas de investimento público – tudo menos reformas estruturais. Tudo menos coragem política. Isto trata-se de uma cópia do modelo que já era seguido por António Costa”.

    “São péssimos sinais de um Governo que apenas há um ano dizia que era para mudar”, concluiu sobre este ponto.

    É nesta lógica que também inclui o que o Governo fez na privatização da TAP, que “foi feita à medida do PS de Pedro Nuno Santos, sem que se soubesse ainda a posição do PS” e a lógica das medidas na Saúde, onde diz que “continua a grande promessa de mudanças que nunca chegaram, enquanto gestores de cartão partidário ocupam os hospitais.”

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  • Leitão pede união interna: "Os nossos adversários não estão aqui, estão no regime instalado"

    Mariana Leitão continua propondo que esta Convenção marque “o início de uma nova etapa”, em que as disputas internas são deixadas de fora. “Os nossos adversários não estão aqui. Estão no regime instalado”, disse a nova líder.

    “O país só mudará quando tivermos a coragem de fazer o que é estrutural: reformar profundamente o Estado e libertar o mercado de trabalho”, afirmou. A liberal afirma que no país “contratar é um risco, despedir é um pesadelo, crescer é uma dor de cabeça” e sugere uma reforma para que Portugal possa “finalmente libertar o seu potencial”.

    Leitão acusa o Governo da AD de continuar no caminho dos Governos de Costa. Afirma que o país “teve mais um sinal que a tão prometida mudança afinal não passou de marketing político”. Refere-se nomeadamente ao alívio fiscal de quatro euros por mês e à despesa extraordinária de 400 milhões de euros em pensões “para efeitos eleitoralistas.”

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  • Mariana Leitão agradece "espírito de serviço" de Rui Rocha

    Mariana Leitão chamada ao palco para o discurso de encerramento. Sobe ao som do “Enter Sandaman dos Metallica” e começa a intervenção pelos agradecimentos da praxe.

    Também agradece a Rui Rocha, nomeadamente ao seu “espírito de serviço” na liderança do partido. Rocha é aplaudido de pé pelos membros do partido presentes na Convenção.

    Agradece também a Miguel Rangel, secretário-geral e presidente interino depois da saída de Rocha. O elogio é mais extenso e intenso do que o que tinha acabado de deixar ao ex-líder — e a reação da sala é proporcional.

  • "Vamos ficar à frente do CDS em exigência programática", diz IL sobre coligação em Lisboa

    Miguel Rangel disse que a Iniciativa Liberal vai “ficar à frente do CDS na exigência programática”, em caso de vitória da coligação liderada por Carlos Moedas em Lisboa.

    O presidente interino do partido não revela se os democratas-cristãos estão melhor posicionados nas listas de candidatos à maior autarquia do país, mas avança que a IL vai liderar candidaturas da coligação a juntas de freguesia lisboetas.

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  • Miguel Rangel: "Mudança permanente de liderança afetou ânimo da Iniciativa Liberal"

    O presidente interino da IL diz que o partido “nunca perdeu a sua irreverência”, após vários dirigentes liberais terem pedido “mais irreverência”. Miguel Rangel propõe que se há um desânimo em torno da Convenção deste sábado não é por existir pouco entusiasmo à volta da próxima líder da IL.

    “As pessoas estão desgastadas desta mudança permanente de liderança que afetou o ânimo da Iniciativa Liberal.” Rangel diz que sente um “grande apoio” pela Mariana Leitão que fez o percurso completo no partido, desde militante de base. Questionado sobre a desunião no seio da IL (a moção de Leitão chama-se “A liberdade que nos une), Rangel diz que “os liberais estão sempre em desacordo uns com os outros”.

    O liberal, que está de saída da direção do partido, diz “todos os presidentes trouxeram algo de novo” ao partido. Explica também qual é a posição da direção em relação ao Presidente argentino: “Não tem a ver com Javier Milei, tem a ver com as ideias liberais.” As reservas que existiam antes em mostrar o apoio ao argentino “eram pelo culto da personalidade, esse culto nós não praticamos”.

  • Miguel Rangel: "Cotrim de Figueiredo é um excelente candidato e do melhor que a IL tem"

    Miguel Rangel afirmou em entrevista ao Observador que, até agora, “não temos qualquer candidato liberal” na corrida presidencial e que João Cotrim de Figueiredo “cumpriria as características” de uma candidatura liberal a Presidente.

    “O primeiro requisito de um candidato é querer sê-lo”, diz o presidente interino do partido, acrescentando que Cotrim é “um excelente candidato e do melhor que a IL tem”. Caso for declarado o apoio partidário dos liberais ao atual eurodeputado, Miguel Rangel afirma que seria a favor desse apoio.

    “Pode sempre ambicionar essa meta, mas não conhecemos todos os candidatos. Considero João Cotrim de Figueiredo um dos melhores políticos da atualidade”. Miguel Rangel afirma que acredita que Cotrim consegue “reunir muitos apoios fora da IL”.

  • Liberais apresentam moção crítica de mudanças lei à da nacionalidade

    A 15ª moção setorial apresentada na Convenção deste sábado censura o voto favorável da IL à proposta do Governo para a revisão da lei da nacionalidade, cujo debate foi adiado para setembro. “A proposta do Governo nem sequer foi votada na especialidade mas a IL já anunciou o seu voto.”

    O membro liberal que apresentou a moção, João Silva de Almeida, disse que garantir os direitos de naturalização dos cidadãos “não é sobre abrir portas sem critério é sobre não as manter fechadas a quem está cá dentro”. Para tal propõe um método para conferir a nacionalidade portuguesa que passa por um exame de língua portuguesa, outro sobre os nossos valores constitucionais do país, num processo totalmente digital para o qual existiria uma decisão em 60 dias.

    “A lei precisava de ser revista, mas isso não significa recuos”, afirma. “Quanto mais tarde reconhecermos quem já pertence mais talento se perde”, continuou.

    Sobre as restrições ao reagrupamento familiar, o liberal pergunta: “Que país somos se dizemos a alguém que paga impostos que o salário que ganha não chega para trazer os seus filhos?” João Silva de Almeida concluiu afirmando que “a liberdade de defender a família como um valor liberal”.

  • Cotrim: "Parece que batemos num teto, vamos ver se o problema é do partido ou do presidente"

    João Cotrim de Figueiredo disse ao Observador que “nunca voltará a ser Presidente da Iniciativa Liberal” e que o comentário de Rocha sobre o sebastianismo no partido o “libertou de um fardo” que são pedidos de várias pessoas para voltar a liderar a IL.

    Cotrim afirma que a IL é “um bocadinho mais exigente que os outros partidos”, porque podia estar “a cantar vitória”, porque ganhou um mandato, mas o seu líder demitiu-se porque atingiu “um teto”.

    “Os número estão lá para dizer que a IL ainda não chegou a uma abrangência” que o partido pretende, disse o eurodeputado. Em 2022, a demissão de Cotrim foi justificada pela incapacidade de popularizar o partido, mas agora admite que acha que estava errado. “Os mensageiros contam muitas vezes tanto quanto as mensagens, às vezes, mais. A capacidade de fazer chegar a mensagem a mais pessoas é dependente do mensageiro”

    Em Mariana Leitão diz reconhecer “qualidades de empatia que acho que são apropriadas para esse trabalho de abrangência”, assumindo que essas suas características podem funcionar melhor do que as de Rui Rocha. “Parece que batemos num teto, vamos ver se o problema é do partido ou do presidente”, explicando que no caso a razão foi mais “emocional” e a de Rocha mais “aritmética”.

    Cotrim abordou ainda a possibilidade de coligações ao nível nacional, mas fala sobre uma fasquia — que fixou nos 12% quando era líder — até ao qual acredita que os partidos pequenos não se devem coligar com outros maiores. O eurodeputado admite uma coligação com o PSD no futuro, mas “não pode ser numa posição de 5%”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Cotrim de Figueiredo "não teria feito" coligação autárquica com PSD em Gaia. Luís Filipe Menezes "seria problemático"

    João Cotrim de Figueiredo disse que não teria assinado o acordo de coligação entre IL e PSD em Gaia. O liberal admite que o candidato a presidente municipal, Filipe Luís Menezes, “seria problemático”. Porém, assume que na discussão desse acordo “o núcleo local fez uma defesa bastante convincente da sua decisão”.

    Sobre o acordo em Lisboa, afirma que não seria aceitável que o CDS e a IL não tivessem direito ao mesmo número de vereadores municipais. Admitindo que não sabe os detalhes da coligação da capital, Cotrim afirma que a IL pode ter feito um bom acordo se as posições dos candidatos à capital tiverem sido trocadas por maior influência em determinadas áreas de governação. O eurodeputado ressalva ainda que a autonomia dos núcleos locais “deve permitir que estes escolham as cedências” que fazem ao nível autárquico.

  • João Cotrim Figueiredo pondera avançar nas presidenciais “Acho que seria um bom candidato"

    João Cotrim Figueiredo admite ponderar candidatura à presidência da república. O ex líder da IL explica não estar desiludido com o cargo de eurodeputado, mas acha que seria um bom candidato a Belém.

    Ouça aqui na íntegra.

    João Cotrim Figueiredo pondera avançar nas presidenciais “Acho que seria um bom candidato”

  • Rodrigo Saraiva contra política externa "gerida por conveniência ou por protocolo"

    Mais uma moção setorial apresentada na Convenção liberal. “Liberdade, o farol da política externa” é apresentada pelo vice presidente da Assembleia da República do partido, Rodrigo Saraiva.

    O membro do partido enumera os vários países onde há “povos oprimidos e reprimidos”, como Ucrânia, Venezuela, Irão e Moçambique, por exemplo. “A repressão voltou a ser uma linguagem comum e a censura uma política de Estado”, disse Saraiva que diz que “a política externa portuguesa não pode ser gerida por mera conveniência ou protocolo. Portugal deve fazer escolhas”, afirmou.

    Pede “uma diplomacia com memória, visão e espinha dorsal”, mesmo quando “isso custa desconforto diplomático”.

  • Moção setorial critica "silêncio" liberal face a "crimes de ódio"

    Começa agora, no púlpito, a apresentação das moções setoriais começa pela Moção 1, “Contra o ódio, a liberdade”, apresentada por Filipe Mendonça — o membro do partido que anunciou estar de saída.

    O texto é subscrito por outras vozes da oposição interna, como Sandra Lobo Pimentel ou José Maria Barcia, e é especialmente crítica do “silêncio” dos liberais face aos “crimes de ódio”.

    “Abstenção contra o ódio é conivência”, disse Filipe Mendonça na apresentação da moção setorial apontando à posição da IL na votação parlamentar de diplomas relativos à imigração: absteve-se.

    “Queremos um partido vocal na liberdades políticas e sociais como tem sido nas liberdades económicas”, afirmou defendendo, tal como já tinha feito na sua intervenção à Convenção anterior, que “é ao centro que a IL combate o ódio, sem semear mais ódio”.

    Filipe Mendonça tinha começado a sua intervenção com uma outra crítica: “Vamos ver se é desta que aquilo que aqui aprovamos influencia de certa forma a ação do partido. Não foi isso que aconteceu há seis meses quando aprovámos uma moção sobre imigração”.

  • Miguel Rangel apela à unidade interna: "O verdadeiro adversário está cá dentro"

    Miguel Rangel, o secretário-geral da IL e presidente interino, fala agora para fazer um apelo à unidade interna: “O nosso principal adversário não são os outros partido (…) o verdadeiro adversário está cá dentro”. Referia-se à “resiliência” interna necessária para enfrentar um “caminho que não é fácil”.

    Rangel reconhece que quando o partido “não rebenta para fora, rebenta para dentro”, mas que “o vencedor desta luta será quem chegar ao fim mais unido e mais forte”.

    “O verdadeiro teste está na resiliência”, diz ainda apontando a necessidade de “insistir e não ceder à fadiga”. “Mudar o país não é uma tarefa para um mês, um ano ou uma eleição, é uma tarefa permanente”. E exorta o partido a “combater a vergonha” e a “lutar com orgulho por reforma sérias e disruptivas”

    Sobre a IL diz que “não é uma ideologia de nicho, uma excentricidade, nem um capricho académico. É a defesa das ideias mais básicas da democracia moderna: a liberdade, a escola e o méritos”, exemplifica.

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  • João Cotrim de Figueiredo está "a ponderar" candidatura presidencial

    João Cotrim de Figueiredo anunciou, em entrevista ao Observador, que está a ponderar avançar para a corrida presidencial. O liberal afirma que “se já tivesse alguma decisão tomada diria”, explicando que começou a equacionar uma candidatura nos últimos meses, porque se tem sentido “desconsolado” com os candidatos anunciados.

    Esse candidatos “não inspiram as pessoas, não estou a ver a juventude com aquelas figuras”, disse Cotrim. O liberal considera que consegue “mobilizar uma parte da população que não se sente identificada” com os nomes já anunciados e, para chegar a essa conclusão, o resultado das europeias também teve um contributo, diz.

    “Não leiam daqui uma desilusão com as funções de eurodeputado”, afirmou, adiantando que não vai abdicar desse cargo.

    Na Convenção da Iniciativa Liberal, em Alcobaça, diz não gostaria que a sua candidatura “fosse uma coisa demasiado partidária”. Duvida que houvesse outros partidos a apoiá-lo, ainda que queira uma candidatura suprapartidária.

    Sobre o Henrique Gouveia e Melo, diz que “não adora a estética da coisa”, mas afirma que, sendo que “o liberal vê além da farda”, não considera que o passado de militar do candidato presidencial seja “inibidor”.

    “Também não me parece que será daqueles que entusiasma as pessoas”, acrescenta. João Cotrim de Figueiredo assume que gosta da “abordagem mais exigente para o cumprimento de promessas” do almirante na reserva, mas avança que nunca dissolveria o Parlamento por um Governo não cumprir com as suas promessas eleitorais — como sugeriu Gouveia e Melo. Se Cotrim acompanha a alta exigência do almirante, “a conclusão que tira é péssima”, afirma.

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  • Gonçalo Levy Cordeiro critica os estatistas que vêm da esquerda e da direita

    Gonçalo Levy Cordeiro critica os estatistas que não vêm apenas de esquerda, mas também de direita. “A liberdade de um indivíduo é inversamente proporcional ao poder do Estado”, disse.

    O membro da direção do partido insurge-se contra um sistema em que se “tributa quem compra casa” e “penaliza quem poupa”. “Vivemos num país onde o mérito vale menos do que um cartão do partido”, concluiu.

  • Após apagão de 10 minutos, recomeça Convenção da Inciativa Liberal em Alcobaça

    Os trabalhos da X Convenção da Iniciativa Liberal foram interrompidos durante 10 minutos, devido a um falha energética no Pavilhão Panorama, em Alcobaça. O problema energético impossibilitou a conexão com os membros do partido que acompanham a Convenção remotamente.

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