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Exatamente, Rita, vai ser o convidado dos próximos 15 minutos da Rádio Observador, aqui em Alcobaça, onde estamos a par e passo a acompanhar a 10ª convenção da Iniciativa Liberal. João Cotrim Figueiredo é eurodeputado, foi presidente do partido e acabou de fazer um discurso onde disse que faz falta um candidato que não existe, com uma referência a um país moderno, virado pro futuro e liberal. E na plateia, não sei se ouviu, mas aqui atrás ouviu-se bem alguns gritos de "vai, João!". O João Cotrim Figueiredo nesta altura admite uma candidatura presidencial?
Primeiro, boa tarde, João e Inês. Obrigado pela oportunidade de estar aqui com o auditório do Observador, certamente muito vasto. Vocês pegam na parte do discurso, pode ser mais picante, mas para mim não é sequer a mais importante, porque o que eu queria, de facto, transmitir a esta convenção é que os desafios que temos que enfrentar em avaradíssimos níveis são de tal forma grandes que o partido, mas também o país, a Europa e o mundo todo, devia estar muito mais concentrado na resolução desses problemas do que está, às vezes, nalgumas tricas. E espero que possamos lá ir. Não respondendo à pergunta, vocês já sabem que quando eu tenho alguma coisa pra dizer, eu digo. Portanto, se já tivesse uma decisão tomada ou qualquer coisa desse tipo, diria e anunciaria.
Mas disse Mariana Leitão, podia contar consigo para todas as batalhas, acho que foi esta a expressão que utilizou. Está a ponderar, significa isso?
Estou a ponderar, isso posso dizer. Agora, por quê? Coisa que aqui há três ou quatro meses talvez não tivesse. Porque à medida que o tempo passa e os candidatos já assumidos e os potenciais se perfilam, eu fico cada vez mais desconsolado e suspeito que não seja o único. Acho que aquilo que eu disse dali do púlpito é o essencial. Acho que não inspiram, de facto, as pessoas, não entusiasmam, não estou a ver a juventude aderir a nenhuma daquelas figuras. Não estou a ver pessoas a quererem discutir o futuro com nenhuma daquelas figuras. E se assim não for, muito dificilmente essas figuras poderão unir o país à volta de um desígnio.
Acha que o seu perfil seria o indicado para captar essa parte da população que não está-
Esta é a parte da conversa em que a modéstia tem que ir pela janela, mas acho que sim. Acho que sim, porque em campanhas anteriores foi isso que senti.
O resultado das europeias facilita ter essa visão.
Também, mas sobretudo a composição sociológica, demográfica e etária do que foram esses resultados. Eu sei que consigo mobilizar uma parte da população que deve estar muito desgostosa e insatisfeita com as escolhas que tem nesta altura. Portanto, há quatro meses não diria isso, ou não sabia isso, estaria fora das minhas cogitações. Agora, não está. Não tenho uma decisão tomada, mais uma vez, se tivesse, tinha dito aqui.
E tem algum timing, só para percebermos?
Porque é uma decisão pessoalmente arriscada, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista financeiro, até, como vocês sabem. Os candidatos são responsáveis pelas despesas das suas próprias campanhas e é algo que eu pretendo gerir com a maior das cautelas e prudências, evidentemente, mas também porque eu não gostaria que esta fosse, se vier a assumir essa candidatura, não gostaria que fosse uma coisa demasiado partidária, vamos dizer assim. Não gostaria, embora a minha associação à IL seja evidente e inevitável, não gostaria que fosse uma candidatura substancialmente partidária. Gostaria que representasse o espaço que eu vou designar, pela falta de melhor expressão, como o espaço dos livres-pensadores, daqueles que alinhados ou não, estando ou não filiados em partidos, questionam aquilo que se passa no dia a dia, tentam projetar aquilo que se vai passar amanhã e pensam. Pensam pela própria cabeça e são livres. E esse gente de pessoas agrada-me e acho que agrada àquela parte do eleitorado que eu digo que não está representada por nenhum dos candidatos.
Mas neste momento há vários partidos que ainda não apoiaram nenhum candidato. Estou a pensar no PS, no CHEGA, no próprio CDS. Algum destes partidos, além da Iniciativa Liberal, obviamente, se for candidato, poderia ser apoiado pelo seu partido, mas destes está a haver algum que pudesse apoiá-lo?
Duvido.
Nem o próprio CDS?
Com toda a franqueza, duvido. Mas a vida política, e sobretudo numa eleição presidencial, vai muito para além dos partidos.
Antes do discurso do João Cotrim Figueiredo, ouvimos Rui Rocha, no discurso de despedida, dizer que houve vozes relevantes na Iniciativa Liberal que comentaram os resultados e que foram absolutamente irrelevantes na sua decisão de Rui Rocha se demitir. O João Cotrim Figueiredo foi uma das pessoas que avaliou negativamente os resultados da Iniciativa Liberal. Rui Rocha fez bem em tomar esta decisão de se afastar?
A essência da decisão é pessoal e, portanto, tendo-a tomado, tomou bem, com certeza. O que eu pretendi dizer quando intervim publicamente sobre a matéria, e sei, tenho a certeza, que estava a reproduzir aquilo que também é a postura do Rui Rocha, é que nós somos um cadinho mais exigentes do que outros partidos. Quem tivesse crescido 0,6% como nós crescemos e ganhe mais um mandato, poderia estar a cantar vitória. Foi dos partidos que cresceu. Nós éramos incapazes de fazer isso. E foi este apelo à exigência e autocrítica, não foi nenhum apelo a nenhuma demissão, atenção. O que é que o Rui Rocha hoje vem dizer? Que esses comentários correspondem àquele que o próprio depois veio a ponderar e não foram determinantes para a sua decisão, coisa que eu fico satisfeito, porque eu quero ser ter-me livre de expressar as minhas opiniões sem temer que isso vá conduzir à demissão desta ou daquela pessoa, ou à contratação desta ou daquela pessoa, é igual.
E concorda quando Rui Rocha disse que há sebastianismo na Iniciativa Liberal?
Ah, e gostei bastante, particularmente, que ele tivesse falado nisso, porque isso me liberta de um fardo que eu às vezes carrego, que é pessoas que ainda me pedem pra voltar à liderança da Iniciativa Liberal. E portanto, essas pessoas, sim, sofrem de sebastianismo. Eu, que nunca estarei para aí virado, portanto pode ficar aqui escrito, nunca voltarei a ser presidente da Iniciativa Liberal. Eu não sofro desse sebastianismo.
Deixe-me regressar aqui também ao tema das eleições presidenciais. Já disse que não encontra nos outros candidatos já anunciados, portanto eu penso no almirante Henrique Gouveia e Melo, também em Luís Marques Mendes, António José Seguro. Como é que seria uma campanha de João Cotrim Figueiredo numas eleições presidenciais contra estes adversários?
Eu hoje tenho todo o gosto de falar convosco, mas não vos vou dar as novidades todas.
Já agora, deixe-me só perguntar se um candidato como o almirante Gouveia e Melo o preocupa ao ponto de se sentir responsável para ter começado essa ponderação?
Não Não, não é que eu adore a noção de um militar na reserva assumir as funções de mais alto magistrado da nação, mas não há sequer essa profissão em concreto, ter sido militar, o iniba de qualquer direito cívico. Não adoro a estética da coisa. Os dois ou três primeiros presidentes da República que tivemos foram militares, se contarmos General Spínola como primeiro.
Mas não gostava de voltar a ver um militar na Presidência da República.
Não, mas como eu sobrelevo, mais uma vez, não se esqueçam nunca que estão a falar com um liberal. Um liberal vê para além da farda, vê para além do cargo, vê para além da profissão. E portanto, a pessoa em si, independentemente da profissão que teve e desempenhou, pode ter qualidades pessoais e humanas que o qualificam perfeitamente para ser candidato e para ser presidente da República. Agora, também não me parece que vá ser daqueles que entusiasme as pessoas. Eu sei que vocês não estão aqui para responder perguntas, mas faço retoricamente. Acham verdadeiramente que eu estou a exagerar quando digo que nenhum dos candidatos entusiasma as pessoas?
Mas as qualidades políticas, falando não das pessoais, mas as políticas do almirante Gouveia e Melo, o pouco que fomos sabendo nos últimos meses, quando apresentou a candidatura e principalmente por um artigo de opinião que escreveu, quando olha para esse posicionamento, vê algo de bom que o almirante possa trazer à política?
Vou fazer um esforço para encontrar algo de bom e vou dizer que acho que gosto da abordagem mais exigente perante o cumprimento de promessas, por exemplo. Agora, eu nunca diria que chamaria à pedra um partido ou um governo, e eventualmente, ao limite, dissolvesse uma assembleia, por incumprimento de promessas. Era o que faltava. Isso é o extravasamento das competências constitucionais mais claro que eu havia dito. Portanto, quer uma coisa positiva, acho que aquela exigência é boa, mas depois a conclusão que tiro é péssimo.
E já agora, se pudesse apontar algo negativo que tem visto na campanha do almirante, que já está em campanha há uns meses.
Eu nem decidi se quero entrar na lista, portanto não me peçam agora para fazer de comentador político aqui, de qualidades e defeitos de todos os outros. O defeito que é comum, e portanto posso tirar a todos, é: acho que não inspiram, acho que não são mobilizadores para um desígnio comum, acho que ninguém tem entusiasmo em votar em nenhum deles, especialmente aquela faixa do eleitorado que mais devia estar mobilizada para que o país possa sair deste marasmo. São os jovens e os dinâmicos. Não quero estar sempre a repetir a mesma coisa, mas esta é a análise que fiz. E mais uma vez, se tivesse querido dizer mais coisas, tê-lo-ia dito à convenção ali daquele púlpito.
O João Cotrim Figueiredo acabou de fazer um discurso muito focado nos desafios mundiais enquanto eurodeputado e por isso eu queria fazer-lhe uma provocação. É eurodeputado há pouco tempo e já está neste momento a pensar no Palácio de Belém?
Não, há outros exemplos de eurodeputados que participaram em corridas presidenciais, portanto não serei o primeiro. Acho que são responsabilidades completamente diferentes e independentemente das probabilidades de ser eleito em cada caso, no caso das europeias eram mais elevadas, nas presidenciais são menos elevadas, independentemente disso, farei sempre campanhas com a maior seriedade e para ganhar. Agora, não leiam daqui uma desilusão com as funções de eurodeputado. Também podemos falar um dia, por acaso é uma conversa interessante, aquelas perguntas de retórica, se tivesse uma varinha de condão, o que é que mudava no Parlamento Europeu ou nas instituições europeias? É uma conversa gira, mas não será para hoje, certamente.
Mas só para ficar certo, não vai abdicar do cargo de eurodeputado?
Não vou abdicar do cargo de eurodeputado, farei a campanha enquanto desempenho as funções de eurodeputado. Será mais difícil para a gestão de agenda, será um bocadinho mais difícil para a minha resistência, mas acho que já fiz coisas piores.
No discurso aqui no público da convenção, falou numa encruzilhada em que a iniciativa liberal deve escolher entre ser um partido de nicho ou um partido muito mais abrangente. Disse que preferia a segunda via, um partido mais abrangente. Passado quase três anos da sua saída do partido, a tal vertente popular que dizia que precisava de ser conquistada ainda não chegou.
Os números estão lá para dizer que não, não chegou. E agora perguntam por quê, sendo que eu achava que eu próprio era um problema para essa abrangência. Pois, isso exigiria da minha parte uma capacidade de análise politológica que talvez não tenha.
Concluiu que estava errado, não era o problema.
Acho que sim. Para não fugir à pergunta, vou vos dizer uma das coisas que aprendi nestes breves seis anos em que estou político. É que de facto os mensageiros contam muitas vezes tanto quanto as mensagens e às vezes mais. E que a capacidade de fazer chegar a mensagem a mais pessoas é dependente do mensageiro, independentemente das suas, digamos Das suas características mais visíveis, há outras coisas de empatia menos evidente, de comportamento, de genuinidade menos evidente, que talvez vão mais longe. E portanto, sim, acho que estava errado nesse sentido e acho que aprendi nesse sentido também.
E já que não vai voltar a ser presidente, como disse há pouco.
Exatamente, bem recordado.
Consegue ver que este radicalismo, digamos assim, enunciado por Mariana Leitão, pode permitir chegar a esse lado mais popular ou deixar de ser esse partido de nicho é difícil quando se quer ser tão radical?
Primeiro, eu fiz essa menção de termos que fazer essa decisão porque continua a haver esse debate frequentemente. E eu acho que é um debate que, já que estava a falar de decisões a vários níveis, a nível do partido, nós também temos que decidir isso de uma vez por todas. Que as pessoas que defendam o contrário, têm que se calar, mas que aceitem que há uma maioria do partido, que me pareceu ser óbvia, pelo menos aqui na convenção, que pretende seguir a via da maior abrangência. E da mesma maneira que fiz a análise da minha decisão de 22, faço a análise daquilo que poderá ser o mandato de Mariana Leitão, a quem reconheço qualidades não só intelectuais, mas de empatia, que eu acho que são adequadas, suficientes, apropriadas para fazer esse trabalho de abrangência.
Que podem funcionar melhor do que as do Rui Rocha, neste plano específico.
Sim. Acho que o Rui, por acaso, teve uma formação feliz. Aqui parece que batemos num teto. Vamos ver se o problema é do partido ou do presidente.
Já são dois presidentes a saírem mais ou menos com essa ideia de que tinham atingido um teto.
Sim, no meu caso mais nocional, no caso do Rui mais aritmético, mas sim.
Na última convenção, em Loures, há cinco meses, o João Cotrim Figueiredo admitiu uma coligação com o Carlos Moedas em Lisboa para responder a uma frente de esquerda. A coligação acabou por confirmar-se entre a IL e Carlos Moedas, a frente de esquerda também. A IL deve permitir que o CDS fique à frente em termos de lugares elegíveis em Lisboa nestas eleições?
Minha resposta curta seria não. A minha resposta mais ponderada é que, de facto, aquilo que nós chamamos autonomia dos núcleos deve-lhes dar autonomia também para decidir que tipo de compromissos ou cedências podem, em cada caso, ser feitos. E no caso de Lisboa, posso dizer que eu não adoro a proporção de forças que acabou por ser acordada, mas se isso foi feito, e não sei os detalhes, por acaso ainda não me enterou os detalhes, se isso foi feito a troco de maior envolvimento em determinadas áreas da governação da cidade, pode ter sido um excelente acordo.
Ou seja, só para perceber, o CDS poderia ficar à frente da IL, na sua visão, caso o acordo-
À frente acho difícil, mas a imparidade, sim.
Com o mesmo número de vereadores?
Sim.
Mas à frente, quando digo num número superior na lista.
Não, isso penso que não é razoável.
Acredita que a IL tem de estar à frente do CDS na lista, é isso?
Pelo menos paritariamente.
Com base nos resultados nas últimas legislativas, por exemplo?
A verdade é que o CDS não vai a eleições em Lisboa, já não me lembro da data, mas há mais de 15 anos.
Certo. Além de Lisboa, há coligações dos liberais e da AD no Porto, em Coimbra, em Sintra. A IL entrou em demasiadas coligações autárquicas com o PSD e com o CDS, apesar de não serem todas sempre com o CDS?
Entrou nas coligações que os núcleos dentro da sua autonomia decidiram entrar. Foram definidos alguns critérios para que essas coligações não fossem meras conveniências, nomeadamente a possibilidade de ganhar, que essa vitória correspondesse a retirar do poder forças políticas que, no nosso entender, tivessem muito pouco a ver com Portugal mais liberal e que tivessem na sua formulação programática do programa conjunto da coligação, suficientes ganhos programáticos liberais para justificar a coligação. Creio que em todas essas que falou, isso passou. E quero assim uma pergunta jornalisticamente mais interessante e uma resposta menos formatada. Teria feito todas se fosse desses núcleos e tivesse essa autonomia? Não, não teria feito todas.
Quais é que não teria feito?
Gaia.
Por que acha que a IL não negociou a altura ou o candidato da coligação?
O candidato, para mim, seria problemático.
Quer explicar por quê? Pelo passado que tem?
Digo apenas que...
Só dizer, recordar quem nos está a ouvir que é Luís Filipe Menezes.
Luís Filipe Menezes, acho que é um candidato arriscado para nós darmos as mãos em Gaia. Mas também devo confessar que o núcleo de Gaia fez um trabalho bastante profundo de preparação dessa coligação e no Conselho Nacional isso foi discutido, procedeu uma defesa bastante convincente da sua decisão. Mesmo assim, eu teria dificuldade.
Mariana Leitão disse no discurso que a Iniciativa Liberal deve ser uma alternativa à direita do caos e admitiu que os liberais não estão em condições de influenciar a governação, pelo menos como queriam. A IL deve apostar em demarcar-se de vez da AD e não fazer a colagem que fez durante a campanha eleitoral?
Repare, eu quando disse do púlpito também que advogava que o partido tivesse mais abrangência para poder ser mais influente, estava obviamente a pensar em ser influente em órgãos de governo. Há bocado falámos dos locais, mas podemos falar dos nacionais. E portanto, se é assim, eu admito coligações nacionais. O que eu sempre achei desde o princípio, desde que tomei posse como presidente, já lá vão não sei quantos anos, era que há uma fasquia até à qual é difícil os partidos mais pequenos das coligações sobreviverem sem serem submergidos. E essa fasquia para mim era 12%. Não pergunte como é que lá cheguei na altura, o número não é exatamente cabalístico, mas tem o seu quê de sensibilidade. Com menos de 12%, acho difícil, um partido é demasiado mais pequeno do que o outro partido para poder não ser submergido e para as suas ideias não serem sistematicamente derrotadas. E não há exemplos na história política europeia, e eu já investiguei muito de partidos com esse tipo de dimensão, que não se tenham dado mal com coligações. Portanto, até do ponto de vista estratégico de longo prazo, era errado. Portanto, a estratégia sempre foi vamos fazer crescer a IL. Sempre fazer crescer a IL para ter força suficiente para poder estar nesse tipo de coligações e exercer poder, foi o que eu quis dizer hoje, é fundamental que o partido, ou seja, as pessoas do partido, as pessoas que dão a cara pelo partido, que começam a ter responsabilidades a vários níveis do partido, se preparem para exercer o poder. É difícil exercer o poder, não agradar a este, não agradar àquele, ter que tomar decisões difíceis. Isso não é evidente e este partido tem uma proporção enorme de quadros que nunca teve esse tipo de responsabilidade. Portanto, temos que começar a tê-las e estas autárquicas serão uma belíssima ocasião para isso começar a acontecer. Portanto, isto para dizer que no nível nacional é perfeitamente possível nós imaginarmos haver uma coligação com o PSD, mas não pode ser numa posição de 5%. Não pode.
Porque corre o risco de se tornar um CDS 2.0.
Acabou a minha frase muito bem, a Inês Andreia Figueiredo mostra que conhece bem a IL. Ou então que me conhece bem a mim, o que me preocupa.
João Cotrim Figueiredo, obrigado por ter vindo à Rádio Observador.
Foi um gosto, João, e foi um gosto, Inês.
A emissão regressa agora. Rita Cameroneiro, Alvelade, nós cá estaremos em Alcobaça para dar conta dos próximos desenvolvimentos desta 10ª convenção da Iniciativa Liberal