Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Pedro Duarte quer equipamentos e estruturas culturais do Porto a trabalhar em rede

    O candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL à Câmara do Porto, Pedro Duarte, quer pôr a trabalhar em rede os vários equipamentos e estruturas culturais da cidade e criar espaços de criação artística, nomeadamente de música, teatro ou pintura.

    “A câmara pode estruturar uma rede entre todos os equipamentos da cidade e todas as estruturas que existem, designadamente companhias de teatro, galerias e artistas dos mais diferentes setores da área cultural e, se conseguirmos trabalhar em rede, acho que era muito interessante”, afirmou o social-democrata em declarações à Lusa.

    O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares referiu que, se se souber trabalhar em rede, o resultado vai ser muito melhor e, se calhar, com o mesmo esforço.

    Durante uma vista à Festa de Outono em Serralves, Pedro Duarte contou que outro dos seus objetivos, em matéria de cultura, é fomentar a criação cultural através da criação de espaços de criação.

    “A cidade precisa disso. Nós devemos criar condições para que esses espaços de criação e exposição dos trabalhos dos artistas possam florescer na cidade”, assinalou.

  • Cotrim Figueiredo minimiza previsões de André Ventura para a segunda volta

    O candidato presidencial Cotrim de Figueiredo minimizou hoje as previsões eleitorais de André Ventura e criticou as dúvidas levantadas sobre a independência do Ministério Público face aos períodos eleitorais.

    Falando no Estoril, Cascais, à margem do Encontro Nacional Autárquico da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo criticou as declarações feitas hoje em Ansião pelo líder do Chega, André Ventura, que disse acreditar que iria disputar a segunda volta das presidenciais com o almirante Gouveia e Melo.

    “Não sei se vocês ligam muito às capacidades de previsão política de André Ventura, ele nem das suas próprias decisões consegue fazer previsões”, ironizou o eurodeputado liberal.

    “Nem há um mês, o único fato em que estava interessado era o fato de primeiro-ministro, portanto, nem as suas escolhas de alfaiataria ele consegue prever, quanto mais os resultados da primeira volta”, acrescentou, mostrando-se confiante numa vitória.

  • Manuel Pizarro promete Serralves mais utilizável pelos portuenses

    O candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, garantiu hoje que, uma vez eleito, conseguirá que Serralves seja mais “utilizável pelos portuenses, sem restrições económicas”, aproveitando exemplos de outras cidades do mundo.

    Em declarações à Lusa à margem de uma visita à Festa do Outono, nos Jardins de Serralves, o candidato socialista referiu “haver soluções em várias cidades do mundo que fazem com que os habitantes dessas cidades tenham acesso diário, gratuito, nas últimas duas horas de cada dia”.

    “Há outras soluções possíveis. Vamos fazer esse diálogo com a Fundação de Serralves. Nós, o que queremos é que os portuenses possam usufruir mais deste espaço”, disse.

    Continuando a falar de Cultura, Manuel Pizarro reconheceu que “houve grandes sucessos neste ciclo político em matéria cultural”, dando como exemplo a reabertura do [Teatro Municipal do Porto] Rivoli, a reabertura do Batalha [Centro de Cinema], a reprogramação da Galeria Municipal e a Feira do Livro nos Jardins do Palácio”.

    “Mas também achamos que é preciso fazer mais e talvez mudar um bocadinho a orientação”, sublinhou o cabeça de lista do PS, para quem é preciso “reduzir a programação de origem municipal e aumentar o apoio à comunidade artística, no sentido de haver uma forma mais livre e mais criativa de interpretar a cultura portuense”.

  • Livre quer que eleições mostrem que país rejeita polarização da política

    A porta-voz do Livre defendeu hoje que as eleições autárquicas de 12 de outubro são “especialmente importantes” num momento político muito difícil”, no qual o país está “polarizado e muito zangado”, e apelou ao voto em “candidaturas progressistas”.

    “Estas eleições são especialmente importantes, porque estamos num momento político muito complicado para o país, temos um país virado à direita, mas, sobretudo, temos um país muito polarizado e muito zangado”, alertou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas à margem de uma ação de pré-campanha no concelho de Rio Maior, distrito de Santarém, onde o Livre se candidata pela primeira vez à autarquia.

    Na ótica do Livre, as eleições autárquicas do próximo mês são “uma oportunidade para dar a volta a isto” e “mostrar que há outra forma de fazer política, que há outra forma de construir o futuro e que isso também se faz elegendo pessoas progressistas, ecologistas, verdadeiramente preocupadas com a comunidade”.

    Interrogada sobre o facto de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter rejeitado leituras nacionais das eleições autárquicas, Isabel Mendes Lopes reconheceu que estas eleições estão “muito dependentes das dinâmicas locais, das pessoas a nível local”, contudo, para o Livre, “há sempre lições a retirar a nível nacional”.

    “E parece-nos que o sinal que deve ser dado nestas eleições locais é, de facto, que há aposta nos setores mais progressistas e que acreditam verdadeiramente num futuro que é construído em comunidade”, insistiu.

  • Carneiro responde às críticas e diz que Bugalho "ainda tem muito que aprender"

    Horas depois de o eurodeputado Sebastião Bugalho ter dito que José Luís Carneiro não tem tido uma liderança “necessariamente feliz” do PS. Em Macedo de Cavaleiros, o secretário-geral socialista respondeu ao antigo comentador dizendo que este “ainda tem muito que aprender”.

    “Espero que aproveite o tempo no Parlamento Europeu para ganhar alguma experiência política”, afirma José Luís Carneiro em declarações aos jornalistas, referindo que “as picardias não dizem nada às pessoas”.

    Nas mesmas declarações, aproveitou para referir que o primeiro-ministro “disse uma coisa e tem feito outra” e acusa Luís Montenegro e o seu Governo de se estar a “esquecer da generalidade da população”, ao “não dar incentivos ao interior”.

  • Marcelo diz que Sampaio da Nóvoa “tem perfil para ser Presidente", mas rejeita crítica sobre "três bombas atómicas" durante o seu mandato

    No último dia da Festa do Livro de Belém, o Presidente da República reagiu às críticas feitas por António Sampaio da Nóvoa esta manhã ao JN/TSF, que lembrou as “três bombas atómicas” (dissoluções do Parlamento) lançadas por Marcelo Rebelo de Sousa na reta final do seu mandato, que classifica como sendo uma “violência democrática absolutamente imensa”.

    Sampaio da Nóvoa considera Gouveia e Melo “pouco fiável” e alerta para risco de Ventura na segunda volta

    Em resposta à “pessoa que admira muito” e que “tem perfil para ser Presidente da República”, Marcelo Rebelo de Sousa explica que nas três ocasiões “fez-se o que se pôde” e que “ninguém é perfeito”, após recordar as circunstâncias que levaram às quedas dos últimos três governos. “Os sistemas políticos estão todos muito em crise”, afirma o Chefe de Estado, sublinhando que, comparativamente à “generalidade dos países europeus”, Portugal tem tido uma “estabilidade apreciável”, com dois primeiros-ministros nos últimos 10 anos.

  • Cotrim de Figueiredo apresenta-se como candidato “contra a resignação”

    O eurodeputado liberal Cotrim de Figueiredo afirmou hoje que é candidato presidencial para “combater a resignação” e dar aos eleitores uma opção contra “o passado, cansaço e falta de imaginação”.

    Na lista de candidatos presidenciais, os eleitores “olhavam à volta e viam cinzento, passado, cansaço, falta de imaginação e por isso não tinham em quem votar. Agora têm”, afirmou Cotrim de Figueiredo, arrancando aplausos da plateia durante o Encontro Nacional Autárquico da Iniciativa Liberal (IL), que decorre no Estoril, Cascais.

    “Candidato-me porque todos os que não se resignam a este estado de coisas em Portugal, os que se recusam a ceder ao conformismo, os que inovam e trabalham, os que não ficam à espera do Estado para avançar, os que querem alargar as fronteiras do potencial que este país tem, todos esses não tinham em quem votar”, afirmou João Cotrim de Figueiredo, num discurso para as bases do partido de que já foi líder.

    “Esta é uma candidatura que vai muito para além” do “meu partido de sempre” e é “bem mais abrangente”, disse o candidato, acrescentando que já tem “um conjunto importante de apoios de dirigentes, ex-dirigentes, até de fundadores do PSD, do PS, do Chega, do CDS”, que serão divulgados a seguir às eleições autárquicas de 12 de outubro.

  • Ana Abrunhosa promete habitação que também tenha em conta a classe média

    A candidata da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) prometeu hoje disponibilizar mil habitações a custos acessíveis, que não passam apenas por habitações sociais, mas sobretudo por casas a custos controlados, que permitam à classe média fazer face aos preços elevados.

    “Uma das promessas da coligação Avançar Coimbra é disponibilizar mil habitações a custos acessíveis. Nesse conceito de habitação a custos acessíveis nós incluímos o 1.º Direito, a habitação social, mas queremos incluir sobretudo a habitação a custos controlados”, destacou Ana Abrunhosa.

    À saída de um almoço de campanha, onde marcaram presença mais de três dezenas de militantes, bem como Rui Marcelino, candidato a presidente da União das Freguesias de Antuzede e Vil de Matos, a antiga ministra da Coesão Territorial afirmou que o Município de Coimbra não tem apoiado a classe média na questão da habitação.

    “Para o 1.º Direito a Câmara já tem a estratégia local de habitação e o que vamos fazer é revê-la e torná-la mais ambiciosa. Mas, no que respeita à habitação a custos controlados, que é para a classe média, para os jovens e para aquelas famílias que, não sendo comunidades desfavorecidas, têm dificuldade em pagar preços elevados na habitação, a Câmara não teve uma política, uma vez que nem sequer tem a Carta Municipal de Habitação”, acrescentou.

    Segundo Ana Abrunhosa, vários municípios utilizaram as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para construir habitação a custos controlados, no entanto, Coimbra “não pode aproveitar estas verbas porque nem a carta camarária de habitação aprovou”.

    “Para podermos ter uma estratégia de construir casas a custos controlados, a primeira coisa que temos de fazer é criar a Carta Municipal de Habitação”, sustentou.

    A candidata defendeu que, nesta matéria, a Câmara de Coimbra deve dar o exemplo, requalificando imóveis que são da sua propriedade e transformando-os em habitação a custos acessíveis.

    “Muitas câmaras também adotam a estratégia de comprar edifícios devolutos, de os recuperar e de os disponibilizar também para habitação a custos acessíveis: arrendar ou vender. E não vamos poder fazer isto sozinhos, vamos fazer parcerias com cooperativas e também com empresas do setor privado”, informou.

    A candidata disse à agência Lusa que sabe que a Câmara Municipal de Coimbra tem vários terrenos públicos, na margem esquerda do Rio Mondego, em Eiras ou em São Martinho do Bispo, onde podem ser feitas parcerias com cooperativas e com o setor privado, no sentido de serem construídas habitações a custos acessíveis.

    “A nossa estratégia é que, no caso da construção, ela seja feita onde já temos infraestruturas. Estamos a falar de preços abaixo do preço de mercado, para famílias para quem, não sendo comunidades desfavorecidas, a renda é um peso muito grande. Essa é uma prioridade europeia, é uma prioridade nacional e em Coimbra deve ser a nossa primeira prioridade”, alegou.

    No seu entender, associar a requalificação com a construção nova permitirá atrair jovens e reter talento.

    Já no que toca a habitação social, fez questão de realçar que pretendem que esta seja dispersa e inclusiva.

    “Não queremos repetir erros de construção, fazer zonas em que as pessoas se sintam marginalizadas. Continuaremos a fazer habitação social dispersa e inclusiva”, concluiu.

    Além de Ana Abrunhosa, pelo PS, são candidatos nas eleições de 12 de outubro o atual presidente da Câmara, José Manuel Silva, pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS/NC/PPM/V/MPT), Francisco Queirós, pela CDU (coligação PCP/PEV), o ex-deputado José Manuel Pureza, pelo Bloco de Esquerda, Maria Lencastre Portugal, pelo Chega, Sancho Antunes, pelo ADN, e Tiago Martins, pela Nova Direita.

    O atual executivo é composto por seis elementos da coligação Juntos Somos Coimbra, quatro do PS e um da CDU.

    As eleições autárquicas têm lugar em 12 de outubro.

  • Livre diz que anúncios sobre pensões "dão muito jeito" a Montenegro mas pede aumentos estruturais

    Isabel Mendes Lopes vê promessa do primeiro-ministro sobre complemento para idosos como “mais um anúncio”, defendendo antes “políticas de consolidação e mais estruturais”

    Livre diz que anúncios sobre pensões “dão muito jeito” a Montenegro mas pede aumentos estruturais

  • Carneiro desafia Montenegro a fazer aumento permanente das pensões mais baixas

    Montenegro promete novo aumento do complemento solidário para idosos e o líder do PS defende antes que esse apoio passe a permanente. Esse aumento custaria 400 milhões de euros, contabilizou.

    Carneiro desafia Montenegro a fazer aumento permanente das pensões mais baixas

  • Chega quer ganhar dezenas de câmaras e ter “bons autarcas”

    André Ventura disse hoje que o Chega quer ganhar dezenas de câmaras municipais, afirmar-se como um partido com implantação autárquica e ter “bons autarcas”, que não cedam à corrupção nem a cunhas, e pediu exigência.

    A volta nacional do Chega arrancou hoje com uma ação em Ansião, no distrito de Leiria, onde o partido candidata Edgar Ramalho à presidência da Câmara Municipal.

    Ao contrário do é habitual, André Ventura chegou sozinho e a pé. Depois de falar aos jornalistas, o líder do Chega cumprimentou e tirou fotografias com dezenas de apoiantes que o aguardavam junto à Câmara Municipal.

    A presença do Chega no centro da vila era anunciada por uma carrinha com música e um cartaz com as caras dos vários candidatos do partido. O presidente do partido subiu a essa carrinha, para falar aos presentes, com o candidato e o líder da distrital a assistirem de lado.

    “Nós temos de ter bons autarcas. O que é o bom autarca? É o autarca que consegue responder aos problemas da população, sem roubar, sem ceder à corrupção, sem ceder ao amiguismo, aos favores dos amigos, às cunhas dos amigos, que é capaz de tomar as decisões melhores para o município, mesmo que isso custe votos, e, portanto, tirar subsídios a quem tem de ficar sem eles, mesmo que isso custe alguns votos”, defendeu.

    E pediu aos eleitores que sejam exigentes com os autarcas, defendendo que “não é por serem do Chega que eles têm de ter um regime mais favorável”, prometendo afastar quem não cumpra estas indicações.

  • Bugalho desafia Carneiro a dizer se quer dialogar com PSD ou acusá-lo de aliança com Chega

    O eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho desafiou hoje o líder do PS a dizer se quer dialogar com o PSD ou acusá-lo de se aliar ao Chega, defendendo que foram os sociais-democratas a vencer as eleições a André Ventura.

    Bugalho falava num almoço em Águeda (distrito de Aveiro), no âmbito da volta nacional autárquica do PSD, que hoje não conta com a presença do líder social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro.

    Na sua intervenção, depois dos elogios à obra local, o cabeça de lista da AD nas últimas europeias disse ser o momento de fazer um balanço “não necessariamente feliz” dos primeiros três meses da liderança do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.

    “Eu acho que já se percebeu que não se percebe nada sobre o Dr. José Luís Carneiro”, começou por acusar.

    O eurodeputado criticou o líder do PS por, neste período, ter desafiado o Governo “para cinco pactos de regime” e, ao mesmo tempo, acusado o executivo de estar coligado com o Chega.

    “O PS quer fazer acordos com alguém que acusa de estar ao lado do Chega. É um pouco estranho. Eu acho que é tempo do Dr. José Luís Carneiro se decidir, se quer dialogar ou se quer acusar, se quer soluções ou se quer problemas, se quer acordos em nome do interesse nacional, ou se quer o populismo do seu interesse partidário”, criticou.

    Bugalho frisou ainda que, apesar de o secretário-geral do PS ter dito que os seus candidatos “nunca negociariam com o partido de André Ventura”, existe um numa capital de distrito “a dizer que vai negociar com quem quiser”, numa referência a João Azevedo, em Viseu.

  • Ventura considera o mais provável defrontar Gouveia e Melo na segunda volta

    O líder do Chega, e candidato às próximas eleições presidenciais, considerou hoje que o mais provável será disputar a segunda volta com Henrique Gouveia e Melo, e defendeu que isso demonstraria o cansaço dos portugueses com o sistema político.

    Em declarações aos jornalistas durante uma ação da pré-campanha para as eleições autárquicas, em Ansião, distrito de Leiria, André Ventura considerou que uma segunda volta entre si e Gouveia e Melo seria “a mais provável de todas de acontecer”.

    “Dada a dimensão política do Chega e eu como candidato do Chega, e aquilo que se criou em redor do almirante Gouveia e Melo, e da candidatura do almirante Gouveia e Melo”, justificou.

    A dois dias do arranque oficial da campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro, o líder do Chega considerou que se isso se vier a verificar, “é sinal de que as pessoas cansaram mesmo deste sistema político”.

    “E é sinal que cansaram mesmo do sistema partidário, porque significa que, pela primeira vez em 51 anos, nem PS nem PSD vão à segunda volta das eleições presidenciais. E acho que isso era um sinal positivo para o sistema”, defendeu.

    Ainda assim, André Ventura afirmou também que “há dois candidatos que representam áreas políticas que são fortes” e que não devem ser desconsiderados nem menosprezados, nomeadamente o antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes e o antigo secretário-geral do PS António José Seguro.

    “Se o meu adversário for António José Seguro ou Marque Mendes, também não será mau, porque as pessoas poderão ver, talvez pela primeira vez na história, uma verdadeira luta entre a representação do sistema e a representação do antissistema. E acho que isso era positivo para o país”, sustentou.

    Questionado se, dada a proximidade das duas eleições, a campanha para das presidenciais poderá entrar na campanha das autárquicas, o líder do Chega considerou que vai depender da comunicação social e da realidade do dia a dia, mas espera que tal não aconteça.

    “Eu não gosto de saltar etapas nem de empurrar para a frente. Eu não posso virar a cara a estas eleições autárquicas, nem esconder-me do resultado autárquico que tivermos”, indicou, salientou que as presidenciais não vão “limpar o resultado” de 12 de outubro.

  • Candidato do Livre diz que faltam espaços para crianças nos bairros do Porto

    O candidato do Livre à Câmara do Porto, Hélder Sousa assinalou hoje faltarem espaços de convívio para crianças nos bairros, mas também espaços de cultura descentralizados, o que tem reflexos no sentimento de apropriação do espaço público pelos portuenses.

    “Quando as crianças, por exemplo, do [Bairro] Pinheiro Torres ou do Bairro de Aldoar não têm um campo de futebol ou um jardim infantil para passar os tempos livres, não podemos esperar que elas depois tenham um sentimento de comunidade desenvolvido, como, por exemplo, as pessoas que vivem noutras zonas da cidade onde esses equipamentos estão disponíveis”, disse.

    Em declarações à agência Lusa à margem de um convívio na Associação de Moradores da Bouça, o candidato enfatizou a importância para a sua candidatura de a juventude ter acesso ao espaço público e a tudo aquilo que ele pode proporcionar enquanto espaço de cidadania e espaço de fruição”.

    Nesse contexto, considerou que as associações de comunidades “são muito importantes”, aproveitando o tema para saltar para os bairros sociais, para sublinhar o “cosmopolitismo de um Porto bairrista virado para o futuro”, embora, reconheça, “o Porto bairrista já não é o Porto bairrista que era nos anos [19]90 nem no início do século”.

  • PCP pergunta quem vai pagar contas de pensionistas se não houver folga orçamental

    O secretário-geral do PCP criticou hoje o executivo por só admitir apoios extraordinários para os pensionistas se houver folga orçamental, perguntando quem vai pagar as suas contas se não houver.

    Em declarações aos jornalistas após um comício no mercado municipal da Vidigueira, distrito de Beja, Paulo Raimundo considerou que a proposta de aumento do Complemento Solidário para Idosos (CSI) e de um novo suplemento extraordinário para pensionistas se houver folga orçamental, anunciada pelo primeiro-ministro este sábado, é típico de período eleitoral.

    “Nós estamos em campanha eleitoral, é só sacos cheios de promessas, é só sacos e sacos e sacos. Pronto, depois logo se vai ver”, afirmou Paulo Raimundo.

    O secretário-geral do PCP considerou importante frisar que, “sobre o problema dos reformados”, o Governo só tem admitido dar benesses se houver folga orçamental.

    “Tem havido benesses todos os anos porque tem havido eleições todos os anos. Se houver folga, há benesses, se não houver folga, a malta que aguente”, criticou, aproveitando para deixar uma pergunta ao Governo.

    “Se houver aumento dos complementos solidários e apoios extraordinários, os reformados pagam as contas no supermercado… Se não houver, ficam a dever e o Governo paga?”, questionou.

  • "Montenegro começa a cansar também, porque tudo o que promete não acontece", critica Ventura

    André Ventura, em campanha autárquica a partir de Ansião, responde às promessas avançadas ontem por Luís Montenegro relativamente ao aumento do Complemento Solidário para Idosos e diz que “foi o Chega que conseguiu fazer isto tudo”.

    Em declarações aos jornalistas, o presidente do Chega garante que as medidas agora prometidas — bem como temas relacionados com a Habitação que foram anunciados esta semana — haviam sido discutidas e até apresentadas pelo Chega em reunião com o primeiro-ministro, mas que, “no ano passado, [Montenegro] disse que não dava”. “Agora, o Governo vem anunciar exatamente aquilo que o Chega propôs”, acrescenta Ventura.

    “Isto mostra um Governo um pouco ao zigzag, sem conhecer o país real e sem saber o que faz falta às pessoas”, atira o também candidato presidencial, acusando o Executivo de Luís Montenegro de apenas anunciar medidas apenas “quando chega às eleições”. “Montenegro começa a cansar também, tudo o que promete não acontece”, critica.

  • Redução imposta pela troika volta atrás nestas autárquicas. Veja que freguesias estão de regresso

    Em 70 municípios vão regressar, no total, 302 das freguesias extintas pela reforma de 2013. Com a reposição, Portugal passa a ter 3.258 juntas de freguesia.

    Redução imposta pela troika volta atrás nestas autárquicas. Veja que freguesias estão de regresso

  • Montenegro garante que Governo não vai abandonar moradores de territórios de baixa densidade

    O presidente do PSD defendeu este sábado, na apresentação do candidato apoiado pelo PSD à Câmara Municipal de Penalva do Castelo (distrito de Viseu), que sem criação de riqueza que permita uma economia forte não há “uma verdadeira democracia” e prometeu aos moradores dos territórios de baixa densidade que o Governo não os deixará sozinhos.

    “Se não houver criação de riqueza, se não houver uma economia forte, se não houver uma boa escola pública, se não houver acesso a cuidados de saúde, nós não temos uma verdadeira democracia e quem sofre é sempre quem tem menos, quem sofre é sempre quem tem mais dificuldade”, avisou.

    Em Penalva do Castelo, como antes tinha feito no concelho de Góis, defendeu que o seu executivo está a privilegiar o investimento feito nos territórios de baixa densidade e aposta no setor primário. “Eu sou um primeiro-ministro, um líder de um governo e um líder de um partido, que entende que a agricultura, o setor primário, a produção florestal e a rentabilidade da floresta, a complementaridade entre a agricultura, o turismo, o comércio e a indústria são uma estratégia de desenvolvimento”, frisou.

    “É possível cuidar do ambiente, é possível ter uma agricultura mais tecnológica, mais produtiva e mais rentável, é possível ter mais ordenamento e rentabilidade florestal, e é possível que com essa dinâmica todos se sintam melhor na sua terra”, disse.

    Numa nota que também já tinha deixado à tarde, voltou a referir a segurança como um ativo do país e deixou uma palavra, de passagem, sobre a imigração. “O nosso país precisa de imigrantes para trabalhar, mas os imigrantes têm de vir para trabalhar e têm de vir respeitando aquilo que são os nossos hábitos, a nossa cultura e dando-lhes por isso mais dignidade, dando-lhes mais oportunidades para eles nos ajudarem a criar riqueza”, afirmou.

    Em 2021, o Partido Socialista (PS) elegeu três mandatos com 56,68% do eleitorado (2.893 votos), a coligação PSD/CDS-PP conquistou 37,11% (1.894 votos), conseguindo dois eleitos, enquanto a CDU teve 1,59% (81 votos). Dos 7.448 inscritos, votaram 5.104 pessoas.

  • Habitação concentra atenções dos cinco candidatos à Câmara de Portalegre

    Os cinco candidatos à presidência da Câmara de Portalegre defenderam hoje, num debate na RTP3, que é necessário criar mais habitação e acessibilidades para fixar e atrair população, num concelho que apresenta um tecido empresarial débil.

    A atual presidente do município e candidata da coligação PSD/CDS-PP, Fermelinda Carvalho, destacou a criação de habitação acessível, esperando em quatro anos recuperar um total de 130 casas. “Nós temos uma Estratégia Local de Habitação no âmbito de Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de nove milhões de euros para executar, temos inúmeros projetos feitos e já lançamos muitos concursos públicos”, disse.

    Já o candidato do PS, Francisco Silva, defende a captação de fundos comunitários para criar habitação social e a aquisição de casas devolutas na zona histórica da cidade, por parte do município, no sentido de colocar depois esses imóveis no mercado a preços acessíveis. “Em vez de termos gasto tanto dinheiro em alcatrão (recuperação de estradas municipais nos últimos quatro anos), podíamos ter apostado algum dinheiro na parte velha da cidade, comprar as casas velhas, recuperá-las e colocá-las no mercado”, defendeu.

    O candidato do movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP), Ricardo Romão, acusou o atual executivo da coligação PSD/CDS-PP de não ter cumprido o calendário para a compra e requalificação de “umas centenas” de habitações.

    O candidato da CDU, Diogo Júlio, defendeu, por sua vez, que seja disponibilizada habitação a custos baixos — criticando os “preços proibitivos” —, mas também que possam ser disponibilizadas casas para quadros que têm outras apetências e poder de compra.

    Por último, o candidato do partido Chega, João Lopes Aleixo, defendeu a criação de mais habitação para atrair investimento e população, tendo também lamentado que o mercado do arrendamento na cidade apresenta um quadro “assustador”, com a falta de oferta.

    O atual executivo municipal, liderado por Fermelinda Carvalho, a cumprir o seu primeiro mandato, é composto por três eleitos da coligação PSD/CDS-PP, dois do PS e outros dois da CLIP.

  • José Luís Carneiro defende que Setúbal "não precisa de lideranças recauchutadas"

    O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje que Setúbal “não precisa de lideranças recauchutadas”, mas sim de uma “nova vontade e energia” à frente da câmara, apontando “uma onda de vitória” do candidato socialista Fernando José.

    “Este concelho não precisa de lideranças recauchutadas, precisa de um nova liderança, de uma nova força e de uma nova vontade que é a vontade do Fernando José”, disse José Luís Carneiro no discurso do jantar da campanha autárquica em Setúbal. A corrida autárquica no concelho sadino conta, entre outros candidatos, com o regresso da antiga presidente da câmara pela CDU, Maria das Dores Meira, que agora se apresenta como candidata independente, apoiada pelo PSD.

    O líder do PS assegurou ter “a maior confiança” no projeto liderado pelo cabeça de lista do PS a Setúbal, Fernando José, considerando que há uma “onda de vitória e de mudança” que vai levar o socialista à presidência da câmara.

    Segundo José Luís Carneiro, “a proposta política do Fernando José tem as prioridades políticas certas”, apontando à saúde. “É também a nossa principal prioridade. É inaceitável que um concelho como o de Setúbal não tenha uma resposta qualificada para a ginecologia e para a pediatria e contas com a nossa voz para na Assembleia da República defender essa prioridade”, criticou.

    Outra das prioridades do candidato do PS à Câmara de Setúbal é a habitação. “O futuro presidente da câmara de Setúbal contará com todo o apoio para que as suas prioridades tenham o apoio nacional de todos os nossos deputados, dos nossos eurodeputados e de todos os autarcas do país que trabalharão para apoiar os projetos que colocam estas duas prioridades como fundamentais”, prometeu.

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