Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Mais de 1.500 operacionais combatem os seis maiores fogos

    Mais de 1.500 operacionais combatiam pelas 23:30 de terça-feira os seis incêndios com maior relevância em Portugal continental, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

    “Todos estão com os meios empenhados e com o combate a decorrer conforme o plano de ação estabelecido. Esperamos nas próximas horas ter uma informação mais favorável”, realçou o comandante José Miranda, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, num balanço pelas 23:15 de terça-feira.

    O incêndio no concelho de Trancoso, distrito da Guarda, mobilizava o maior número de meios, com 547 operacionais, apoiados por 190 viaturas, seguido do fogo de Sirarelhos, na serra do Alvão, Vila Real, que já esteve em conclusão e reativou por duas vezes e mobilizava agora 496 operacionais e 163 viaturas.

    O fogo em Tabuaço, distrito de Viseu, ativo desde a madrugada de segunda-feira, tinha no terreno 225 operacionais, apoiados por 76 meios terrestres, e de acordo com o balanço da Proteção Civil pelas 20:00 mantinha uma frente ativa de difícil acesso.

    Sobre as novas ocorrências, José Miranda explicou que deflagrou na terça-feira à noite em Casal da Serra, concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, um incêndio que mobilizava quase 100 operacionais e 25 viaturas, sendo que o combate às duas frentes estava a evoluir favoravelmente.

    No Alentejo, deflagrou pelas 16:42 de terça-feira um fogo no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, que tinha no local pelas 23:30, mais de 360 operacionais e 127 meios terrestres, a combaterem as três frentes que progrediam “com alguma intensidade”.

    O comandante sub-regional da Proteção Civil, Tiago Bugio, referiu à estação Sic Notícias, pelas 22:15, que as três frentes estavam a ceder aos meios de combate.

    Em Cuba, distrito de Beja, um fogo que começou pelas 16:21 mantinha no terreno 144 operacionais e 51 viaturas.

    Também entre as ocorrências significativas, mas já com os incêndios em fase de rescaldo, mantinham-se 283 operacionais no terreno no fogo que começou no domingo em Sobral de São Miguel, concelho da Covilhã.

    Em Moimenta da Beira, distrito de Viseu, o incêndio que começou em Alvite na madrugada de sexta-feira e estava em resolução teve um reacendimento na terça-feira, já resolvido, entrando o fogo em fase de resolução.

  • Frente na serra do Alvão tem cerca de dois quilómetros

    O incêndio que lavra na serra do Alvão, Vila Real, tem uma frente ativa com cerca de dois quilómetros que começa a arder com “pouca intensidade” e a “ter vários focos dispersos”, segundo o comandante sub-regional do Douro.

    “Tendo conseguido ultrapassar e vencer a prioridade de, mais uma vez, proteger as aldeias, com sucesso, conseguimos fechar a cabeça que se dirigia à Samardã e temos, neste momento, uma frente de cerca de dois quilómetros que começa a arder com pouca intensidade e a ter vários focos dispersos”, afirmou Miguel Fonseca agência Lusa, num ponto de situação feito esta noite.

    O incêndio que lavra na serra do Alvão deflagrou a 02 de agosto, em Sirarelhos, no concelho de Vila Real, já esteve em conclusão, reativou por duas vezes e já percorreu 27 aldeias.

    Durante o dia de hoje passou por Testeira, Cravelas de Baixo, Outeiro e Paredes, onde foram feitos confinamentos pontuais por precaução com a ajuda da GNR.

    “Estamos a reagrupar, estamos felizmente a conseguir render meios e a aguardar a chegada de três grupos de combate, disponibilizados pela própria estrutura [ANEPC] e também agrupados pelos corpos de bombeiros da sub-região do Douro de forma a que, com estas equipas mais frescas, de noite possamos fechar esta frente que ainda nos está a apresentar alguma preocupação”, referiu Miguel Fonseca.

    A frente lavra, segundo explicou, em “média montanha, na encosta acima de Benagouro e Samardã onde estão quatro máquinas de rasto a trabalho.

    Esta vai ser, apontou, “mais uma noite de muito trabalho”. “Tudo continuaremos a fazer para que consigamos atingir este objetivo que é fechar definitivamente, ao fim destes dias todos, esta frente”, repetiu.

  • Aviso laranja devido ao calor até 6.ª feira em Castelo Branco, Guarda e Bragança

    Castelo Branco, Guarda e Bragança vão estar sob aviso laranja devido ao calor até ao final do dia de sexta-feira, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    O aviso laranja, o segundo mais grave, foi prolongado até sexta-feira devido à “persistência de valores muito elevados da temperatura máxima” para estes três distritos, de acordo com o comunicado do instituto.

    Já os distritos de Évora, Beja e Portalegre vão estar sob aviso laranja até às 18h00 de quinta-feira, passando a aviso amarelo até ao final do dia de quinta-feira.

    Vila Real e Viseu estão sob aviso amarelo até às 06h00 de quinta, altura em que passam a aviso laranja até às 18h00 de quinta-feira.

    Em Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Aveiro, Braga e Lisboa está em vigor um aviso amarelo até ao final do dia de quinta-feira, enquanto em Santarém, Leiria e Coimbra o aviso amarelo do IPMA vigora até às 18h00 de sexta-feira.

  • Três frentes ativas no foco de incêndio em Ermidas-Sado

    O incêndio florestal na zona de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, tem três frentes ativas, disse hoje o comandante sub-regional da Proteção Civil, Tiago Bugio.

    Em declarações à Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral explicou que o incêndio, que deflagrou em Vale da Eira, Ermidas-Sado, distrito de Setúbal, está a lavrar numa zona de povoamento florestal.

    “Uma das três frentes vai em direção ao concelho de Grândola, outra em direção a Canhestros [concelho de Ferreira do Alentejo] e uma outra em direção a Oeste, para Vale da Eira”, no concelho de Santiago do Cacém, indicou o comandante.

    Também contactado pela Lusa, o vereador da Câmara de Santiago do Cacém, Albano Pereira, disse que, até ao momento, não há registo de pessoas ou de casas em perigo.

  • Mais de 300 operacionais no combate às chamas em Ermidas-Sado

    Mais de 300 operacionais, apoiados por mais de 100 viaturas, combatem hoje o incêndio que deflagrou em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, de acordo com a Proteção Civil.

    A página de Internet da Autoridade Emergência e Proteção Civil (ANEPC) consultada pela agência Lusa, pelas 21h30, indicava que o combate a este sinistro mobilizava um total de 303 operacionais, auxiliados por 104 veículos.

    Já os sete meios aéreos, que chegaram a participar nos trabalhos, abandonaram o teatro de operações, com o cair da noite.

  • Tabuaço mantém uma frente ativa de combate difícil

    O incêndio em Tabuaço mantém uma frente ativa de difícil acesso, mas se as condições meteorológicas permitirem, poderá estar dominado ao início da manhã, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

    “Neste momento, temos 90% do perímetro em rescaldo e vigilância e temos uma frente com cerca de 800 metros ativa e a arder com intensidade, em local de difícil acesso”, disse à agência Lusa, pelas 20h00, o segundo comandante do Comando Sub-regional da proteção Civil do Cávado.

    Bruno Silva, que está no comando das operações do incêndio em Tabuaço, no norte do distrito de Viseu, disse ainda que essa frente ativa está num terreno “com cerca de 80% de declive o que dificulta muito na colocação de meios terrestres”.

    “Estamos a tentar resolver esta frente que, neste momento, é a única situação que temos”, adiantou Bruno Silva. O segundo comandante do Cávado adiantou ainda que “não há populações em risco”.

    Pelas 20h15, o incêndio mobilizava 229 operacionais apoiados por 72 veículos e seis meios aéreos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

  • Autarca de Vila Real volta a apelar a reforço de meios

    O presidente da Câmara de Vila Real voltou hoje a apelar a um reforço de meios para combater o incêndio que lavra naquele concelho há 11 dias, afirmando que os operacionais estão cansados.

    “Os homens estão mesmo muito cansados, tendo em conta a dimensão deste incêndio (…). Aqueles que podem pôr cobro a esta situação, por favor, que nos ajudem. Eu não sei o que posso fazer neste momento, mais que não seja fazer este apelo: que realmente coloquem pessoas no terreno, que refresquem estes operacionais”, disse o autarca.

    Alexandre Favaios falava aos jornalistas na aldeia de Paredes, que é neste momento uma das aldeias que está a causar maior preocupação aos bombeiros, devido à proximidade do fogo.

    O presidente da câmara referiu ainda que este incêndio já atingiu 25 aldeias e percorreu 12 quilómetros, entre Mascoselo e Paredes, dos quais quatro quilómetros foram só no dia de hoje, e sublinhou que esta tarde registaram-se duas novas ignições na zona de La Salette, em Vila Cova.

  • Montenegro diz compreender indignação de quem vive drama dos fogos

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje compreender as manifestações de indignação de quem tem estado a sofrer com os incêndios, mas garantiu que o Governo “está a dar o máximo” para tentar mitigar os fogos que lavram no país.

    Questionado pelos jornalistas sobre as críticas do presidente da Câmara de Vila Real sobre o combate ao incêndio que deflagrou em 2 de agosto em Sirarelhos, Luís Montenegro respondeu que existe um dispositivo de 15 mil operacionais e que todos os meios estão em prontidão.

    “Nós compreendemos que aqueles que têm sido confrontados com este drama possam às vezes ter manifestações de indignação, é normal, mas a verdade é que todos nós estamos a dar o máximo, todos nós queremos e vamos continuar a dar o máximo”, disse, acrescentando que o Governo está concentrado em diminuir riscos e em encontrar melhores respostas.

  • Uma centena de operacionais e um meio aéreo combatem foco no concelho de Cuba

    Um incêndio rural que deflagrou hoje à tarde no concelho de Cuba, distrito de Beja, está a ser combatido por 100 operacionais, apoiados por um meio aéreo, revelou fonte da Proteção Civil.

    A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou à agência Lusa que o foco de incêndio deflagrou na zona de Vila Alva, tendo o alerta sido dado às 17h21.

    As chamas estão a consumir uma área de mato, pasto, azinheiras e sobreiros, adiantou.

    Às 20h00, segundo a fonte da Proteção Civil, estavam envolvidos nas operações de combate 100 operacionais, apoiados por 36 veículos e um meio aéreo.

    A mesma fonte acrescentou que, à mesma hora, não havia registo de feridos nem de habitações em risco.

  • Portugal tem 61 ocorrências, com três fogos preocupantes. Novo incêndio em Santiago do Cacém pode obrigar ao corte da A2

    Portugal continental teve até às 17h00 de hoje 61 incêndios, 18 deles iniciados de noite, com três mais preocupantes, nos distritos de Viseu, Guarda e Vila Real, segundo um balanço da Proteção Civil.

    Na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Comandante Nacional, Mário Silvestre, disse que a luta contra os incêndios mobilizava 1.812 operacionais, com 467 meios terrestres e 128 missões aéreas.

    As ocorrências mais preocupantes eram esta tarde os incêndios em Tabuaço, Viseu, em Trancoso, Guarda e em Sirarelhos, Vila Real, onde têm ocorrido várias reativações. Esta tarde um outro incêndio preocupante deflagrou em Santiago do Cacém que mobilizava ao fim do dia 178 operacionais e seis meios aéreos, podendo ser necessário cortar a A2 ao trânsito, admitiu.

    Os três maiores incêndios mobilizavam esta tarde 1.253 operacionais. Mário Silvestre insistiu no incêndio de Sirarelhos, que já esteve em resolução por três vezes e que teve reativações, algumas que “levantam preocupações”, por serem “estranhas”, tendo em conta a meteorologia e a intensidade de calor.

    Na segunda-feira, quando o incêndio estava em resolução, às 07:00 um avião sobrevoou o local, fez imagens térmicas e “o incêndio estava estabilizado, sem pontos quentes”. Estamos a tentar perceber o que leva a estas reativações, disse o responsável.

    Mário Silvestre disse também que as 45 ocorrências em resolução, conclusão e vigilância envolviam na tarde de hoje 905 operacionais, com 292 veículos e cinco meios aéreos.

    Entre operacionais e civis foram assistidos mais de meia centena mas casos sem gravidade, segundo o balanço da ANEPC.

    Mário Silvestre disse ainda que não há previsões de retoma para já quanto aos dois canadair inoperacionais, apontando para “talvez até ao final da semana”.

  • Empresas florestais pedem compensação por paragem

    As empresas florestais pediram hoje compensações pelas paragens e condicionamentos a que estão forçadas devido aos incêndios rurais.

    “Desde 2020 que as empresas florestais suportam custos da defesa das florestas contra os incêndios rurais. Mais uma vez, os governantes, através de despachos, proíbem de trabalhar as empresas florestais, sem que haja qualquer compensação pelas paragens ou pelos condicionamentos realizados”, apontou a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA).

    Assinalou, ainda, que estas empresas passam hoje por graves dificuldades devido ao aumento dos combustíveis e dos custos dos fatores de produção, avisando que não vão conseguir suportar mais uma paragem.

    “Como se sentiria o cidadão comum, se fosse proibido de trabalhar, sem razão aparente, não recebendo o salário respetivo, nem qualquer tipo de compensação, apenas por amor ao país?”, questionou.

  • Montenegro justifica prolongamento do estado de alerta pelo seu efeito de "diminuição dos riscos" e pela "severidade" do estado do tempo

    Em Faro, o primeiro-ministro lembrou que esta é mais uma prorrogação do estado de alerta, instaurado a 3 de agosto, sendo que espera não ter “novos prolongamentos”.

    Segundo Luís Montenegro, a decisão deveu-se a uma avaliação do “efeito que a situação de alerta tem provocado em termos da diminuição dos riscos”, justificando-se também devido à “severidade que teremos ainda amanhã e nos dois seguintes”.

    “Esperemos que, esgotado este período, possamos aliviar estes condicionalismos e possamos retomar a nossa vida quotidiana”, afirmou ainda.

    O primeiro-ministro manifestou ainda solidariedade com a população afetada pelos incêndios que se têm registado pelo país há mais de uma semana e deixou também um agradecimento a todas as forças de segurança, proteção civil e bombeiros que têm participado no combate aos fogos ao longo da onda de calor que tem afetado o país.

  • Estado de alerta prolongado até sexta-feira

    O primeiro-ministro Luís Montenegro interrompeu as férias para, no decurso de uma ação em Faro, anunciar ao país que a situação de alerta prolongada foi prolongada por mais 48 horas, ou seja, até sexta-feira, 15 de agosto.

    “(…) Atenta a previsão meteorológica para os próximos dias, o Governo decidiu hoje prolongar por mais 48 horas a situação de alerta, que devia terminar amanhã (quarta-feira) às 23:59, e que, portanto, se vai prolongar até às 23:59 de sexta-feira, dia 15”, disse o primeiro-ministro

    A situação de alerta vigente no país, recorde-se, já tinha sido prolongada até 13 de agosto, quarta-feira.

    Uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI) divulgada ao final da tarde adianta que “todas as medidas de caráter excecional, outrora implementadas, serão mantidas durante este período”.

  • Circulação rodoviária no IC1 em Ermidas-Sado cortada nos dois sentidos

    A circulação rodoviária no Itinerário Complementar 1 (IC1) está cortada nos dois sentidos, desde as 17:00, devido ao incêndio que lavra na zona de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, revelou fonte da GNR.

    Em declarações à agência Lusa, fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR indicou que o trânsito está cortado nos dois sentidos, ao quilómetro 613 do IC1, desde as 17:00, devido ao foco de incêndio que deflagrou pelas 16:40 na zona de vale da Eira, em Ermidas-Sado.

    “A alternativa ainda é a autoestrada (A2), mas há outras estradas regionais que podem ser opções” para os automobilistas, disse a mesma fonte, cerca das 18:20.

    Contactado pela agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que o foco eclodiu pelas 16:40 “na zona de Vale da Eira, entre Ermidas-Sado e Grândola”, concelho vizinho.

    “O incêndio está a queimar uma área de eucalipto, pinhal e mato”, revelou.

    Segundo o comandante, “estava prevista a ocorrência de trovoada seca” para aquela zona pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e, antes de o fogo ter deflagrado, “houve pessoas que identificaram vários trovões no local”.

  • Mais de 170 operacionais e seis meios aéreos combatem chamas em Ermidas-Sado

    Mais de 170 operacionais, apoiados por seis meios aéreos, estão a combater um incêndio florestal que deflagrou hoje à tarde na zona de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, revelou fonte da Proteção Civil.

    Contactado pela agência Lusa pelas 17:35, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que o foco eclodiu pelas 16:40 “na zona de Vale da Eira, entre Ermidas-Sado e Grândola”, concelho vizinho.

    “O incêndio está a queimar uma área de eucalipto, pinhal e mato”, revelou.

    Segundo o comandante, “estava prevista a ocorrência de trovoada seca” para aquela zona pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e, antes de o sinistro ter começado, “houve pessoas que identificaram vários trovões no local”.

    As operações de combate ao incêndio mobilizavam, às 17:55, 172 operacionais, apoiados por 51 veículos e seis meios aéreos, todos eles aviões.

  • Exército já mobilizou quase três mil militares para o combate aos fogos

    O Exército português já mobilizou quase três mil militares para o combate aos incêndios no país, tendo atualmente 34 patrulhas diárias empenhadas na vigilância e deteção de fogos, divulgou hoje fonte daquele ramo das Forças Armadas.

    Numa nota enviada às redações, o Exército destaca a presença, neste momento, de três destacamentos de engenharia nas regiões de Trancoso e Tabuaço, para criar faixas de contenção, melhorar acessos e apoiar o combate direto, e de equipas de rescaldo em Vila Real e Ribeira de Pena para eliminar “combustão viva” e isolar “material em combustão lenta”.

    O Exército tem ainda equipas de vigilância e deteção “distribuídas por todo o território nacional, monitorizando riscos e atuando preventivamente para salvaguardar vidas e bens”.

    No total acumulado, este ramo das Forças Armadas mobilizou, este ano, 2.985 militares, e ainda 1.291 viaturas, tendo já percorrido perto de 225 mil quilómetros e acumulado 7.655 horas de missão distribuídas por 16 distritos.

    Neste momento, o Exército tem empenhadas, diariamente, 16 patrulhas de vigilância de deteção no âmbito do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, outro no âmbito municipal e dez no âmbito do Plano Revelles, totalizando 34 patrulhas diárias no terreno.

    Na nota enviada às redações, o Exército salienta o seu “esforço constante e determinado no combate aos grandes incêndios que assolam o país, atuando em múltiplas frentes para apoiar as populações e proteger o património natural”.

  • "Por vezes até ficam os bombeiros cercados". Dirigente de Terrenhos diz que meios de combate não estão a conseguir dar conta do incêndio

    Em declarações à Rádio Observador, Ramiro Carvalheira, fez um ponto de situação quanto ao incêndio a afetar Terrenho, aldeia em Troncoso e uma das ocorrências mais significativas a ter lugar esta terça-feira.

    Segundo o dirigente, “já foi efetuado o plano de emergência e a recolha dos idosos”, que estão concentrados neste momento no edifício da União de Freguesias de Torre do Terrenho, Sebadelhe da Serra e Terrenho, da qual Carvalheira é tesoureiro.

    Tal como o Presidente da CM de Trancoso já tinha adiantado, não há a registar para já casas atingidas nem pessoas feridas, mas o nível de alerta continua muito elevado, dada a imprevisibilidade com que o fogo tem avançado devido às condições climatéricas desfavoráveis.

    “Não há mãos a medir. Portanto, não conseguimos vencer isto. O vento também está alterado, sobe em todos os sentidos e vai acendendo”, lamenta. Segundo Carvalheira, os meios no local não estão a conseguir dar conta do fogo porque “o vento está muito forte e há muitas projeções — por vezes até ficam os bombeiros cercados”.

    Além disso, o dirigente sublinha que esta frente não pode contar com o auxílio dos meios aéreos para combater o fogo porque “o fumo é muito denso” e, assim, “os aviões e os helicópteros não podem atuar”.

  • Especialista alerta que este ano está entre os piores das últimas décadas no que toca a incêndios

    “Tendo como referência alguns dos piores anos de que temos registo” — por exemplo, 2003, 2005, 2017, 2022 –, que “são dos piores anos” nas últimas décadas, “este ano está muito próximo desses” e “está a acompanhar muito de perto o ano de 2017” e “a ser, enfim, mais grave em termos de indicadores”, afirmou Domingos Xavier Viegas.

    O diretor do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF), da Universidade de Coimbra, explicou, em declarações à Lusa, que com base em dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de outros indicadores tem vindo a acompanhar a evolução das condições no centro do país que podem favorecer a ocorrência de incêndios rurais.

    Embora saliente que o IPMA terá “dados mais completos e mais extensos”, Xavier Viegas avançou que, com base num indicador “do sistema canadiano de indexação do perigo de incêndio”, chamado “índice de secura, que mede o estado de secura do solo”, de forma cumulativa, praticamente” há várias semanas que não chove no país, pelo menos” na região centro, e, portanto, “o estado de segura do solo vai-se agravando”.

    “Os combustíveis, não só os finos, secos, mortos, portanto, que esses secam muito rapidamente, mas outros”, os “arbustivos, que têm um tempo de resposta mais longo, também vão secando e a sua secura vai aumentando à medida que avançamos” na estação, salientou, notando que, “por isso, vão ficando cada vez mais disponíveis para arder”.

    Este ano, referiu, “esse índice tem vindo a aumentar a uma taxa igual ou superior à que aumentou em 2017”, quando se registaram “dois períodos muito maus”, em junho, provocando incêndios que vitimaram seis dezenas de pessoas, com “uma melhoria em meados de agosto”, mas depois com “um período de calor sem chuva” e, em outubro, outra vez “valores muito elevados do índice de secura”.

    O professor jubilado da Universidade de Coimbra admitiu que as chuvas do início do ano tenham agravado a situação, pois fez “com que crescesse muita vegetação, que agora ficou seca e “disponível para arder”, além de “algumas ações de limpeza da vegetação” realizadas terem acabado “por não ter efeito”, pois a “vegetação voltou a crescer”.

    “Aquilo que disse, (…) com base em dados de Coimbra, portanto aqui da região centro, é apenas válido para uma parte do território, porque seguramente há outras partes do território em que as condições são piores que estas”, frisou Domingos Xavier Viegas.

    Nesse sentido, perante as temperaturas elevadas no interior norte e centro, “de uma forma consecutiva”, e também no Alentejo e no sul, as condições podem ser “em termos relativos até piores” do que no centro, admitiu.

    Um dos programas da Universidade de Coimbra de medição do teor de humidade dos combustíveis da floresta é realizado com uma amostragem na Lousã, com combustíveis representativos do centro e norte do país, e Xavier Viegas salientou que o “teor de humidade para já dos combustíveis mortos é muito, muito baixo”.

    “Os dados que os meus colegas me facultaram indicam teores de humidade da ordem dos 4 ou 6%, que são valores que indicam um índice de perigo extremo. E os valores do teor de humidade dos arbustos” estão “entre os 5% mais baixos desde que temos registo há mais de 20 anos”, apontou.

    “Está, de facto, a ser um ano, deste ponto de vista, bastante mau, portanto, bastante perigoso. Oxalá as condições se alterem”, vincou o diretor do CEIF, acrescentando que a situação só poderá alterar-se com o aumento da humidade e com chuva.

    O especialista apelou ainda para que haja “muito cuidado da parte das pessoas”, se evite o uso do fogo e que haja novas ignições, pois, como tem acompanhado nas semanas anteriores, “lamentavelmente, continua a haver novas ignições todos os dias e isso é perfeitamente inexplicável”.

  • Autarca de Trancoso diz que não há vítimas a registar nem primeiras habitações ardidas, mas fala em "prejuízo incalculável" a nível agrícola

    Na aldeia de Terrenho, uma das povoações mais ameaçadas pelo fogo a grassar em Trancoso, o autarca do concelho confirmou aos jornalistas que as perdas, neste momento, se cingem à produção agrícola.

    “O nosso cuidado foi sempre que não houvesse acidentes graves nem vítimas mortais. Até agora, temos conseguido, fruto do trabalho dos nossos bombeiros, que têm sido inexcedíveis e estão exaustos”, afirmou Amílcar Salvador, sendo “digno de registar” que não tenha havido ainda “nenhuma casa de primeira habitação atingida”.

    A minimização do danos provocados por este incêndio devem-se sobretudo à “preparação que já tiveram as populações”, recordou. No entanto, este fogo — ativo desde sábado — já causou “um prejuízo incalculável ao nível dos castanheiros, dos olivais, das vinhas e do pinhal”, tendo já consumido uma área de 12 mil hectares.

    “As pessoas estão a viver momentos de pânico, tem sido assim desde a tarde de sábado”, lamentou, apontando como principal fator as condições climatéricas, especificamente a inconstância do vento. “No espaço de meia hora, o vento muda a direção do incêndio e aquilo que parecia de certa forma não causar perigo torna-se perigo iminente”, afirmou o autarca.

  • Empresa já substituiu um dos aviões Canadair avariados

    O primeiro avião pesado de combate a incêndios florestais Canadair para substituir os que estão inoperacionais chegou ao início da tarde de hoje a Portugal e um segundo chegará “nos próximos dias”, segundo a empresa que opera estas aeronaves.

    “O primeiro avião Canadair de substituição da Avincis aterrou há momentos em Castelo Branco. Trata-se de um Canadair CL-215 com motor a turbina”, indicou à lusa fonte oficial da Avincis, empresa responsável por estas aeronaves pesadas a operar em Portugal no combate aos incêndios.

    A mesma fonte indicou também que “o segundo Canadair chegará nos próximos dias”.

    “A Avincis mantém o seu total compromisso na substituição destas aeronaves para apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios em todo o país, no contexto da atual situação sem precedentes dos últimos dias”, acrescentou ainda a empresa.

    Estes aviões vão substituir os dois Canadair afetos ao Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) que estão fora de serviço, estando também inoperacional um terceiro de substituição para atuar em caso de eventuais avarias.

    Na sequência destas avarias, Portugal acionou o mecanismo de cooperação bilateral com Marrocos, que enviou dois aviões Canadair, que já estão hoje a combater os incêndios no país.

    Segundo o Ministério da Administração Interna, estes dois aviões pesados passaram a integrar o DECIR até ao final desta semana e estão a operar a partir da Base Aérea de Monte Real.

    O MAI referiu ainda que as aeronaves avariadas precisam de intervenção técnica, “estando prevista a sua reintegração no dispositivo nacional até ao final desta semana”.

    Um dos Canadair está avariado desde 31 de julho, quando sofreu danos estruturais durante uma operação de carga de água no Rio Douro, e outro avião, segundo fontes aeronáuticas, tem problemas num dos motores.

1 de 3