Momentos-chave
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  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta segunda-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Pode segui-los aqui.

    Aceleram os preparativos para a reunião entre Trump e Putin após encontro tenso de Zelensky na Casa Branca

  • Macron garante que não "haverá tropas europeias na Ucrânia nas próximas semanas"

    Além da trégua parcial, o Presidente francês, Emmanuel Macron, adiantou ao Le Figaro que “não haverá tropas europeias em solo ucraniano nas próximas semanas”.

    Ou seja, a concretizar-se o cessar-fogo parcial proposto por França e pelo Reino Unido, as forças de manutenção de paz não serão imediatamente enviadas.

    Emmanuel Macron abriu apenas a possibilidade de as forças de manutenção de paz estarem na Ucrânia após negociações, que o Presidente francês acredita que acontecerão ao longo de várias semanas.

    “Queremos a paz. Mas não queremos isso a qualquer preço, sem garantias”, afirmou Emmanuel Macron.

  • Ucrânia. França e Reino Unido propõem trégua parcial de um mês

    A França e o Reino Unido propõem uma trégua de um mês na Ucrânia “no ar, nos mares e nas infraestruturas energéticas”, divulgou o Presidente francês, Emmanuel Macron, ao jornal Le Figaro.

    Antes da cimeira de hoje em Londres sobre a Ucrânia e a segurança europeia, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tinha anunciado que Paris e Londres estavam a trabalhar num “plano” para pôr fim ao conflito entre russos e ucranianos, que já completou três anos.

    A vantagem de uma trégua é que “sabemos como medi-la”, apesar de a frente ser imensa, “o equivalente à linha Paris-Budapeste”, afirmou o líder francês.

  • Reunião com o Rei Carlos III "foi muito boa", diz Zelensky

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que teve uma reunião “muito boa” com o Rei Carlos III.

    “Estou muito grato por esta reunião e da maneira como Sua Majestade apoia a Ucrânia”, realçou o líder ucraniano, vincando: “Estamos muito gratos à família real pelo seu apoio”.

  • "Se entrar na NATO, concretizo a minha missão." Zelensky admite resignar do cargo se Ucrânia entrar na Aliança Atlântica

    “Posso ser trocado pela adesão à NATO.” Na entrevista aos meios de comunicação sociais britânicos, o Presidente da Ucrânia, Volodymry Zelensky adiantou que resigna ao cargo se o país que lidera entrar na NATO.

    Se a Ucrânia entrar na NATO, disse Volodymyr Zelensky, “cumpre a missão” do seu mandato.

    O líder ucraniano mandou também uma farpa. Se o quiserem substituir no cargo sem a entrada da NATO, não “será fácil” e não tem a ver apenas com “convocar eleições”.

    “Precisam que me previnam que eu concorra. E isso será um pouco mais difícil”, sugeriu Volodymyr Zelensky.

  • Após a discussão na Sala Oval, Zelensky acredita que vai ser possível melhorar a relação com Trump

    Após a discussão na Sala Oval, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se confiante de que será possível melhorar a relação com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

    “No que diz respeito a salvar a relação, eu penso que a nossa relação vai continuar. Eu não penso que seja correto que essas discussões sejam abertas ao público”, disse Volodymyr Zelensky aos jornalistas.

    Reconheceu, contudo, que a discussão na Sala Oval “não foi positiva” nem “acrescentou nada aos parceiros”.

  • Zelensky reitera: "Não há nenhuma forma" de a Ucrânia ceder territórios

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou que “não há forma” de o país ceder os territórios ocupados pela Rússia desde 24 de fevereiro de 2022.

    “Precisamos de nos relembrar o caminho que percorremos antes. Precisamos de agir segundo o Direito internacional”, assinalou em entrevista, acrescentando: “Não queremos nada que não nos pertença a nós”.

    O líder ucraniano assinalou que Kiev “nunca vai reconhecer territórios que foram ocupados pelos russos como território russo. Para nós, será ocupação temporária”. “Os nossos territórios e valores não estão à venda. As nossas liberdades não estão à venda.”

    Um cessar-fogo tem de ser, no entender de VolodymyrZelensky, “honesto, justo e estável”. “Tem de ter garantias de segurança muito específicas.”

  • Zelensky assume prontidão para "assinar acordo de minerais". E garante que mantém uma "forte relação" com os EUA

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, garantiu, em entrevista aos meios de comunicação sociais britânicos, que o país está pronto para “assinar o acordo de minerais” que deveria ter sido assinado na passada sexta-feira, antes da discussão na Sala Oval com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o vice-presidente, JD Vance.

    “O acordo ainda está em cima da mesa e será assinado se as partes concordarem”, afirmou Volodymyr Zelensky.

    Sobre a relação com os Estados Unidos da América (EUA), Volodymyr Zelensky frisou que está “grato ao povo norte-americano”. “Estamos gratos a todas as sociedades em países que nos apoiam. Estamos muito gratos”, assegurou o Chefe de Estado.

    Adicionalmente, o Presidente da Ucrânia assinalou que o “falhanço da Ucrânia significa um sucesso de Putin”. Ou seja, um “falhanço da Europa e dos EUA”. “Penso que estamos todos interessados em não deixar Putin ganhar.”

    Depois da guerra, Volodymyr Zelensky disse que as garantias de segurança podiam passar por umas “Forças Armadas ucranianas fortes”. E não descarta a presença dos EUA em “diferentes formatos” no pós-conflito.

  • "Estou lado de Zelensky." Primeiro-ministro do Canadá sai em defesa do Presidente da Ucrânia na discussão da Sala Oval

    O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, saiu em defesa do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na discussão que este manteve na Sala Oval com o líder norte-americano, Donald Trump, e o vice-presidente, JD Vance.

    Numa conferência de imprensa em Londres após a cimeira de segurança, Justin Trudeau referiu que Volodymyr Zelensky “esclareceu os factos” e tentou mostrar à administração Trump que a Rússia não cumpre a sua palavra.

    “Em 2014, a Rússia decidiu invadir a Ucrânia, ocupar a Crimeia e parte do leste da Ucrânia. Foram expulsos do G7 por isso e, em 2022, decidiram violar o cessar-fogo em vigor e invadir a Ucrânia com a intenção de conquistar Kiev em três dias e todo o país em três semanas”, aclarou Justin Trudeau, sentenciando que essa estratégia de Moscovo “falhou”.

    Nesse sentido, Justin Trudeau lembra que a Rússia ainda continua a “lutar para conquistar mais territórios na Ucrânia”: “A guerra poderia terminar amanhã se a Rússia decidisse parar a invasão ilegal à Ucrânia”.

    Assim, na Sala Oval, para o primeiro-ministro canadiano, Volodymyr Zelensky “relembrou” que o Presidente russo, Vladimir Putin, é um “mentiroso e criminoso”, em que não se pode confiar. “Não mantém a sua palavra de qualquer forma, modo ou feito, porque demonstrou várias vezes que vai quebrar todos os acordos.”

    Por esse motivo, Justin Trudeau “está do lado de Volodymyr Zelensky e do povo da Ucrânia”.

  • Tusk garante que Ocidente "não vai ceder à chantagem e agressão de Putin"

    O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, considerou que a reunião de segurança em Londres foi “histórica” e chega numa altura em que a Europa “enfrenta um grande desafio para a toda a Europa e não apenas para a União Europeia”.

    Citado pelo Guardian, Donald Tusk garantiu que “não há dúvidas sobre quem é o agressor e quem é o agredido e quem tem a Europa do seu lado”. E o primeiro-ministro polaco está “feliz” pelos europeus já terem prometido aumentar os gastos em Defesa.

    Donald Tusk rejeitou igualmente que, “independentemente das emoções”, as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia são “as mais fortes possíveis”.

    E deixou um garantia. O Ocidente está unido para “mandar uma mensagem a Putin de que a Rússia não vai ceder à chantagem e à agressão” do Presidente russo, Vladimir Putin.

  • Rei Carlos III já se encontra reunido com Zelensky

    O Rei Carlos III já se encontra reunido com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na casa de campo de Sandringham.

  • "A Rússia não pode ditar as garantias de segurança", diz Starmer

    Para o primeiro-ministro britânico, o acordo de paz na Ucrânia terá inevitavelmente de “envolver a Rússia”. Realçou, contudo, que a Rússia “não pode ditar as garantias de segurança”.

  • Botas no terreno? Starmer recusa que Reino Unido vá entrar em guerra com a Rússia

    O primeiro-ministro britânico recusou a ideia de que, ao enviar tropas britânicas para a Ucrânia em forças de manutenção de paz, o Reino Unido vá entrar em conflito com a Rússia.

    “Não quero um conflito na Europa, no Reino Unido. Eu quero estabilidade para o Reino Unido. Para garantir essa estabilidade, defendo um acordo na Ucrânia. Se há conflito na Europa, vai chegar às nossas fronteiras. O que aconteceu na Ucrânia teve já um impacto massivo, como o aumento dos preços de energia e a instabilidade na economia”, aclarou Keir Starmer.

    O líder britânico assinalou que também o Reino Unido tem um papel de “liderar o processo” na busca de um acordo de paz. “Fizemos isso historicamente como nação e precisamos de fazer isso outra vez.”

  • Costa diz que UE vai trabalhar com outros parceiros e aliados em plano de paz

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou a cimeira internacional de Londres sobre a defesa europeia “útil e importante” e afirmou que a União Europeia (UE) quer continuar a trabalhar com outros parceiros e aliados.

    “Esta consulta foi muito útil e importante”, disse aos jornalistas à saída do evento, agradecendo ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela organização.

    Costa disse que vai agora trabalhar com todos os líderes dos Estados-Membros da UE para preparar o Conselho Europeu especial na próxima quinta-feira em Bruxelas.

    “A União Europeia está pronta para trabalhar com todos os nossos parceiros europeus e outros aliados no plano de paz para a Ucrânia que garanta uma paz justa e duradoura para o povo ucraniano”, vincou.

    No entanto, Costa também alertou que é necessário “aprender com o passado” e evitar “repetir a experiência de Minsk”, uma referência aos acordos de paz fracassados de 2014 e 2015 sobre os territórios ucranianos, e também a retirada dos países ocidentais do Afeganistão, deixando os Talibã assumirem o poder.

    “Para isso, necessitamos de fortes garantias de segurança. A paz é um processo que anda de mãos dadas com a manutenção da paz”, salientou.

  • Primeiro-ministro britânico diz que apoio à Ucrânia tem de ter "forte suporte dos EUA" e que Trump é um aliado confiável

    Todos os esforços para a apoiar a Ucrânia devem ter, salientou o primeiro-ministro britânico, “um forte suporte dos Estados Unidos da América”. “Estamos a trabalhar com os EUA nesse quesito.”

    Garantindo que o trabalho “em conjunto” vai continuar, Keir Starmer assegurou que os EUA são “aliado confiável”. “São um aliado importante e confiável.”

    “O propósito do plano é ter o apoio dos EUA e foi por isso que eu falei com o Presidente ontem à noite [sobre isso]”, destacou ainda o primeiro-ministro do Reino Unido.

    Para Keir Starmer, o mundo vive uma “encruzilhada” da História e não é “momento para falhar”. “É tempo para agir, para liderar e para unirmo-nos num novo plano de paz justo e duradouro.”

  • Starmer garante que Europa vai manter sanções à Rússia e refere que a Ucrânia "tem de estar" na mesa das negociações

    O primeiro-ministro britânico anunciou que os países participantes na cimeira concordaram em “manter a ajuda militar” e a “pressão económica à Rússia” para “fortalecer a Ucrânia”.

    Keir Starmer destacou que um acordo de paz tem de ser “justo” e “duradouro”, protegendo a “soberania e a segurança da Ucrânia”. Deixou igualmente claro que a “Ucrânia deve estar na mesa das negociações”.

    Em caso de acordo, continuou Keir Starmer, os aliados vão “continuar a fortalecer as capacidades de Defesa para deter qualquer invasão”.

    O líder britânico fala mesmo numa “coligação de boa-vontade para defender um acordo na Ucrânia para garantir a paz”.

    Essa coligação, destacou, contará com os esforços de forças de manutenção de paz após a guerra na Ucrânia. O Reino Unido terá, segundo Keir Starmer, “tropas no terreno e aviões no ar”.

  • Starmer: Reino Unido vai assinar novo acordo de 1,94 mil milhões de euros com a Ucrânia para a compra de 5.000 mísseis de defesa aérea

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, já começou a conferência de imprensa de balanço da cimeira de segurança que ocorreu hoje em Londres. Fez já um anúncio: o país assinará um “novo acordo” com a Ucrânia no valor de 1,6 mil milhões de libras (cerca de 1,94 mil milhões de euros) para que Kiev compre cinco mil mísseis de defesa aérea.

    “Vão ser produzidos em Belfast e vão contribuir para a defesa de infraestruturas críticas na Ucrânia”, adiantou Keir Starmer.

    Para o primeiro-ministro do Reino Unido, é necessário “aprender com os erros do passado”. Ou seja, a Ucrânia não pode aceitar um “acordo fraco” que possa levar a uma nova invasão russa.

    Keir Starmer reiterou a ideia que o Reino Unido e França “vão trabalhar com a Ucrânia” num acordo para terminar com as hostilidades e vão discuti-lo com a administração Trump. “Uma paz justa é positiva para todos.”

    Nesse eventual acordo, disse Keir Starmer, a Ucrânia “tem de estar na posição mais forte para que possa negociar de uma posição de força”.

  • EUA vão sair da NATO? Secretário-geral rejeita ideia e diz que Trump "está comprometido" com a Aliança

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, rejeitou hoje os rumores que têm surgido sobre a possibilidade de a administração Trump retirar os Estados Unidos da América (EUA) da NATO, principalmente após Elon Musk ter sugerido esse cenário no X.

    “Vamos deixar de conjeturar. Os Estados Unidos estão comprometidos com a NATO e com o artigo 5.º”, assegurou Mark Rutte.

    Em Londres, o líder da NATO disse que “ficou muito satisfeito” com o que vai sair desta cimeira. Mark Rutte adiantou que vários países comprometeram em “aumentar os gastos da Defesa”.

    “São boas notícias. Há mais países que irão aumentar os investimentos em Defesa. É importante que haja um equilíbrio com os gastos em Defesa”, afirmou Mark Rutte.

  • Zelensky saiu da cimeira de helicóptero para encontrar o Rei Carlos em Sandringham

    O Presidente da Ucrânia abandonou a cimeira de Londres de helicóptero. Está a viajar para Sandringham, em Norfolk, para se encontrar com o Rei Carlos.

    O Rei e a Rainha consorte passam uma boa parte do tempo nesta propriedade, que fica a quase três horas de distância de carro do centro de Londres.

  • Von der Leyen deixa aviso em Londres: "Temos urgentemente de rearmar a Europa"

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avisou hoje que “tem de haver um aumento acentuado das despesas na Defesa” entre os 27 Estados-membros.

    À saída da cimeira de segurança em Londres, a presidente da Comissão Europeia considera que, por causa do “complexo quadro” geopolítico, é necessário “urgentemente rearmar a Europa”.

    “Por isso, irei apresentar um complexo plano para rearmar a Europa, até 6 de março”, adiantou a presidente da Comissão Europeia. A 6 de março, haverá uma reunião extraordinária dos líderes de 27.

    “Uma coisa é verdade: temos de aumentar substancialmente as despesas em Defesa. Precisamos de ter um plano na União Europeia, dos estados-membros, de várias áreas da União Europeia”, explicou Ursula von der Leyen, que indicou que é necessário que haja “margem orçamental para o aumento das despesas”.

    Para Ursula von der Leyen, depois de “muitos anos” de pouco investimento na área da Defesa entre os 27, é necessário aumentar os gastos, recordando o “ambiente estratégico” em que a Europa está inserida. “Temos de estar preparados para os riscos, temos de aumentar os investimentos em Defesa.”

    Questionada sobre se tem uma mensagem para os Estados Unidos, a presidente da Comissão Europeia quis salientar que a Europa vai continuar a “proteger a democracia e o primado do direito”. E enviou um recado a Donald Trump: “Não podemos deixar que haja vizinhos a invadir outros e possam mudar fronteiras à força. É do interesse comum prevenir guerras futuras”.

    Ursula von der Leyen destacou igualmente que a União Europeia já tem uma “abordagem mais alargada” na questão da Defesa, contando já com “noruegueses, turcos, britânicos e canadianos”. “Há um conceito mais alargado da Europa, que está a chegar-se à frente junto dos amigos dos EUA.”

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